30 novembro 2011

Opinião: O Casamento do Ano (Laura Lee Guhrke)

Editora: Livros d'Hoje (2011)
Formato: Capa Mole | 368 páginas
Géneros: Romance Histórico
Descrição (Bertrand.pt): "Beatrix Danbury sempre teve a certeza de que iria casar com William Mallory. Amava-o desde sempre e nunca duvidou que ele a amasse também. Mas quando Beatrix o obriga a ter de escolher entre uma vida a dois ou o seu sonho de sempre, ele decide-se pela última hipótese... a duas semanas do casamento.
O regresso do Duque... William estava certo de que Beatrix o receberia de braços abertos. Os seis anos que haviam passado desde que a deixara, não tinham feito desaparecer o seu amor por ela. O problema é que Beatrix estava prestes a casar-se com outro homem. Alguém previsível e em quem sentia que podia confiar... alguém que era o oposto do seu antigo noivo.
Conseguirá William impedir o casamento do ano e ter Beatrix de volta, ou será tarde demais?
"
O "Casamento do Ano" inaugura uma nova série de romances históricos passados nos inícios do século XX. Neste livro encontramos personagens de livros anteriores (os Marlowe e os Weston, mas nenhuma das suas histórias foi ainda publicada em Portugal) e somos apresentados a Beatrix (estava sempre a ler "Belatrix" o que me distraia bastante da história) e Will, os protagonistas.

Os livros de Laura Lee Guhrke são geralmente "hit or miss" para mim. Ou seja, algumas das suas obras são tão agradáveis de ler que ocupam um lugar na minha lista de livros preferidos dentro do género (falo de "Prazeres Proibidos" e de "And then he Kissed Her", por exemplo) enquanto outras são pura e simplesmente medíocres e nada memoráveis.

Apesar de ter gostado bastante do ambiente em que a história se desenvolve - em 1901, onde temos ainda a clássica aristocracia britânica mas também telegramas, carros e electricidade - a história não me agradou particularmente.

O romance histórico é um género muito dependente das personagens. A história é, na maior parte das vezes, formulaica e contém sempre os mesmos elementos: passados trágicos, um macho alfa, uma heroína decidida e claro, muita química. Por isso é normalmente a construção das personagens o elemento-chave nestes livros. Se as personagens são interessantes, se as suas interacções são interessantes então o livro será interessante.

Em "O Casamento do Ano" isto não acontece. Tanto Will como Bea(trix) são personagens sem sal e mais importante, não há qualquer tipo de química entre eles. Oh, eles discutem, eles não gostam um do outro, mas toda essa ferocidade pareceu falsa e morna. Quando as personagens secundárias me interessam mais do que as principais é um sinal claro de que a autora está a fazer alguma coisa mal. Sinceramente não queria saber se Will (que achei um idiota, no geral) e Beatrix (uma chata) ficavam juntos no final. E é esse interesse que um autor de romance histórico tem de criar.

Assim, suponho que este romance de Laura Lee Gurhke se vai juntar à pilha dos que foram um 'miss' para mim. Calculo que isto se tenha devido um pouco também à tradução pois li todas as outras obras da autora em inglês e consegui detectar os erros (na tradução) a milhas. Mas pronto.

No geral, "O Casamento do Ano" não é, definitivamente, uma das melhores obras da autora. Para os que queiram experimentar algo de Laura Lee Guhrke recomendo o livro "Prazeres Proibidos", uma leitura muito divertida e enternecedora.

27 novembro 2011

Lançamentos - Papiro Editora

Ora bem, aqui ficam os lançamentos recentes e próximos da Papiro Editora, todos de autores lusófonos. Espero que encontrem alguma coisa para ler. :D
Título: "Rosapálido"
Autor: Avelina Vieira
Editora: Papiro
ISBN: 978-989-636-610-0
N.º de Páginas: 44
Género: Conto, Ficção
Preço: 8.60 €
Lançamento: Outubro 2011
Descrição: "As gavetas fechadas tinham coisas verdadeira¬mente mirabolantes como escaravelhos e joani¬nhas secos de mortos, velhos pedaços de roupa interior muito usada, mas estranhamente dete¬riorada, caixas de fósforos, sem fósforos, com de¬dos de bonecas, letras e livrinhos com caracteres estranhos de povos antigos; ou tão simples como figas, terços, postais que não eram seus mas que ela guardava porque tinham histórias embriaga¬doras, boas e más.
Os problemas ligados ao corpo, ao sexo, à mastur¬bação, à ideia do erro, do mal, implantaram-se no fundo da gaveta, e esta tornou-se num gavetão, criou raízes grossas que perfuraram o fundo da mesma, cercaram e vaguearam no espaço como se fossem animais castigados dependurados pe¬los braços, tentáculos, pernas ou asas."
Título: "Trilho de Lobos"
Autor: Carlos Magalhães Queirós
Editora: Papiro
ISBN: 978-989-636-603-2
N.º de Páginas: 296
Género: Romance
Preço: 18.50 €
Lançamento: Novembro 2011
Descrição: "Quando Miguel Aprígio saltou para o meio dos lobos tentando salvar o pequeno bebé que alguém largara na serra para morrer, não antevia que a sua vida iria mudar para sempre. Miguel era um pedinte, que vivia sozinho na serra, numa tentativa de expiar os seus pecados e vencer os seus fantasmas, e este incidente foi o primeiro daquela que se tornou a sua missão: salvar. Mais de trinta anos depois, Rute, uma jovem jornalista estagiária, também não imaginava que um dia, sem que nada o fizesse prever, iria agarrar o fio de uma história misteriosa que, supostamente, deveria ter nascido e morrido sem que alguém viesse a descobri-la.
Quem era aquele velho misterioso que vivia numa gruta da serra acompanhado por lobos e crianças? Quem seriam aquelas crianças, tão parecidas com umas outras, bem conhecidas da comunicação social como vítimas de maus-tratos e dadas como desaparecidas? E o que vai acontecer agora que este caso saltou para as primeiras páginas dos jornais?


Um mistério intrigante que vai tocar os corações mais puros e desafiar a Justiça dos homens."
Título: "O Mundo de Quitéria Barbuda"
Autor: António Miguel Miranda
Editora: Papiro
ISBN: 978-989-636-600-1
N.º de Páginas: 112
Género: Vários
Preço: 10.30 €
Lançamento: Novembro 2011
Descrição: "Conseguir transformar uma simples infracção rodoviária numa acusação de difamação contra o Presidente da República e, por isso, ser detido e escoltado, não é para qualquer um; fazer guerras de laranjas numa pacata cidade alentejana não é aconselhável e falar com a América através de um Walkie Talkie a pilhas é, no mínimo, difícil. Mas no estranho Mundo de Quitéria Barbuda tudo isto é possível. Eis um livro que promete pôr o leitor a rir e chorar por mais."
Título: "Análise Grafológica de Fernando Pessoa"
Autor: Margarida de Barros Rodrigues
Editora: Papiro
ISBN: 978 989 636 590 5
N.º de Páginas: 60
Género: Ensaio
Preço: 9 €
Lançamento: Novembro 2011
Descrição: "Margarida de Barros Rodrigues fez o estudo grafológico de Fernando Pessoa, por curiosidade sobretudo, mesmo antes de conhecer a sua obra, o que veio a fazer posteriormente, em consequência do interesse que o estudo da letra do poeta lhe despertou. Este trabalho foi apreciado pelo Eng.º José Manuel Anes, Professor convidado da FCSH/UNL, membro da EESSWE (European Society for the Study of Western Esotericism), director de vários cursos entre os quais o Curso da História das Correntes Esotéricas na Casa Fernando Pessoa, e autor de uma vasta obra sobre temas esotéricos, incluindo Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos, que entusiasmado com a publicação desta obra se ofereceu gentilmente para a prefaciar.
Análise Grafológica de Fernando Pessoa é um ensaio inédito sobre uma das mais complexas personalidades históricas portuguesas."
Título: "Poemas de um Homem Só"
Autor: Daniel Costa
Editora: Papiro
ISBN: 978-989-636-602-5
N.º de Páginas: 196
Género: Poesia
Preço: 13.70 €
Lançamento: Novembro 2011
Descrição: "O promontório se eleva, o poeta se eleva ainda mais alto, procurando um outro horizonte para preencher as palavras inacabadas.


É assim com a poesia de Daniel. Uma viagem de impacto emocional, uma depuração, por vezes afirmativa, por outras, interrogativa.


A sua vasta poesia, que tenho o prazer de ler ao longo de anos, é um edifício imutável.


Consegue com mestria de um bisturi dissecar momentos e factos, transportando-nos para imagens que nos absorvem, aquecendo-nos a via clara da língua mater.

Eduarda de Andrade Mendes"

25 novembro 2011

In my Mailbox (38)

38ª edição da 'mailbox', como sempre bem recheada. Os livros desta semana não são, na sua maioria, novidades, mas antes livros que sempre tive interesse em ler mas que foram deixados para trás por causa de outros. E claro, o 2º volume da Sailor Moon. Mais uma semana de desgraça. :/

O Casamento do Ano - Laura Lee Guhrke
Trance - Kelly Meding 
Kimi ni Todoke, vol. 11 - Karuho Shiina 
Five Flavors of Dumb - Antony John 
Eyes like Stars - Lisa Mantchev
Unison Spark - Andy Marino
Dark Inside - Jeyn Roberts

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23 novembro 2011

Opinião: A Revolta (Suzanne Collins)

Editora: Scholastic (2010)
Formato: Capa Mole | 455 páginas
Géneros: Ficção Científica, Lit. Juvenil
Descrição da edição Portuguesa (Ed. Presença): "Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…"
AVISO: Contém SPOILERS! 
Eis que chegamos ao último livro da saga, a conclusão da luta épica de Katniss e dos companheiros contra a tirania do Capitólio.

Katniss Everdeen sobreviveu novamente aos temidos "Jogos da Fome". Foi resgatada pelos rebeldes do infame Distrito 13, que toda a gente pensava ter sido há muito destruído. Na verdade, tornou-se a base do movimento contra a ditadura do Capitólio.

Ferida, confusa e traumatizada pelo aprisionamento de Peeta, o seu companheiro dos Jogos, Katniss tem agora de lidar com o facto de que se tornou num símbolo de rebelião, um tordo livre que voa para longe e zomba do Capitólio com as suas acções.

Sinceramente, estava à espera de não gostar particularmente deste livro. A maioria dos fans da série classificou este como o pior dos três e muitos confessaram-se desiludidos. Estranhamente, no entanto, dei por mim a gostar imenso desta leitura. Para mim, "A Revolta" foi bastante superior aos outros dois. E aquela questão que eu tinha sobre como é que a autora ia conseguir "resolver a batalha épica que se avizinha em apenas um livro"? Bem, foi respondida. De forma aceitável, se não perfeita. Apesar de Suzanne Collins deixar bastantes pontas soltas no final do livro, creio que as questões principais são resolvidas.

Gostei do que a autora fez com a história. No fundo, "A Revolta" está estruturado de forma semelhante aos livros anteriores, ou seja, Katniss e os seus aliados estão perdidos numa versão gigantesca dos "Jogos da Fome". Mas, ao mesmo tempo, Collins conseguiu avançar suficientemente com o enredo para nos dar uma conclusão satisfatória. Claro que, como disse, alguns assuntos foram deixados na obscuridade - por exemplo, continuamos sem saber que flagelo destruiu os Estados Unidos e o que aconteceu no resto do mundo.

O que mais me agradou no livro foram as personagens. Certamente que Katniss continua a ser uma personagem algo desconectada das suas emoções, mas ao mesmo tempo as situações do passado e do presente tornam-na mais humana. As consequências das suas acções finalmente apanham a nossa protagonista fazendo com que as suas reacções sejam mais realistas.
Todas as personagens me pareceram pois bastante reais. Katniss não se transformou numa heroína que salva, sozinha, Panem inteira; Peeta sofre por causa do que lhe foi feito; os rebeldes não são pessoas muito boazinhas, têm defeitos e agendas. Ou seja, as personagens estão construídas de modo realista e parecem muito humanas. Não há uma clara definição de quem são os heróis e os vilões, o que está certo e o que está errado, o que é branco e o que é preto.

No geral, "A Revolta" foi uma boa conclusão para a trilogia. As personagens crescem, o cenário é aterrador pelo seu realismo e achei toda a construção do enredo bastante boa. Claro que há muito que fica por explicar mas este livro surpreendeu-me pela positiva. Uma leitura recomendada.

21 novembro 2011

Review: To Seduce A Sinner (Elizabeth Hoyt)

To Seduce A Sinner by Elizabeth Hoyt
Publisher:  Forever (2008)
Format: Mass Market Paperback | 359 pages
Genre(s): Historical Romance
Description (GR): "THE ONE THING HE CANNOT REVEAL ... For years, Melisande Fleming has loved Lord Vale from afar ... watching him seduce a succession of lovers, and once catching a glimpse of heartbreaking depths beneath his roguish veneer. When he's jilted on his wedding day, she boldly offers to be his.

TO THE ONE WOMAN HE MOST DESIRES ... Vale gladly weds Melisande, if only to produce an heir. But he's pleasantly surprised: A shy and proper Lady by day, she's a wanton at night, giving him her body --- though not her heart.

IS HIS DEEPEST NEED ... Determined to learn her secrets, this sinner starts to woo his seductive new wife --- while hiding the nightmares from his soldiering days in the Colonies that still haunt him. Yet when a deadly betrayal from the past threatens to tear them apart, Lord Vale must bare his soul to the woman he married ... or risk losing her forever.
"
After reading "The Agency" by Y.S. Lee, I felt like reading something historical... and romantic. So I picked up "To Seduce a Sinner" by Elizabeth Hoyt, one of my favorite authors within the genre.

And as always, Hoyt didn't disappoint.

Jasper Renshaw, Viscount Vale is left at the altar by his fianceé, Miss Templeton. As he sits pondering on how he had managed to alienate her, a woman enters the room. She is Melisande Fleming a shy, plain girl who is often overlooked by men. Melisande offers her hand in marriage and Jasper thinks, why not? He has to marry after all. It is only after the wedding that he begins to see that his wife is much more than she first appeared

Melisande has been in love with Lord Vale for years. A secret, silent love for he doesn't notice her. So when the chance to marry him comes she doesn't hesitate. Now she finds herself married to the man of her dreams... and discovering he is different from what she first thought.

I really like the arranged marriage theme in historical romance so this book was right up my alley. Melisande and Vale were both very charismatic and interesting, with their suitably tortured pasts. The pace was great, they got to know each other in a somewhat realistic manner and I really liked how the author explored the problem of PTSD which, of course, was not something that was recognized in those times.

Of course the book was incredibly formulaic, but it was still an engrossing read.

Overall, an entertaining historical romance. Well written, interesting and with captivating characters, it will appeal to fans of the genre.

18 novembro 2011

In my Mailbox (37)

E eis que é chegada a altura de apresentar a edição número 37 da "mailbox". Esta semana com um livro em português, do Bernard Cornwell. E o "Darker Still" que foi uma das minhas escolhas na rubrica "Waiting on Wednesday". Sem mais atrasos, senhoras e senhores... a "mailbox"! :P

Darker Still - Leanna Renee Hieber
The Catcher in the Rye - J.D. Salinger 
A Spy in the House - Y.S. Lee 
O Rei do Inverno - Bernard Cornwell

E vocês o que receberam na vossa Caixa de Correio (What did you get in your mailbox this week?)?
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Review: A Spy in the House (Y.S. Lee)

A Spy in the House by Y.S. Lee
Publisher:  Candlewick Press (2011)
Format: Paperback | 352 pages
Genre(s): Young Adult, Mystery / Thriller, Historical Fiction
Description (GR): "Rescued from the gallows in 1850s London, young orphan (and thief) Mary Quinn is surprised to be offered a singular education, instruction in fine manners — and an unusual vocation. Miss Scrimshaw’s Academy for Girls is a cover for an all-female investigative unit called The Agency, and at seventeen, Mary is about to put her training to the test. Assuming the guise of a lady’s companion, she must infiltrate a rich merchant’s home in hopes of tracing his missing cargo ships. But the household is full of dangerous deceptions, and there is no one to trust — or is there? Packed with action and suspense, banter and romance, and evoking the gritty backstreets of Victorian London, this breezy mystery debuts a daring young detective who lives by her wits while uncovering secrets — including those of her own past."
WARNING: Contains SPOILERS!
"A Spy in the House" is the first book in a new series featuring Mary Quinn, a Victorian heroine.

It is 1858 and Mary Quinn (formerly a street urchin) is drafted into "The Agency", a mysterious organization where all the agents are (apparently) women. The supposition that women are easily ignored because they are considered beings of inferior understanding is what drives this Agency. According to the leaders, women make the better spies.

So, Mary is sent on her first mission: to be a paid companion to the daughter of a rich merchant who seems to be smuggling jewels. She is to keep her ears open and report back. Seems like a fairly simple mission... except that Mary isn't happy with just sitting back and listening; and there is James Easton, a handsome engineer who is also investigating her charges.

At first glance, "A Spy in the House" looks like a fun mystery with lively characters, plenty of suspense and some romance. It is an entertaining read, sure. But there are too many inconsistencies with the plot construction and world building.

While I recognize Mary is not your typical female (she is an agent after all) I still didn't understand James' reactions to her behavior. He seems to take the fact that she's a sleuth and dresses like a boy more or less in stride. It's something that you see a lot in historical romances, but there it has a purpose. In a YA book that is first and foremost a historical mystery I really don't think it worked. I mean, Mary might be ahead of her time but she still has to conform to the norms of Victorian society. That didn't happen... there were a few occasions when her reputation would have been severely compromised. It kind of bothered me because if she was trying to prove that women are better spies then the best thing to do was to behave as a model of Victorian female perfection... which she didn't.

Another problem I had with the book: Mary and James didn't seem all that smart. She agrees to enter "a partnership" with a virtual stranger (James) because he told her he was investigating the Thorolds (the family she was meant to watch); he believed her story about investigating the disappearance of a maid, yet wasn't suspicious even once when she seemed more interested in the Thorold's financial records.

Also, the chemistry between James and Mary? Not good.

Overall: "A Spy in the House" was an interesting debut, with a compelling mystery, yes, but still rather lackluster. The mystery, the characters' behavior and the world building were implausible really. While I liked the book in general I felt there were many flaws in the portrayal of Victorian life, beliefs and behavior.