16 março 2009

Aquisições (9)

Mais uma obra em português! Apesar de não ter gostado muito de "Crepúsculo" não consegui resistir ao resumo de contracapa de "Nómada".

Opinião: Carbono Alterado (Richard Morgan)

Carbono Alterado de Richard Morgan
Editora: Saída de Emergência (2008)
Formato: Capa mole | 440 páginas
Géneros: Ficção Científica, Mistério
Sinopse.

Estamos no século XXV. A Humanidade ultrapassou novas fronteiras e colonizou outros planetas; desenvolveu inteligências artificiais; e criou um dispositivo que torna os humanos virtualmente imortais: pouco depois de nascerem, a todas as pessoas é inserida uma "pilha cortical", um pequeno aparelho onde é armazenada a consciência. Assim, se o corpo morrer é possível fazer o upload dessa consciência para um novo corpo.

Takeshi Kovacs é um Enviado (leia-se: o equivalente de um super soldado futurista) originário de uma colónia terrestre, o Mundo de Harlan, que foi recentemente mandado para a prisão (o que significa armazenar a sua "pilha cortical") por cem anos.
A sua sentença é suspensa quando um poderoso empresário chamado Bancroft requisita os seus serviços na resolução de um mistério.

Já há algum tempo que não lia um livro de ficção científica por isso devo confessar que o mundo idealizado por Richard Morgan me impressionou. É futurista mas não fantasioso... é um futuro que podemos mesmo imaginar e no entanto é original o suficiente para não aborrecer. Neste livro não há utopias e a Humanidade não vive toda em harmonia; os seres humanos continuam iguais a si próprios. Isso foi algo que me surpreendeu e que me agradou.

Quanto a história, podia ter sido melhor. O autor explora muito pouco a sua original (pelo menos para mim que não leio muita FC) ideia das pilhas corticais e das "conciências armazenadas", um tema que podia dar pano para mangas. No início do livro, parece que Morgan o vai fazer (abordar o tema de forma filosófica, quero eu dizer) pois introduz os cristãos como antagonistas. Mas essa linha da história é rapidamente esquecida.

Takeshi Kovacs tem muito pouco que se recomende enquanto personagem principal. Tem uns valores morais um bocado distorcidos, é exageradamente atraente para o sexo oposto e tem um gosto desmedido pela violência. Basicamente, o macho alfa perfeito, saído de um filme de acção de segunda categoria (imaginem... Bruce Willis em O 5º Elemento). Não, a sério. Kovacs até tem um "treino especial" para poder matar sem remorsos e implantes que lhe aumentam os sentidos.
Também o "mistério" a ser resolvido é trivial e pouco emocionante. A narrativa fragmentada impede uma leitura fluida e faz pouco para manter o interesse do leitor. Dá ideia que o autor pretendia imitar o estilo noir, mas não foi bem sucedido.

Como um todo este livro não foi mau, é como "ler" um filme de acção. Devo salientar ainda alguns problemas muito visíveis na tradução que também dificultaram um pouco a leitura.

13 março 2009

Aquisições (8)

Cá estou eu de novo, a apresentar mais livros que deram entrada nas minhas prateleiras recentemente. Desta vez decidi apostar nas obras em português, apesar de ficar bem mais caro.

Adquiridos no website da Saída de Emergência:











E em inglês (o último livro via Bookmooch):





18 fevereiro 2009

A Duquesa (2008)

Ano: 2008
Duração: 110 Min.
Com: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Dominic Cooper

Mais um filme de época que está presentemente no cinema.

"A Duquesa" é um retrato da vida de Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire entre 1774 e 1806. Esta personagem é conhecida pelo seu envolvimento político é pela sua proeminente acção na alta Sociedade inglesa da época (não fosse ela uma Duquesa!) onde era olhada com admiração e como um modelo a seguir em termos de moda (a Duquesa desenhava vestidos que ela própria usava).

Não posso julgar este filme em termos de acuidade histórica, uma vez que o pouco que conheço desta personalidade conheço através de pesquisas no site Wikipedia. Dificilmente poderei fazer um juízo correcto. No entanto, comparando o filme a estas informações superficiais, posso dizer que aquele parece bastante correcto em termos históricos, se bem que as lutas da própria Duquesa pelo privilégio de ser a única mulher na vida do marido me pareceram algo exageradas; mas posso estar enganada; como disse, não sei o suficiente sobre a personagem.

Este filme foi bastante interessante, não só porque fiquei com mais algumas luzes sobre esta importante personalidade do período Georgiano. A Duquesa pareceu-me ao mesmo tempo, uma mulher da sua época mas também uma mulher virada para o futuro. Isto porque se envolveu activamente em política e teve a coragem de anunciar e defender os seus ideais numa altura em que as mulheres tinham quase tão pouca liberdade como um escravo. Pode chocar, mas não anda longe da verdade. Que mulher hoje em dia aceitaria casar-se e tornar-se propriedade do marido? Este podia fazer o que quisesse à mulher! As mulheres não tinham direito de voto e quase não podiam andar sozinhas na rua! Ou seja, eram virtualmente um instrumento para os homens, um método de conseguir "herdeiros".

Outro aspecto de que gostei foi a interpretação de Keira Knightley! Achei que ela esteve muito bem no seu papel.

Recomendo este filme a todas as pessoas que gostem de filmes de época e/ou queiram saber mais sobre o período.

12 fevereiro 2009

Jane Eyre (2006)

Ano: 2006
Duração: 4 Episódios (mini-série)
Com: Ruth Wilson, Toby Stephens, Christina Cole

Esta mini-série de dois episódios é uma adaptação (da BBC) da obra de Charlotte Bronte "Jane Eyre".

Devo dizer que gostei muito desta série. Quando era pequena ofereceram-me uns livros, a colecção "As Histórias que eu mais gosto" que adaptavam certos clássicos da literatura de modo a poderem ser lidos pelos mais novos; Jane Eyre era um deles e apesar de o livro ser pequeno e ter ilustrações sempre achei a história um tanto macabra. Até os desenhos faziam medo!

Mas esta série da BBC fez-me ganhar uma perspectiva diferente e agora estou ansiosa por ler o original. Penso que deve estar bastante fiel ao livro, pelo menos pela versão juvenil que já li. Jane Eyre é uma personagem carismática; assim como a maioria dos residentes de Thornfield.

A parte inicial onde nos é contada a infância de Jane é talvez, um pouco exagerada (à la Oliver Twist), mas talvez também seja assim no livro. Desde as personagens aos locais, do vestuário à fotografia, esta série encanta. Creio mesmo que já passou no canal dois.

Quanto ao vestuário... soberbo (e bastante adequado)! Uma excelente série, perfeita para quem gosta deste género de filmes.