12 janeiro 2009

Os Contos de Beedle, o Bardo

Autor: J.K. Rowling
Editora:
Editorial Presença (Capa Mole) - 2008
Nº de Páginas:
128
Idioma: Português
Géneros: Lit. Juvenil, Fantasia

"Os Contos de Beedle, o Bardo" é um pequeno livro de leitura rápida, que compila cinco curtas histórias que, segundo a introdução do livro, são o equivalente das nossas fábulas no Mundo dos Feiticeiros.

Todas as histórias são comentadas pelo Dumbledore, que nos fala um pouco nas suas origens e como é que cada conto foi visto pela comunidade dos feiticeiros ao longo dos séculos.

As histórias são engraçadas (a quinta, intitulada "Os Três Irmãos" pode ser encontrada em "Harry Potter e os Talismãs da Morte"), embora hesitasse em contar uma ou duas a miúdos pequenos.

A maneira como os contos estão escritos faz realmente lembrar um pouco as fábulas que todos nós lemos quando eramos mais novos.

Este livro é semelhante ao "Quidditch Através dos Tempos" ou aos "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los". É um bom livro para os fans de J.K. Rowling, mas não irá satisfazer a maioria dos leitores, quer pelo seu tamanho quer pelo seu conteúdo.

11 janeiro 2009

Great Buddy Award

Muito obrigado à Whitelady3 do blogue Este meu Cantinho por este award! :D


As Regras:
1. Put the logo on your blog.
2. Add a link to the person who awarded you.
3. Award up to ten other blogs.
4. Add links to those blogs on yours.
5. Leave a message for your awardees on their blogs.

Estes são os blogues que nomeio:
. Estante de Livros (Canochinha, Cristina e Menphis)
. Literaturismos e Afins (Morah)
. Leituras e Devaneios

10 janeiro 2009

Opinião: A Irmandade do Santo Sudário (Julia Navarro)

A Irmandade do Santo Sudário de Julia Navarro
Editora: Biblioteca Sábado (2007)
Formato: Capa mole | 396 páginas
Géneros: Ficção Histórica, Mistério, Thriller
Sinopse.

Após um incêndio na Catedral de Turim, onde está exposto o Santo Sudário, o Departamento de Arte, chefiado por Marco Valoni, é chamado a investigar.

Marco e a sua equipa suspeitam que este incêndio está relacionado com os numerosos acidentes que têm vindo a acontecer, neste mesmo local, desde há séculos. Enquanto os investigadores procuram pistas que provem a sua teoria, o leitor vai ficando familiarizado com a intrigante viagem do Sudário ao longo dos séculos, pois a autora salta do presente (quando decorre a investigação) para vários períodos do passado, onde seguimos a jornada da relíquia.

"A Irmandade do Santo Sudário" é um daqueles livros de que queremos mesmo gostar, não só pelo tema, que é fascinante, mas também porque se nota que é o fruto de uma meticulosa investigação. E eu até gostei do livro... apenas não tanto como pensava que ia gostar.

O tema, que involve Teologia e História, despertou-me bastante curiosidade e ao ler o livro deparei-me com factos que já conhecia e muitos outros que foram novidade. Gostei da exposição de factos históricos e científicos sobre o Sudário, os Templários e as Cruzadas.

O que me desapontou foi a história em si. Apesar de ser comercializado como um "thriller" a acção é escassa. O trabalho de investigação é mortiço. As personagens têm pouca personalidade e os diálogos têm falta de naturalidade. Algumas partes do livro são tão paradas que chegam a ser aborrecidas.

Assim, gostei da exposição histórica e das teorias avançadas no livro, mas como obra de mistério/suspense/thriller, "A Irmandade do Santo Sudário" deixa muito a desejar.

09 janeiro 2009

Catalogar livros online

Catalogar a nossa bliblioteca online, onde outros amantes da leitura a possam ver e mesmo comentar é hoje em dia muito comum; uma moda, mesmo.

Existe um número muito razoável de websites onde podemos exibir a nossa biblioteca, embora a maioria deles só tenham edições em inglês. Mas mesmo isso tem solução; com alguns "tags" podemos especificar que o livro está editado em português.

O site mais popular para catalogar livros online é o Librarything. O processo de registo é bastante simples (basta escolher o username e a password desejados, inseri-los nos campos como se estivessemos a efectuar um login e pronto) e o site está traduzido em várias línguas, incluindo o português (encontram-se também muitas edições portuguesas). O único problema é que este serviço não é gratuito; uma conta anual custa 10 dólares e uma vitalícia, 25 dólares. As contas grátis só podem inserir até 200 livros na sua biblioteca.

Quem não quiser pagar para exibir a sua biblioteca completa pode optar por um site diferente. Existem outros onde os amantes de livros podem recorrer; mas estes sites, embora ofereçam serviços gratuitos são inferiores, em alguns aspectos ao Librarything.

Destes "outros" sites para catalogar livros, o mais famoso é o Shelfari. O seu interface é também bastante bom, com "estantes virtuais". O maior problema com este e outros sites do género é o facto de só apresentar versões inglesas dos livros e do próprio interface ser em inglês.

Para além do Shelfari, podemos ainda referir o Internet Book Database (que tem a grande vantagem de oferecer livros), o Reader 2 Library ou o Bookjetty entre outros.

Catalogar, classificar e escrever críticas
Se o seu objectivo principal for manter uma lista dos livros que lê e até mesmo classificá-los e escrever críticas, existem também sites onde o poderá fazer.

O mais famoso destes é o Goodreads. Este serviço é inteiramente grátis e permite ao leitor adicionar os livros que está a ler, que tenciona ler ou que leu. Permite ainda catalogar esses livros por categorias através da criação de tags. Tem a enorme vantagem de possuir informação de edições estrangeiras.

Outro site deste género é o Booktagger, que tem um interface agradável, mas é algo difícil de utilizar.

08 janeiro 2009

Mais Fantasia Urbana em Portugal

O blog Bela Lugosi is Dead noticia hoje a publicação, pela editora Saída de Emergência, da série de fantasia urbana "Merry Gentry" da autoria da americana Laurell K. Hamilton.

Para quem não conhece, Laurell K. Hamilton é uma popular escritora (pelo menos no seu país) de livros de fantasia urbana e conta com duas séries publicadas: "Anita Blake, caçadora de vampiros", correntemente no livro 16; e "Merry Gentry", cujo sétimo livro saiu em Novembro passado.

A primeira série centra-se na personagem de Anita Blake que, como o nome da série indica, é uma caçadora de vampiros, para além de trabalhar numa empresa chamada Animators Inc. onde faz uso dos seus poderes de necromancer.

A segunda série é sobre Merry Gentry uma híbrida (fada/humana) que trabalha como investigadora privada em Los Angeles até a rainha da corte das fadas lhe oferecer o seu trono... se Merry conseguir ter um filho antes do primogénito da rainha.
Fico contente com o incremento de livros de fantasia urbana em Portugal, claro. Penso que é um género interessante que mexe bastante com a nossa imaginação.

No entanto, creio que Laurell K Hamilton não é o autor apropriado para nos introduzir a este género; os seus últimos livros estão bastante mal escritos e penso que a série de Merry Gentry tem uma história bastante ridícula... que se traduz, basicamente, na personagem principal a ter sexo com vários homens (fadas, etc) para conseguir engravidar. Não creio que seja o melhor exemplo de fantasia urbana. A outra série de Hamilton, Anita Blake, seria mais apropriada, pelo menos os primeiros 5 ou 6 livros (depois disso também começa a descambar).

Felizmente, ao que parece, a Saída de Emergência vai apostar também na série de Charlaine Harris, "The Southern Vampire Mysteries". Esta série involve também criaturas sobrenaturais mas tem uma boa dose de mistério e histórias mais interessantes.

02 janeiro 2009

Evernight (Evernight School, 1)

Autor: Claudia Gray
Editora: HarperTeen (capa dura) - 2008
Nº de Páginas: 336
Idioma: Inglês
Géneros: Lit. Juvenil, Fantasia Contemporânea/ Urbana

Eis a minha primeira leitura do ano... Evernight é o primeiro livro de uma nova série virada para os jovens adultos.

Este livro conta a história de Bianca uma tímida jovem de 16 anos que se instala com os seus pais (que são professores) na Academia de Evernight. Esta é uma escola privilegiada, com história (foi construída nos finais do século XVIII), onde apenas os mais ricos têm entrada; Bianca, como filha de professores não é rica e não faz parte da elite... pelo que ela teme tornar-se impopular.

No entanto, á medida que o ano passa, Bianca apercebe-se que ser impopular é o menor dos seus problemas...

Evernight é uma leitura relativamente rápida, apesar dos buracos na história e das personagens algo ocas. A comparação com o bestseller "Crepúsculo" é inevitável, uma vez que o assunto é o mesmo, mas penso que no geral, Evernight fica claramente a ganhar.

01 janeiro 2009

Nefertiti

Título Original: "Nefertiti"
Autor: Michelle Moran
Editora: Bertrand Editora - 2007
Nº de Páginas: 480
Idioma: Português
Géneros: Ficção Histórica, Romance
Sinopse (site Bertrand): Trata-se da biografia de uma das mulheres mais belas e famosas do antigo Egipto, contando-nos a história do seu apogeu como Grande Esposa Real e da influência que teve na política egípcia. Esta rainha e o seu marido formam os primeiros monoteístas da História.

Este livro foi, numa palavra, decepcionante.

A história de Nefertiti e Akhenaton, dois dos líderes mais emblemáticos da Civilização Egípcia sempre foi um tema que me interessou particularmente.
Talvez por isso, tivesse grandes expectativas para este livro... expectativas essas que não foram correspondidas.

Segundo a sinopse oferecida no site da editora Bertrand, esta obra da autoria de Michelle Moran, retrata a vida de Nefertiti, esposa do Faraó Egípcio Akhenaton; também, segundo a sinopse, esta obra é bibliográfica. Em relação a este último ponto, sempre tive as minhas dúvidas, uma vez que não existem vestígios suficientes da vida desta Rainha para "construir" uma biografia bem fundada da sua vida.

"Nefertiti", não só contém uma grande quantidade de erros históricos (o que devia ser impossível numa obra deste cariz e bem investigada, segundo a contracapa) como espelha uma visão subjectiva da autora em relação às suas personagens pelo que está longe de ser uma biografia, sendo antes uma obra de ficção, um romance.

Moran retrata Akhenaton como um homem violento, inseguro e pouco inteligente; condena a sua visão (a mudança religiosa efectuada por este líder) e apesar de nos apresentar a principal razão para ela (a tentativa de dispersar o poder dos sacerdotes do deus Amon, que neste período era tanto que podia influenciar as decisões de vizires e Faraós), condena-a não lhe reconhecendo qualquer mérito, como o fazem muitos historiadores.

Já Nefertiti, é como uma rapariguinha mimada; ler sobre ela neste livro fez-me lembrar o último filme sobre Marie Antoinette e a maneira como a sua personagem parecia uma lider de claque fútil e parvinha. Nefertiti comporta-se de um modo infantil e petulante durante a maior parte do livro, recuperando apenas um pouco no final do livro.

Em relação às discrepâncias históricas, há muitas que podem ser apresentadas; nomeadamente no que respeita aos actos políticos e reinado do Faraó e num âmbito mais geral, erros que demonstram uma total incompreensão por parte da autora, da sociedade egípcia; muitas vezes pensei estar a ler sobre uma sociedade medieval.
Por exemplo, Michelle Moran confunde os "haréns" Egípcios com os dos Sultões Otomanos; fala-nos também de "dinheiro" quando é bem conhecido o facto de que a sociedade Egípcia era uma sociedade de trocas e que o dinheiro só foi introduzido aquando da chegada dos gregos.

"Nefertiti" é, portanto, uma obra de ficção; não se deve dar grande valor às informações históricas nela contidas, sob pena de se conceber uma ideia errada sobre a sociedade do Antigo Egipto.

Creio que se não estivesse realmente à espera de ler um livro bem pesquisado e suportado por factos históricos sólidos não teria ficado tão desiludida e teria gostado bem mais do livro, que no fundo não é mau de todo de se ler.