08 fevereiro 2015

Opinião: Ill Wind (Rachel Caine)


Editora: Roc (2003)
Formato: Capa mole/bolso | 337 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Cá temos mais uma leitura de janeiro, sobre a qual ainda não escrevi uma opinião, devido, principalmente porque me deu um ataque agudo de preguicite e não me apeteceu mesmo andar a escrever reviews.

Já não é o primeiro livro que leio da autora norte-americana Rachel Caine. Um dos maiores problemas que tenho tido com os seus livros é que são, para falar bem e depressa "muita parra e pouca uva", ou seja, cada livro acaba por ser mais um "conto" do que outra coisa e, para além disso, há sempre um "to be continued" no final.

Os seus livros pecam muito pela falta de desenvolvimento do mundo, do sistema de magia (todos os livros que li são fantasia urbana) e mesmo das personagens. São mais livros de ação non-stop, com pouco mais do que isso.

"Ill Wind" não é assim muito diferente. A protagonista, Joanne Baldwin, é uma Guardiã do clima (Weather Warden, desculpem mas agora não me ocorre mais nada em termos de tradução). Ou seja, ela consegue controlar os elementos da água e do ar e, consequentemente, é uma espécie de Storm (referência aos X-men, aqui). Acontece que, aparentemente, o planeta Terra não é assim tão bom para os seres humanos viverem como estes pensam e é por isso que existe o Conselho dos Guardiões, uma instituição secreta onde pessoas que controlam os elementos tentam... controlar os elementos, de forma a minorar a ação da Mãe Natureza na vida e sociedade humanas.

Mas não é sobre isso que se foca o livro. Foca-se em Joanne e o livro abre com ela em fuga do Conselho por ter morto um dos seus oficiais mais proeminentes. O porquê vai sendo desvendado em múltiplos "flashbacks" (onde também nos é dada a conhecer a existência dos Guardiões e a sua missão).

Basicamente, o livro relata a fuga de Joanne, que quer encontrar o seu amigo (e, aparentemente, antigo amante), Lewis, o Guardião mais poderoso do mundo, que controla os quatro elementos. 

A história não tem muito que se diga. Fez-me lembrar um pouco o "Sobrenatural", com os carros vintage, a fuga desesperada e tudo o mais. Como disse anteriormente, não há assim grande desenvolvimento, porque Joanne nos conta tudo sobre o seu mundo em flashbacks, pelo que não me consegui ligar a ela ou a Lewis e não consegui visualizar a sua antiga ligação romântica. O sistema de magia é "preguiçoso"; muito pouco nos é explicado e os Guardiões parecem conseguir fazer coisas muito complexas com pouco esforço.

A única personagem que me interessou foi David, embora tenha achado que o romance foi também inverosímil.

No geral, uma boa leitura devido à escrita compulsiva e à ação non-stop. Mas não é um livro particularmente bem desenvolvido e se for bem espremido não tem conteúdo suficiente para as páginas que ocupa. Ainda assim, vou continuar com a série e ver no que dá.

04 fevereiro 2015

Curtas: Grave Memory e Nightlife

Editora: Berkley UK (2012)
Formato: Capa mole | 373 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Neste terceiro livro da série “Alex Price”, a nossa heroína tem de investigar uma série de suicídios que parecem estranhos. Como a polícia não considera suicídios como sendo crimes, terá de ser Alex a perceber o que se passa.

Gostei mais deste livro do que dos seus antecessores. O mistério é mais complexo e interessante, e Alex passa mais tempo a investigar o mesmo, se bem que a resolução e os poderes “super-duper” que alteram alguns dos acontecimentos no livro sejam demasiado “deus ex-machina” para o meu gosto.

No geral, o melhorzito da série, até agora, se bem que o triângulo amoroso e os crescentes poderes “raros” de Alex sejam irritantes.


Editora: Roc (2006)
Formato: Capa mole/bolso | 339 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Cal Leandros está em fuga. Desde que a raça do seu pai o raptou, aos 14 anos, que Cal e Niko (o irmão mais velho) fogem do pai de Cal e dos outros Auphe (que são “elfos”, supostamente… mas que no fundo pouco têm a ver com elfos como os imaginamos porque são sedentos de sangue, violência e têm umas unhas assassinas). Nenhum dos irmãos sabe bem porque é que os Auphe perseguem um meio-sangue mas têm uma vida nómada devido a isto.

Esta é, basicamente, a premissa do primeiro livro da série “Cal Leandros”. Gostei da caracterização das raças sobrenaturais, mas a personalidade de Cal não me agradou particularmente… há já muitas personagens como ele.

Também não ajudou que, durante metade do livro, Cal tenha sido possuído por uma banshee macho (don’t ask) e que o próprio plano dos Auphe que envolvia o Cal não tenha sido assim muito bem explicado.

No geral, uma leitura mediana. Fiquei interessada no mundo, mas nas personagens… nem por isso.

02 fevereiro 2015

It's Monday! What are you reading?

Esta semana volta o "It's Monday! What are you reading?". Estou a ler mais um livro de fantasia urbana porque... tenho imensos em casa e tenho de começar a ler o que tenho nas estantes. So... yeah.

The Watcher - Jeanne C. Stein

Quanto a posts... um. Porque o blogue tem andado abandonado.


Rubrica da autoria de The Book Journey.

01 fevereiro 2015

Opinião: Grave Dance (Kalayna Price)


Editora: Roc (2011)
Formato: Capa mole/bolso | 371 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Já há algum tempo que o blogue não tem uma atualização devido, principalmente, à vida, que se intromete das formas mais terríveis nos nossos hobbies.

Por isso, com os livros lidos e as respetivas opiniões a formarem uma pilha cada vez maior, decidi que era tempo de escrever novamente uma pequena opinião.

A opinião sobre o segundo livro da série “Alex Price”, não será muito pormenorizada porque já li alguns livros depois deste e a história não é propriamente memorável.

Poderão ter (ou não) reparado que ando a ler muita fantasia urbana; isto deve-se principalmente ao facto de ter, em tempos, comprado muitos livros deste género e, como quero começar a ler o que tenho nas estantes, como é natural, este é um género que irei ler muito nos próximos tempos (ou até me fartar).

Mas voltando ao livro… Grave Dance, apesar de ter sido uma leitura rápida e compulsiva, não foi exatamente original e já não me lembro bem do que se passou, exceto que Alex, a nossa heroína, recebeu mais um “power-up” bastante previsível enquanto tenta resolver um mistério relacionado com um assassino que deixa apenas os pés esquerdos das suas vítimas como prova.

O mistério é interessante, mas é bastante óbvio que a sua relevância e desenvolvimento, a sua existência no livro servem o propósito de fazer com que Alex se embrenhe mais no mundo dos fae, raça sobrenatural da qual ela descobriu recentemente que faz parte.

O desenvolvimento dos seus “poderes” (que são raros, mesmo entre os fae, claro) e da sua vida pessoal (a escolha de novas alianças no mundo dos fae, o inevitável triângulo amoroso e mais), ocupam, inevitavelmente, tanto “tempo de antena” no livro como o mistério.

No geral, um livro de fantasia urbana bastante típico com uma heroína que é um bocado “Mary Sue” super especial demais para o meu gosto. No entanto, gosto do mundo criado pela autora e da sua descrição dos fae, do seu mundo e da sua cultura. E, claro, a escrita ajuda: é bastante envolvente.

22 janeiro 2015

Opinião: Grave Witch (Kalayna Price)


Editora: Roc (2010)
Formato: Capa mole/bolso | 325 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Este livro foi mais uma releitura, porque tendo já adquirido os dois seguintes, queria relembrar-me um pouco do que se passava no primeiro.

No mundo de Alex Craft, os fae anunciaram a sua existência ao mundo há 70 anos, porque precisam que os seres humanos acreditem neles para poderem sobreviver. Isto deu origem a uma série de mudanças, não só a nível social como a nível geológico porque alguns “espaços” que haviam estado escondidos (os “folded spaces”), passaram a não estar. Isto fez com que os EUA ganhassem um novo estado, cuja capital é a cidade de Nekros.

É lá que a Alex, uma “grave witch”, vive. As bruxas também anunciaram os seus poderes e algumas das bruxas têm poderes diferentes. É o caso de Alex que consegue ligar-se à “energia” da terra dos mortos (onde vivem fantasmas e criaturas de pesadelo) e “construir” um “shade” de uma pessoa morta. Um “shade” é uma coleção de memórias da pessoa falecida e ajuda a saber como morreu.
Mas o talento de Alex tem consequências: de cada vez que utiliza a sua “grave sight”, os seus olhos sofrem.

Alex sobrevive trabalhando para a polícia ou para clientes que querem questionar os mortos, mas quando um dos seus “shades” a ataca, vê-se envolvida num mistério que pode envolver uma criatura antiga e maléfica de Faerie… um ladrão de corpos.

Neste livro, somos apresentados a Alex e ao seu mundo. Um mundo em que as bruxas e fae são aceites mas onde ainda há bastante preconceito e mesmo uma fação política que quer restringir os direitos desta parte da população. O pai de Alex pertence a esse partido e ela foi forçada a sair de casa e a mudar de nome.

Penso que foi uma boa leitura ao nível da fantasia urbana. Gostei bastante do mundo desenvolvido pela autora, a mitologia pareceu-me sólida e bem explicada. Também gostei das personagens q.b., se bem que o detetive Fallin, com quem Alex está sempre a trocar bitaites, é um bocado parvo às vezes.

O mistério também foi interessante, se bem que podia ter sido melhor explorado.

Poderia ter dado 4 estrelas ao livro, mas o facto de se desenvolver um triângulo amoroso lá pelo meio não me agradou assim muito, até porque gosto de ambas as personagens masculinas. Também me parece que a Alex se está a preparar para ser uma “Mary Sue”, ultra especial e esse tipo de personagens não me agradam particularmente.

No geral, uma boa leitura dentro do género. A autora conseguiu um mundo interessante e não muito cliché, a escrita é competente e o sistema de magia é intrigante. Houve alguns pontos dos quais não gostei muito, mas globalmente, diria que é um começo sólido para uma nova série.

21 janeiro 2015

Opinião: Kindling the Moon (Jenn Bennett)

Kindling the Moon de Jenn Bennett
Editora: Pocket Books (2011)
Formato: Capa mole/bolso | 358 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Já não é a primeira vez que começo este livro, mas da última vez não estava com o espírito necessário para ler fantasia urbana. Agora, pelo contrário, estou numa fase em que só estou a ler fantasia urbana (muito porque uma boa parte da minha biblioteca é constituída por este género), por isso decidi dar uma segunda hipótese a esta obra.

Arcadia Bell é dona de um bar que serve clientes especiais: demónios das classes inferiores que estão presos na Terra. E a própria Arcadia também é mais do que parece; é uma mágica (não confundir com bruxa) e não é uma mágica qualquer: é a filha de dois mágicos que andam fugidos à lei por serem os presumíveis autores de vários assassínios rituais (Arcadia sabe que não são).

Quando os seus pais são avistados, sete anos depois de eles e Arcadia terem forjado as suas mortes, Arcadia sabe que tem de encontrar o responsável pelos crimes para ilibar a sua família.

Esta leitura até nem é má, quando se está no espírito. A história e o mundo foram um bocado “meh”, não são particularmente originais ou mega interessantes, mas dão uma boa leitura e as personagens surpreenderam-me pela positiva. O interesse amoroso da Cady (Arcadia) é um homem genuinamente interessante e alguém que gostaria de conhecer na vida real, não sendo pois demasiado perfeito, estereotipado ou irrealista. A Arcadia também é uma personagem simpática.

O mundo da magia e das forças sobrenaturais não é grandemente explorado, pelo menos no primeiro livro, mas penso que não é particularmente original (lembra-me o da série Kara Gillian da Diane Rowland). A progressão da história é típica e bastante usual.

No geral, um livro que se lê rapidamente e com gosto, mas que, para mim, não se destaca particularmente dentro do género. Gostei dele como um todo, mas não consegui encontrar nada de verdadeiramente surpreendente. No entanto, o balanço geral é definitivamente positivo.

16 janeiro 2015

Opinião: Rivers of London (Ben Aaronovitch)

Editora: Orion Publishing Group (2011)
Formato: e-book | 391 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Eis um livro que parece ser bastante popular e sobre o qual tinha curiosidade. Mas, apesar da escrita competente e do enredo não achei este “Rivers of London” nada de especial e pouco tempo depois, já muitos dos pormenores se eclipsaram da minha mente.

Peter Grant está quase no final do seu treino de polícia. Um dia, quando ele e a sua companheira e amiga Lesley estão de guarda ao local de um crime bizarro, Peter vê um fantasma… e de uma maneira estranha e natural não só fala com ele e obtém informações sobre o crime, como tenta fazer passar essas informações dentro da polícia.

É assim que chama a atenção de Nightingale, um inspetor e único membro de uma unidade especial que, suponho (porque nunca nos é bem explicado) tem como objetivo controlar os habitantes sobrenaturais de Londres.

É que parece que Londres tem um problema com um espírito maligno que causa o caos e a violência e Peter, como o membro mais jovem da brigada chefiada por Nightingale e um aprendiz de feiticeiro terá de investigar, com alguma ajuda de Lesley e de Beverley, uma ninfa do rio e a filha mais nova da Mamã Tamisa.

Esta história tinha tudo para resultar, mas o livro tem falta de foco. As cenas sucedem-se, muitas vezes desconectadas, tudo parece aleatório e um pouco ao acaso. Nunca consegui ligar-me a nenhuma das personagens e o mundo está apenas esboçado; nunca nos é dito claramente como funciona e, se não sou grande fã de descrições exageradas e sem objetivo, a falta de informação também irrita.

O livro pareceu-me um pouco “nonsense”, do género de… Dr. Who. Peter, a personagem principal deixa-se levar e nunca parece horrorizado ou admirado pelas coisas estranhas que vê. O problema é que o que resulta em Dr. Who, possivelmente devido à personalidade e carisma das personagens, não resulta, de todo, em “Rivers of London”. As personagens do livro não têm o carisma que lhes permite fazer com que o livro seja interessante, apesar da sua substância confusa e pouco definida.

No geral, nada de especial. Não gostei particularmente nem da história, nem do mundo, nem das personagens e o típico humor britânico também não pareceu resultar bem neste caso. Pelo menos para mim.