31 maio 2010

Claymore (2007)

Título: Claymore (クレイモア)
Ano: 2007
Nº de Episódios: 26
Género(s): Acção, Fantasia

Foi uma conjugação de diversos factores que me levou a ver "Claymore", uma das inúmeras séries de animação produzidas anualmente no Japão.
A primeira (e mais importante) prende-se com o facto de eu ser uma "otaku" (só um pouco, lol) ou seja, uma pessoa que gosta de ler manga (BD japonesa) e ver anime (animação japonesa). A segunda tem a ver com o desafio da Whitelady, que reservou o mês de Maio à leitura de obras de autores japoneses e/ou sobre o Japão. Ela perguntou-me se eu não gostaria de participar, mas eu não fiquei muito convencida de ser capaz de ler livros só sobre o Japão durante um mês. Achei bastante mais fácil ver algumas séries animadas completas; foi assim que realizei a minha parte do desafio. Por fim, escolhi esta série em particular porque estou numa "fase" em que me apetece ler fantasia épica e consequentemente ver séries que se passem em ambientes fantásticos. Por tudo isto, "Claymore" foi a escolha ideal.

Orientada para o público masculino, o enredo de "Claymore" desenrola-se num mundo fantástico e medieval, onde monstros (chamados "Yoma") atacam vilas e cidades de humanos para se alimentarem. Após se alimentarem de um humano, os Yomas passam a assumir a forma da vítima confundindo-se com os outros habitantes e espalhando assim o terror entre aldeões e cidadãos que não sabem qual deles é nas verdade um monstro. Para combater este flagelo, uma misteriosa Organização recolhe mulheres e treina-as como guerreiras; o problema é que por melhor que se seja com uma espada é quase impossível para um humano matar um monstro. É por isso que após anos de treino estas guerreiras acolhem dentro de si, por meio de artes mágicas "a carne e os ossos de um Yoma", o que as torna mais fortes e mais rápidas do que os seres humanos normais.
Temidas tanto pelos Yomas como pelos humanos, estas guerreiras apelidadas de "Claymores" devido às espadas gigantescas que usam para a batalha ou "bruxas de olhos prateados" por causa dos seus olhos pouco usuais, viajam de cidade em cidade matando os monstros que as aterrorizam. A série segue a história de uma Claymore chamada Clare. À medida que a história se vai desenvolvendo, descobrimos o passado de Clare, o porquê das suas escolhas e também a razão porque se tornou uma Claymore.
O anime é baseado na Manga da autoria de Norihiro Yagi com o mesmo nome.

Gostei bastante desta série. Tem muita acção, bastante "gore" e é viciante. O ambiente fantástico é bastante genérico, com vilas medievais, guerreiros com armaduras e espadas. No entanto achei que o facto das mulheres serem as guerreiras mais fortes e serem elas que combatem e têm na verdade o poder para destruir os Yoma torna a história mais original. O enredo estava bem encadeado, com partes iguais (e equilibradas) de cenas de acção e desenvolvimento das personagens
O final foi um bocado abrupto porque, segundo consta, a manga ainda não está completa (pelo que algumas linhas de acção ficam incompletas), mas achei que, no geral, tanto em termos de história como de personagens, "Claymore" é uma anime bastante interessante... para quem gosta deste tipo de coisas. ^_^

20 maio 2010

Aquisições de Maio (2)

Mais umas comprinhas na Feira do Livro, eh eh. ^_^

"Teias de Sonhos" de Anne Bishop
Detalhes: Capa Mole - 400 páginas
Editora: Saída de Emergência / 2007

"O Jardim Encantado" de Sarah Addison Allen
Detalhes: Capa Mole - 270 páginas
Editora: Quinta Essência / 2008

"Alguém para Amar" de Jude Deveraux
Detalhes: Capa Mole - 310 páginas
Editora: Quinta Essência / 2008

"A Missão de Az Gabrielson" de Jay Amory
Detalhes: Capa Mole - 453 páginas
Editora: Gailivro / 2009

"Os Guardiães dos Mortos" de Ricardo Pinto
Detalhes: Capa Mole - 606 páginas
Editora: Editorial Presença / 2003

"O Olho do Mundo" de Robert Jordan
Detalhes: Capa Mole - 812 páginas
Editora: Bertrand / 2007

"A Grande Caçada" de Robert Jordan
Detalhes: Capa Mole - 738 páginas
Editora: Bertrand / 2007

18 maio 2010

Opinião: O Oito

O Oito de Katherine Neville
Editora: Porto Editora (2010)
Formato: Capa Mole | 632 páginas
Géneros: Mistério/ Thriller
Sinopse (Porto Editora): Conta a lenda que os Mouros ofereceram a Carlos Magno um tabuleiro de xadrez que continha a chave para dominar o mundo.
Sul de França, 1790. No auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corre o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intricado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo.
Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objectivo de desenvolver um software para a OPEP. Nas vésperas da sua partida de Nova Iorque, um negociante de antiguidades faz-lhe uma proposta misteriosa: reunir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-se assim envolvida na busca do lendário jogo de xadrez e torna-se numa das peças desta partida milenar, jogada ao longo dos séculos por reis e artistas, políticos e matemáticos, músicos e filósofos, libertinos e o próprio clero. Quem está de que lado? De quem será o próximo lance?
Passado e presente entrecruzam-se magistralmente neste thriller excepcional de uma autora de culto em todo o mundo, considerada a grande precursora dos romances de Dan Brown.
O Oito de Katherine Neville, é uma obra particularmente difícil de criticar, não apenas por ser considerado um livro 'de culto' (se tal existe) dentro do seu género, mas também porque me deixou a mim (como leitora) algo confusa; depois de o ler, fiquei sem saber se havia ou não gostado do livro, das personagens e da história. Após alguns dias de reflexão, decidi que tinha gostado bastante da ideia, mas não muito do resultado final... pois é, O Oito é mais um daqueles livros que tem por detrás um conceito excepcionalmente bom, mas depois falha na transmissão desse conceito ao leitor. Ou seja, a ideia é boa, mas a execução é fraca.

O livro começa de forma extremamente apelativa: em 1790, nos inícios da Revolução Francesa, as freiras do Convento de Montglane vêem-se obrigadas a desenterrar um segredo que guardaram por mais de um milénio. O segredo está contido nas peças de um antigo jogo de xadrez, que pertencera a Carlos Magno e que lhe fora oferecido pelos mouros. A abadessa de Montglane divide as peças pelas freiras e incita-as a fugir e a escondê-las pois se alguém juntar todas as peças ficará na posse de um poder capaz de destronar Reis. Seguimos duas noviças de Montglane, Mireille e Valentine que fogem para Paris com duas das peças... e aí acaba o capítulo.

No capítulo seguinte estamos em 1972 e conhecemos Catherine Velis, progamadora informática. Devido a um erro (leia-se: o facto de Catherine ter integridade), é mandada para a Argélia. Enquanto se prepara para a viagem, Catherine é arrastada para um misterioso Jogo, onde jogadores poderosos se movem para descobrir as peças de um antigo jogo de xadrez, o "Xadrez de Montglane" que se diz possuirem uma fórmula capaz de mudar o balanço de poder no mundo.

Basicamente todo o livro é um gigantesco "Jogo de Xadrez"... ou pelo menos é essa a ideia que a autora quer fazer passar mas fá-lo de forma atabalhoada; a narrativa não é complexa o suficiente para nela se entreverem os movimentos de um jogo de xadrez. Isto porque a autora decidiu contar duas histórias em paralelo: a de Mireille em 1790 e a de Catherine nos anos 70, não desenvolvendo assim a fundo o enredo que envolve a protagonista, Catherine. A história desta pareceu-me escrita de forma apressada, não havendo um desenvolvimento apropriado da trama. Catherine é envolvida no "Jogo" de forma muito idiota e irrealista. Gostei muito mais das aventuras de Mireille no século XVIII.
Penso que teria sido melhor que a autora centrasse todo o enredo no presente (ou melhor, no presente da narrativa, os anos 70 do século XX), fazendo referências à personagem de Mireille apenas; deste modo poderia ter desenvolvido muito melhor as personagens e criado melhor o efeito que pretendia atingir: a de que uma qualquer personagem obscura movia os protagonistas e outras personagens secundárias como Peões num jogo de xadrez.

Até mesmo o final foi decepcionante.

No geral "O Oito" é, como já referi, uma obra com bastante mérito devido à sua ideia original, mas escrita de forma algo fracturada; a interposição das narrativas tornam a leitura algo morosa por vezes, uma vez que quando estamos a entrar na história quer de Mireille quer de Catherine, o capítulo acaba e o próximo fala de uma personagem diferente. Isto para mim tirou ao livro muito do seu encanto.

03 maio 2010

Aquisições de Maio (1)

As primeiras aquisições deste mês, feitas logo no dia 1, na Feira do Livro de Lisboa. :D

"A Mecânica do Coração" de Mathias Malzieu
Detalhes: Capa Mole - 192 páginas
Editora: Contraponto / 2009

"O Décimo Terceiro Conto" de Diane Setterfield
Detalhes: Capa Mole - 368 páginas
Editora: Editorial Presença / 2007

"O Império do Medo" de Brian Stableford
Detalhes: Capa Mole - 432 páginas
Editora: Saída de Emergência / 2008

13 abril 2010

Opinião: Eternidade

Eternidade de Alyson Noel
Editora: Gailivro (2010)
Formato: Capa Mole | 284 páginas
Géneros: Romance Paranormal, Lit. Juvenil
Sinopse (Gailivro): Entrem num mundo encantador onde o verdadeiro amor nunca morre... Depois de um terrível acidente que lhe matou a família, Ever Bloom, de dezasseis anos, consegue ver as auras das pessoas que a rodeiam, ouvir os seus pensamentos e conhecer a história da vida de qualquer pessoa através de um simples toque. Desviando-se, sempre que possível, no sentido de evitar qualquer contacto humano e de esconder esses dons, Ever é vista como uma anormal na escola secundária à qual regressa. Mas tudo muda, quando conhece Damen Auguste. Damen é encantador, exótico e rico. E é a única pessoa que consegue silenciar o ruído e as manifestações de energia que invadem a cabeça de Ever. Ele transporta uma magia tão intensa que parece conseguir ler a alma de Ever. À medida que Ever é arrastada para o sedutor mundo de Damen, onde abundam os segredos e os mistérios, começam a surgir-lhe mais perguntas do que respostas. Além de que não faz ideia de quem realmente é... ou daquilo que é. Apenas sabe que se está a apaixonar desesperadamente.
Bem... a primeira coisa a dizer sobre "Eternidade" é que, quem gostou de "Crepúsculo" não desgostará certamente deste livro, pois contém todos os elementos que tornaram a saga de Stephenie Meyer tão popular: uma heroína especial, um heroi misterioso e atormentado e uma história de amor lamechas e verdadeiramente irreal. Mesmo assim, se tivesse de escolher entre um e outro, a minha escolha recairia em "Eternidade" uma vez que eu consegui acabar este livro, enquanto que fiquei a alguns capítulos do final, no outro (talvez porque a história de "Crepúsculo" se arraste imenso - na minha opinião - acabando por se tornar morosa).

Ainda assim, "Eternidade" é uma obra bastante fraca, mesmo tendo em conta que se dirige a um público mais jovem. A história é extremamente básica e retira um número surpreendente de ideias de "Crepúsculo". Senão vejamos: Ever Bloom (que nome mais idiota - Sempre em Flor?) muda-se para uma cidade nova após um acidente que a deixou orfã; pouco depois aparece-lhe à frente um jovem esplendorosamente belo que "acalma" os "poderes psíquicos" de Ever. Entre ambos nasce um amor intenso e quase imediato. Em "Crepúsculo", Isabella Swan muda-se para uma cidade nova após perceber que terá mais estabilidade se viver com o pai do que com a mãe; pouco depois de chegar à escola dá de caras com Edward Cullen, um jovem esplendorosamente belo que se sente atraído por Bella porque esta "acalma" os seus "poderes psíquicos". Entre ambos nasce um amor intenso e quase imediato.
Para dar algum crédito a Ever, ela age de modo mais realista do que Bella, quando descobre a verdadeira natureza do seu amado... mas as semelhanças são... assustadoras. Mas adiante.

Como já referi, o enredo é bastante básico; falta-lhe também coerência, o que torna a narrativa algo fragmentada. As motivações das personagens para se comportarem de certas e determinadas maneiras permanecem na obscuridade quase até ao fim do livro, pelo que o leitor vai lendo e ficando perplexo pelas atitudes por aquelas tomadas. O final é bastante anti-climático, com Damen a dar-nos no fim, toda a informação necessária para descodificar as atitudes das personagens e esclarecer o mistério. Quanto a estas, são bastante estereotipadas e muito pouco interessantes (temos o amigo gay, a amiga rebelde/gótica, a heroina atormentada e pouco expressiva e o heroi atormentado e misterioso - ou neste caso, simplesmente irritante).

No geral, uma leitura pouco estimulante; no entanto, recomendada para quem gostou da saga "Crepúsculo".

07 abril 2010

Opinião: Acheron (Sherrilyn Kenyon)

Acheron by Sherrilyn Kenyon
Editora: Casa das Letras (2009)
Formato: Capa mole | 682 páginas
Géneros: Romance, Fantasia Urbana
Sinopse (Casa das Letras): Um deus nasceu há onze mil anos. Amaldiçoado num corpo humano, Acheron teve uma vida de sofrimento. A sua morte humana originou um horror indescritível que quase destruiu a Terra. Trazido de volta contra a sua vontade, tornou-se o único defensor da humanidade. Só que não foi assim tão simples...
Durante séculos, lutou pela nossa sobrevivência e escondeu um passado que não desejava revelar. Agora, tanto a sua sobrevivência, como a nossa, dependem da única mulher que o ameaça. Os velhos inimigos estão a despertar e a unir-se para matá-los - aos dois.
"Acheron" é na verdade o décimo-quinto livro de uma série (Predadores da Noite) que está correntemente a ser editada em português pela Saída de Emergência, havendo já três volumes disponíveis para compra. O porquê deste livro em particular ter sido traduzido por uma editora diferente é um mistério, mas o certo é que, apesar de poder ser lido por si só (pois contar a história de Acheron, é contar, em parte, a história dos Predadores da Noite), haverá referências a diversas personagens que aparecem, não só nos volumes acima mencionados mas também em volumes posteriores, ainda não traduzidos. Isto pode causar alguma confusão ao leitor; daí não perceber o porquê da publicação deste livro. Mas adiante.

Cada livro desta série (Dark-Hunters, no original) se centra numa personagem (nomeadamente num Predador da Noite) e em como esta consegue redenção através do amor. Para situar os eventuais leitores desta crítica, passo a explicar o que são estes "Predadores da Noite"; são homens e mulheres (mais homens, são mais propensos à vingança e dão heróis torturados muito melhores) que deram a alma à deusa grega Artemis (deusa da caça e do parto) em troca de um momento de vingança. Consumada essa vingança, estes humanos ficam sob o comando da deusa, perdendo algumas capacidades (como a de caminhar sob a luz do sol) e ganhando outras (como a imortalidade e uma força superior à dos humanos. Adivinhem como é que os humanos lhes chamaram ao longo dos séculos. :p). O objectivo de Artemis é criar um exército que possa combater os Daimons, umas criaturas que sugam as almas das pessoas para sobreviver.

Ao longo dos séculos, Artemis tem reunido as almas de muito boa gente. Cada livro, como disse, conta a história de um Predador da Noite, e de como, depois de muita choradeira, ele ou ela consegue de volta a sua alma (e mortalidade).

Ora se há um livro sobre Acheron então ele deve ser... pois é, um Predador da Noite. Mas não um Predador da Noite qualquer. Acheron (ou "Ash" como gosta de ser tratado) é o mais antigo de todos, o primeiro Predador da Noite e o líder de todos eles. É por isso que aparece em muitos dos livros da série, sendo uma personagem fulcral. Assim, escrever a sua história, depois de 15 livros era certamente uma tarefa difícil... mas penso que a autora conseguiu!

Não esperava qualquer rigor histórico e não o encontrei, claro; encontrei meramente uma versão fantasiada da Grécia antiga (e de como se processam escavações arqueológicas, infelizmente), mas não o li pela veracidade histórica, por isso não me importei grandemente.

O livro tem duas partes. A primeira relata o passado de Acheron (que começa em cerca de 9000 a.C.); o seu nascimento, crescimento e o sofrimento atroz que o leva a tornar-se um Predador da Noite. Esta foi a parte que mais gostei, pelas descrições da perdida Atlântida e pela imaginação delirante da autora em relação à mitologia atlante (e também ao seu uso da grega). O passado de Acheron, o seu envolvimento com Artemis e a criação dos Predadores da Noite deu uma leitura extremamente interessante e aditiva.

Já a segunda parte, passa-se nos dias de hoje. É basicamente a "história de amor" do Acheron. Desta parte já não gostei tanto... pareceu-me que tudo aconteceu um bocado a correr e sinceramente não senti as "faíscas" entre os dois protagonistas. Também não gostei de Tory (aquela que rouba o coração de Acheron) por aí além, achei-a irritante. Na verdade, esperava mais da história de Acheron, uma vez que ele é uma personagem tão importante e especial na série, mas a história de amor não difere em muito das encontradas noutros livros sobre personagens menores. Convém referir também que "Acheron" não está, infelizmente, livre daquelas cenas algo "fatelas" que a autora gosta de incluir nos seus livros (como dançar ao som das músicas disco do filme "Dança Comigo". Oh vá lá!). Mas pronto, isso é um mal menor.

No geral, uma boa obra dentro do romance paranormal, que se lê muito rapidamente e com gosto, apesar do seu assustador número de páginas. Recomendado para fãs deste tipo de romances e fãs da série.

29 março 2010

Opinião: Jane Bites Back

Jane Bites Back de Michael Thomas Ford
Editora: Ballantine Books (2010)
Formato: Capa Mole | 299 páginas
Géneros: Romance, Chick Lit
Sinopse (Ballantine Books): Two hundred years after her death, Jane Austen is still surrounded by the literature she loves—but now it's because she's the owner of Flyleaf Books in a sleepy college town in Upstate New York. Every day she watches her novels fly off the shelves—along with dozens of unauthorized sequels, spin-offs, and adaptations. Jane may be undead, but her books have taken on a life of their own.
To make matters worse, the manuscript she finished just before being turned into a vampire has been rejected by publishers—116 times. Jane longs to let the world know who she is, but when a sudden twist of fate thrusts her back into the spotlight, she must hide her real identity—and fend off a dark man from her past while juggling two modern suitors. Will the inimitable Jane Austen be able to keep her cool in this comedy of manners, or will she show everyone what a woman with a sharp wit and an even sharper set of fangs can do?
Jane Austen é, sem dúvida, uma das minhas escritoras favoritas. Li as suas obras bastantes vezes, especialmente Orgulho e Preconceito (não, não foi por causa do Mr Darcy...lol) que considero um dos seus melhores livros; não é somente um romance mas também uma crítica de costumes. Também me agrada que as personagens principais, que são de diferentes sexos, se defrontem a nível intelectual e estejam bem equiparadas; isto é coisa rara na época, pelo que sempre me pareceu que Austen foi uma autora inovadora.

Actualmente, Jane Austen é mais popular do que nunca. Entre adaptações cinematográficas e televisivas das suas obras, sequelas literárias dos seus livros e algumas adaptações literárias (como Orgulho e Preconceito e Zombies, por exemplo), não há muita gente que ainda não tenha ouvido falar desta autora dos inícios do século XIX.

Jane Bites Back é mais um livro relacionado com a autora britânica, que combina elementos populares hoje em dia: o paranormal e... bem, Jane Austen (que nesta obra é mesmo a protagonista).

Ao contrário do que a maioria dos seus fans pensa, a popular autora Jane Austen ainda vive actualmente... como vampira. Jane foi transformada cerca de dois séculos antes e vive hoje numa calma cidade rural nos Estados Unidos onde gere a sua livraria. Jane viu passar os anos e observa com algum divertimento a nova onda de popularidade das suas obras. Mas o facto de ser vampira não faz com que Jane não tenha uma vida... entre um ou dois apaixonados, um vampiro do seu passado, uma autora rival que lhe quer fazer a vida negra e uma saga para arranjar um editor para o seu novo livro, Jane Austen tem, na verdade, uma vida bastante atribulada.

Jane Bites Back é uma leitura rápida e relativamente agradável. Seguimos Jane Austen na sua luta para arranjar uma editora que lhe publique o seu novo livro "Constance" (que conta já com 116 rejeições) e ao mesmo tempo a sua complicada vida amorosa, pois Jane sente-se dividida entre vários pretendentes. Pelo meio, Jane tem ainda de enfrentar uma autora rival que lhe quer roubar o manuscripto da sua nova obra e ficar com toda a glória.

Todas estas linhas de acção são apenas exploradas superficialmente; algumas têm uma conclusão rápida, a meio do livro enquanto outras só se resolvem no final. Mas o que todas têm em comum é que nenhuma é explorada em profundidade e como consequência o leitor nunca sente que Jane está em perigo ou que pode ficar angustiada com algo que se passe na sua vida amorosa. Daí ser uma leitura leve.

Gostei de algumas partes do livro, como o facto de uma das autoras mais conhecidas do mundo ter dificuldade em encontrar quem lhe publique o livro, mas outras, como a parte da "autora rival" (que é o "mistério"/gerador de acção do livro), pareceram-me demasiado ridículas. As personagens são também muito pouco profundas e algumas das suas reacções deixaram-me de boca aberta de tão irrealistas que eram. Creio que o autor pretendia que as reacções fossem humorísticas, mas infelizmente pareceram apenas tolas.

No geral, não é uma ideia má para um livro, mas penso que o autor incluiu demasiadas peripécias e o livro é pequeno demais para permitir um desfecho satisfatório de todas as acções, para além de não permitir um desenvolvimento correcto tanto da história como das personagens.