31 outubro 2011

Lançamentos Fantásticos - Novembro

E aqui ficam alguns dos lançamentos dentro dos géneros fantástico e da ficção científica para o mês de Novembro. Não faço ideia se serão todos, mas pelo menos ficam com alguma ideia do que vai sair. :D

Título: "Os Pilares do Mundo"  
Autor:  Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
N.º de Páginas: N/A
Lançamento: 11 de Novembro de 2011
Descrição (SdE): "Ari, a última descendente de uma longa linhagem de bruxas, pressente que o mundo está a mudar… e está a mudar para pior. Há várias gerações que ela e outras como ela zelam pelos Lugares Antigos, assegurando-se de que o território se mantém seguro e os solos férteis. No entanto, com a chegada da primeira Lua Cheia do Verão, as relações com os seus vizinhos azedam-se. Ari já não está segura. Há muito que o povo Fae ignora o que se passa no mundo dos mortais. Só o visitam, através das suas estradas misteriosas, quando desejam recrear-se. Agora esses caminhos desaparecem a pouco e pouco, deixando os clãs Fae isolados e desamparados. Onde sempre reinara a harmonia entre o universo espiritual e a natureza, soam agora avisos dissonantes nos ouvidos dos Fae e dos mortais. Quando se espalham nas povoações boatos sobre o começo de uma caça às bruxas, há quem se interrogue se os diversos presságios não serão notas diferentes de uma mesma cantiga. A única informação que têm para os nortear é uma alusão passageira aos chamados Pilares do Mundo…"

Título: "Assassin's Creed - Cruzada Secreta"  
Autor:  Oliver Bowden
Editora: Saída de Emergência
N.º de Páginas: N/A
Lançamento: 11 de Novembro 2011
Descrição (SdE): ""NICCOLO POLO, PAI DE MARCO, REVELARÁ FINALMENTE A HISTÓRIA QUE MANTEVE SECRETA DURANTE TODA A SUA VIDA: A HISTÓRIA DE ALTAÏR, UM DOS MAIS EXTRAORDINÁRIOS ASSASSINOS DA IRMANDADE.”

Altaïr embarca numa missão formidável que o levará pela Terra Santa mostrando-lhe o verdadeiro significado do Credo dos Assassinos. De modo a provar o seu empenho, Altaïr terá de derrotar nove inimigos mortais, incluindo o líder dos Templários, Robert de Sablé. A história da vida de Altaïr é contada aqui pela primeira vez: uma viagem que vai mudar a história; a sua batalha interminável contra a conspiração dos Templários; uma herança que é tão trágica como chocante e a mais profunda traição de um velho amigo.
"
Título: "A Revolta" (Os Jogos da Fome, III) 
Autor:  Suzanne Collins
Editora: Editorial Presença
N.º de Páginas: 280
Lançamento: 3 de Novembro 2011
Descrição (Wook.pt): "Contra todas as previsões, Katniss Everdeen conseguiu sobreviver aos Jogos da Fome por duas vezes. Mas mesmo tendo conseguido escapar viva da sangrenta arena, ainda não está a salvo. O Capitólio está cheio de raiva. O Capitólio quer vingança."



30 outubro 2011

Opinião: Jane Eyre (Charlotte Bronte)

Editora: Wordsworth Editions (1999)
Formato: Capa Mole | 401 páginas
Géneros: Ficção Histórica, Romance
Descrição da edição portuguesa (Wook.pt): "Considerada uma obra-prima da literatura inglesa, Jane Eyre é um romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, publicado no século XIX, mais precisamente em 1847. Jane Eyre é uma autobiografia ficcionada da protagonista que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Uma história sobre a liberdade humana, repleta de elementos dramáticos (incêndios, tempestades, tentativas de homicídio) que compõem uma atmosfera de mistério e suspense."
Como na famosa canção de Katy Perry (e peço desculpa pela menção de uma cantora pop numa opinião sobre um clássico) a história de "Jane Eyre" foi, para mim, "hot and cold" (quente e fria). Por vezes achei-a interessante (a parte do mistério gótico, momentos da infância de Jane e ínfimas partes do romance) e noutras... horrivelmente aborrecida (a parte em que Jane se encontra com esse possessor de imensas virtudes que é o St John Rivers, provavelmente a personagem estereotipo com mais estereótipos nela concentrados - tipo Sunquick).
Talvez isto se prenda com o facto de ter lido a obra em inglês; confesso que não estou muito habituada a ler este tipo de livros no original e penso que a linguagem (bem mais rebuscada do que Austen) fez com que a leitura se tornasse, por vezes, penosa.

Mas a maior parte prende-se com as personagens. Os protagonistas são pouco carismáticos: a personagem de Jane Eyre parece limitar-se a ser um receptáculo para determinados valores e filosofias ou uma forma de retratar realidades da época... não me pareceu especialmente humana, a não ser numa ou duas cenas, particularmente quando finalmente perde a compostura com o Sr Rochester e lhe diz (com sentimento): "Do you think I am an automaton? — a machine without feelings? and can bear to have my morsel of bread snatched from my lips, and my drop of living water dashed from my cup? (...)"; aí, confesso, achei-a soberba, entrevi aquilo que esta personagem podia ser mas não foi devido à sua educação rígida e à sua moral intransigente (e tão Vitoriana). Mas, como dizia, Jane Eyre é um estereotipo. Claro. Mas é apenas um estereotipo, nada mais. Não se desenvolve de modo a ser algo diferente, uma personagem, uma personalidade distinta para além do estereotipo de toda uma classe de mulheres trabalhadoras da época Vitoriana e os seus valores morais. Jane parece realmente sempre à beira de inovar, de virar as costas à rigidez da educação, a deixar sair a jovem fogosa que responde à sua tia com dez anos quase nas primeiras páginas... mas nunca acontece.
Quanto ao Sr Rochester... bem, digamos que não entendo bem porque é que a Jane se apaixonou por ele. Não há qualquer base coerente para o romance.

A frequente menção aos atributos físicos tanto da Jane como do Sr Rochester deixou-me algo irritada. Obviamente Charlotte Bronte decidiu que todas as personagens belas seriam insidiosas e hipócritas (com a excepção de Rosamond Oliver que mesmo assim é apenas 'normal') e as feias, excepcionais.

Então... porquê a classificação?
Porque o livro tem momentos interessantes. Por causa de personagens como Bertha, que merece completamente ter um livro só dela porque em termos de personagens é a que mostra mais promessa. E porque reconheço que esta obra terá tido uma filosofia e história algo controversas na altura em que foi escrita (apesar do final cor-de-rosa, certamente para apaziguar os ânimos) embora não seja nada de extraordinário actualmente pois a personagem não tem fogo, ou pelo menos eu não acho que tenha quando confrontada com escolhas que a fariam desviar-se dos seus valores morais. Oh certamente, como sabemos Jane Eyre acaba com o Sr Rochester; mas apenas depois de todos os entraves à união terem sido removidos de modo a não comprometer o rígido código moral da jovem de 18 anos (quem é que tem um carácter daqueles aos 18 anos, de qualquer modo?). Jane Eyre, à beira do precipício escolhe não se atirar e não é por o visitar novamente, quando se encontra escorado, que passa a ser uma personagem inovadora.

Não tiro a este livro o seu mérito ou importância literária, obviamente, pois quem sou eu para o fazer? Mas esperava um romance mais faiscante e uma personagem mais fogosa. Claro que os diálogos são apropriadamente melodramáticos mas é preciso mais do que diálogos para tornar realista a acção que se descreve. Tendo agora lido livros das três irmãs Bronte devo dizer que aquele que me pareceu mais realista foi "Agnes Grey" de Anne Bronte.

Podia tecer muitas mais considerações sobre a história ou personagens mas acho que não vale a pena alongar-me. "Jane Eyre" tem indubitavelmente o seu valor como romance Vitoriano e merece a designação de 'clássico' pela qualidade intemporal da história (será provavelmente intemporal até os preconceitos e as diferenças de classe deixarem de existir) e achei que a narrativa flui harmoniosamente através das diversas partes do livro. Jane Eyre é uma personagem interessante pelas suas convicções e a sua aparente indisposição para a submissão... excepto quando se torna submissa por amor.
Mr Rochester não cativa. Claro que não é esse o seu papel (penso que é suposto parecer intratável e rude), mas como a narrativa é na primeira pessoa é difícil perceber o que faz com que Jane se sinta atraída por ele e sinceramente mesmo conhecendo os pormenores da sua vida não vejo como é suposto o leitor desculpar as acções do nosso herói (claro que como a autora nos apresenta alternativas ainda piores para a pobre Jane não podemos deixar de desejar que ela volte para o Mr Rochester).

No geral, uma obra interessante com um mistério gótico bem desenvolvido. As personagens seriam inovadoras para a época mas tendem a não surpreender o leitor actual.

NOTA: Esta é uma opinião inteiramente subjectiva deste livro. Não tem nada a ver com o seu valor literário mas só e apenas com a minha percepção esteja ela certa ou errada.

28 outubro 2011

In my Mailbox (34)

Ora bem aqui está a mailbox oficial desta semana. Para além de ter recebido ainda mais livros no correio, não resisti a comprar mais alguns na FNAC (porque como se sabe tenho sempre falta de material para ler... :P). Como atenuante, devo referir que os livros estavam em promoção e que cada um custou menos de 10 euros. Enfim, eis a desgraça da semana.

Bad Girls don't Die - Katie Alender
The Splendor Falls - Rosemary Clement-Moore
Anna and the French Kiss - Stephanie Perkins
A Northern Light - Jennifer Donnelly
Shut Out - Kody Keplinger
A Espada de Fogo - Stuart Hill
Os Guardiães do Dia - Serguei LuKiánenko
O Grito de Icemark - Stuart Hill

E vocês o que receberam na vossa Caixa de Correio (What did you get in your mailbox this week?)?
"In my Mailbox" is hosted by The Story Siren.

26 outubro 2011

In my Mailbox (33.5) - versão *squee x 100*

[Harry Potter fan mode ON] Squueeeeeeeeeee!!!!! Chegou, chegou! [/Harry Potter fan mode OFF]. Squee, nem quero acreditar que isto chegou hoje. É tão liindo! E pesado, parece mesmo um livro de Hogwarts! *drools* E todas aquelas lindas imagens e concept art! LOL, me is a nerd. :D

Passatempo / Giveaway: The Faerie Ring

Ahem... bem-vindos ao primeiro passatempo do Livros, Livros e mais Livros! Há algum tempo atrás comprei "The Faerie Ring" da autora Kiki Hamilton. Uma vez que não é bem o meu estilo, decidi passá-lo a alguém que esteja interessado na leitura. Tudo o que têm de fazer é preencher a ficha e voilá! Habilitam-se a ganhar um harcover quase novo (só tem um cadinho de "shelf-wear", mas já vinha assim do Book Depository)! O passatempo acaba no dia 1 de Novembro e pouco depois anuncio o resultado com a ajuda do Random.org. :D

The Prize
Hardcover, finished copy of "The Faerie Ring" - Goodreads

CONTEST CLOSED 

Waiting on Wednesday (4)

Esta semana o tema são as bruxas, eheh. Acho que este livro não é tão publicitado como os outros que apresentei mas pareceu-me interessante por isso... :D No entanto acho que vou esperar por algumas opiniões antes de ler.



Born Wicked (The Cahill Witch Chronicles, #1) - Jessica Spotswood
Editora: G.P. Putnam’s Sons Books for Young Readers
Data de Publicação: 7 de Fevereiro de 2012
Páginas: 326
Idioma: Inglês
Descrição (GR): "A Great and Terrible Beauty meets Cassandra Clare in this spellbinding fantasy

Everybody knows Cate Cahill and her sisters are eccentric. Too pretty, too reclusive, and far too educated for their own good. But the truth is even worse: they're witches. And if their secret is discovered by the priests of the Brotherhood, it would mean an asylum, a prison ship—or an early grave.

Before her mother died, Cate promised to protect her sisters. But with only six months left to choose between marriage and the Sisterhood, she might not be able to keep her word . . . especially after she finds her mother's diary, uncovering a secret that could spell her family's destruction. Desperate to find alternatives to their fate, Cate starts scouring banned books and questioning rebellious new friends, all while juggling tea parties, shocking marriage proposals, and a forbidden romance with the completely unsuitable Finn Belastra.

If what her mother wrote is true, the Cahill girls aren't safe. Not from the Brotherhood, the Sisterhood—not even from each other."

E vocês? De que livros é que estão à espera? (What books are you anxiously waiting for?)
Waiting on Wednesday is hosted by Breaking the Spine.

23 outubro 2011

Opinião: O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro (Renato Carreira)

Editora: Saída de Emergência (2011)
Encadernação: Capa Mole | 232 páginas
Géneros: Thriller, Fantasia Urbana 
Descrição (GR): "Quando um grupo de feiticeiros renegados decide despertar uma personagem maldita da história portuguesa para cumprir uma profecia de séculos, Baltazar Mendes (investigador policial a quem acusaram de loucura!) vê-se envolvido contra sua vontade num conflito mortal em que nem todos os oponentes são humanos. Tudo dependerá de si porque, se a profecia se cumprir e o desejado regressar, o fim chegará numa manhã de nevoeiro. Uma aventura frenética, metade thriller, metade fantasia, que apresenta uma nova e talentosa voz do fantástico nacional."
"O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro" de Renato Carreira foi a minha primeira obra de fantasia urbana por um autor português. Como sempre, entrei na leitura com expectativas baixas (devido a desilusões passadas e ao facto de ler, maioritariamente, obras do género e por isso conhecer a maioria dos enredos e características inerentes a este tipo de livros).

Felizmente, esta aventura sobrenatural pelas ruas de Lisboa lê-se com facilidade devido à acção quase constante, às personagens caricaturais e ao humor verdadeiramente engraçado (e algo auto-depreciativo).

Baltazar Mendes, inspector da polícia, foi recentemente despedido por motivos de saúde; ou seja, foi corrido da força por ser doido. Ou pelo menos é o que os seus superiores pensam... porque a verdade é que Baltazar está longe de ser maluco e tem apenas a má sorte de se ter associado com um feiticeiro.

Sem emprego e com a sanidade em causa, Baltazar certamente não precisa de mais complicações. Mas quando se conhece um feiticeiro e se tem uma insignificante imunidade ao sobrenatural as complicações vem bater-nos à porta, como o ex-polícia descobre quando se vê envolvido numa conspiração secreta que envolve feiticeiros renegados, uma mão-cheia de vampiros e uma ou outra figura histórica.

"O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro" é como já disse, um livro que se lê bastante bem e com relativa rapidez. Tenho de confessar que achei a história mal explorada (tudo aconteceu muito depressa e algumas pontas ficaram por atar) e por vezes demasiado inverosímil, mas não é por isso que deixa de ser interessante, com a acção constante e um protagonista sarcástico que é, primeiro que tudo, um "tipo muito normal" e por isso uma personagem com quem o leitor se identifica facilmente.

Gostei também da óbvia brincadeira do autor com as suas personagens. Foi engraçado ver versões tipicamente portuguesas de vampiros e feiticeiros; nem todos são belos e hipnotizantes: alguns têm mau gosto no vestir, no pentear e nem mesmo os vampiros escapam aos problemas dos mortais, como uns quilinhos a mais ou um sinal no meio da cara.
Um dos meus maiores problemas foi mesmo o facto da caracterização não ser muito mais pronunciada no caso das personagens principais do que no das secundárias.

O ponto mais fraco do livro é o enredo. O autor poderia ter feito muito, mas muito mais com a história, mas o que me incomodou mais foi o facto de sermos lançados abruptamente num mundo escondido sem grandes explicações. As experiências iniciais de Baltazar dentro desse mundo são-nos relatadas de forma sucinta, o que não me agradou particularmente; acho que teria tido mais impacto se o livro abrisse com o herói a viver essas experiências.

No geral, este é um livro que irá certamente agradar a leitores que gostam de acção, aventura e alguma fantasia. Não tem uma história propriamente original ou particularmente bem desenvolvida e as personagens precisavam de uma caracterização mais cuidada, mas o ritmo "frenético" (como o descreve o resumo na capa) o humor e a escrita envolvente cativarão os leitores desde a primeira página. Um autor a seguir.
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