04 março 2011

In my Mailbox (2)

Parece difícil de acreditar, mas já passou uma semana desde a última "Na minha Caixa do Correio" (ou, no original, "In my Mailbox"), eheh. Esta semana tenho uma pilha de tamanho muito razoável para mostrar, consequência directa de ter um cupão de 10% de desconto no The Book Depository. E ainda não chegou tudo. Para além disso, depois de uma visita ao centro comercial acabei com mais dois livros na prateleira (olha que esta!). Enfim.

"Red Hot Fury" - Kasey MacKenzie [UF - Info]
"The Adoration of Jenna Fox" - Mary E. Pearson [SF, YA - Info]
"XVI (Sixteen)" - Julia Karr (SF, UF, YA - Info]
"Glimmerglass" - Jenna Black [UF, YA - Info]
"Delirium" - Lauren Oliver [SF, UF, YA - Info]
"Warped" - Maurissa Guibord [UF, YA - Info]
"As Pirâmides de Napoleão" - William Dietrich [FH - Info]
"Metro 2033" - Dmitry Glukhovsky [FC - Info]




















"In my Mailbox" is hosted by The Story Siren.

03 março 2011

Opinião: Uma Bruxa em Apuros (Kim Harrison)

Uma Bruxa em Apuros de Kim Harrison
Editora: Saída de Emergência (2011)
Formato: Capa Mole | 384 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Sinopse (SdE): "Todas as criaturas das trevas se reúnem na cidade de Hollows para se esconder, festejar... e comer. As longas noites são dominadas por vampiros num mundo de predadores que se caçam uns aos outros sem piedade. A jovem e sexy Rachel Morgan é caçadora de prémios por profissão e bruxa por vocação. A sua obrigação é manter Hollows minimamente civilizada. Vagueando pelas ruas da cidade, Rachel persegue criaturas sobrenaturais que cacem os habitantes mais inocentes e vulneráveis. Mas quando a noite esconde os maiores pesadelos imagináveis, uma personalidade forte e uma mão cheia de feitiços podem não ser suficientes para sobreviver. A não ser, claro, que Rachel Morgan seja mais do que aparenta ser..."
(A edição lida está no inglês original, mas os dados bibliográficos apresentados são da versão portuguesa para tornar mais fácil a identificação da obra)

Rachel Morgan é uma bruxa (cujo elemento é a terra) que trabalha numa agência em Cincinnati cujo propósito é apanhar criminosos "sobrenaturais" (a saber: vampiros, lobisomens, fadas, etc). Mas Rachel, que é jovem e temperamental não está satisfeita com a sua vida; tem tido alguns problemas e o seu chefe... bem, não gosta lá muito dela. É por isso que toma a decisão de deixar o seu emprego, arrastando consigo Ivy uma "vampira viva" (ou seja, que ainda não se transformou a 100%) e Jenks (um membro das fadas) o seu parceiro. O problema é que ninguém deixa a Agência... é um contrato para toda a vida.

Devo dizer que estou muito contente pelo facto da Saída de Emergência ter decidido publicar esta série que tem gozado de imensa popularidade lá fora e, na minha opinião é bastante interessante dentro do género!

"Uma Bruxa em Apuros" (Dead Witch Walking, no original) é o primeiro livro da autora Kim Harrison e também o primeiro de uma longa série que conta hoje em dia, se não estou em erro com nove livros. Para ser totalmente sincera, o enredo deste primeiro livro não é assim muito fora do vulgar; é na verdade bastante formulaico dentro do género, com a heroína a fugir de múltiplos perigos e sendo ajudada por diversas personagens secundárias, como Ivy a vampira ou Jenks que é uma fada "pixie".

O objectivo deste primeiro livro é mais , na minha opinião, descrever o mundo em que a série se vai passar e apresentar as personagens que iremos seguir ao longo da série. Conhecemos "Hollows", um local onde as mais variadas criaturas sobrenaturais vivem; e conhecemos também Rachel (que, devo mencionar, neste livro não sofre grande evolução ou crescimento enquanto personagem  - irá crescer em livros posteriores) e outras personagens secundárias que achei simplesmente fantásticas! Adorei a Ivy e o Jenks está muito bem escrito, providenciando uma boa dose de humor ao livro.

Assim, "Uma Bruxa em Apuros" não deve ser lido como se fosse um livro único, mas sim como parte de uma série. Se o leitor entrar na leitura com isto em mente não ficará decepcionado com a história que contém acção, humor e mesmo um toque de romance e prepara aquele para as peripécias dos livros a seguir.

No geral esta obra é uma boa leitura, recomendada para todos aqueles que gostam de fantasia urbana e de séries como "Sangue Fresco".

Booking Through Thursday: Batota


"Costumas fazer "batota" e espreitar o final dos livros?"
Eheh. Ocasionalmente. Mas é um hábito muito esporádico, geralmente só dou uma espreitadela quando se tratam daqueles romances históricos lamechas em que o herói e a heroína ficam juntos no fim (por isso, tecnicamente eu até já sei como é que vai acabar, é só mesmo para confirmar, lol). :D
De resto não tenho assim muito a tentação de ir ler o final. Gosto mais de ler "por ordem". :)

02 março 2011

Opinião: As Serviçais

As Serviçais de Kathryn Stockett
Editora: Saída de Emergência (2010)
Formato: Capa Mole | 464 páginas
Géneros: Ficção Histórica
Sinopse (SdE): "Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade. Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza. Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo."
O que dizer sobre "As Serviçais" a aclamada obra de Kathryn Stockett? 
Tenho de admitir que não é fácil para mim emitir uma opinião sobre este livro, por diversas razões; primeiro porque, por estranho que pareça, é sempre mais fácil escrever uma crítica negativa do que uma positiva - enquanto ao darmos uma opinião negativa de uma obra podemos concentrar-nos nos seus defeitos, se temos de dar uma opinião positiva arriscamos-nos a criticar de forma pouco objectiva e mesmo insuficiente (penso que frases como "adorei este livro!" ou "é um livro perfeito!" são bons exemplos); e segundo, não é fácil tecer uma opinião sobre um livro como este, que lida com um tema tão delicado (e recente) da História Americana, para já não falar de todo um conjunto de mentalidades alguns aspectos das quais, infelizmente, ainda prevalecem hoje em dia. Basicamente, o que quero dizer é que me foi difícil formular uma opinião sobre o livro, pelo que se esta parecer algo incoerente, bem... é a vida.

"As Serviçais" foi certamente uma leitura diferente de qualquer outra este ano. O tema em geral e a mentalidade da maioria das personagens impressionaram-me, fazendo-me compreender a extensão da segregação racial em alguns estados dos EUA e as consequências dessas práticas na vida de muita gente.  Confesso que certas partes deste livro (nomeadamente a franca ignorância de muitas "donas de casa" americanas na década de 60) me fizeram sentir desconfortável e muitas vezes indignada. 

Apesar do tema controverso (e certamente para muitos, uma lembrança embaraçosa), Kathryn Stockett conseguiu escrever sobre ele de forma eficaz, evitando habilmente que o livro se tornasse demasiado cerrado, pesado e deprimente, intercalando acontecimentos dramáticos e terríveis com momentos de ternura, esperança. e mesmo algum humor. Os diferentes pontos de vista fizeram com que o leitor conseguisse ter uma ideia global da vida e mentalidade nos "dois campos" (o das "senhoras" e o das "criadas"). Deste modo, apesar do assunto de que trata o livro, este lê-se bem sendo quase um "page-turner", um livro de leitura compulsiva.

No entanto, a  mesma característica que torna este livro tão fácil de ler também me incomodou um bocado; isto porque não esperava que esta fosse uma leitura tão rápida e quase... leve (tão leve quanto este tema pode ser, claro). Embora a autora refira algumas das atrocidades cometidas contra a população de cor nos estados sulistas, estas referências são feitas apenas "de passagem"; rapidamente a história se foca noutros assuntos mais mundanos como a vida amorosa de Skeeter (uma das vozes deste livro, a menina de "sociedade" que decide escrever um livro sobre a vida das criadas na cidade de Jackson) ou em como Minny (outra das vozes do livro, uma criada "respondona" e impulsiva) se irrita constantemente com a burrice da sua nova patroa. Apesar das três protagonistas estarem a fazer algo ilícito e perigoso, o leitor nunca sente (ou pelo menos eu nunca senti) que qualquer uma delas pudesse ter de lidar com consequências realmente devastadoras. E no fundo nenhuma delas tem de pagar um preço muito alto pelo seu acto de rebeldia. Até mesmo as revelações das criadas contidas no "livro" me pareceram brandas, como se de algum modo procurassem desculpar as suas patroas pelo facto de não se importarem com o status quo (mesmo não as tratando mal).
Sei que provavelmente não me estou a explicar muito bem, mas foi o que senti... como se a autora não tratasse o tema com a seriedade que ele merece; por outro lado, foi provavelmente o modo como Kathryn Stockett escreveu este livro que o tornou tão famoso, pelo que suponho que é uma maneira de alertar mais pessoas para este assunto.

No que diz respeito às personagens, achei que eram um bocado estereotipadas, especialmente Skeeter, pois nunca entrevemos os seus conflitos interiores e nunca a vemos realmente crescer como personagem. Quanto ao final, foi um pouco abrupto demais para meu gosto.

Mas, no geral, "As Serviçais" é uma obra que recomendo com gosto. Lê-se bem, a história está bem encadeada e é agradável ler sobre as personagens. É um livro que nos faz pensar, que nos faz questionar e sobretudo, que nos faz sentir.

25 fevereiro 2011

In my Mailbox (1)

Ora bem. No espírito da mudança, decidi aderir a mais uma rubrica que anda por aí em blogues sobre livros. Esta rubrica chama-se "In my Mailbox" e foi iniciada pelo blogue "The Story Siren". É basicamente, uma apresentação semanal dos livros que comprámos ou recebemos. Eu sei que já tenho as "Aquisições" aqui no blogue, mas não tenho uma data definida e acabo por fazer posts de aquisições só quando me lembro... enfim é uma confusão. Daí ter decidido aderir ao "In my Mailbox". :D

Ahem... então... esta semana, no correio, chegaram os seguintes livros

"Matched" - Ally Condie [YA, Sci-Fi - Info]
"Across the Universe" - Beth Revis [YA, Sci-Fi - Info]
"Inside Out" - Maria V. Snyder [YA, Sci-Fi - Info]
"Rogue" - Rachel Vincent [Adult, UF - Info]

Review: Deadtown

Publisher: Ace (2009)
Format:  Mass Market Paperback | 327 pages
Genre(s): Urban Fantasy
Description: "They call it Deadtown: the city’s quarantined section for its inhuman and undead residents. Most humans stay far from its borders — but Victory Vaughn, Boston’s only professional demon slayer, isn’t exactly human…

Vicky’s demanding job keeping the city safe from all manner of monsters is one reason her relationship with workaholic lawyer (and werewolf) Alexander Kane is in constant limbo. Throw in a foolhardy zombie apprentice, a mysterious demon-plagued client, and a suspicious research facility that’s taken an unwelcome interest in her family, and Vicky’s love life has as much of a pulse as Deadtown’s citizens.

But now Vicky’s got bigger things to worry about. The Hellion who murdered her father ten years ago has somehow broken through Boston’s magical protections. The Hellion is a ruthless force of destruction with a personal grudge against Vicky, and she’s the only one who can stop the demon before it destroys the city and everyone in it.
"

This book was... unremarkable in every way. The characters, world and story didn't stand out at all. And in the Urban Fantasy world you have to stand out, because the genre is saturated.

Unfortunately, as I said before, "Deadtown" didn't. The world presented in the book is pretty standard and not very original. Vampires are not explained and the only vampire we meet - Juliet - seems to be a toned down version of the sexy!vampire stereotype. Werewolves were equally boring. As for the main character, not much is said about the origins of her species and I thought the fact that a shapeshifter could only shift three times per month a bit... well, unrealistic, especially because no reason was given for that limitation. Basically not one of them got any proper character development and some of them were pretty one-dimensional (again I mention Juliet, the vampire).

I did like the fact that the inhabitants of Deadtown had to petition for equal rights and that they had "fewer rights than an animal" in most states. There are too many UF books out there in which the supernaturals "come out of the closet" and are immediately received with open arms by the human population.

As for the story, I thought the pacing was a little off: too many trivial things got in the way of the heroine and at times it made the book boring. As a result Vicky often got sidetracked and had way too many things to deal with, resulting in some not-so-smart decisions.

Overall, standard urban fantasy. If you are looking for a fresh, different story, skip this one.

24 fevereiro 2011

Booking through Thursday: Uma coisa velha, uma coisa nova

Não havendo diferenças significativas - preferes livros usados? Ou livros novos? (refiro-me ao volume em si, não à antiguidade do título). A tua preferência faz-te notar as diferenças entre um livro usado normal e um exemplar em bom estado, com capa em couro?
Obviamente que se estiver dentro das minhas possibilidades, prefiro adquirir um exemplar novo. Isto porque, claro, é novo, cheira a livro novo e as páginas não estão amarelas, manchadas pela humidade nem está o livro em risco de se desfazer.
No entanto obter livros novos já foi mais importante para mim; a partir do momento em que me inscrevi no Bookmooch, tive de aceitar que a maioria dos livros que iria receber, seriam em segunda (ou terceira, ou quarta) mão e que provavelmente não estariam nas melhores condições. Para grande surpresa minha, muitos das centenas de livros que recebi do site estavam em boas condições, quase novos mesmo. Tenho, claro, algumas edições bastante estragadas, com espinhas dobradas, paginas a cheirar a mofo e mesmo livros com riscos de marcador preto nas capas, mas constituem uma minoria.
Creio que ainda prefiro livros novos, com as capas vibrantes e atraentes de hoje em dia, mas não tenho problemas em adquirir versões mais antigas em alfarrabistas se quiser um livro que já não se encontra em circulação, por exemplo.