05 fevereiro 2009

The Nymphos of Rocky Flats

Autor: Mario Acevedo
Editora: Eos (Mass Market Paperback) - 2008
Nº de Páginas: 288
Idioma: Inglês
Géneros: Fantasia Urbana, Mistério

Felix Gomex foi para o Iraque como soldado... e voltou um vampiro.

Dispensado do dever activo, Felix dedica-se a apanhar criminosos. A sua fama de detective privado leva um antigo amigo a contratá-lo para investigar um estranho surto de ninfomania entre as trabalhadoras da base governamental de Rocky Flats.

Mas o caso é mais complicado do que parece; Felix descobre que este não havia sido o primeiro caso de ninfomania colectiva nos EUA. Que relação tem o caso de Rocky Flats com a queda do OVNI em Roswell, em 1947? E onde entram os impiedosos caçadores de vampiros que perseguem Felix para todo o lado?

The Nymphos of Rocky Flats é o primeiro livro do autor Mario Acevedo. E nota-se. A premissa não é má (se bem que não deixa de ser previsivel), mas o autor mistura demasiadas linhas de acção: o surto de ninfomania, os caçadores de vampiros e as lutas interiores do personagem principal. É uma misturada e o livro não é, nem de perto nem de longe, grande o suficiente para permitir um desfecho satisfatório de todas as histórias. Oh, elas convergem no final mas este acaba por ser demasiado cliché e fraquito. Estava á espera de um "plot" mais complexo.

As personagens também não me puxaram para aí além. As suas reacções pareceram-me, por vezes, forçadas e, no geral, nenhuma delas tinha grande força de carácter ou personalidade. Resumindo, este livro não é nada de especial; pela resumo na capa parecia bem mais divertido.

04 fevereiro 2009

Prémio "Pedagogia do Afecto"

Fico muito contente por anunciar que o meu pequeno cantinho (e aqui estou eu a roubar a expressão à Whitelady, espero que não tenha copyright) recebeu mais um prémio.
Desta vez trata-se do troféu "Pedagogia do Afe(c)to" que me foi atribuido pela Cristina do blogue "Floresta das Leituras", pela Calamity Jane autora do blogue "A Cripta dos Livros" e ainda pela Marcelina do "Muito para Ler"! Muito obrigada a todas por esta honra!


As regras:
1 - Recebendo o troféu, ele deve ser oferecido a 10 blogues que tenham compromisso e afecto com a Educação e leituras;
2 - A imagem do selo deve passar a ser exibida permanentemente no blogue;
3 - O nomeado deve colocar um link para o blogue de onde a nomeação foi atribuída;
4 - Nos blogs seleccionados, deve ser deixado um comentário, permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
5 - O blogue que receber 5 vezes o troféu “Pedagogia do Afecto” deve ir à página http://pedagogiadoafeto.blogspot.com/ deixar um comentário com o e-mail, para receber uma nova homenagem.

Eu nomeio...
Este meu Cantinho...
Leituras e Devaneios
Os Livros de Sofia
Aneca's World
Cosy World

29 janeiro 2009

O declínio do Bookmooch...

Um pequeno desabafo.

Até há bem pouco tempo, fui um membro bastante activo do Bookmooch, um site onde se trocam livros. A maior vantagem do Bookmooch é que é (supostamente) uma comunidade internacional onde membros de todo o mundo trocam livros.

Claro que, na prática, ser um membro "internacional" (ou não-americano) limita bastante a nossa escolha. Muitos membros americanos não podem mandar para fora dos EUA por uma variedade de razões.

Depois, os administradores do Bookmooch decidiram implementar um sistema que possibilita ainda mais a limitação do número de pessoas com acesso aos nossos livros; eu poderia, por exemplo, limitar o meu inventário inteiro de modo a que só os meus amigos possam pedir-me livros. Todas as outras pessoas estariam vedadas. Passou também a ser possível reservar livros para determinadas pessoas, acabando de vez com o sistema justo de "quem pede o livro primeiro é que o leva".
Hoje em dia é quase impossível para um membro internacional obter um livro popular.

Desapontada com o evoluir do sistema decidi, no início deste ano sair do Bookmooch, pois a verdade é que os últimos pontos que gastei foram em livros que não tenho assim tanto interesse em ler... aqueles que quero realmente nunca estão disponíveis para mim quer porque o membro não manda para o estrangeiro ou porque o livro está reservado para os "amigos" desse membro ou mesmo para uma pessoa específica.

Tenho mesmo pena de ter saído do Bookmooch, apesar de tudo. Acho que a ideia incial era boa e não se perdia nada em ter uma comunidade de trocas deste género em Portugal (vê-se pelo crescente número de membros tugas no Bookmooch que a ideia atrai alguns dos meus compatriotas) onde os livros são tão caros. Acho que era um bom incentivo à leitura. Opiniões?

26 janeiro 2009

Filmes!

Como ultimamente, a fórmula para escrever críticas literárias me tem escapado, decidi falar aqui, no Livros, livros e mais Livros dos filmes que tenho andado a ver nos últimos tempos (a minha vida não é só ler, lol).

Apesar de não gostar, geralmente, de filmes de guerra, ou sobre guerras, ou sobre operações das "forças especiais", não posso deixar de recomendar O Corpo da Mentira, com Leonardo DiCaprio e Russel Crowe.

Nos últimos anos, para minha grande surpresa, tornei-me uma grande fã do actor Leonardo DiCaprio. Antes, quando ele fazia filmes como A Praia ou o abominável Titanic, não o podia ver nem pintado; mas acho que ele cresceu muito como actor e os seus últimos filmes (Diamante de Sangue e The Departed) são simplesmente fantásticos!

O Corpo da Mentira é mais um daqueles filmes sobre a luta contra o terrorismo. Leonardo DiCaprio faz o papel de um operacional da CIA, Roger Ferris, cujo trabalho é desmantelar células terroristas no Médio Oriente. Quando o seu oficial superior, protagonizado por Russel Crowe, lhe pede para seguir um poderoso e elusivo terrorista, Ferris acaba por conceber um plano que requer a manipulação da vida de um inocente... que acaba por morrer. É a partir daí que Ferris se começa a questionar sobre aquilo que faz e sobre a frieza dos seus próprios colegas de trabalho.

Este fim de semana, assisti finalmente ao "Estranho Caso de Benjamin Button". Este filme superou as minhas expectativas e elas eram altas. A história singular de Benjamin, que nasce com uma deficiência pouco usual que faz com que pareça velho está muito bem contada e apesar de ser um filme grande, nunca é aborrecido. Apesar da sua estranha doença, Benjamin Button consegue viver uma vida cheia com experiências incríveis. É um filme que nos deixa, realmente, a pensar um pouco sobre a nossa mortalidade e como achamos sempre que ser novo é que é bom.

Além disso como se estende desde o início do século XX até aos anos 70/80, podemos ver a evolução do vestuário, algo que para mim é muito bom, uma vez que as formas de vestir através das épocas sempre me fascinaram.

Fiquei ainda com mais curiosidade acerca do livro. :)

Por fim, não resisti a ver o último filme de animação da Disney, Bolt. Que adorei, deixem-me dizer-vos! A animação por computador estava de cortar a respiração! As personagens eram incríveis e... bem, muito fofinhas, especialmente o protagonista "Bolt" e a gatinha "Mittens".

Bolt conta a história de um cão que é a estrela de um programa de televisão, onde desempenha o papel de... um super-cão. O único problema é que Bolt está convencido que é na realidade um super-cão e que a sua jovem dona (Penny) precisa de ser salva constantemente. Isto porque os produtores da série, que querem dar um ar realista à acção fazem tudo para que o cão não descubra que se trata de uma actuação e não de realidade.

Quando Penny é "raptada" pelo vilão durante um episódio, Bolt decide ir salvá-la e acaba acidentalmente em Nova Iorque, no lado oposto do país! Com a ajuda da gata vadia Mittens e do hamster Rhino, Bolt tem de arranjar maneira de voltar para a Califórnia para tentar encontrar a sua dona!

20 janeiro 2009

Aquisições (5)

Recebi hoje mais um livro, ainda da tal encomenda. E apesar de já ter adquirido demasiados livros este mês, não consegui resistir aos saldos da Bertrand! Comprei três livros por 4 euros e meio! É de aproveitar, hã?

18 janeiro 2009

Aquisições (4)

Adquirido na Bertrand (que está em saldos), para completar a tetralogia "Os Mistérios de Osíris"!

Opinião: Equador

Equador de Miguel Sousa Tavares
Editora: Oficina do Livro (2003)
Formato: Capa Mole | 528 páginas
Géneros: Romance, Ficção Histórica
Descrição: "Quando naquela manhã chuvosa de Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D. Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos e interesses com a metrópole. E não contava que a descoberta do amor lhe viesse mudar a vida.
Equador é um retrato brilhante da sociedade portuguesa nos últimos dias da Monarquia, que traça um paralelo entre os serões mundanos da capital e o ambiente duro e retrógrado das colónias.
É com esta história admirável, comovente e perturbadora, que Miguel Sousa Tavares inaugura a sua incursão no romance."
Ahem. E agora, vou tecer algumas (humildes) opiniões sobre um dos livros mais amados dos portugueses (espero alguns tomates, mas pedras não se faz favor). Tão amado que foi um bestseller e é agora uma "série" (mais novela, mas pronto) de televisão.

E essa devia ter sido a minha primeira pista. O Equador foi adaptado para televisão. Pela TVI. Obviamente que pelo meio das páginas de "Equador" deviam andar a tragédia e cenas românticas foleiras.

Para não me alongar muito e para não ter tantos projecteis potencialmente perigosos à minha espera, vou apenas dizer que fiquei algo desiludida. Este livro tinha potencial, um potencial enorme! A premissa é bastante interessante; um jovem da classe média-alta e um intelectual assumido é incumbido, pelo rei D. Carlos de resolver uma situação problemática em S. Tomé e Príncipe.

Estava à espera de uma obra de ficção histórica em que seguíamos a personagem principal no seu dia-a-dia numa terra estranha onde tem, num período de tempo limitado, que mudar mentalidades e estilos de vida. Pois qual não foi a minha surpresa, quando me apercebi que em vez de termos a história de uma das mais pequenas colónias de Portugal, seguimos antes as aventuras amorosas do tal personagem principal.

Premissa interessante; fraca execução. Vale principalmente pela informação histórica, que é rica e interessante, mas o livro foca-se mais na perseguição do nosso "herói" aos rabos de saia tanto em Lisboa como em S. Tomé tendo como fundo a história que devia ter sido a principal, pelo menos pelo que diz na contra-capa.

Uns acrescentos: Suponho que escrevi esta "crítica" demasiado cedo. "Equador" é uma obra que contém muita informação e um desenvolvimento de personagens algo invulgar, pelo que eu devia ter esperado uns dias antes de escrever as minhas impressões.

Creio que o que me irritou mais acerca do livro foi o final... não porque não achei um bom final, mas porque os motivos que levaram a tal final me pareceram... algo fúteis e muito pouco relacionados com o tema central do livro. Mas "Equador" não é, de modo nenhum, um mau livro, muito pelo contrário. O autor capta perfeitamente a época, os locais, a sociedade e a ideologia colonial. Vale a pena ler, é um belo esforço de um autor português.