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14 janeiro 2015

Opinião: Tainted Blood (M.L. Brennan)

Tainted Blood de M.L. Brennan
Editora: Roc (2014)
Formato: e-book | 318 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

O terceiro livro da série “Generation V” não me cativou tanto como os anteriores.

Neste livro, Fort continua a ser o mediador entre a família Scott e a comunidade sobrenatural. Mais do que nunca, terá de tomar conta dos problemas que vão aparecendo até porque Chivalry, que está a lidar com uma crise pessoal, não o pode ajudar.

Quando o líder dos lobiursos (ahah) aparece morto recai sobre Fort e a sua parceira Suzume investigarem para descobrirem quem é o culpado.

A história neste terceiro livro pareceu-me bastante mais fraca. O mistério foi mal explorado porque o Fort está a passar por algumas mudanças e a própria família Scott está a passar por mudanças devido aos problemas com a Madeline, a chefe de família. E tudo isto pode mudar o balanço do poder dentro do território controlado pelos Scott.

Foi mais por essa vertente que este livro valeu, uma vez que, como já mencionei antes, parece que a autora só incluiu um mistério “porque sim”. O culpado é bastante cliché e o mistério quase não é um mistério.

As personagens crescem e desenvolvem-se mais um bocado neste livro, mas a relação entre o Fort e a Suze não andou nem desandou, o que foi um bocado chato, especialmente tendo em conta que no segundo livro parecia que ia haver um bom desenvolvimento no terceiro. Mas não.

No geral, mais uma boa leitura, que parece ser um prenúncio de uma mudança em livros posteriores, mas o livro em si não foi de leitura tão compulsiva como os anteriores. Ainda assim, uma boa adição à série.

09 janeiro 2015

Opinião: Iron Night (M.L. Brennan)

Editora: Roc (2014)
Formato: e-book | 320 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

No segundo livro da série Generation V (Iron Night), Fort ganha novas responsabilidades devido ao facto de ter começado a sua transição para vampiro. Assim, apesar de estar desempregado e de o seu último companheiro de casa se ter ido embora no final do último livro, este abre com Fort num novo emprego e com um novo companheiro que até é um tipo bastante fixe.

Por isso, quando o companheiro de casa de Fort aparece brutalmente assassinado no seu quarto, Fort quer investigar, porque Gage era seu amigo. Apesar dos vampiros acharem que foi um crime aleatório, cometido por humanos, Fort não acredita nisso e as suas investigações vão levá-lo ao mundo dos Elfos, criaturas antigas que tudo farão para repor a sua população.

Neste segundo livro, Fort está um pouco mais confiante nas suas capacidades, apesar de ser ainda mais humano do que vampiro. Por vezes os seus sentidos estão mais apurados (a sua visão noturna é agora melhor do que de uma pessoa normal) e consegue aguentar mais porrada do que um ser humano normal, mas de resto, é em tudo humano (exceto que tem de se alimentar do sangue da mão regularmente, mas isso é um pormenor sem importância). É numa dessas alturas, em que os seus sentidos se tornam mais apurados, que Fort ouve alguém a colocar o corpo do seu amigo Gage dentro do apartamento.

Fort vai investigar o assassínio do seu amigo e descobre, ao contrário das predições da sua família, que se trata de um crime sobrenatural: Gage foi um sacrifício e os elfos estão envolvidos. Com a ajuda da sua irmã sociopática, Prudence, Fort vai tentar impedir seres muito antigos de matarem mais pessoas para atingirem os seus fins.

Fort tem algumas decisões difíceis pela frente neste livro: tem de torturas (ou mandar a sua irmã torturar) pessoas para obter informações e de ultrapassar algumas fronteiras que a sua moralidade considera imutáveis. Também se debate com a sua transição e com o desejo de beber sangue. Ao seu lado tem Suzume, a kitsune que está sempre a pregar partidas (como é normal neste tipo de espíritos/criaturas) mas que também é bastante leal.

No geral, mais um livro de leitura compulsiva. Gostei bastante da história, do desenrolar da mesma e das personagens. Uma boa adição à série.


Outros livros da autora no blogue:
  1. Generation V

08 janeiro 2015

Opinião: Generation V (M.L. Brennan)

Editora: Roc (2013)
Formato: e-book | 320 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

“Generation V” já me havia chamado a atenção há algum tempo, especialmente por ser uma fantasia urbana com um protagonista masculino. No final do ano passado, decidi finalmente ler o primeiro da série e fiquei imediatamente viciada!

Fortitude Scott, mais conhecido por Fort, tem uma vida bastante normal… para um vampiro. Depois de uma licenciatura virada para as Artes Cinematográficas, Fort vê-se obrigado a, não só trabalhar num café, bem longe da sua área preferida, como a partilhar o apartamento com um estudante de doutoramento que não lhe paga a renda há quatro meses e ainda por cima lhe anda a dormir com a namorada.

Mas o maior problema de Fort é a sua família. Madeline Scott, com mais de 600 anos é a governante incontestada de um vasto território, povoado de criaturas sobrenaturais e tanto ela como os seus filhos mais velhos e irmãos de Fort, a Prudence e o Chivalry, acham que ele é estranho por ter reações tão humanas… mas claro que Fort ainda não é bem um vampiro.

Quando os Scott oferecem hospitalidade a um vampiro vindo de Itália, Fort tem oportunidade para conhecer outro vampiro que não a sua família. Será que todos os vampiros são tão frios e distantes da humanidade como os Scott? Ou existirão vampiros que tenham algo em comum com Fort.

Aquilo de que mais gostei neste livro, sem sobra de dúvida, foi a mitologia. Brennan concebe os seus vampiros como seres completamente biológicos (e vivos) e explica de forma bastante pormenorizada e original a sua conceção. Nestes livros, os vampiros nascem de hospedeiros humanos após estes serem “modificados” através da substituição do seu sangue pelo sangue do vampiro que deseja “conceber”.

Os vampiros não vivem para sempre; vivem muito tempo e à medida que o tempo passa, vão ganhando cada vez mais as características que conhecemos: a aversão à luz do sol, a necessidade de se alimentarem de sangue humano e muito mais.

Fortitude foi uma personagem interessante, um rapaz algo perdido, dividido entre a sua família e aquilo que é, e entre o lado humano que teme poder perder quando a sua transição para vampiro estiver completa. Suzume, a kitsune que ajuda Fort neste livro foi também uma personagem super engraçada e energética.

Quanto ao enredo, foi… intrigante e arrepiante. Uma espécie de cruzamento entre “Mentes Criminosas” e um filme qualquer sobre um vigilante. Algumas das cenas fizeram-me alguma impressão, mas achei a história bem conseguida e que havia um bom equilíbrio entre o enredo e a vida pessoal e interior de Fort.

No geral, um ótimo primeiro livro de fantasia urbana. Com ação, criaturas sobrenaturais, uma escrita cativante e uma mitologia bastante original, como poderia ter resistido a saltar logo para o segundo?