05 julho 2009

Marcada (P.C. Cast)

Marcada de P.C. Cast, Kristin Cast
Editora: Saída de Emergência (2009)
Formato: Capa mole | 302 páginas
Géneros: Lit. Juvenil, Fantasia Urbana
Sinopse.

Depois do recente sucesso da saga "Luz e Escuridão" da autoria de Stephenie Meyer, era de esperar o aparecimento de obras semelhantes. "Marcada", o primeiro livro de uma nova série, também lida com vampiros e é, claro, virada para o público mais jovem.

Devo confessar que li este livro em inglês mas decidi apresentar a informação bibliográfica da versão portuguesa porque suponho ser esta mais familiar aos eventuais leitores do blog. Penso que isso em nada influencia a minha "crítica" ao livro, excepto no que diz respeito à qualidade da tradução.

"Marcada" foi uma leitura medianamente interessante, daquilo que me lembro. Lê-se bem, pois o estilo de escrita é simples mas cativante e o livro tem uma fluidez que me agradou; a história está bem encadeada.

O enredo, pelo contrário, deixa muito a desejar. Pouco original e quase sempre prevísivel (creio mesmo ter já descoberto o vilão escondido) pareceu-me retirar muitos elementos da saga "Harry Potter". Senão vejamos: a heroína é uma vampira 'recém-nascida' que por uma razão misteriosa tem poderes e capacidades singulares (Harry Potter); as pessoas com quem trava amizade passam a ser populares por associação; temos também um adolescente louro e com algum status social que provoca a heroína (Draco Malfoy!); e não podemos esquecer a figura mais velha e de autoridade que dá conselhos e apoia Zoey (tal como Dumbledore).

Com todos estes elementos, a história acaba por ser pouco mais do que uma crónica sobre uma adolescente americana e as suas tribulações para se integrar numa nova escola Secundária. A única diferença é que mete vampiros pelo meio.

Concluindo, este livro é sinceramente medíocre, tanto em termos de história como de personagens. Não é uma leitura verdadeiramente interessante, mas lê-se bem. Recomendado para os mais novos e/ou para quem gosta de fantasia contemporânea e especialmente de "Crepúsculo".

Ler a Crítica em Inglês

01 junho 2009

Aquisições de Maio

Eis a pilha de livros adquirida durante o mês de Maio! ^__^

Lista:
Benedict, Lyn - Sins & Shadows
Day, S. J. - Eve of Darkness
Gilman, Laura Anne - Staying Dead
McCullough, Kelly - MythOs
Well, Jaye - Red-Headed Stepchild

15 maio 2009

Opinião: Silent in the Grave (Deanna Raybourn)

Silent in the Grave de Deanna Raybourn
Editora: Mira Books (2007)
Formato: Capa Mole/Bolso | 511 páginas
Géneros: Ficção Histórica, Mistério
Sinopse.

Lady Julia Grey perde subitamente o marido devido a uma doença congénita. Ou pelo menos é isso que ela e toda a sociedade inglesa pensam. Poucos dias depois da morte de Edward, Julia recebe a visita de Nicholas Brisbane, uma espécie de detective, que a informa das suas suspeitas sobre a morte do Visconde; segundo ele, o marido de Julia teria sido assassinado.

Julia não quer acreditar nesta hipótese macabra, mas quando descobre uma nota perdida, ameaçando o seu marido ela decide render-se às evidências. Juntamente com Nicholas Brisbane, Julia Grey vai descobrindo pistas que a levarão à terrível verdade.

"Silent in the Grave" é o primeiro livro de uma série que tem como heroína uma senhora da alta sociedade Victoriana, Lady Julia Grey.

Tinha ouvido dizer muito bem deste livro, por isso decidi adicioná-lo à minha pilha das leituras.

Acabei por ficar um pouco desiludida (quem sabe, as minhas expectativas eram demasiado altas). Apesar de ser um livro interessante, no geral, existem alguns defeitos que prejudicam a leitura.

O primeiro e também o mais proeminente é o foco excessivo nas personagens em detrimento do resto da história (isto é, o mistério). A autora foca-se demasiado na descrição minuciosa do dia a dia de Julia Grey; pelo que o livro é mais uma crónica da sua vida durante o período de luto do que um excitante mistério polvilhado de suspense e alguma acção. Isto faz com que o livro se arraste um bocado, sendo mesmo monótono, por vezes. Penso mesmo que sem todas as descrições da vida caseira da heroína, esta obra seria bem mais pequena.
Com toda esta atenção nas personagens é claro que o "mistério" não foi explorado como deve ser, o que é uma pena pois tinha potencial. A história resolve-se nos últimos capítulos e a conclusão é simples e desapontante.

Por fim, temos o "herói". Nicholas Brisbane é demasiado perfeito para o meu gosto. Pois ele é belo, prendado e torturado. Este personagem é tão intensa e viril que consegue mesmo eclipsar a heroína (algo que não devia acontecer). O seu comportamento ao longo do livro fez com que desejasse que ele não voltasse para os livros seguintes.

No geral este livro não foi mau. Gostei de ler sobre as convenções da Sociedade Victoriana, especialmente as imposições feitas às mulheres durante o luto. Mas penso que teria sido uma leitura mais interessante se a autora tivesse dado mais espaço à intriga.

01 maio 2009

Aquisições de Abril

Um post atrasado, contendo as minhas aquisições para o mês de Abril... acho que me tenho estado a conter... mais ou menos, lol.
Lista:
Andrews, Ilona - Magic Strikes
Butcher, Jim - Turn Coat
Davidson, MaryJanice - Seraph of Sorrow
Nakajo Hisaya - Hana-Kimi, vol. 08
Nakajo Hisaya - Hana-Kimi, vol. 14
Nakajo Hisaya - Hana-Kimi, vol. 15
Neill, Chloe - Some Girls Bite

13 abril 2009

A febre da Fantasia Urbana?

Pois, eu também não quero acreditar, mas os meus olhos não me enganaram. "Crepúsculo" fez finalmente chegar a Portugal a febre da "Fantasia Urbana".

No outro dia estava eu na FNAC do Chiado quando notei que os livros da Charlaine Harris (foi nas suas obras que se basearam para a série "True Blood") estavam em exposição. Mais adiante encontrei a colecção quase completa de "Anita Blake, vampire Hunter" de Laurell K. Hamilton; a série "House of Night" de P.C. e Kristin Cast e até um livro de Sherrilyn Kenyon. Tanto Laurell K. Hamilton como Charlaine Harris são autoras muito conhecidas dentro do género e os seus livros vão ser traduzidos pela "Saída de Emergência" (aliás, "Morto até ao anoitecer" saiu este mês) e segundo ouvi dizer as obras de P.C. e Kristin Cast também vão ser publicadas em Portugal.

Veremos se terão tanto sucesso como Crepúsculo; se tiverem, abre-se um novo mercado em Portugal pois este género é famoso nos Estados Unidos e há inúmeras obras que podem ser escolhidas para tradução.

16 março 2009

Aquisições (9)

Mais uma obra em português! Apesar de não ter gostado muito de "Crepúsculo" não consegui resistir ao resumo de contracapa de "Nómada".

Opinião: Carbono Alterado (Richard Morgan)

Carbono Alterado de Richard Morgan
Editora: Saída de Emergência (2008)
Formato: Capa mole | 440 páginas
Géneros: Ficção Científica, Mistério
Sinopse.

Estamos no século XXV. A Humanidade ultrapassou novas fronteiras e colonizou outros planetas; desenvolveu inteligências artificiais; e criou um dispositivo que torna os humanos virtualmente imortais: pouco depois de nascerem, a todas as pessoas é inserida uma "pilha cortical", um pequeno aparelho onde é armazenada a consciência. Assim, se o corpo morrer é possível fazer o upload dessa consciência para um novo corpo.

Takeshi Kovacs é um Enviado (leia-se: o equivalente de um super soldado futurista) originário de uma colónia terrestre, o Mundo de Harlan, que foi recentemente mandado para a prisão (o que significa armazenar a sua "pilha cortical") por cem anos.
A sua sentença é suspensa quando um poderoso empresário chamado Bancroft requisita os seus serviços na resolução de um mistério.

Já há algum tempo que não lia um livro de ficção científica por isso devo confessar que o mundo idealizado por Richard Morgan me impressionou. É futurista mas não fantasioso... é um futuro que podemos mesmo imaginar e no entanto é original o suficiente para não aborrecer. Neste livro não há utopias e a Humanidade não vive toda em harmonia; os seres humanos continuam iguais a si próprios. Isso foi algo que me surpreendeu e que me agradou.

Quanto a história, podia ter sido melhor. O autor explora muito pouco a sua original (pelo menos para mim que não leio muita FC) ideia das pilhas corticais e das "conciências armazenadas", um tema que podia dar pano para mangas. No início do livro, parece que Morgan o vai fazer (abordar o tema de forma filosófica, quero eu dizer) pois introduz os cristãos como antagonistas. Mas essa linha da história é rapidamente esquecida.

Takeshi Kovacs tem muito pouco que se recomende enquanto personagem principal. Tem uns valores morais um bocado distorcidos, é exageradamente atraente para o sexo oposto e tem um gosto desmedido pela violência. Basicamente, o macho alfa perfeito, saído de um filme de acção de segunda categoria (imaginem... Bruce Willis em O 5º Elemento). Não, a sério. Kovacs até tem um "treino especial" para poder matar sem remorsos e implantes que lhe aumentam os sentidos.
Também o "mistério" a ser resolvido é trivial e pouco emocionante. A narrativa fragmentada impede uma leitura fluida e faz pouco para manter o interesse do leitor. Dá ideia que o autor pretendia imitar o estilo noir, mas não foi bem sucedido.

Como um todo este livro não foi mau, é como "ler" um filme de acção. Devo salientar ainda alguns problemas muito visíveis na tradução que também dificultaram um pouco a leitura.