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13 dezembro 2011

Opinião: Fome (Michael Grant)

Editora: Planeta (2011)
Formato: Capa Mole | 484 páginas
Géneros: Horror, Mistério, Ficção Científica, Lit. Juvenil
Descrição da Edição Portuguesa (GR): "Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais, que os distinguem dos que não têm esse género de poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um, luta por si, e até os melhores são capazes de matar. Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los. A Sombra despertou. E tem fome. Nem todo o ouro do mundo seria pagamento suficiente para o que Lana tencionava fazer. O ouro não alterava em nada o terror frio que lhe enchia o coração. E se falhasse não precisaria do ouro para nada. Não podia subornar a Sombra. Mas talvez… talvez a pudesse matar."
AVISO: Contém pequenos SPOILERS!
(A edição lida está em inglês, mas apresentam-se os dados da portuguesa.)

Este livro pareceu-me ser mais para "encher chouriços" do que outra coisa. Ainda existem muitas perguntas no ar, certamente, e o autor tornou a conseguir tornar o enredo verosímil, mas pouco acontece neste livro, em termos de história.

As personagens evoluíram mais ou menos como estava à espera depois do primeiro livro; e claro, a revolta dos "humanos" contra as "aberrações", tão à X-men era também previsível. Gostei do facto do autor introduzir problemas no seu mundo fechado que outros autores têm algum receio de abordar: nomeadamente, neste livro, a fome (ou a falta de comida). Já li outros livros em que os protagonistas estavam num espaço isolado mas acho que em todos os casos eram alimentados. Em "Fome" vêem-se claramente as consequências de vida desregrada de crianças sem supervisão.
Também achei bastante realista o facto do protagonista, Sam, não se tornar de repente um herói sem falhas e cheio de responsabilidade. Continua a ser humano e antes de tudo... um rapaz de 15 anos (e yay, não é misterioso, um ladies man, etc, etc).

Ou seja, no que diz respeito às personagens e à sua evolução, não tenho razões de queixa. Mais uma vez, acho que Grant fez um trabalho excelente. Agora o enredo é outra história.

Como já disse, muito pouco se passou. Descobrimos mais algumas coisas sobre a "Sombra" e sobre a situação em geral, mas em termos de 'acção' e comparando com o primeiro livro, este segundo é bastante parado. Diria mesmo que é talvez um pouco aborrecido por vezes. Creio que aqui as personagens são mesmo o foco central.

Em geral, uma boa adição à série. As personagens conseguem levar o leitor investir emocionalmente na história. As interacções entre os habitantes de Perdido Beach é quase suficiente para tornar este livro de leitura compulsiva. Infelizmente, depois da acção quase non-stop da primeira entrega, os leitores sentirão algum desapontamento devido ao ritmo mais lento da história. Mesmo assim, uma boa leitura.

07 dezembro 2011

Opinião: Desaparecidos (Michael Grant)

Desaparecidos de Michael Grant
Editora: Planeta (2010)
Formato: Capa Mole | 456 páginas
Géneros: Horror, Mistério, Ficção Científica, Lit. Juvenil
Descrição (GR): "E, se de repente, os telemóveis deixassem de funcionar, assim como os computadores e todos os outros aparelhos eléctricos e electrónicos. Sem pufs, flashes, luzes ou explosões. Nada. Mas há mais: não há nenhum adulto no perturbador universo de Desaparecidos.

Vem aí um novo livro capaz de tirar-vos o sono, provocar suores inesperados e fazer desaparecer o mundo exterior. Desaparecidos, de Michael Grant, pode não ser uma história de vampiros, mas vai vampirizar toda a vossa atenção. Leiam a sinopse, vejam o trailer, e digam-nos se não vos despertou o mesmo interesse.
"
Este livro foi surpreendentemente bom. Devido à premissa um pouco mirabolante e depois da crítica da Jen, que me deixou um pouco de pé atrás por causa da violência (que temi que pudesse ser gratuita) tinha expectativas baixas. Mas Michael Grant conseguiu cativar-me!

Um dia todos os adultos em Perdido Beach, EUA, desaparecem. Num momento estão lá e no outro... puff. Todos mesmo. Todos com mais de 14 anos. E só ficam as crianças.

Sam Temple, 14 anos, surfista, está na aula quando se dá o fenómeno. Ao princípio pensa que se trata de uma brincadeira... mas depois percebe que o mesmo aconteceu por toda a escola, por toda a cidade.

Agora Perdido Beach e arredores é habitada apenas por miúdos, que imediatamente esquecem as responsabilidades; a vida é bela: sem escola e sem adultos é só jogar, ver televisão e comer doces. Mas Sam e os amigos Quinn, Astrid e Emilio andam à procura do pequeno irmão de Astrid, que é autista e sabem que nem tudo está bem... porque há uma parede intransponível que rodeia a cidade; e porque de repente há cobras com asas e coiotes falantes. E, claro, há também os poderes...

"Desaparecidos" é parte thriller e parte ficção científica e parece ser uma mistura bem conseguida de "O Senhor das Moscas", "X-Men" e "Perdidos". A premissa tinha o potencial para se tornar uma desgraça irrealista, mas o autor conseguiu dar à história uma magnífica verosimilhança.

As personagens são igualmente realísticas e comportam-se na generalidade das situações, como as jovens crianças do século XXI que são. Certas cenas de violência e bullying extremo são chocantes, certamente, mas penso que não fogem muito à realidade do que seria o comportamento de um bando de crianças e pré-adolescentes numa situação extrema.

Cheio de acção, suspense e algumas cenas chocantes, "Desaparecidos" é um thriller de ficção científica que deixará os leitores em pulgas para saber o que vem a seguir. Há tantos mistérios meio absurdos a ser desvendados que certamente os leitores se sentirão compelidos a ler o próximo volume "Fome". Recomendado aos amantes de ficção científica e da série "Perdidos" (comparação que me deixa um bocado receosa, uma vez que não gosto assim muito desta série mas pronto); mas atenção, algumas partes do livro são um pouco desagradáveis.