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27 maio 2014

Curtas: A Murder of Crows e Chimes at Midnight

Volto com mais uma edição das "Curtas", para falar de mais dois livros de fantasia urbana que li este mês. Fazem ambos parte de uma série e foram ambos leituras agradáveis, que me "salvaram" numa altura em que a maioria dos livros em que peguei ficaram por ler.

Murder of Crows by Anne Bishop
Editora: Roc (2014)
Formato: e-book | 369 páginas
Géneros: Fantasia, fantasia urbana

Opinião: Voltamos ao mundo de Thaisia neste segundo volume de "The Others". Meg Corbyn, a cassandra sangue que conhecemos no volume anterior está a viver com os Outros no seu enclave fechado em Lakeside. Com as suas profecias, Meg ajuda os Outros a defenderem-se contra a revolta crescente dos humanos.

Gostei bastante desta leitura que retoma, em parte, a história que já vinha do livro anterior. Meg, a nossa protagonista, uma vidente que vê o futuro de cada vez que corta a pele, vai ajudar os Outros (seres sobrenaturais) a resolverem um mistério sobre duas drogas que andam a fazer com que humanos e outros se descontrolem e lutem. A escalada no nível de violência pode acabar em guerra.

Com uma escrita fluída, "A Murder of Crows" presenteia-nos com uma ação constante e um desenvolvimento regular do mundo e das personagens. Esta combinação faz com que o livro seja de leitura compulsiva, com um imaginário fascinante e um enredo que nos prende. Recomendado.


Editora: Daw (2013)
Formato: Capa mole/bolso | 346 páginas
Géneros: Fantasia urbana

Opinião: Este sétimo volume da série October Daye mergulha novamente nas aventuras de uma meia-fada que tem poderes estranhos mesmo entre os da sua espécie. Desta vez, Toby e o seu "bando" vão ter de destronar a falsa Rainha das Brumas.

Foi mais uma leitura agradável que me permitiu revisitar um mundo do qual gosto muito. No entanto, o enredo deste volume, embora nos forneça mais pistas relativamente aos progenitores da Toby, pareceu-me um pouco aleatório e soube a pouco. Recomendado para os fãs do género e da série, mas o sétimo livro deixou definitivamente, algo a desejar.

30 novembro 2012

Curtas: October Daye livros 2-5 (Seanan McGuire)

Não tenho escrito muito (nada) ultimamente, porque fiquei sem Internet em casa. Mas tenho lido (e agora ainda mais) e tenho algumas coisas a dizer sobre os livros, como sempre. Esta sessão do curtas, vai ser em português, porque a Seanan McGuire, autora da série October Day é também a autora de Feed (lembram-se dele?), um dos livros que mais me surpreendeu pela positiva este ano. Serão opiniões curtas porque já se passou algum tempo desde que li estes livros e porque, sendo uma série, faz sentido opinar sobre os livros em conjunto. Ora vamos lá então.

Li o primeiro livro desta série (Rosemary and Rue) em 2010 e apesar de ter gostado do mundo em geral não simpatizei muito com a heroína, October. Mas, lá me deixei seduzir pelas altas classificações do Goodreads e comprei o resto. Depois de ler "Feed" acabei mesmo por adquirir o último da saga, que estou a ler de momento.

O segundo livro da saga, A Local Habitation conta-nos mais uma aventura da October. Desta vez ela é chamada ao condado de Tamed Lightning onde a condessa January O'Leary, a sobrinha do "suserano" da October, gere uma empresa de fabrico de software que permite tornar compatível com Faerie, a tecnologia humana. Anda um assassino à solta e October é chamada para resolver o mistério.


Devo dizer que este livro da saga não me convenceu. O mistério é simplista e foi extremamente irritante seguir os processos de pensamento da October, quando era bastante fácil de adivinhar quem era o vilão. No entanto, gostei de ler sobre o Tybalt, o Rei gato (Caith Sith) que apareceu já no primeiro livro e também sobre as novas personagens apresentadas neste livro: Quentin, o jovem pagem e April a Dryad cibernética. Gostaria que a autora tivesse explorado mais as modificações por que passou April para se conseguir ligar a uma árvore computorizada, mas ela escolheu focar-se no mistério simplista. Oh well.

A construção do mundo continua a ser o melhor elemento da série, com a utilização de mitos de diversos locais e sobre as fadas (fae). Conhecemos as "Night Haunts" uma raça de fadas obscura que come fadas mortas e deixam um facsimile humano no seu lugar.

O terceiro livro, An Artificial Night fez muito pouco para me fazer gostar mais da série. Esta aventura foca-se na "Wild Hunt". O seu líder, "Blind Michael" rapta crianças fae e humanas para se tornarem, respectivamente, cavaleiros e cavalos na caçada. Quando os filhos dos amigos da October são raptados, ela é chamada para resolver o mistério e terá talvez de enfrentar um dos fae mais poderosos (um "Firstborn", nascido directamente de um dos reis de Faerie, Oberon, Maeve e Titania) para o fazer. Blind Michael é cruel e poderoso e a October sofre horrores às suas mãos. Apesar de ter gostado mais deste livro, continuei a ter algumas reservas acerca da October, que me pareceu novamente ter poucos recursos para ir enfrentar um inimigo tão poderoso. Pelo que o desfecho me pareceu algo improvável. Mais uma vez, o que salva o livro é a construção e mitologia imaginativas. As personagens secundárias (novamente o Tybalt e o Quentin, para já não falar da Luidaeg, uma personagem muito interessante).

Foi o quarto livro, Later Eclipses que me cativou. Dei por mim a querer ler mais e mais, porque o enredo é mais intrincado e há um grande desenvolvimento por parte da October (que passou a ser "Toby" para mim apenas a partir deste livro). Neste livro sabemos mais sobre o passado de October e sobre a identidade da sua misteriosa mãe Amandine. Este quarto livro é mais trabalhado em termos de personagens, de história e de emoção. 

O quinto livro, One Salt Sea, apresenta-nos os fae originários do mar. Sereias, Selkies e outras raças estranhas aparecem neste livro onde a Toby tem de tentar impedir uma guerra entre a terra e o mar. Bom, mas gostaria de ter visto mais magia fae.

No geral, uma série que demora a arrancar, cujos primeiros livros valem mais pela caracterização do mundo do que pela complexidade da história ou das personagens mas que a partir do quarto começa a ficar mais complexa e interessante. Vale a pena, uma vez que mesmo os primeiros livros são interessantes.

29 dezembro 2010

Review: Rosemary and Rue

Publisher: DAW (2009)
Format: Mass Market Paperback | 346 pages
Genre(s): Urban Fantasy
Description: "October "Toby" Daye, a changeling who is half human and half fae, has been an outsider from birth. After getting burned by both sides of her heritage, Toby has denied the Faerie world, retreating to a "normal" life. Unfortunately for her, the Faerie world has other ideas...

The murder of Countess Evening Winterrose pulls Toby back into the fae world. Unable to resist Evening's dying curse, which binds her to investigate, Toby must resume her former position as knight errant and renew old alliances. As she steps back into fae society, dealing with a cast of characters not entirely good or evil, she realizes that more than her own life will be forfeited if she cannot find Evening's killer
."
I'm still not sure if I just liked this book or liked it... a lot. It has great world building (even though it's somewhat 'info-dumpey', the way the information is presented - dreams and visions - makes it interesting, not boring) and I loved some of the "mysteries" of Faerie like the disappearance of the older fae (including Oberon and the other rulers) and how even the fae forgot some things about their past. I also liked some of the characters (loved Lily and Tybalt - finally an alpha male/ romantic interest that isn't... "obvious". And of course, Luna). The mystery plot was captivating, although it took me a while to get into it.

On the other hand, I didn't much care for Toby... she seemed a bit whiny and helpless. It's not that I wanted her to be all-powerful but if your character is going to be a P.I. I expect him/her to be at least able to defend him/herself. Also there wasn't a lot of action, so readers expecting fights might be disappointed.

Overall, it was an interesting read. Now that the author established her world I expect the other books to be less descriptive and more plot and character driven.