30 novembro 2012

Curtas: October Daye livros 2-5 (Seanan McGuire)

Não tenho escrito muito (nada) ultimamente, porque fiquei sem Internet em casa. Mas tenho lido (e agora ainda mais) e tenho algumas coisas a dizer sobre os livros, como sempre. Esta sessão do curtas, vai ser em português, porque a Seanan McGuire, autora da série October Day é também a autora de Feed (lembram-se dele?), um dos livros que mais me surpreendeu pela positiva este ano. Serão opiniões curtas porque já se passou algum tempo desde que li estes livros e porque, sendo uma série, faz sentido opinar sobre os livros em conjunto. Ora vamos lá então.

Li o primeiro livro desta série (Rosemary and Rue) em 2010 e apesar de ter gostado do mundo em geral não simpatizei muito com a heroína, October. Mas, lá me deixei seduzir pelas altas classificações do Goodreads e comprei o resto. Depois de ler "Feed" acabei mesmo por adquirir o último da saga, que estou a ler de momento.

O segundo livro da saga, A Local Habitation conta-nos mais uma aventura da October. Desta vez ela é chamada ao condado de Tamed Lightning onde a condessa January O'Leary, a sobrinha do "suserano" da October, gere uma empresa de fabrico de software que permite tornar compatível com Faerie, a tecnologia humana. Anda um assassino à solta e October é chamada para resolver o mistério.


Devo dizer que este livro da saga não me convenceu. O mistério é simplista e foi extremamente irritante seguir os processos de pensamento da October, quando era bastante fácil de adivinhar quem era o vilão. No entanto, gostei de ler sobre o Tybalt, o Rei gato (Caith Sith) que apareceu já no primeiro livro e também sobre as novas personagens apresentadas neste livro: Quentin, o jovem pagem e April a Dryad cibernética. Gostaria que a autora tivesse explorado mais as modificações por que passou April para se conseguir ligar a uma árvore computorizada, mas ela escolheu focar-se no mistério simplista. Oh well.

A construção do mundo continua a ser o melhor elemento da série, com a utilização de mitos de diversos locais e sobre as fadas (fae). Conhecemos as "Night Haunts" uma raça de fadas obscura que come fadas mortas e deixam um facsimile humano no seu lugar.

O terceiro livro, An Artificial Night fez muito pouco para me fazer gostar mais da série. Esta aventura foca-se na "Wild Hunt". O seu líder, "Blind Michael" rapta crianças fae e humanas para se tornarem, respectivamente, cavaleiros e cavalos na caçada. Quando os filhos dos amigos da October são raptados, ela é chamada para resolver o mistério e terá talvez de enfrentar um dos fae mais poderosos (um "Firstborn", nascido directamente de um dos reis de Faerie, Oberon, Maeve e Titania) para o fazer. Blind Michael é cruel e poderoso e a October sofre horrores às suas mãos. Apesar de ter gostado mais deste livro, continuei a ter algumas reservas acerca da October, que me pareceu novamente ter poucos recursos para ir enfrentar um inimigo tão poderoso. Pelo que o desfecho me pareceu algo improvável. Mais uma vez, o que salva o livro é a construção e mitologia imaginativas. As personagens secundárias (novamente o Tybalt e o Quentin, para já não falar da Luidaeg, uma personagem muito interessante).

Foi o quarto livro, Later Eclipses que me cativou. Dei por mim a querer ler mais e mais, porque o enredo é mais intrincado e há um grande desenvolvimento por parte da October (que passou a ser "Toby" para mim apenas a partir deste livro). Neste livro sabemos mais sobre o passado de October e sobre a identidade da sua misteriosa mãe Amandine. Este quarto livro é mais trabalhado em termos de personagens, de história e de emoção. 

O quinto livro, One Salt Sea, apresenta-nos os fae originários do mar. Sereias, Selkies e outras raças estranhas aparecem neste livro onde a Toby tem de tentar impedir uma guerra entre a terra e o mar. Bom, mas gostaria de ter visto mais magia fae.

No geral, uma série que demora a arrancar, cujos primeiros livros valem mais pela caracterização do mundo do que pela complexidade da história ou das personagens mas que a partir do quarto começa a ficar mais complexa e interessante. Vale a pena, uma vez que mesmo os primeiros livros são interessantes.

13 novembro 2012

Aquisições da semana (26)

Ah e tal slayra, não tens escrito muito no blogue. Ficaste presa numa avalancha de livros ou algo do género? Bem, a resposta parece ser negativa, uma vez que vieram mais alguns para as estantes. O Deadline da Mira Grant é a sequela do Feed, de que gostei muito.

Firelight - Kristen Callihan 
Daughter of the Sword - Steve Bein 
Ashes of Honor - Seanan McGuire 
Deadline - Mira Grant

Baseado na rubrica In my Mailbox.

08 novembro 2012

Waiting on Wednesday (16)

Pois... a inspiração e vontade para escrever no blogue não têm sido muitas, mas há sempre livros que quero ler. Essa é uma constante. O livro desta semana é mais uma distopia ao género de "Breathe" (mas será que eu nunca aprendo?). A sinopse parece bastante boa, mas nunca se sabe. De qualquer modo ainda falta um bocado para sair. (E sim, eu sei que não é quarta).


Solstice - P.J.Hover
Editora: Tor Teen
Data de Publicação: 21 de Junho de 2013
Páginas: 384
Idioma: Inglês
Descrição: "Piper's world is dying. 
Each day brings hotter temperatures and heat bubbles that threaten to destroy the earth. Amid this global heating crisis, Piper lives under the oppressive rule of her mother, who suffocates her even more than the weather does. Everything changes on her eighteenth birthday, when her mother is called away on a mysterious errand and Piper seizes her first opportunity for freedom.
Piper discovers a universe she never knew existed—a sphere of gods and monsters—and realizes that her world is not the only one in crisis. While gods battle for control of the Underworld, Piper’s life spirals out of control as she struggles to find the answer to the secret that has been kept from her since birth.
An imaginative melding of mythology and dystopia, Solstice is the first YA novel by talented newcomer P. J. Hoover."
E vocês? De que livros é que estão à espera? (What books are you anxiously waiting for?)
Waiting on Wednesday is hosted by Breaking the Spine.

30 outubro 2012

Aquisições da Semana (25)

Aqui está o aquisições da semana... passada. Pois, deu-me um ataque de preguicite e não postei as aquisições no fim de semana. Enfim. Veio um livro que estava em pre-order há algum tempo e comprei um que já há muito tempo estou interessada em ler, mas a versão hardcover era demasiado cara.

 Crewel - Gennifer Albin
When She Woke - Hillary Jordan 

Baseado na rubrica In my Mailbox.

29 outubro 2012

Opinião: Cinder (Marissa Meyer)

Cinder by Marissa Meyer
Editora: Planeta (2012)
Formato: Capa Mole | 318 oáginas
Géneros: Ficção Científica, Lit. Juvenil
Descrição (GR): "Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica de Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual. 
Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de «um caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender. 
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribui-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações clínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar."
(Nota: a edição lida foi a inglesa, mas apresentam-se os dados da portuguesa)

"Cinder" de Marissa Meyer foi um dos livros mais aclamados (pelos bloggers e reviewers, pelo menos) do início de 2012. Convenhamos que tem um enredo aliciante: é a história da Cinderela passada num futuro distante, na cidade de Nova Pequim. Temos a madrasta, sim, e as duas irmãs, mas a Cinder(ela) é uma mecânica ciborgue que se envolve numa conspiração real. O príncipe não está lá apenas para a salvar. E, bem, é ficção científica. Isso para mim é sempre bom.

Mas... esperava mais. Tinha altas expetativas, como calculam, porque pela sinopse me parecia que a Cinder ia ser uma personagem feminina forte e interessante. E que a autora iria fazer mais com a história do que apenas "recontar" o conto de fadas.

Não foi o que aconteceu. Oh, certamente que o imaginário criado pela autora é interessante. E a Cinder é uma das melhores protagonistas juvenis que já vi nos últimos tempos. Mas mesmo assim ainda fica caída pelo príncipe, ainda vai ao baile e ainda passa muito do livro a correr de um lado para o outro feita parva.

Gostei do facto da Cinder ser um ciborgue, considerada um cidadão de segunda categoria. Também gostei do facto da autora ter tentado humanizar todas as personagens; a madrasta tinha razões (distorcidas, certamente, mas não era maldade só para ser vilã) para agir como agia e a Cinder não é uma santinha que nunca faz nada de mal... também manda bocas. Achei que a madrasta e a Cinder brilharam como protagonistas; já o príncipe Kai bem podia não estar lá... e uma vez que ele narrou parte da história, o livro tornou-se aborrecido nalgumas partes.

Achei que a autora foi apenas medianamente bem sucedida na sua tentativa de incorporar as partes fundamentais do conto (príncipe, baile, a Cinder a ser maltratada) no seu mundo futurista; havia sempre demasiado a acontecer, com praga que assola a cidade e os misteriosos habitantes da Lua com os seus poderes mentais. O livro parava, por vezes, para descrever a vida de Cinder e penso que com tantas linhas de acção não era necessária a descrição dos tempos mortos.

No geral, um livro interessante e divertido com um mundo que parece bastante imaginativo (mas que precisa de ser aprofundado). A heroína tem imenso potencial para ser uma durona, mas pouco mostrou neste livro. O enredo é bastante previsível o que fez com que só lhe desse três estrelas, mas se não fosse isso merecia mais.

25 outubro 2012

Opinião: O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares (Ramson Riggs)

O Lar da Sra. Peregrine para Crianças Peculiares by Ransom Riggs
Editora: Contraponto (2012)
Formato: Capa Mole | 344 páginas
Géneros: Fantasia Urbana, Lit. Juvenil
Descrição (Bertrand.pt): "Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. 
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar viva as...
Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense."
AVISO: Contém SPOILERS!
(Nota: a edição lida foi a inglesa, mas apresentam-se os dados da portuguesa)

Com a recente explosão de obras sobrenaturais juvenis no mercado português, é normal que uma pessoa alguma trepidação ao começar um livro do género.

No entanto depois das muitas opiniões positivas d'O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares que li no Goodreads estava com algumas expectativas em relação a este livro... e de certo modo estas expectativas não foram defraudadas. Mas lá chegaremos.

O nosso protagonista, Jacob, cresceu a ouvir as histórias fantásticas do seu avô, Abe, sobre o lar para crianças onde passara parte da infância.

Abe regalava o neto com o dia a dia atribulado de um conjunto de crianças muito peculiares: o rapaz que tinha abelhas dentro do corpo; a rapariga que flutuava como um balão e o rapaz invisível, entre muitos outros. Claro que Jacob, como todas as crianças cresce e aos 16 anos, sabe que as histórias do seu avô não passam de fantasia.

Quando Abe morre inesperadamente, atacado por uma criatura estranha as suas últimas palavras reacendem a dúvida no espírito de Jacob: será que aquilo que o avô lhe contava tinha um fundo de verdade?

As respostas estão numa ilha remota, no País de Gales, onde ficava o lar para crianças peculiares da Senhora Peregrine. E é para lá que Jacob vai.

Algumas opiniões no Goodreads mencionam que este livro parece ter duas "partes" (notavelmente a review dos Book Smugglers) e que o livro sofre uma transformação radical da primeira para a segunda parte. Eu concordo plenamente. Foi exactamente isso que senti ao ler o livro.

A primeira parte é genial. Muito atmosférica, com personagens bem desenvolvidas e uma magia muito própria. Abe conta histórias a Jacob e mostra-lhe fotografias antigas (reproduzidas no livro) de coisas "peculiares", o tipo de atracções que esperaríamos ver num circo dos anos 50. Jacob é um adolescente atípico e muitas vezes infantil, mas creio que resulta neste livro.

Depois da morte do avô é-nos mostrada a forma como Jacob lida com a dor e com os problemas que advêm de acreditar em "coisas peculiares". E claro, a visita à ilha e a descoberta das ruínas do lar da Senhora Peregrine tornaram a leitura ainda mais empolgante. Parecia estar a desenvolver-se um mistério interessantíssimo.

Infelizmente Jacob não tarda a perceber o que se passou no lar da Senhora Peregrine e a partir daí o livro perde muito da sua graça e encanto. Há um romance muito mal explicado e desenvolve-se uma linha de acção que é muito menos interessante do que a anterior. Algumas das explicações em relação aos "hollows" não me convenceram e algumas partes da história não fazem grande sentido. Continuamos a ter fotografias mas considero que são desnecessárias nesta parte e torna-se irritante ter o texto cortado por uma ou duas páginas de fotografias supérfluas.

No geral um livro com muito potencial e uma primeira parte belíssima. Mas penso que o autor quis fazer demasiado com a história logo no primeiro livro e ficou uma grande salganhada lá pelo meio. O facto de se apoiar nos materiais fotográficos durante o livro todo também não ajudou. Podia ter sido muito bom, mas mesmo assim recomendo. Dentro das obras juvenis com este tema, é das melhores publicadas em Portugal.

22 outubro 2012

Opinião: Breathe (Sarah Crossan)

Breathe by Sarah Crossan
Editora: Bloomsbury (2012)
Formato: Capa mole | 384 páginas
Géneros: Ficção Científica, Lit. Juvenil
Descrição (GR): "When oxygen levels plunge in a treeless world, a state lottery decides which lucky few will live inside the Pod. Everyone else will slowly suffocate. Years after the Switch, life inside the Pod has moved on. A poor Auxiliary class cannot afford the oxygen tax which supplies extra air for running, dancing and sports. The rich Premiums, by contrast, are healthy and strong. Anyone who opposes the regime is labelled a terrorist and ejected from the Pod to die. Sixteen-year-old Alina is part of the secret resistance, but when a mission goes wrong she is forced to escape from the Pod. With only two days of oxygen in her tank, she too faces the terrifying prospect of death by suffocation. Her only hope is to find the mythical Grove, a small enclave of trees protected by a hardcore band of rebels. Does it even exist, and if so, what or who are they protecting the trees from? A dystopian thriller about courage and freedom, with a love story at its heart."
Há livros que lemos devagar simplesmente para que durem mais tempo; e há livros que lemos o mais depressa possível para acabarmos a leitura e podermos passar para outra coisa. Breathe encaixa-se nesta última categoria.

Quando escolhi este livro para figurar na rubrica Waiting on Wednesday, escrevi que era ficção científica distópica meets romance adolescente (e triângulo amoroso, hmm). Tem potencial para ser interessante... ou muito mau. Pois, apesar de não ter sido muito mau, está longe de ter sido bom.

Vejamos. Breathe passa-se num futuro incerto em que a Humanidade conseguiu dar conta do planeta ao destruir todas as florestas e praticamente todas as plantas, para já não falar dos oceanos. Um acontecimento chamado "The Switch" (a mudança) parece ter ocorrido de repente (ao invés de ser gradual) fazendo com que os níveis de oxigénio baixassem imenso e que o planeta se tornasse incapaz de suster vida.

Cerca de 100 anos mais tarde (deduzo eu, porque muito poucos pormenores nos são dados), os sobreviventes vivem em redomas onde o ar é constantemente reciclado. Como em qualquer boa distopia, temos uma classe privilegiada de indivíduos, os "Premiums" (ou ricos) e o resto (auxiliares ou pobres). Sair da redoma significa morrer porque a atmosfera na Terra tem apenas cerca de 3% de oxigénio (o que é o suficiente para chover, aparentemente). Previsivelmente, dentro da redoma, têm de se pagar impostos sobre o oxigénio.

Seguimos as aventuras de três personagens: a Bea, a Alina e o Quinn. A Bea é a típica estudante modelo pobre que aspira a uma condição mais elevada; a Alina é a rapariga pseudo-rebelde (literalmente); e o Quinn é o rapaz privilegiado. O livro vai sendo alternadamente narrado do ponto de vista destas três personagens, o que me irritou um bocado, confesso.

Com esta premissa, este poderia ter sido um livro muito interessante. Mas não foi. Eis porquê:

1. O enredo é demasiado típico: ou corriqueiro ou cliché, ou o que lhe quiserem chamar. Havia muito sítio por onde levar esta história, muitas linhas de acção que poderiam ter sido exploradas, mas a autora decidiu, preguiçosamente, tomar o caminho mais fácil, com vilões muito maus e previsíveis, uma conspiração escondida e rebeldes ambientalistas.

2. O triângulo amoroso define a acção. Quase tudo acontece porque a personagem A está apaixonada pela personagem B que por sua vez gosta da personagem C. O que me pareceu ridículo, mas lá está, é a formula deste tipo de livros e não sei porque é que ainda me surpreendo.

3. As personagens bidimensionais. São uns pãozinhos sem sal, não me consegui identificar com nenhum deles e não me interessei minimamente pelas suas histórias. As personalidades de Bea, Quinn e Alina são inconsistentes e as suas vozes indistinguíveis umas das outras.

No geral, temos um livro com uma premissa interessante, que podia ter dado origem a uma história intrigante. Mas o enredo simplista, as personagens apagadas e o foco no drama adolescente (vá lá, estão a tentar sobreviver num mundo sem oxigénio! Podemos ter mais tensão, please) tiraram muito do brilho a Breathe. O mundo está mal explorado e a história raramente faz grande sentido. Nem o romance me convenceu.

Se querem um bom livro de ficção científica com protagonistas jovens, não peguem em Breathe.

Lido para: