05 janeiro 2015

It's Monday! What are you Reading?

E é o primeiro It's Monday! What are you Reading? de 2015! Esta semana (este ano) ainda não li outra coisa se não a série "Generation V", talvez porque me está a apetecer ler livros sobre vampiros e porque a autora, M.L. Brennan, tem uma mitologia bastante interessante... 

Tainted Blood - M.L. Brennan

Quanto aos posts da semana passada, ei-los:

Rubrica da autoria de The Book Journey.

04 janeiro 2015

Opinião: Para Sir Phillip, com Amor (Julia Quinn)

Editora: Asa (2014)
Formato: Capa mole | 336 páginas
Géneros: Romance histórico

(A edição lida está em inglês, mas apresentam-se os dados da portuguesa).
A Julia Quinn é, há já muito tempo, a minha escritora favorita dentro do género do Romance histórico; e de todas as suas séries e livros, os meus favoritos são os da série Bridgerton, que contam as histórias de amor de oito irmãos e irmãs, filhos de um visconde inglês. Estes livros passam-se ao longo de vários anos, no século XIX.

Este ano, planeio (ainda estou apenas na fase de planeamento, não sei se vou fazê-lo ou não), reler os livros da série, não só porque comecei a adquirir a coleção em português (para viciar outras pessoas, eheh), mas também porque o mês passado reli mais uma vez o meu livro favorito da série, “Para Sir Phillip, com amor”.

Este livro conta a história de Eloise Bridgerton, a quinta filha de oito, e de Sir Phillip, um baronete viúvo que vive no campo, com os seus filhos de 8 anos. Aos 28 anos, Eloise é considerada uma “solteirona” e ela até nem se sente mal com o rótulo, porque tem uma família que a adora e uma melhor amiga na mesma situação.

Mas quando a sua melhor amiga se casa, Eloise começa a reavaliar muitas coisas e a pensar que, talvez, não queira ficar sozinha.

Por seu lado, Sir Phillip, um homem viúvo com duas crianças pequenas que não sabe como controlar, decide que tem de casar novamente para arranjar alguém que olhe pelos filhos e lhe organize a casa.

Entre ambos, desenvolve-se uma correspondência amigável e Sir Phillip decide propor casamento a Eloise (por carta), e convidá-la a visitar o seu lar, para ver se se dão bem o suficiente para se casarem.

Não sei muito bem porque é que este é o meu favorito da série, exceto, talvez, porque os heróis introvertidos e com filhos são dos meus favoritos. Seja como for, este é um dos livros para o qual me viro quando quero uma leitura rápida e fofinha, com crianças a fazer partidas e muito humor.

Como sempre, Quinn tem um humor muito próprio e extremamente eficaz, que deixa qualquer leitor bem-disposto e risonho. As suas personagens são muito humanas e interessantes e a escrita da autora ajuda a focar esses aspetos.

O romance não foge muito ao que é normal neste tipo de livros, mas não é por isso que deixa de ser uma leitura envolvente. É bastante mais leve e menos dramático do que outros livros da série, mas não deixa de ter os seus momentos menos felizes. 

No geral, um livro sobre o qual não tenho muito a dizer exceto que é uma leitura maravilhosa e que a série Bridgerton é ideal para fãs deste género. Uma série (e um livro) a não perder.


Outras obras da autora no blogue:

02 janeiro 2015

Opinião: The Lesser Dead (Christopher Buehlman)

Editora: Berkley (2014)
Formato: e-book | 368 páginas
Géneros: Fantasia urbana

É um bocado difícil escrever uma opinião sobre “The Lesser Dead” porque este livro é… tantas coisas, so many feels, que não sei bem o que dizer.

É daqueles livros que, apesar de parecerem não ter nada de especial em termos narrativos, nos puxa de tal forma, que damos por nós a adorar o livro, pelo menos enquanto o lemos.

Estamos em 1978 e Joey Peacock, um vampiro de 14 anos, vive nos túneis abandonados de Nova Iorque, juntamente com a sua “família” de vampiros. Mas não pensem que Joey é um vampiro fofinho e bondoso, não. É tudo o que um vampiro na década de 70 do século XX deve ser e sabe como divertir-se e seduzir mulheres (com a ajuda do seu charme vampírico, para parecer mais velho), beber sangue de famílias incautas e fazer tudo o que os jovens andam a fazer: ver TV, sair à noite e tudo isso.

A vida destes vampiros não é perfeita, mas é boa. Infelizmente, muda-se para a zona, um grupo de vampiros que gosta de matar e torturar as suas vítimas, e Margaret, a rainha vampira dos túneis simplesmente não pode deixar que tal aconteça. Por isso, os vampiros investigam e descobrem que os invasores são… crianças.

A narrativa de Joey é algo não-linear, porque salta no tempo. Por vezes narra-nos o que se passa em 1978, por vezes volta atrás, a 1943, quando foi transformado em vampiro. E conta também as histórias de alguns dos seus companheiros dos túneis, como Margaret e Cvetko, o vampiro que foi transformado com cerca de 50 anos e que é demasiado calmo e dócil (na opinião de Joey).

Este livro mistura muita da mitologia existente sobre os vampiros, mas fá-lo de uma forma absorvente e interessante e o autor não deixa de adicionar um cunho muito seu ao vampirismo. Partes da história descrevem os vampiros como criaturas brutais e fazem lembrar as narrativas mais clássicas (imaginem: vampiro do lado de fora da janela).

Esta história contém bastante violência, mas nunca achei que fosse gratuita. Achei que o autor conseguiu caracterizar os seus vampiros com mestria, dando-lhes características muito humanas, mas não escondendo o seu lado predatório e que processa emoções de forma diferente.

Joey é um narrador irreverente, muito humano e na maioria das vezes, vê-se que tem muito mais idade do que aparenta; outras vezes, porém, quase que parece um rapaz de 14 anos.
Não posso dizer muito mais sem começar a entrar em spoilers, mas gostei bastante deste livro. Da construção da narrativa, do seu estilo, das personagens, de tudo.

No geral, uma boa leitura dentro do género da fantasia urbana. Tem alguns momentos assustadores, arrepiantes e envolventes e é um livro que, penso, está bastante bem escrito. Recomendado.

31 dezembro 2014

Balanço de 2014

E... chegou a altura do costumado balanço anual. Este ano, penso que não há assim muito a dizer, porque não participei em nenhuns desafios (exceto a temporada pós-apocalíptica, que correu mais ou menos bem, como podem ver no respetivo balanço) e, apesar de ter lido mais ou menos o mesmo número de livros do ano passado, não houve, infelizmente, nenhum que se destacasse por aí além (apesar de terem havido um ou dois livros de que gostei bastante).

Os meus favoritos de 2014 são... *drum roll*:
  • To Sir Phillip, with Love, Julia Quinn (opinião em breve): porque, tipo, Julia Quinn. E este é o meu livro favorito da série Bridgertons, porque tenho um fraquinho por este tipo de heróis.
  • Por favor não matem a cotovia, Harper Lee: adorei a narrativa, a mensagem, a esperança subjacente na raça humana e também a caracterização. Muito bom.
  • Golden Fool, Robin Hobb: corresponde ao "Os Dilemas do Assassino" e "O Sangue do Assassino". Neste livro as personagens de Fitz e do Bobo ganham mais vida que nunca, é um livro de leitura super compulsiva.
  • The Lesser Dead, Christopher Buehlman (opinião em breve): uma história de vampiros muito cool e interessante. E assustadora.
  • A Queda dos Gigantes, Ken Follett: qualquer livro que me faça ler sobre a história do século XX com vontade, merece estar no top...
Menções honrosas:
Mas, como sempre, houve também algumas desilusões:
Menções honrosas: infelizmente, demasiadas para estar a pôr aqui. Há muitos livros este ano que levaram apenas duas estrelinhas no Goodreads porque não os apreciei assim muito.

Acho que não há muito mais a dizer, por isso Slayra out e um ótimo ano novo para todos!

30 dezembro 2014

Opinião: The Bridgertons: Happily Ever After (Julia Quinn)

Editora: Little, Brown Book Group (2013)
Formato: Capa mole | 384 páginas
Géneros: Romance histórico

Aviso: ligeiros spoilers
Para falar a verdade, não sou grande fã de “short stories” ou contos porque sinto que fica sempre tanto por contar, por desenvolver.

Mas uma vez que sou uma grande fã (ahah) da Julia Quinn que é, provavelmente, a minha autora favorita de romances históricos, decidi ler este livro que reúne os chamados “segundos epílogos” da série Bridgerton.

Passo a explicar. Todos os livros da série Bridgerton têm o seu epílogo, mas a série tornou-se tão popular que os leitores tinham imensas questões relativamente ao que acontecia depois do “feliz para sempre” de cada livro. E, por isso, Julia Quinn decidiu escrever pequenas histórias passadas vários anos após os casamentos que retratam determinadas situações que, claro, reforçam esses finais felizes.

A maioria das histórias é alegre, fofinha e romântica tal como os livros originais. Uma ou duas têm alguma angústia, mas claro, tudo acaba por se resolver.

Fartei-me de rir com a história do Anthony e da Kate, que recria o jogo de Pall Mall onde eles se apaixonaram. Todos os anos eles convidam as pessoas que lá estavam para um novo jogo e tentam ficar com o taco preto, que eles acham que lhes dá sorte.

A história que mais me tocou foi a da Francesca e do Michael, mas não gostei assim muito da resolução. Não me pareceu assim muito realista.

Algumas das histórias focam-se em personagens menores. A de Sophie e Benedict foca-se na irmã adotiva de Sophie, Posy e em como esta encontrou a felicidade.

Para além dos epílogos, o livro contém também um outro conto, intitulado “Violet in Bloom”. Cuja personagem é, claro, Violet, a matriarca dos Bridgerton. Este conto é composto por uma série de “flashes” da vida de Violet e finalmente, o falecido visconde, o seu marido Edmund tem algum protagonismo. É uma história muito fofinha e engraçada da qual gostei muito.

No geral, uma leitura leve e romântica, definitivamente recomendada (de leitura quase obrigatória, mesmo) para quem gosta da série Bridgertons.


Outras opiniões de livros da autora no blogue:

28 dezembro 2014

Opinião: Soul Screamers - livros 4-7 (Rachel Vincent)

Editora: Mira Ink/Harlequin Teen (2010 a 2013)
Formato: Capa mole/e-book | 1327 páginas (4 livros)
Géneros: Fantasia Urbana, Lit. Juvenil/YA

Agora que já passou algum tempo desde a minha leitura super rápida da série Soul Screamers, começo a ver as coisas de outra perspetiva. Isso e os detalhes da história começam a desvanecer-se da minha mente, porque a série, apesar de viciante, não é propriamente memorável.

E foi por isso que resolvi escrever uma opinião mais compacta dos últimos quatro livros. Porque, no fundo, os livros não são assim tão diferentes, apesar de haver um grande acontecimento no quinto livro (bem, dois, na verdade). No fundo tudo continua na mesma, com Kaylee e os leais amigos a lutarem contra o malvado hellion Avari.

No quarto livro (My Soul to Steal), Kaylee e Nash estão separados devido aos acontecimentos do livro anterior; Kaylee perdeu a confiança em Nash e sente que não pode continuar, por enquanto, a relação. Mas não fica satisfeita quando uma antiga namorada de Nash, Sabine, aparece pronta a reconquistá-lo.

E mais, Sabine é, literalmente, um pesadelo. É uma mara, uma criatura parasítica que sobrevive retirando energia dos seres humanos quando estes estão a dormir… e a sonhar. O medo é o seu alimento e Sabine sabe tudo sobre os medos mais profundos das suas vítimas. Quando parece que Sabine anda a matar professores para se alimentar, Kaylee sente que tem de investigar, mesmo contra a vontade de Nash. Encontra em Todd, o irmão mais velho de Nash, um aliado.

O quarto livro prima pelo dramatismo. Há muito drama associado à relação amorosa conturbada de Kaylee com Nash, que traiu a sua confiança no livro anterior e fez coisas muito pouco recomendáveis. O mistério é, como no terceiro livro, afastado para segundo plano, até porque Kaylee suspeita de Sabine mais por ciúmes do que por outra coisa.

É um livro intenso, com emoções e drama à flor da pele, tal como é típico dos adolescentes. Há muita injustiça e sentimentos feridos de parte a parte e devo dizer que Vincent constrói um triângulo amoroso muito dramático e angustiado.

If I Die, o quinto livro, é um ponto de viragem acentuado na trama central dos livros. Kaylee recebe uma notícia que irá, literalmente, mudar radical e permanentemente a forma como vê as coisas. Confrontada com uma realidade definitiva acerca da qual não pode fazer nada, Kaylee esforça-se por tentar remediar os seus problemas, especialmente a sua relação com o pai e com o talvez-ex-namorado Nash. E também tem de confrontar sentimentos de uma pessoa inesperada e talvez admitir que os seus próprios sentimentos relativamente a essa pessoa e a Nash mudaram.

Ao mesmo tempo, Kaylee tenta proteger as raparigas da sua escola, que estão a ser atacadas por um incubus, que tudo fará para procriar… apesar de as mães de uma criança incubus não terem uma taxa de sobrevivência muito alta.
Temos neste livro um quadrado amoroso à moda antiga e níveis nunca antes vistos de angústia adolescente emocional. Sabine, Kaylee, Nash e o novo interesse amoroso de Kaylee todos lutam com os seus sentimentos e com aquilo que irá, inevitavelmente, acontecer a Kaylee no final.

A luta contra o professor de Matemática, aka incubus é, novamente, secundária. No entanto, a intensidade da narrativa continua a prender o leitor. 

No sexto livro, Before I Wake, Kaylee sobreviveu a uma mudança radical na sua vida. Ou melhor, “sobreviveu” talvez não seja a melhor palavra. Kaylee é agora, para além de uma bean sidhe com uma vida amorosa complicada, uma funcionária do Departamento de Recuperação (de almas), uma outra divisão dos reapers. O seu trabalho é recuperar almas que foram roubadas aos reapers. Para além do seu novo emprego, que lhe permite continuar a sua vida “normal”, Kaylee está ainda a habituar-se à sua nova relação e ao facto de Nash não lhe falar.

E, claro, Avari continua obcecado por ela e quer a sua alma… e tudo fará para a obter, inclusive arranjar maneira de ter uma presença na Terra.

Mais angústia a potes. Mais drama amoroso, mais drama relacionado com o facto de Kaylee ser tão perfeita e altruísta que Avari está obcecado por ela. Há algumas lutas e tudo o mais, mas a frase anterior resume o livro bastante bem. Mas… adoro o novo namorado da Kaylee. E adorei ler sobre ele na short story que vem neste livro.

E chegamos ao sétimo livro (With all My Soul). Depois dos acontecimentos traumáticos do livro anterior, Kaylee e os amigos decidem que têm de parar Avari e os outros hellions a qualquer custo. Vão tentar virá-los uns contra os outros, mas quando um novo hellion chamado Ira aparece, tudo vai de mal a pior. E Kaylee poderá ter de fazer o derradeiro sacrifício…

Se os outros livros foram emocionais, este bate todos os recordes. Finalmente Nash começa a perdoar Kaylee, Kaylee começa a perdoar Nash e Sabine está lá convenientemente para oferecer um final feliz ao ex-namorado rejeitado. Muito deste livro centra-se na personagem fulgurante que é Kaylee, tão especial que uma data de habitantes do Netherworld a querem.

Tendo em conta as minhas palavras sarcásticas, poderão pensar que não gostei da série. Não é o caso. Gostei, sim, li-a de um fôlego, devorei todos os livros e digo-vos: a escrita é o máximo. Não é floreada ou intrincada ou mesmo bela, mas é viciante, intensa e prende-nos de tal forma que parece que nos tem sob um feitiço. A escrita é o ponto forte da série porque é tão… envolvente.

E foi por isso, mais do que por qualquer outra coisa, que gostei da série. Certamente que o imaginário é interessante, mas depressa se tornou evidente que o mundo está lá para suportar a angústia emocional de Kaylee e do elenco de personagens que compõem os livros. Até o facto de Avari andar obsessivamente atrás de Kaylee contribui para isso. Nunca há grande desenvolvimento do mundo ou do imaginário (ou melhor, houve algum nos primeiros livros, mas depois acabou e passou a ser “Um drama na Escola Secundária”).

No geral, esta série está bastante bem escrita, de uma forma que nos dá vontade de ler sem parar, mas tenho de ser sincera: não é nenhuma obra-prima da fantasia (mesmo da urbana). Aliás, é mais romance paranormal do que fantasia urbana e tem demasiado drama para agradar, provavelmente, à maioria dos adultos. Eu, pessoalmente, gostei do facto de ser uma leitura compulsiva, mas teria gostado mais se houvesse menos drama e mais desenvolvimento da mitologia. A história é basicamente a mesma em todos os livros, como disse no início, e pouco mais.