20 agosto 2014

Opinião: Vingança Mortal (J.D. Robb)

Vingança Mortal de J.D. Robb
Editora: Chá das Cinco/SdE (2010)
Formato: Capa mole | 301 páginas
Géneros: Mistério, Romance contemporâneo, Ficção científica
Sinopse.

(A edição lida está em inglês, mas apresentam-se os dados da portuguesa)

E cheguei já ao sexto livro da série "Mortal". Esta série é bastante viciante e o leitor (neste caso, eu) quer sempre saber mais sobre as interessantes personagens que povoam o mundo, pelo que continuamos a ler. Os mistérios e o intrigante mundo futurista são ótimos bónus!

Em Vingança Mortal, Eve terá de jogar um perigoso jogo com um psicopata cujo objetivo é vingança... vingança contra Roarke e todos os que o ajudaram no passado, aquele passado sombrio, na Irlanda do qual sabemos tão pouco.

Numa corrida contra o tempo, Eve tem de tentar resolver as adivinhas que lhe são transmitidas pelo assassino para conseguir chegar a tempo ao local onde as vítimas sofrem mortes horrorosas.

Temos também um elemento religioso nestes crimes, que a meu ver não foi suficientemente bem explorado, mas pronto.

Neste sexto livro ficamos então a saber mais sobre Roarke, sobre o seu passado e sobre as tais ações objecionáveis de que já se vem falando desde livros anteriores. É um forte teste ao carisma da personagem, uma vez que finalmente temos uma visão bem mais clara do que Roarke fez e de quem ele é realmente. Já não é apenas uma personagem misteriosa e um pouco "dark".

Gostei do facto deste livro ter tido um pouco mais de ação do que os anteriores (sem exageros e sem comprometer o enredo), com uma perseguição a alta velocidade e tudo. 

Vemos também as primeiras "sementes de discórdia" entre o casal de protagonistas, o que me pareceu bastante realista tendo em conta a natureza das infrações de Roarke.

Vemos também que Eve, longe de ser perfeita, não se abstém de utilizar métodos menos "legais" para apanhar os criminosos.

No geral, mais uma boa leitura. Acho que a autora apanhou novamente o ritmo que tinha falhado um pouco no livro anterior e que as personagens sofreram um desenvolvimento marcado neste livro.

Outros livros da série:
  1. Nudez Mortal
  2. Glória Mortal
  3. Fama Mortal
  4. Êxtase Mortal
  5. Cerimónia Mortal

18 agosto 2014

Opinião: Envolvidos (Emma Chase)

Envolvidos de Emma Chase
Editora: Topseller (2014)
Formato: Capa mole | 256 páginas
Géneros: Romance contemporâneo
Sinopse.

Para mim é um bocado difícil escrever uma opinião acerca deste livro, primeiro porque não tenho grandes termos de comparação (não leio assim muito romance contemporâneo, se bem que isso parece estar a mudar este ano) e segundo porque apesar de ter gostado do livro em geral, a personalidade do protagonista masculino precisava de ser completamente reciclada porque é um machista idiota na maioria das vezes.

"Envolvidos" conta-nos a história de Drew e Kate, dois jovens ambiciosos que se conhecem quando Kate é contratada para trabalhar na empresa de Drew. 

Drew é o típico mulherengo que tem uma mulher diferente todas as semanas, que não se quer comprometer e que se acha muita bom. É também o narrador da história e manda com cada bitaite mais parvo, que sinceramente não sei se ele teria conseguido ter uma relação, mesmo que quisesse uma.

Kate é uma rapariga ambiciosa, moderna e que se sabe defender e redimiu, na maioria das vezes, o livro. 

Quando estas duas personagens se conhecem até se dão bem, mas depois começam a competir por um cliente e é essa parte do livro que é realmente divertida, com a sua relação cheia de tensão e as partidas que pregam para "sabotarem" o trabalho um do outro.

Claro que entre as discussões vai existir bastante tensão sexual e tudo o mais. E Drew irá certamente aprender um pouco mais sobre o amor (afinal isto é um romance).

É como digo: no geral, não desgostei do livro. Calculo que o objetivo da narrativa era ser hilariante, mas sinceramente não achei grande piada à maioria das saídas de Drew. Achei mesmo que algumas delas eram sexistas e que a personagem (nem consigo pensar nele como pessoa porque era demasiado estereotipado: um estereotipo do que uma mulher - a autora - pensa que um homem pensa) era demasiado convencida para que se gostasse dela. E sinceramente, qual é a pessoa inteligente que acha que um homem está sempre a pensar em sexo? Ainda estaríamos na Idade da pedra, se assim fosse. :P

No geral, uma leitura leve, rápida e agradável q.b. Não é nenhuma obra-prima; as personagens são tudo menos desenvolvidas e são bastante estereotipadas, o enredo é fraquito e sinceramente o sexismo (ah e tal, aquelas mulheres com quem eu durmo são umas fáceis/galdérias - como se ele não fosse?) chateou-me um pouco (mas só um pouco), mas não foi mau. Uma boa leitura de praia, desde que não se espere muito.

It's Monday! What are you reading?

Pois é, pois é. Esta rubrica, tal como eu, esteve de férias. É praticamente impossível editar um post no iPad pelo que desisti completamente de o fazer e poucas vezes tive acesso a um computador. Enfim. Como resultado, vou pôr as publicações destas duas semanas neste post.

Estou a ler, previsivelmente:

Vengeance in Death - J.D. Robb

Quanto a publicações, temos imensas opiniões porque me fartei de ler durante as férias (uma constipação de verão não ajudou nada):
Rubrica da autoria de The Book Journey.

17 agosto 2014

Opinião: O Olho de Deus (James Rollins)

O Olho de Deus de James Rollins
Editora: Bertrand (2014)
Formato: Capa mole | 440 páginas
Géneros: Mistério/Thriller
Sinopse.

A sério, não sei porque continuo a ser levada pelas sinopses tentadoras deste tipo de livros quando sei, sem sombra de dúvida que eles não são ao meu gosto. Nunca mais aprendo, mas o meu gosto por história e arqueologia fazem-me comprar estes thrillers na esperança de ler algo com alguma pesquisa.

Este é o nono livro de uma série que se foca nas explorações de um grupo secreto das forças especiais americanas (penso eu), o Sigma. Neste episódio livro, a força Sigma tem de impedir, literalmente, o fim do mundo, quando um observatório científico descobre que um cometa qualquer está a produzir alterações na matéria negra junto à Terra ou algo assim, yadda, yadda, asteroide gigante, bum, tudo destruído e uma coisa qualquer fez com que conseguissem ver o futuro. 
Ao mesmo tempo há uma história secundária em que alguns membros da força Sigma andam a tentar descobrir onde está a mãe de um deles e depois vão andar metidos com as tríades chinesas e cientistas norte-coreanos. Enfim, uma confusão que resulta em muita luta, muito tiro e muito tempo perdido.

Ok, tenho de admitir que este livro não está mal escrito de todo. Até se lê bem, apesar da mudança constante de pontos de vista e do facto de mais de metade ser palha, com metade de equipa ocupada a lutar contra bandidos, gangues asiáticos e outros que tais, por um motivo bastante parvo (comparado com a necessidade de salvar o mundo, claro). Mas de resto, este é exatamente o tipo de livro que me deixa louca, com as suas cenas de ação non-stop, os seus vilões de pacotilha (só lhes falta o riso maléfico) e o pouco "sumo" em termos do enredo. 

As personagens são estereotipadas e aborrecidas, a "investigação" histórica quase nula e achei que o enredo era assim um bocado para o parvo. Mas pronto, posso ser só eu. Que não gosto de "ler" filmes de ação.

Assim, no geral, apesar de toda a exploração pseudo-arqueológica (e provavelmente por isso mesmo), este foi mais um daqueles livros que me forcei a ler a alta velocidade porque queria acabá-lo o mais rapidamente possível. Não recomendo pessoalmente, mas para quem gosta de livros do género dos do Dan Brown, com mistério e enredo "light" (ou seja, pouco desenvolvidos) mas com ação e perigo constantes, penso que talvez seja um livro a ler.

15 agosto 2014

Opinião: O Jardim Encantado (Sarah Addison Allen)

O Jardim Encantado de Sarah Addison Allen
Editora: Quinta Essência/Leya (2008)
Formato: Capa mole | 270 páginas
Géneros: Romance contemporâneo
Sinopse.

AVISO: Pequenos SPOILERS
"O Jardim Encantado" é o segundo livro que leio desta autora e estava preparada para gostar imenso. E na verdade, gostei. Não, a sério. Apesar de lhe ter dado apenas três estrelas. O problema não foi o livro em si, mas... o seu tamanho. Mas já lá iremos.

Numa pequena cidade do sul dos Estados Unidos vive a família Waverley, que sempre foi considerada estranha pelos vizinhos, apesar da sua estranheza ser aceite. O que se passa por detrás dos muros do famoso jardim das Waverley, com a sua antiga macieira é mais ou menos um mistério... ou pelo menos é suposto ser; a verdade é que todos sabem que as mulheres Waverley têm algumas capacidades especiais.

É por isso que Claire Waverly se dá bem no seu negócio de catering. Claire teve uma infância atribulada, com uma mãe "aventureira", até a irmã, Sydney nascer e a mãe as levar a ambas para a cidade de Bascom. Claire, encantada com a nova estabilidade, continua a manter viva a herança das Waverly; Sydney, sufocada pela rotina da vida em Bascom, foge à primeira oportunidade, decidida a ter aventuras, como a mãe antes dela.

"O Jardim Encantado" conta a história destas irmãs e das suas vidas. Quando Sydney regressa a Bascom com uma filha, tanto ela como Claire terão de enfrentar os seus medos e velhos ressentimentos que têm uma com a outra e, no caso de Sydney, com a herança mágica das Waverley.

Claire terá de aprender a abrir mão do controlo total da sua vida e a deixar entrar outras pessoas, incluindo o vizinho Tyler e Sydney terá de aceitar o seu lugar no mundo e de lidar com os seus erros.

Ao mesmo tempo a autora descreve-nos a magia subtil das Waverley e os respetivos talentos de cada uma das mulheres da família: o talento de Claire com as flores e os seus usos, o talento de Sydney com os penteados e o de Evanelle, a prima afastada das Waverley, em presentear as pessoas com objetos de que virão a precisar. Achei que o "realismo mágico" foi muito bem conseguido neste livro.

O meu único problema é que a autora escolheu operar grandes mudanças nas suas protagonistas e pareceu-me que as mesmas não se operaram de forma assim muito gradual. O desenvolvimento das personagens e do romance é apressado e merecia mais; muito mais, porque a história é tão boa e as personagens tão humanas, que mereciam mais detalhe, mais introspeção, mais sumo.

No entanto, achei que esta leitura foi bastante agradável, no geral. Recomendado para fãs de romance contemporâneo que não se importem com um pouco de magia.

14 agosto 2014

Opinião: Cerimónia Mortal (J.D. Robb)

Editora: Chá das Cinco/SdE (2010)
Formato: Capa mole | 269 páginas
 
Géneros: Mistério, Romance contemporâneo, Ficção científica
Sinopse.

O quinto livro da série mortal debruça-se, ao contrário do anterior, num tema tão antigo como o tempo: as religiões. Os crimes que a Tenente Dallas investiga em Cerimónia Mortal têm contornos religiosos algo macabros e envolvem athames, muito sangue e mesmo corações desaparecidos. Estes homicídios vão levar a tenente Dallas a lidar com alguns conceitos que vão contra a sua natureza lógica e analítica. Ao mesmo tempo, Eve conhece um lado do seu marido que desconhecia.

Devo dizer que este volume me desiludiu um pouco. Não porque não tenha sido uma leitura interessante e compulsiva, mas porque achei que Robb não desenvolveu tão bem o seu mistério desta vez. A conclusão foi apressada e pouco satisfatória: basicamente, Eve só descobriu o culpado porque o mesmo a raptou e lhe ia fazer mal. Senão, a detetive andaria completamente a leste, por assim dizer.

O argumento de "natureza versus educação" surge novamente neste livro (embora muito menos vincadamente do que no anterior) e centra-se também nas crenças religiosas e em como ainda continuam vivas e fortes, apesar de estarmos nuns meados do século XXI muito desenvolvidos a nível tecnológico.

Como também já referi anteriormente, Eve fica a conhecer uma faceta antes desconhecida de Roarke que tem, afinal, respeito pelo oculto. Apesar de não haver um desenvolvimento marcado ao nível das personagens neste livro, sinto que o casal de protagonistas avançou um pouco na sua relação, pois a mesma encontra-se agora mais aberta.

No geral, mais uma leitura bastante interessante. Não gostei tanto como de outros livros da série, mas Cerimónia Mortal é uma boa adição à série e será uma ótima leitura para quem gosta de mistérios ou da Robb (ou Nora Roberts).


Outros livros da série:
  1. Nudez Mortal
  2. Glória Mortal
  3. Fama Mortal
  4. Êxtase Mortal

12 agosto 2014

Opinião: Êxtase Mortal (J.D. Robb)

Êxtase Mortal de J.D. Robb
Editora: Chá das Cinco/SdE (2009)
Formato: Capa mole | 268 páginas
Géneros: Mistério, Romance contemporâneo, Ficção científica
Sinopse.

(A edição lida estava em inglês mas apresentam-se os dados da portuguesa)

O quarto livro da série "Mortal" abre com a lua de mel de Eve e de Roarke, fora do planeta, numa futura estância de luxo (ainda em construção). Mas Eve nunca consegue (nem quer) muito tempo livre e aparentemente, a morte persegue-a: um suicídio no local, vai ser o ponto de partida para o próximo mistério que Eve terá em mãos.

Êxtase Mortal, foi mais uma leitura agradável com a sua escrita fluída, personagens intrigantes e ritmo regular e nunca entediante. O mistério é bastante fácil de resolver, como sempre, mas não tira por isso encanto à leitura.

Desta vez, Eve depara-se com uma série de suicídios que ela considera suspeitos. As vítimas morrem com um sorriso de pura alegria na cara e Eve luta para provar que existe influência externa (ou seja, que se tratam de homicídios). Surge neste livro um interessante debate (que achei que podia ter sido bastante mais aprofundado, mas pronto) sobre a "natureza versus a educação" que vai ainda mais longe do que o descrito em Divergente e entra mesmo na influência da composição dos nossos genes e como isso pode determinar por completo as nossas escolhas.

Outro aspeto que achei interessante é que, pela primeira vez, a arma do crime é um dispositivo existente neste mundo de ficção científica desenvolvido por J.D. Robb.

A narrativa continua a incluir tanto os passos de Eve para descobrir o que se passa como o desenvolvimento da sua vida pessoal, com Roarke. Este livro contém acontecimentos bastante fortes que poderiam ter tido, na minha opinião de leitora, um impacto mais forte nestes dois personagens. Achei que foi um conflito que se resolveu demasiado depressa e que, tendo em conta o passado de Eve, não deveria ter sido assim. Mas pronto.

No geral, mais uma boa leitura. Cada vez gosto mais desta série policial e de ficção científica que combina diversos elementos como a construção e desenvolvimento do mundo, das personagens e da história de forma tão equilibrada e envolvente. Ainda bem que a série tem muitos outros livros para devorar.

Outros livros da série: