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08 fevereiro 2012

Ser Otaku é Difícil: Manga em Portugal

Quem acompanha o blogue regularmente não terá deixado de reparar nos recentes posts sobre manga e anime. A verdade é que sempre gostei muito do Japão e da cultura japonesa; penso que este gosto se deve em parte à leitura do livro Shogun de James Clavell (lido numa idade impressionável, na adolescência) que é, ainda hoje, uma das minhas obras preferidas.

Seja por que motivo for, sou assim como que uma otaku, isto é uma amante de tudo o que é japonês, especialmente os mangas (ou mangás), os animes e mesmo os dramas da TV. Enfim, basicamente, se é "made in Japan" passem para cá que eu provavelmente irei gostar.

Como eu, existem muitas outras pessoas, claro. Os fans de manga (que está mais ou menos para o Japão como o fado está para Portugal) são muitos e de muitas nacionalidades. Na Europa o manga e o anime são bem conhecidos sendo a França um dos países que mais vende este tipo de comics no mundo.

Mas... não vivo em França e não tenho acesso a manga francesa (mesmo que tivesse não sei o suficiente da língua para poder ler os livros). Por isso a questão que se coloca é... será que Portugal acompanha as tendências mundiais neste aspecto e aposta também nestes produtos? E a resposta é... não. Como em quase tudo, Portugal está a anos luz de distância do resto do mundo (até no Brasil se publicam mangas) e os pobres otakus nacionais não têm outro remédio senão esperar e desesperar enquanto o resto do mundo lê manga e vê anime. É certo que o manga não é, de momento um mercado muito rentável; os custos de tradução seriam elevadíssimos uma vez que podemos provavelmente concluir que não existem no país muitos tradutores capazes de compreender e adaptar japonês. E claro, apesar de existirem fans de anime e manga em Portugal eles constituem uma minoria, umas centenas (talvez) de 'excêntricos' que descobriram estas formas de entretenimento por puro acaso, quiçá, nesse grande poço da globalidade que é a Internet. Por outro lado, se não se divulgar o mercado nunca irá crescer...

É por isso que iniciativas como as da Sic e as da editora ASA são louváveis. A Sic tem vindo a transmitir séries de anime desde há alguns anos atrás, primeiro exclusivamente na Sic Radical (onde passaram séries como Escaflowne e Trigun, legendadas em português) e depois também na Sic K, onde passam actualmente as séries Naruto e Bleach (muito populares lá fora), dobradas em português (isto já é menos bom porque as dobragens são de meter medo).

Para o espectador casual há então já alguma oferta. Algumas das séries acima mencionadas estão à venda dobradas ou simplesmente legendadas e uma empresa estrangeira (penso que é espanhola) tem também alguns títulos disponíveis com legendas em português (podem encontrar estes títulos na FNAC, por exemplo).

Mas se se for um verdadeiro fan... é para esquecer. Animes há poucos mas ainda vai havendo porque alguns são americanizados para consumo ocidental (refiro-me a Yu-Gi-Oh e Beyblade) pelo que o perigo de os exibir é pouco. Dos que são exclusivamente japonesas, escolhem-se séries mais infantis (como a Mermaid Melody) ou mais viradas para um público adolescente masculino (como Bleach e Naruto).

Se os animes são escassos os mangas são quase inexistentes. Durante muitos anos o único manga traduzido para português foi Akira de  Katsuhiro Otomo, uma história madura e distópica que se enquadrava bem com os títulos de banda desenhada americanos que se iam publicando por cá. Há uns anos a Devir tentou publicar manga, tendo escolhido a série Dark Angel, talvez um dos trabalhos menos conhecidos de  Kia Asamiya (Martian Successor Nadesico, Silent Mobius), mas não passou do volume 2.

Só em 2009 é que uma editora (a ASA) começou a apostar em manga. Actualmente existem três séries de manga japonesa publicadas em português: Astro Boy (descontinuado), Dragon Ball de Akira Toriyama e Yu-Gi-Oh de Kasuki Takahashi. Temos mais três de manga inglesa (Original English-Language Manga), isto é, banda desenhada de origem americana (ou inglesa) mas inspirada no manga japonês em termos de história e arte. Basicamente, é 'manga mas só mais ou menos'. As três séries de OEL foram também publicadas pela ASA e são: A Princesa Pêssego de Lindsey Cibos e Jared Hodges, World of Warcraft de Kim Jae-Hwan e Richard A. Knak e Dramacon de Svetlana Chmakova. Ah e de referir que cada livrito destes custa quase 10 euros.
Ou seja, manga? O que é isso, manga?

Restam aos otakus portugueses as grandes lojas de livros como a FNAC e as lojas da especialidade. Esta otaku foi fazer uma pesquisa pela cidade de Lisboa (e arrastou a Whitelady atrás) e pela Internet de modo a avaliar os recursos do otaku português (se o tal otaku for daqueles que gosta de coleccionar manga, claro e não se contentar apenas em ler online). 

FNAC (Colombo, Vasco da Gama, Baixa-Chiado)
Se até há pouco tempo a FNAC não era, para mim, um recurso quando se tratava de comprar manga, nos últimos tempos tem-se tornado mais e mais útil. A FNAC sempre teve uma modesta selecção de manga, sim, mas era em francês (o que não é estranho uma vez que a FNAC é deste país, penso eu)! Pelo que não me servia de muito. Mas desde que Naruto e Bleach começaram a aparecer na TV a FNAC começou a ter um stock de títulos em inglês, nomeadamente destas duas séries (que são bastante longas) e da outra série shonen (para rapazes) popular que por aí anda: One Piece. Os preços são razoáveis, se tivermos em conta que as edições inglesas são traduzidas directamente do japonês e são de melhor qualidade do que as portuguesas. Novidades destas três séries custam à volta de 10 euros mas os livros mais antigos chegam a custar 7. Outros títulos que se vêem nas prateleiras da FNAC em inglês: Death Note, Nana (único shojo presente) e volumes vários de séries para rapazes (mais recentemente Bakuman). Ainda tem alguns volumes em francês.

Tema (Colombo)
A loja do Colombo tem uma selecção em inglês limitada mas apelativa que inclui títulos como Bleach, Naruto, Inuyasha, Fairy Tail, Soul Eater entre outros. Os volumes variam entre os 11 e os 13 euros. Bom serviço (basicamente os funcionários sabem do que falam e podem ajudar na altura das escolhas).

Kingpin of Comics (Lisboa, perto do metro da Alameda)
Fora do centro, certamente, mas tem uma boa selecção de títulos em inglês cujo preço varia entre os 9.99 e os 15 euros, dependendo do editor. Tem mangas shojo, o que é bom para eventuais otaku do sexo feminino (que existem... eu sou a prova). :D Tem uma página na Internet.

BD Mania (Baixa-Chiado)
Outra loja da especialidade com uma boa selecção de títulos (como todas as outras mais orientada para o shonen mas também tem títulos shojo). Preços variam mas andam à volta dos 11.50 € por volume. Tem uma página na internet.

Naraneko (Online) - Coimbra
Como a loja da Naraneko fica em Coimbra nunca a visitei mas achei que devia incluir o website numa lista de recursos.

Mundo Fantasma (Porto) - por sugestão da Quigui
Para os residentes do Norte de Portugal, que provavelmente terão tanta facilidade em vir a Lisboa como eu tenho de ir ao Porto (muito pouca), existe a Mundo Fantasma. Fica no Brasília (seja lá onde isso for, penso que o pessoal da zona deve saber). Podem encomendar produtos nesta página.

Book Depository.com
(In)felizmente põe todas estas lojas a um canto tanto na selecção como no preço. Volumes a 5 euros (e muito poucos a 11), com portes grátis. Atenção, para comprar manga é melhor o Bookdepository.com do que o Bookdepository.co.uk, uma vez que o .com é mais orientado para produtos americanos (e as companhias que publicam manga são maioritariamente americanas). 

03 novembro 2011

Opiniões: Menos é mais?

Há algum tempo atrás eu e mais alguns bibliófilos discutíamos, num tópico de um fórum, opiniões literárias. Já não lhes chamo críticas porque enfim, a maioria de nós, bloggers, escreve um texto subjectivo sobre o que lemos.
Imagem daqui.

Ora bem, mas como dizia eu e outros amantes de livros trocávamos posts sobre aquilo que achávamos que constituía ou não uma boa opinião num blogue sobre livros. Eu perguntei se os meus companheiros de discussão achavam relevante o tamanho do texto (da opinião), uma vez que tinha lido comentários onde os leitores se queixavam do tamanho, que desencorajava a leitura.
E fiquei a pensar... o que acham vocês (eventuais leitores do blogue)? Como preferem as vossas opiniões? Grandes ou pequenas? Focadas em aspectos como o desenvolvimento da história, do mundo e das personagens? Ou apenas um resumo da história e uma ou duas frases do autor da opinião dizendo que sim senhora gostou ou que não senhora não gostou? E... preferem opiniões com classificações (numéricas, estrelinhas, etc) ou sem?

Digam de vossa justiça (não se esqueçam de dizer porque é que preferem uma maneira ou de outra, se puderem)! :D

20 outubro 2011

Sobre o preço dos livros

Quem me conhece, sabe que uma das principais fontes da minha irritação com o mundo editorial português é o preço dos livros. Actualmente os livros são taxados a 6% e segundo algumas notícias parece que vão continuar a ser, no ano que vem.

No entanto, os livros estão cada vez mais caros.

Nunca foram baratos, certamente. Sempre considerei o livro em Portugal como um luxo, um item a ser comprado uma vez por outra, quando se tem um dinheirinho a mais para gastar. Mas parece-me que as coisas vão de mal a pior, como constatei com surpresa no início desta semana.

Estava eu na FNAC a olhar para as novidades quando um livro me chamou a atenção. Já tinha ouvido falar dele mas como já desisti de comprar livros em português "passou-me ao lado" digamos. Mas como o autor é português e escreve dentro de um género que me agrada decidi dar-lhe uma oportunidade. Pego no livro e viro-o para ver o preço... 16 euros e 96 cêntimos. 17 euros, senhores! Um livro de capa mole, com pouco mais de 200 páginas e de um autor português. Nem sequer há a desculpa de ser mais caro por causa da tradução. Oh, reconheço que é um risco apostar num autor novo, claro, mas não seria mais fácil vender o livro se fosse um bocado mais acessível?
(1)




Pronto. Tinha decidido apoiar o autor e por isso acabei por comprar o livro. Enquanto pagava, lembrei-me da encomenda que havia feito no dia anterior, numa loja online estrangeira: dois livros por pouco mais de 12 euros. E ambos com mais páginas do que a obra que acabara de adquirir.

Esta é a razão pela qual, se puder, não compro livros em português. Não estou propriamente a fazer um boicote, mas apesar das traduções e campanhas publicitárias custarem dinheiro; apesar das nossas edições terem alguma qualidade e apesar das nossas editoras serem bastante mais pequenas do que as estrangeiras, ainda assim acho que o preço dos livros é... bem, uma roubalheira. Pelo que, sempre que posso (quase sempre) compro em inglês.

Ah pois, mas nem toda a gente sabe ler em inglês, dizem-me vocês. A sério? Eu antes também não sabia. Mas como não sou rica achei que era útil aprender e toca de comprar livros em inglês até os conseguir ler sem problemas.

Mas... mas... as editoras estão a fazer um esforço!! Agora até já têm edições de bolso!!
(2)
Ah sim? Edições de bolso que custam mais de dez euros? Belo progresso! Pois se eu compro livros estrangeiros de capa dura que definitivamente não são edições de bolso, na sua maioria a menos de dez euros! Porque é que hei-de me incomodar com as excessivamente caras edições de bolso portuguesas?
Compreendo que não sejam rentáveis (ainda) este tipo de livros, uma vez que os leitores portugueses, segundo consta, franzem o nariz aos livros de bolso. Mas se as editoras decidissem publicar a maioria dos seus livros neste formato (especialmente quando se trata de novos autores, que é sempre mais arriscado porque nunca se sabe como é que o público vai reagir) decerto que as pessoas se haviam de habituar. Desde que não sejam edições de bolso a 10 euros, claro. Se calhar é por isso que as pessoas não compram... digo eu.

Poder-se-á dizer também que os custos da publicidade fazem com que os livros sejam mais caros. A isto respondo: sejam criativas, editoras! Aproveitem veículos como as redes sociais e os blogues dedicados aos livros! É o que fazem as editoras estrangeiras, com um sucesso razoável.

Enfim. Confesso que não sei muito sobre o mundo editorial e certamente posso estar a dizer uma data de parvoíces, mas pelo que tenho visto, as editoras portuguesas não parecem gostar de arriscar (tirando uma ou outra). Continuam a publicar no formato tradicional que parece ser bastante mais dispendioso. O resultado? Bem, adivinhem. Estamos no meio de uma crise, poucos são os livros que custam menos de 16 euros (será que ainda há algum?). Parece-me que entre comida e livros a escolha é óbvia.

E vocês o que acham? Concordam? Discordam? Estariam dispostos a dar uma oportunidade aos livros de bolso, se as editoras decidissem começar a publicar a maioria dos livros neste formato? Que ideias têm para diminuir os custos de tradução e publicidade dos livros? :)

(1) Edição inglesa de capa dura "A Dance with Dragons" de George R.R. Martin - 1016 páginas (17.25 €) e edição portuguesa com capa mole "Anoitecer" de Karen Marie Moning - 260 páginas (17.16 €).
(2) Edição inglesa de capa dura "Blood Magic" de Tessa Gratton - 405 páginas (10.50 €) e edição de bolso (capa mole) de "A Paixão de Maria Madalena - volume/parte 1" - 544 páginas (10.09 €)

18 outubro 2011

ATENÇÃO fans de Thrillers e Policiais!

Isto é claramente (mais) uma estreia no Livros, Livros e mais Livros, mas uma vez que não posso deixar passar uma oportunidade de fazer com que toda a gente complemente a sua biblioteca, decidi informar o pessoal (que ainda não recebeu a informação por e-mail, claro) que até 30 de Outubro, a Editorial Presença tem mais de 90 títulos dentro dos géneros Policial e Thriller a preços aliciantes! É de aproveitar! Quer dizer, James Patterson e James Ellroy?! Bem bom! :D

12 maio 2011

Booking Through Thursday: Apropriado à tua Idade


Tens o hábito de ler livros que são direccionados para outras idades? Por exemplo, lias livros para adultos quando eras mais nova; lês livros juvenis agora que és adulta; ou gostas de ler livros ilustrados apenas porque são divertidos... no fundo livros que não se destinam a ti. Ou preferes ler apenas livros próprios para a tua idade?
Eu costumo ler de tudo um pouco, sempre assim foi. Quando era mais nova, lia muitos livros infantis e juvenis (como as séries Uma Aventura, Os Cinco e o Triângulo Jota, entre outros), mas já na adolescência li alguns livros para adultos como O Terceiro Gémeo de Ken Follet ou O Triunfo dos Porcos de George Orwell.
Hoje em dia, como disse, leio de tudo um pouco excepto, talvez, livros marcadamente infantis. Mas livros juvenis costumo ler e em grande quantidade porque acho que é nos livros juvenis que os autores têm realmente de "dar o litro" para manter o seu público-alvo interessado. Acabo sempre por descobrir enredos muito interessantes em livros juvenis (ou YA).

05 maio 2011

Booking Through Thursday: Fora dos Cinemas


Nomeia um livro que esperas que nunca, mas mesmo nunca seja transformado em filme (independentemente do filme poder ser muito bom).
Ora se estivermos a falar de livros que não quero ver adaptados ao cinema porque dariam filmes horrorosos, então a lista é... longa. Começaria com a 'saga' "Crepúsculo", mas infelizmente já vou tarde nos meus protestos. Outros livros que dariam filmes horríveis são "Hush, Hush" e sequelas, "Anjo Caído" e sequelas, "Eternidade" e sequelas, e todos os outros exemplos de "amor-Crepúsculo" (Marca Registada, lol). E as Orbias... ui, esse filme seria mesmo... mau. Mais...as 'Crónicas de Allaryia'; até tremo só de pensar no cast (uns actores quaisquer dos Morangos, ugh). Ah e "Uma Inquietante Simetria", nem tentem esse (se bem que algo me diz que este filme já está a nascer na cabecinha de um produtor qualquer... espero estar enganada).

Se, por outro lado, me pedem que nomeie livros que acho que perderiam muita da sua qualidade se fossem transformados em filmes... hmm... não sei. Talvez os do Martin; uma série é mesmo o formato ideal para uma adaptação ao ecrã.

28 abril 2011

Booking Through Thursday: Brevemente, num cinema perto de si!


Se pudesses escolher um livro para ser adaptado ao cinema de forma perfeita - um filme que capturasse tudo o que adoras, as personagens, o mundo, a atmosfera, a história - qual seria?

Só um? Bem, fazendo um pouco de batota, eu gostaria imenso de ver a série Uglies (que são quatro livros) do Scott Westerfeld transformada no filme perfeito. Seria um excelente filme se conseguisse realmente captar de forma realista as personagens, o mundo, a história e especialmente a atmosfera. :)

Infelizmente, cada um forma a sua própria visão do mundo e das personagens quando lê um livro, por isso nunca seria o filme perfeito a não ser para mim. Para os outros seria apenas mais uma adaptação.

21 abril 2011

Booking Through Thursday: Capa


Será que se pode julgar um livro apenas pela capa?
Bem... é uma boa questão. A capa e a sinopse de contracapa são dois dos elementos principais que vendem um livro, especialmente no caso de não ser de um autor já com provas dadas junto do público. Quando ando às voltas numa livraria são as capas que primeiro me chamam a atenção e devo confessar que muitas vezes (talvez demasiadas) são as capas que me fazem querer comprar um livro.

No entanto, obviamente que não se deve julgar um livro pela capa. A capa é uma ferramenta de marketing, serve para atrair o cliente; mas este deve ter discernimento suficiente para perceber que um livro é muito mais do que a capa (salvo raras excepções) pelo que comprar um livro só pela bonita e brilhante capa não irá, provavelmente, dar bom resultado. Como exemplo dou a minha mais recente aquisição "A Noite de Todas as Almas" de Deborah Harkness. Eu já tinha ouvido falar no livro, que gozava de uma certa popularidade entre os leitores do Goodreads, mas devo dizer que mesmo que nunca tivesse ouvido falar nele, a capa portuguesa certamente que me chamaria a atenção: é de um azul profundo e brilha. Mas o conteúdo revelou-se uma desilusão.

Por isso claro que não se deve julgar um livro apenas pela capa. O mais importante é a história e até os livros com capas feias podem conter tesouros entre as suas páginas. :)

15 abril 2011

Booking through Thursday: Personalidade

Esta semana vem um bocado tarde porque ontem andei a adiar o dia todo e acabei por me esquecer. :)


Até há bem pouco tempo, qualquer pessoa podia examinar as tuas estantes e aprender bastante acerca de ti: quais os teus interesses, que tópicos favoreces, os teus autores preferidos e se lês muito ou pouco (ou pelo menos se compras muitos livros).
No entanto, isto está a mudar cada vez mais. Actualmente as pessoas preferem requisitar livros nas bibliotecas a comprá-los. Ou preferem ler nos seus e-readers e computadores. Não há tantos exemplares físicos nas estantes que indiquem aos teus visitantes quem tu és.
Achas que isto é uma coisa boa ou má?
No meu caso este problema de não ter livros suficientes nas estantes não se põe. Desde que me lembro que compro livros e até gosto de me chamar uma "tradicionalista" em certa medida, porque continuo a preferir ler em papel do que no computador (que não me dá jeito nenhum) e não tenho nenhum e-reader (mesmo que tivesse acho que continuaria a preferir ler livros de papel). Gosto de comprar, gosto de ver as capas e pegar no exemplar numa loja. Isso para mim faz parte da experiência de ler um livro; chamem-me maluca, mas muitas vezes começa na loja quando sou atraída pela capa, pego nele, leio a sinopse e por fim decido trazê-lo para casa e colocá-lo na minha estante. Por isso acho que nunca terei falta de livros nas estantes.

Não creio que por enquanto haja o risco das pessoas ficarem com as estantes vazias pois a maioria ainda opta pelo livro em papel e opta por comprar para ter na estante, especialmente se for um livro de que gostaram bastante.

De um modo mais geral, penso que há vantagens e desvantagens nesta nova realidade, ainda em estado "embrionário" mas que irá certamente ter mais peso num futuro próximo. A vantagem mais flagrante é que os e-books e os e-readers são amigos do ambiente (se bem que também se pode usar papel reciclado nos livros, creio ter ouvido ou lido nalgum lado que fica mais caro) e creio que quando forem suficientemente comuns o preço dos livros cairá um pouco o que pode incentivar à leitura. O mesmo se pode dizer das bibliotecas que também incentivam à leitura proporcionando livros quase de graça.
Por outro lado, creio que é importante para nós, enquanto seres que dependem do tacto, do cheiro e da visão termos um objecto físico na mão, quando se trata de livros. É por isso que se fizeram os e-readers de modo a emular a experiência de ler um "livro a sério"; podem passar-se as páginas, tem as capas a cores e acho que há mesmo um produto para simular o "cheiro a livros".

07 abril 2011

Booking Through Thursday: Visual


Gostas de exibir orgulhosamente os teus livros para toda a gente ver (pelo menos quem entre na tua sala de estar)? Ou preferes que estejam arrumados num local menos "público" como o teu escritório, o quarto, uma biblioteca ou mesmo um armário?
Bem... sem me querer gabar, existe tanto livro na minha casa, que mesmo que eu quisesse não poderia expô-los a todos na sala de estar. Temos os livros dos meus pais, os meus e, em menor número, os da minha irmã. Os dos 'parents' estão numa pequena divisão adjacente à sala a que se chama "a biblioteca" (pomposamente, na minha opinião). Os meus estão no andar de cima, espalhados por estantes na sala comum, no meu quarto e na estante decorativa do corredor... basicamente onde os consigo encaixar, porque tenho demasiados e não cabem todos na minha estante grande. Simplesmente não tenho espaço sequer para pensar em exibi-los (se bem que até gostava de os exibir um pouco, uma vez que sou uma orgulhosa viciada em livros, ainda à espera do tal grupo de apoio).

Não me faz grande diferença onde os livros estão desde que estejam arrumados e à mão para quando os quiser ler. Isso para mim é o mais importante. :D

31 março 2011

Booking Through Thursday: Cereais




Se és como eu, cresceste a ler tudo o que encontras, desde caixas de cereais enquanto tomas o pequeno almoço a jornais que estão a ser lidos por outras pessoas ou os títulos das revistas quando entras numa loja.

Qual foi a coisa mais estranha que leste (E não me refiro a livros, revistas, contos, poemas ou artigos)?
Sou exactamente assim! Não consigo evitar ler tudo o que encontro, desde a caixa dos cereais (é mesmo verdade!) enquanto como, os jornais das outras pessoas que vão no comboio (lol) e mesmo os sinais de indicação na estrada. É mais forte do que eu! :D

Agora... as coisas mais estranhas que já li... não sei, mas tenho o hábito de ler os 'dizeres' nas camisolas das pessoas. É estranho, eu sei, mas como disse, não consigo evitar ler tudo o que encontro e quando vejo letras numa camisola automaticamente leio o que lá está (isto até se aplica quando estou a ver séries ou filmes). :p E muitas vezes até são frases giras. Outra coisa que leio (mais uma vez automaticamente) são os graffitis nas paredes. Novamente, eu sei que parece estranho, mas quando vou no comboio, muitas vezes dou por mim a ler os graffitis escritos ao longo das divisórias que separam a linha das casas. Quem diz graffitis, diz anúncios escarrapachados em prédios ou em painéis. Enfim, basicamente desde que tenha letras eu leio. Mas penso que é assim com toda a gente, não? 

24 março 2011

Booking Through Thursday: Séries




Preferes séries? Ou livros autónomos?

Há vantagens e desvantagens tanto no caso das séries como dos livros autónomos. Se um livro faz parte de uma série, tem de ser ler por ordem, ficar à espera dos próximos livros, o investimento é maior e corremos o risco, claro, de vermos as personagens que gostamos deteriorarem à medida que a série progride. Mas é sempre bom lermos um livro, gostarmos imenso e sabermos que há uma sequela, ou duas ou três! Quanto aos livros autónomos, é satisfatório lê-los porque temos a história toda num só livro, não temos de nos preocupar com finais abertos (se bem que mesmo alguns livros que não pertencem a séries tenham, por vezes, esse tipo de finais) e o investimento de tempo e dinheiro é menor, pois só temos de comprar um livro. Mas, por outro lado, se gostarmos das personagens e da história desejamos sempre uma sequela...

Geralmente prefiro as séries porque me permitem passar mais tempo com as personagens e os mundos sobre os quais gosto de ler. No entanto, às vezes sabe bem ler um livro com um final bem definido e saber que não vou estar montes de tempo à espera do próximo volume. Mas definitivamente, sou uma pessoa que gosta mais de séries, desde que não sejam muito longas, pois essas têm a tendência de se deteriorar em termos da qualidade da história e das personagens.

17 março 2011

Winking Books - Balanço

Desde que ouvi falar no Winking Books que desejo experimentá-lo. Afinal de contas, eu já tinha expresso a minha esperança de ver nascer uma comunidade ao estilo do Bookmooch, mas mais para os portugueses. Por isso, claro que tinha de me inscrever.

Uma semana e pouco depois, faço aqui um balanço de utilização. No geral, mantenho uma posição neutra (mas mais a pender para o negativo) em relação ao site; se tem alguns pontos positivos tem também certamente muitos negativos.

Aspectos Positivos:
- é uma comunidade de troca de livros direccionada para os portugueses;
- conseguimos obter alguns livros em português, o que resulta numa poupança razoável pois como sabemos, estes são caros;
- o registo é gratuito.

Aspectos Negativos:
- o catálogo não é muito variado; os livros partilhados não são particularmente populares ou recentes (mas isto acontece também com o Bookmooch);
- o interface do website deixa algo a desejar: é preciso inserir todas as obras de raiz, o que resulta em imenso tempo perdido para quem tem inventários grandes. Não é possível acrescentar sinopses ou registar um livro em mais do que um género. As opções para explicar a condição do livro são ambíguas, mas como temos um campo para explicar com mais pormenor, isto não é particularmente grave;
- O sistema de pontos é extremamente estranho e não me parece balançado; ganha-se um ponto por cada livro inserido, mas perdem-se dez por cada livro pedido. Até aqui tudo bem, funciona mais ou menos como no Bookmooch. Mas podem comprar-se pontos, o que acho seriamente injusto. Além disso, se retirarmos um livro do inventário podemos perder mais do que um ponto, dependendo de há quanto tempo o livro lá está;
- Os tempos para envio e recepção são contabilizados pelo que de três em três dias recebem-se e-mails informando-nos que temos de marcar um livro recebido (e se ainda não o tivermos recebido?) ou que devemos enviar um livro (e se uma pessoa tiver uma vida agitada e não puder ir ao correio em três dias?). Estes e-mails são seriamente maçadores e tornam a experiência numa obrigação, para além de nos fazerem sentir desconfortáveis. :p

No fundo, não me pareceu ser um sistema particularmente bem desenvolvido (talvez esteja equivocada); no entanto tenho de concordar que é uma óptima iniciativa e talvez se mais pessoas se inscreverem haja maior uma maior variedade de livros. Isso e alguns ajustes no sistema de trocas tornariam o site mais apelativo.

24 fevereiro 2011

Booking through Thursday: Uma coisa velha, uma coisa nova

Não havendo diferenças significativas - preferes livros usados? Ou livros novos? (refiro-me ao volume em si, não à antiguidade do título). A tua preferência faz-te notar as diferenças entre um livro usado normal e um exemplar em bom estado, com capa em couro?
Obviamente que se estiver dentro das minhas possibilidades, prefiro adquirir um exemplar novo. Isto porque, claro, é novo, cheira a livro novo e as páginas não estão amarelas, manchadas pela humidade nem está o livro em risco de se desfazer.
No entanto obter livros novos já foi mais importante para mim; a partir do momento em que me inscrevi no Bookmooch, tive de aceitar que a maioria dos livros que iria receber, seriam em segunda (ou terceira, ou quarta) mão e que provavelmente não estariam nas melhores condições. Para grande surpresa minha, muitos das centenas de livros que recebi do site estavam em boas condições, quase novos mesmo. Tenho, claro, algumas edições bastante estragadas, com espinhas dobradas, paginas a cheirar a mofo e mesmo livros com riscos de marcador preto nas capas, mas constituem uma minoria.
Creio que ainda prefiro livros novos, com as capas vibrantes e atraentes de hoje em dia, mas não tenho problemas em adquirir versões mais antigas em alfarrabistas se quiser um livro que já não se encontra em circulação, por exemplo.

17 fevereiro 2011

Booking Through Thursday: Romance



Qual foi o livro mais romântico que leste?
(E não me refiro ao material mais explícito que escondes debaixo do teu colchão. Refiro-me ao Verdadeiro Amor, ao Romance profundamente emocional, que fala ao coração e tudo isso.)
Em segundo lugar, gostaste da leitura? É o tipo de livros que costumas ler, ou constituiu uma surpresa?
O livro mais romântico que li? Não há qualquer competição ou dúvida! É o "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen. Aquilo que Darcy faz por amor a uma mulher, sem qualquer esperança (pelo menos de início) do seu amor ser retríbuido sempre me fez sonhar e imaginar como seria um mundo em que mais pessoas tivessem esse tipo de amor. Um amor que não pede nada em troca, mas que fica contente apenas por fazer feliz o seu recipiente. Aliado a este romance intenso (que vive bem sem cenas explícitas), temos uma intrincada e bem conseguida crítica à sociedade da época. É esta combinação que faz desta obra o meu romance favorito, à data.
Claro, este tipo de amor e devoção é bastante utópico, mas se não tivermos a capacidade de sonhar com utopias o que nos resta?

Quando li esta obra pela primeira vez, não tinha muito o costume de ler romances pelo que constituiu uma surpresa bastante agradável. Hoje em dia, leio uma maior variedade de géneros literários pelo que já li bastantes livros românticos, mesmo dos "mais explícitos" (e não, não os guardo debaixo do colchão, lol). Acho que são leituras interessantes do ponto de vista histórico (aprende-se sempre algo) e há algo nos livros românticos que nos faz sonhar (como já disse em cima) para além de serem leituras que descontraiem e que nos fazem sentir bem.

10 fevereiro 2011

Booking Through Thursday: Primeiros Passos


Há algo maravilhoso no acto de 'descobrir' um autor em início de carreira - em ser dos primeiros a ler a sua obra e a admirar o seu talento antes de se tornar conhecido.
Que autores tiveste a sorte de descobrir no início das suas carreiras? E, se nunca tiveste essa oportunidade, que autor gostarias de ter descoberto mesmo no principio?
Esta é uma questão mais complexa do que parece, pelo menos para mim!

Como sou uma ávida leitora de "Fantasia Urbana", costumo aquirir e ler muitos livros de novos autores dentro do género. No entanto, apesar destas obras serem geralmente o primeiro livro publicado destes autores, eles são já amplamente conhecidos devido a intensas campanhas de marketing e de pré-lançamento; isto porque a fantasia urbana é, hoje em dia, um dos géneros literários mais lidos e procurados nos Estados Unidos, senão no mundo. Para confirmar este fenómeno basta ir à página do Goodreads de muitos novos autores e ver a quantidade de críticas que os seus primeiros esforços angariaram; geralmente contam-se entre 200 a 500 (isto sem contar com as pessoas que não escrevem críticas mas se limitam a dar uma pontuação ao livro)!

Deste modo, apesar de poder dizer que existem alguns autores que sigo desde o início, não posso dizer que faço parte de um pequeno grupo de leitores uma vez que estes autores já são alvo de grande atenção mesmo antes do seu livro sair! São sucessos instantâneos.

Quanto à questão de que autor eu gostaria de ter descoberto em início de carreira a resposta é: nenhum. A verdade é que não tenho grande tendência para ter favoritos (talvez porque leio obras de tantos autores diferentes) ou melhor para ser "" de qualquer tipo de celebridade - seja escritor, actor ou cantor -, porque favoritos tenho, obviamente (o Christian Jacq, por exemplo).  Mas não me parece que gostasse de acompanhar um autor desde o início da sua carreira. Prefiro ter conhecimento deles quando já têm alguns livros publicados, porque assim não tenho de estar à espera que saia o próximo livro de determinada série. :D 

03 fevereiro 2011

Booking Through Thursday: Aplicações da Literatura na 'Vida Real'

Yep, vou seguir muitos outros bloggers e aderir (talvez erraticamente, mas digam lá se não é esse um dos meus encantos - eheh) ao "Booking Through Thursday".

A questão/ tema desta semana é...

Parafraseando a questão colocada por uma amiga no 'wall' do Facebook: "Que uso terá a Literatura para  um adolescente que irá [no futuro] 'trabalhar com as mãos'?"
A resposta, para mim, é simples; todo o conhecimento é importante. Quer se trate de ciências, matemática ou literatura e seja qual for o trabalho que realizarão no futuro, é crucial que os jovens tenham uma educação multifacetada e o mais completa possível. A razão mais óbvia, claro, é que quase nenhum adolescente tem uma ideia clara aos 14, 15 ou 16 anos daquilo que vai estar a fazer dez anos mais tarde. Logo, logicamente a Literatura, como fonte de enriquecimento da mente e incitação à imaginação deve ser incluída em qualquer currículo escolar. 

Como disse, todo o conhecimento é importante, mesmo aquele que não nos será vital para a profissão que desempenhamos. Por exemplo, a matemática não foi uma componente necessária no meu curso universitário, mas isso não invalida que não seja ainda de alguma importância na minha vida diária. Se não soubesse fazer contas tenho a certeza que aquela seria bem mais complicada.

Voltando o foco para a literatura em si, o mesmo principio se aplica. Lá porque uma pessoa "trabalha com as mãos" não quer dizer que não possa ter gosto em ler e discutir as suas leituras; gosto este que pode ter sido incutido pela leitura de obras na escola por exemplo. E se essa pessoa que "trabalha com as mãos" for um artista? E se ler uma obra lhe trouxer inspiração para criar uma obra de arte? A Literatura, como outras formas de arte enriquece a mente e não deve ser descurada.

Certamente que apenas parte do conhecimento que adquirimos na escola nos será útil mais tarde; mas considero que não se deve saltar etapas na educação dos jovens e que esta deve ser o mais abrangente possível; isso fará com que tenham mais opções no futuro. Discordo da noção de uma educação especializada.

30 janeiro 2011

Eu e os Livros

Seguindo a moda (ou "trend") iniciada pela Whitelady e já disseminada por diversos blogs literários como A Bibliofila ou NLivros decidi também eu falar um pouco sobre como surgiu e se desenvolveu a minha paixão pelos livros.

Desde pequena que estou rodeada de livros. Os meus pais foram (em tempos, quando tinham "mais tempo e paciência" segundo dizem) leitores bastante assíduos e possuem uma biblioteca verdadeiramente espectacular que conta, penso eu, com pelos menos uns 1000 livros (se bem que grande parte deles sejam livros de bolso das colecções "Nébula" e dos "Livros do Brasil"). Quando era pequena sempre procuraram interessar-me pela leitura comprando-me livros infantis, especialmente os da "Anita" que adorava ler.

Mas foi apenas com 9 ou 10 anos que comecei a ganhar um gosto mais acentuado pela leitura. Um dia, estava (penso eu) a passar umas férias na casa da minha avó paterna, quando ela, numa tentativa de me manter entretida, me emprestou um livro d'Os Cinco. A partir daí foi uma loucura; tinha simplesmente de deitar a mão a todos os livros da colecção, que infelizmente naquela altura não existiam à venda; a minha família correu alfarrabistas e conseguiram cópias muito velhinhas (mas ainda hoje estimadas) dos livros e pouco a pouco adquiri (e li) todos os livros.
Depois dos Cinco, vieram outras colecções juvenis como "As Gémeas" (da mesma autora dos Cinco), cujos livros também não se encontravam à venda e que tive, portanto, de requisitar na biblioteca da escola. Livros da colecção "Uma Aventura", as bandas desenhadas da Mónica, do Tintim, do Asterix e da Disney e a colecção das "Viagens no Tempo" (também requisitei esta colecção na biblioteca e foi com ela que percebi o quanto gostava de História) foram os meus 'companheiros literários' durante os anos de escola preparatória.

Muitas outras séries juvenis foram por mim 'devoradas' durante os meus anos formativos (não posso deixar de mencionar a série "Triângulo Jota", pois um dos livros desta série impressionou-me o suficiente para me deixar bem acordada durante a noite) assim como alguns livros recomendados pelos meus pais, incluindo "Tron", "Terra, Campo de Batalha" (que achei fenomenal), "Xogum" (também óptimo) e o "Triunfo dos Porcos" que simplesmente adorei.

No que diz respeito às leituras obrigatórias do Secundário, de algumas (como "Aparição") gostei, de outras (como "Os Maias") nem tanto; a maioria ("Felizmente Há Luar" e o "Auto da Barca do Inferno") li por ler, nunca me despertaram grande interesse. Do que gostei foi do presente dos meus pais num dos meus aniversários, o meu primeiro "livro de adultos" se lhe quisermos chamar assim: "Ramsés, sob a Acácia do Ocidente" de Christian Jacq. Simplesmente adorei este livro, reli-o vezes sem conta e quando descobri que fazia parte de uma série, fiz o possível por adquirir (naquela altura através de pedinchice) o resto dos livros. Ainda hoje, Christian Jacq é um dos meus autores preferidos e o grande responsável pelo meu fascínio pelo Antigo Egipto.

Foi já na Universidade que descobri a economia de comprar livros em inglês; foi-me dado o trabalho de adquirir um livro nesta língua e de escrever sobre ele uma "ficha de leitura" (isto era, claro, para a disciplina de Inglês, lol). Quando me dirigi à FNAC para o comprar (foi "O Sétimo Papiro" de Wilbur Smith) apercebi-me de que todos os livros ingleses em exposição eram muito mais baratos do que os portugueses! A partir daí comecei a comprar em inglês o que me permitiu expandir em muito a minha (até aí) diminuta biblioteca. E ainda bem porque o meu gosto pela leitura não mostra sinais de diminuir. :)

13 abril 2009

A febre da Fantasia Urbana?

Pois, eu também não quero acreditar, mas os meus olhos não me enganaram. "Crepúsculo" fez finalmente chegar a Portugal a febre da "Fantasia Urbana".

No outro dia estava eu na FNAC do Chiado quando notei que os livros da Charlaine Harris (foi nas suas obras que se basearam para a série "True Blood") estavam em exposição. Mais adiante encontrei a colecção quase completa de "Anita Blake, vampire Hunter" de Laurell K. Hamilton; a série "House of Night" de P.C. e Kristin Cast e até um livro de Sherrilyn Kenyon. Tanto Laurell K. Hamilton como Charlaine Harris são autoras muito conhecidas dentro do género e os seus livros vão ser traduzidos pela "Saída de Emergência" (aliás, "Morto até ao anoitecer" saiu este mês) e segundo ouvi dizer as obras de P.C. e Kristin Cast também vão ser publicadas em Portugal.

Veremos se terão tanto sucesso como Crepúsculo; se tiverem, abre-se um novo mercado em Portugal pois este género é famoso nos Estados Unidos e há inúmeras obras que podem ser escolhidas para tradução.

29 janeiro 2009

O declínio do Bookmooch...

Um pequeno desabafo.

Até há bem pouco tempo, fui um membro bastante activo do Bookmooch, um site onde se trocam livros. A maior vantagem do Bookmooch é que é (supostamente) uma comunidade internacional onde membros de todo o mundo trocam livros.

Claro que, na prática, ser um membro "internacional" (ou não-americano) limita bastante a nossa escolha. Muitos membros americanos não podem mandar para fora dos EUA por uma variedade de razões.

Depois, os administradores do Bookmooch decidiram implementar um sistema que possibilita ainda mais a limitação do número de pessoas com acesso aos nossos livros; eu poderia, por exemplo, limitar o meu inventário inteiro de modo a que só os meus amigos possam pedir-me livros. Todas as outras pessoas estariam vedadas. Passou também a ser possível reservar livros para determinadas pessoas, acabando de vez com o sistema justo de "quem pede o livro primeiro é que o leva".
Hoje em dia é quase impossível para um membro internacional obter um livro popular.

Desapontada com o evoluir do sistema decidi, no início deste ano sair do Bookmooch, pois a verdade é que os últimos pontos que gastei foram em livros que não tenho assim tanto interesse em ler... aqueles que quero realmente nunca estão disponíveis para mim quer porque o membro não manda para o estrangeiro ou porque o livro está reservado para os "amigos" desse membro ou mesmo para uma pessoa específica.

Tenho mesmo pena de ter saído do Bookmooch, apesar de tudo. Acho que a ideia incial era boa e não se perdia nada em ter uma comunidade de trocas deste género em Portugal (vê-se pelo crescente número de membros tugas no Bookmooch que a ideia atrai alguns dos meus compatriotas) onde os livros são tão caros. Acho que era um bom incentivo à leitura. Opiniões?