Mostrar mensagens com a etiqueta _Urban Fantasy: Adult. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta _Urban Fantasy: Adult. Mostrar todas as mensagens

14 outubro 2014

Opinião: Visions (Kelley Armstrong)

Visions de Kelley Armstrong
Editora: Random House (2014)
Formato: e-book | 402 páginas
Géneros: Mistério, Fantasia urbana
Sinopse.

Neste segundo livro da série "Cainsville", encontramos Olivia a acostumar-se à sua nova vida que inclui um novo emprego como investigadora para Gabriel.
No entanto, isto muda rapidamente quando Olivia começa a ver portentos e a ter visões de um corpo de uma rapariga desmembrada, vestida para se parecer com ela.

Será que as visões são mesmo visões? Ou que alguém quer assustá-la a sério?

"Visions" foi definitivamente um livro de fantasia urbana. Apesar de haver um mistério, este está relacionado de forma direta com os elementos sobrenaturais que compõem a série. 

Ao contrário do primeiro, que se centrava no passado de Olivia e dos seus pais, este livro centra-se nas capacidades de Olivia e nas suas origens. Dá-nos pistas sobre quem serão os fundadores de Cainsville e sobre as origens tanto de Olivia como de Gabriel.

Achei que este livro tem um bocado de palha a mais e se alonga demasiado. Algumas partes são um pouco aborrecidas e não servem, na minha opinião, grande propósito narrativo.

Olivia e Gabriel sofrem mais algum desenvolvimento.

No geral, um livro que sofre de síndrome do segundo livro, sem dúvida. Certamente que aprendemos muito sobre a componente sobrenatural da história geral e há algum desenvolvimento do mundo, mas contabilizando tudo no final, muito poucas respostas nos foram dadas tendo em conta o tamanho do livro (400 páginas). Um livro interessante, certamente, mas que se arrasta um bocado.

07 outubro 2014

Opinião: Omens (Kelley Armstrong)

Omens de Kelley Armstrong
Editora: Random House (2013)
Formato: e-book | 400 páginas
Géneros: Mistério, Fantasia urbana 
Sinopse.

É bastante difícil escrever uma opinião sobre um livro que é uma mescla de tantas coisas que é quase impossível defini-lo.

Afinal, "Omens" é um livro de mistério, terror ou fantasia urbana? Um pouco de tudo, suponho.

Não sou estranha à obra de Kelley Armstrong, que me deliciou há uns tempos com a sua trilogia juvenil "The Darkest Powers". Sim, ok, não achei que fossem livros terrivelmente bem escritos mas eram boas leituras, compulsivas.

Era isso que esperava de "Omens", o primeiro livro de uma nova série, desta vez para o público adulto. E foi, de certo modo, isso que obtive. Mas também obtive muito mais.

Olivia Taylor-Jones é uma jovem de 24 anos que faz parte da elite de Chicago. Rica, glamorosa e noiva de um promissor CEO, Olivia passa o seu tempo entre as caridades, o voluntariado e outras coisas com que as jovens da sua classe social se ocupam.

Mas tudo muda quando Olivia descobre que foi adotada e que os seus pais são assassinos em série, culpados da morte de oito pessoas. Com os jornalistas à perna e a mãe adotiva sem saber o que sente sobre esta revelação, Olivia foge e dá consigo numa pequena cidade chamada Cainsville. Cainsville é peculiar, parece ter parado no tempo e parece ser o lar de várias pessoas excêntricas. Mas é aqui que Olivia vai recomeçar a sua vida, ao mesmo tempo que tenta descobrir-se a si própria, tenta descortinar a verdade por detrás dos assassínios de que os seus pais são acusados e confronta-se com a aterrorizante questão de ser ou não filha dos seus pais.

"Omens" é, primeiro que tudo, um mistério. Olivia descobre que é adotada e que os seus pais são assassinos em série, e sofre um choque. Mas ao mesmo tempo, quer saber a verdade, acerca de si mesma e dos seus pais. Para isso, forma uma equipa com um advogado interesseiro chamado Gabriel.

Muito do livro é dedicado ao mistério de um dos assassínios duplos cometidos pelos pais da Olivia. Provas indicam que estes podem não ter sido responsáveis por esse crime e Olivia decide que tem de saber se tal é verdade. Ao mesmo tempo, vemo-la criar raízes na pequena cidade de Cainsville, que é bem mais do que aparenta.

Olivia é uma personagem muito bem construída. Carismática e bastante insegura, é bondosa, mas não se define apenas pelas suas boas qualidades (como uma boa Mary Sue). Tem também alguns defeitos e é alvo de um crescimento marcado neste primeiro livro. Olivia perde todos os pilares que seguravam a sua antiga vida e tenta, durante todo o livro, fazer sentido da nova, tenta descobrir qual é o seu lugar.

Isso não significa que o livro seja particularmente introspetivo, porque não é. Não faltam cenas de ação e mistério para manter a narrativa fluída. 

Não falta também uma pitada de sobrenatural, uma vez que Olivia parece ter o dom de interpretar portentos (mas nunca nos é dito com clareza se ela tem ou não apenas uma imaginação ativa), o que contribui também para a sua confusão.

No fim, estes "ingredientes" juntam-se para formar uma história interessante, de leitura compulsiva e sem paragens. A jornada de Olivia e as pessoas que conhece são bastante intrigantes e a fluidez e ritmo da narrativa asseguram que o leitor está sempre com vontade de ler mais.

No geral, muito interessante e um bom começo para uma série de mistério com um pouco de sobrenatural à mistura (mas de forma subtil e de certa forma, mais "realista").

06 agosto 2014

Opinião: Desejo (J.R. Ward)

Desejo de J.R. Ward
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 488 páginas
Géneros: Romance paranormal, Fantasia urbana
Sinopse.

Tal como o primeiro livro, este segundo volume da série Anjos Caídos foi uma leitura leve e compulsiva.

Neste livro, Jim Heron, o relutante peão que irá decidir o destino da batalha entre o Bem e o Mal tem mais uma alma para salvar. É Isaac Rothe, um antigo colega das Forças Especiais que, como ele fugiu da sua vida de sombras e assassinatos. Infelizmente o chefe de ambos, Matthias descobriu o paradeiro de Rothe e tudo fará para o eliminar. E Devina, a rival sádica de Jim tudo fará para que ele falhe.

Depois dos acontecimentos do livro anterior, Jim ganhou novas habilidades e um par de asas que irão ajudá-lo a deslocar-se durante as suas buscas. E desta vez, Jim não poderá contar com a ajuda dos arcanjos que o recrutaram.

Como já mencionei acima, Desejo foi uma leitura rápida e envolvente. Algumas partes deixaram-me, admitidamente desconfortável, mas isso só prova que a autora teve sucesso em criar cenários realistas e perturbadores.

A fórmula é bastante semelhante à do primeiro livro: temos a alma a salvar (um homem torturado e alfa) e uma mulher, muita atração e Jim Heron e companhia lá pelo meio a tentarem fazer de tudo para que o bem saia vencedor.

Jim é uma personagem bastante secundária neste livro, estando quase sempre nos bastidores. A autora dá-nos mais alguma informação sobre a sua "mitologia base" dos anjos caídos, do céu e do inferno, e parece estar a criar um mundo muito próprio tendo como base o Cristianismo. Mas este livro não avança muito a história geral (a grande batalha, por assim dizer) e foca-se mais na relação entre os protagonistas da obra (Isaac e Grier) pelo que parece mais romance contemporâneo do que outra coisa.

No geral, uma boa leitura, que me manteve agarrada ao longo das suas muitas páginas. Não avançou grandemente a história geral exceto no aspeto em que mais uma alma foi "alvo" de Jim e dos seus adversários, mas fez-me querer continuar a ler para saber o que se irá passar. A adição de Sissy também me deixou com bastante curiosidade. Para mim, uma série a acompanhar e um guilty pleasure.

04 agosto 2014

Opinião: Cobiça (J.R. Ward)

Cobiça de J.R. Ward
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 536 páginas
Géneros: Romance paranormal, Fantasia urbana
Sinopse.

Por vezes as expectativas também nos podem surpreender pela positiva, especialmente se tivermos expectativas baixas ou se o livro for ainda melhor do que esperávamos. No caso deste livro tratou-se de primeira hipótese: tinha baixas expectativas. Uma amiga tinha lido um dos livros desta autora e não tinha conseguido terminá-lo e pelas descrições calculei que este livro se parecesse bastante em estrutura e tom com os da Sherrilyn Kenyon; dos quais até gosto, de vez em quando, apesar de ter de admitir que são por vezes demasiado lamechas e tem cenas muito foleiras.

E realmente a estrutura e bastante parecida; felizmente as cenas são bem menos foleiras.

Jim Heron vive mais ou menos tranquilamente em Caldwell, perto de Nova Iorque. Um acidente estranho leva-o aos portões de S. Pedro, mas Jim não pode entrar: tem como missão salvar sete almas que se encontram a beira do abismo (pun intended) para poder acabar com a luta entre o Bem e o Mal de uma vez por todas. É o que lhe dizem os anjos que estão a beber chá num relvado junto às portas que dão para o céu, pelo menos (yep, esta é uma das cenas mais foleiras de todo o livro...).
Enquanto lia tentei não pensar em quão improvável esta premissa é tendo em conta o mythos em que se baseia e voilá! A leitura correu muito melhor.

Ou seja gostei de ler este livro. A premissa é bastante irrealista tendo em conta a sua base judaico-cristã mas, ei, é um livro de fantasia!! Tudo vale, suponho. As personagens são interessantes qb, se bem que me parece que vou estar mais interessada em Jim do que nas almas perdidas que ele tenta ajudar.

A autora escreve bem e mantém um bom equilíbrio entre a construção do mundo (dá-nos o suficiente para um primeiro livro e ficamos com perguntas e com a promessa de as ver respondidas nos livros seguintes), e o enredo do livro em específico. Enfim, uma boa leitura, que devorei a uma boa velocidade (teria sido mais depressa se não se tivessem metido os compromissos sociais pelo meio, eh eh).

No geral, uma boa leitura dentro do romance paranormal, apesar do insta-love. Estranhamente fiquei com vontade de ler mais, apesar da "silliness" do primeiro livro. Acho que adquiri um guilty pleasure.

10 julho 2014

Opinião: Skin Game (Jim Butcher)

Skin Game by Jim Butcher
Editora: Orbit (2014)
Formato: Capa dura | 464 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Descrição: "Harry Dresden, Chicago’s only professional wizard, is about to have a very bad day….
Because as Winter Knight to the Queen of Air and Darkness, Harry never knows what the scheming Mab might want him to do. Usually, it’s something awful.
He doesn’t know the half of it….
Mab has just traded Harry’s skills to pay off one of her debts. And now he must help a group of supernatural villains—led by one of Harry’s most dreaded and despised enemies, Nicodemus Archleone—to break into the highest-security vault in town so that they can then access the highest-security vault in the Nevernever.
It’s a smash-and-grab job to recover the literal Holy Grail from the vaults of the greatest treasure hoard in the supernatural world—which belongs to the one and only Hades, Lord of the freaking Underworld and generally unpleasant character. Worse, Dresden suspects that there is another game afoot that no one is talking about. And he’s dead certain that Nicodemus has no intention of allowing any of his crew to survive the experience. Especially Harry.
Dresden’s always been tricky, but he’s going to have to up his backstabbing game to survive this mess—assuming his own allies don’t end up killing him before his enemies get the chance…"
AVISO: Alguns SPOILERS (mínimos)
A série Dresden Files, é uma que sigo, com gosto, há já alguns anos. Alguns livros têm sido melhores do que outros, mas no geral são todos leituras muito satisfatórias, com muita ação, magia e aventura. O Dresden é uma personagem interessante e com um ótimo sentido de humor, que mantém uma intriga envolvente.

Depois das grandes (e algo perigosas relativamente à credibilidade da história... até a fantasia tem limites) revelações do livro anterior, este livro afasta-se completamente dessa vertente e a ação é mais ao estilo de... um filme de ação. Ou seja este é um "livro de história pequena" em vez de um "livro de história grande". Passo a explicar os termos inventados, agora mesmo, por mim.

Esta série tem vindo a construir uma mitologia extremamente interessante onde o autor tem colocado as mais diversas criaturas sobrenaturais e adicionado mitos, lendas e religiões. Existe um fio condutor ao longo dos livros, que desenvolve uma história geral, que se desenvolve de livro para livro enredando o Dresden com poderes cada vez mais mortíferos. Isto é a "história grande". E depois há a história de cada livro, que corresponde a, por exemplo, um episódio numa série. É a "história pequena". 

Este livro não avançou o enredo geral (ou "história grande") em nada. Foi uma espécie de "Ocean's 11" com poderes sobrenaturais, em que uma equipa (a qual Harry é forçado a integrar devido à sua associação com Mab), constituída por demónios, ladrões, feiticeiros e metamorfos irá tentar entrar no cofre de... Hades. Leram bem, o Hades, deus grego.

E aqui está o meu primeiro problema com o livro: se a mitologia passa a incluir outras divindades que não Deus (que já foi mencionado noutros livros e há anjos e tudo o mais), como é que isto se processa? São equivalentes ou há uma hierarquia? Se algumas divindades já não são reconhecidas porque é que ainda existem? Porque é que o Hades tem como missão guardar armas poderosas até que sejam necessárias? Quem lhe deu essa missão?

Nada disto nos é explicado. A introdução de Hades complica bastante a construção do mundo, parecendo contrariar um pouco aquilo que nos tem sido explicado ao longo dos outros livros.

Outra coisa que não me agradou foi a tal missão de entrar no cofre do Hades. Houve muita reunião de preparação mas no fundo tudo isso me pareceu fruto de uma fragmentação do enredo.

No geral, uma leitura interessante e compulsiva, mas não é certamente um dos melhores livros da série. Irá agradar aos que gostam de livros/séries "episódicos" (estou a soar como o AXN), mas não gostei da confusão que este livro introduziu no mundo de Dresden (se tivesse sido bem explicado, não me importaria) e... epá, não achei o livro tão fixe, pronto. É isto. Mesmo assim recomendado.

16 junho 2014

Opinião: O Diabo do Rio (Patricia Briggs)

O Diabo do Rio by Patricia Briggs
Editora: Saída de Emergência (2012)
Formato: Capa mole | 251 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Decrição: "Bem-vindo ao mundo de Patricia Briggs, um lugar onde bruxas, vampiros, lobisomens e seres feéricos vivem lado a lado com os humanos. Só uma mulher invulgar como Mercy Thompson poderia sentir-se em casa num lugar assim. A mecânica Mercy Thompson sempre soube que havia algo de diferente em si, e não era apenas a sua paixão por carros. Mercy é uma metamorfa, um talento que herdou do seu falecido pai. Mas a jovem também consegue ver fantasmas, tornando-a parte de uma espécie ainda mais rara, os caminhantes. E se nunca antes recebera a visita do fantasma do seu pai, tudo vai mudar na sua lua-de-mel com Adam, um lobo Alfa. 
Entretanto, algo terrível esconde-se nas profundezas do rio Columbia, causando vítimas inocentes. Quando Mercy conhece finalmente outros caminhantes, terá que aceitar a sua herança paterna e exorcizar o mundo da lenda conhecida como o Diabo do Rio… Qual será o preço a pagar? A sua vida? A de Adam? Ou o seu casamento?"
(A versão lida estava em inglês mas apresentam-se os dados da portuguesa)

AVISO: alguns SPOILERS para livros anteriores
De todos os livros que li desta série ultimamente (o 4, 5 e 6) este foi aquele de que mais gostei.

Depois de ter resolvido muitos dos seus problemas com a alcateia de Adam, o seu namorado, e de ter ajudado Samuel a recuperar o gosto pela vida, Mercy Thompson espera agora ter alguns tempos calmos enquanto prepara o seu casamento.

Mas a vida de Mercy nunca é calma durante muito tempo pelo que depressa tem de lidar com a depressão de outro dos seus amigos, o vampiro Stefan e com as pressões de planear um casamento que ela quer que seja simples mas que a mãe quer que seja um evento memorável. Mercy e Adam acabam por "fugir" para casar e vão passar a lua de mel num acampamento.
E claro que surgem mais problemas. Uma entidade estranha, um monstro que vive no rio, parece estar a fazer muitas vítimas pelo que Mercy e Adam têm de investigar. Durante essa investigação, Mercy vai descobrir alguns factos algo inesperados sobre o seu pai.

"O Diabo do Rio" (River Marked) é um livro que tem um equilíbrio melhor entre a vida pessoal de Mercy e a ação geral do enredo. É verdade que muitos dos acontecimentos continuam a ser bastante "forçados" (qual é a probabilidade da Mercy ir para um sítio onde estranhamente, tanto o inimigo como os seus aliados estão relacionados com as suas origens índias e com o seu passado pessoal?), mas gostei do facto de sabermos mais sobre os metamorfos americanos e gostei do enredo em geral.

As personagens, tanto as principais como as secundárias contribuem fortemente, mais uma vez, para tornar esta obra uma leitura interessante. São as relações entre as personagens que dão cor a esta série. O mundo tornou-se definitivamente mais interessante neste livro, com a introdução de seres que são considerados divindades para os povos índios. O mistério foi também interessante e gostei de toda a investigação levada a cabo pela Mercy e pelo Adam.

No geral, mais uma leitura interessante e compulsiva (demorei um dia a ler isto). Agora que a vida de Mercy está menos complicada e que todos os "dramas" pessoais parecem estar mais ou menos resolvidos talvez a autora passe mais tempo a desenvolver o seu mundo. Tenho bastante curiosidade acerca do mesmo e principalmente acerca dos poderes da Mercy.
Outras opiniões sobre a série:

15 junho 2014

Opinião: Segredo de Prata (Patricia Briggs)

Segredo de Prata by Patricia Briggs
Editora: Saída de Emergência (2012)
Formato: Capa mole | 259 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Descrição: "Bem-vindo ao mundo de Patricia Briggs, um lugar onde bruxas, vampiros, lobisomens e seres feéricos vivem lado a lado com os humanos. Só uma mulher invulgar como Mercy Thompson poderia sentir-se em casa num lugar assim. Depois de ter escapado a custo das garras de Marsilia, a temível rainha dos vampiros, Mercy só deseja paz e sossego para se integrar no bando de lobisomens do seu companheiro. Mas as coisas começam logo mal… Quando tenta devolver um livro mágico, descobre que este contém segredos que as fadas farão tudo para proteger. E de seguida informam-na de que um amigo desapareceu e que as fadas estão envolvidas. Ou seja, só lhe resta usar os seus poderes - sobrenaturais e humanos - para se salvar a si e aos seus amigos. Como se não fosse suficiente enfrentar o mundo implacável e perigoso das fadas, Mercy ainda tem de lidar com o lado depressivo do seu amigo Samuel (mas será só um amigo?), cada vez mais atormentado pelo conflito entre a sua natureza humana e animal. Conseguirá Mercy Thompson encontrar uma forma de manter o seu mundo e amigos ilesos?"
(A versão lida estava em inglês mas apresentam-se os dados da portuguesa)

Tendo recomeçado a minha leitura desta série com o número quatro, decidi continuar, uma vez que a leitura se tinha revelado agradável.

Gostei mais do 5º livro do que do quarto. Em "Segredo de Prata" voltamos a reencontrar as personagens mais marcantes desta série: Mercy, claro, mas também Adam e a sua alcateia e Zee um ser feérico invulgar que trabalha com um metal que é letal para a maioria dos da sua espécie: o ferro.

Desta vez, seguimos o drama pessoal do melhor amigo (e ex-namorado) de Mercy, o lobisomem Samuel. Samuel é muito velho e sente o peso indescritível dessa idade. Mercy terá de o ajudar a enfrentar esta depressão. Ao mesmo tempo, alguém anda à procura dela devido a um livro que um amigo lhe emprestou sobre os seres feéricos.

Como na maioria dos livros da série, considero que a autora "forçou" um bocado os acontecimentos. Sei que parece estranho porque ela é afinal, a autora, mas quando tudo parece acontecer e encaixar demasiado perfeitamente, dá uma sensação estranha. E foi o que aconteceu: os dois enredos que mencionei acima uniram-se numa combinação perfeita para resolver tudo de uma forma satisfatória.

Também o desenvolvimento do mundo continua a ser algo "insípido" e sem nada digno de nota.

No entanto, as personagens desta série deram, como sempre, um brilho especial ao livro e, juntamente com a escrita simples mas aliciante de Briggs, contribuíram para que "Segredo de Prata" fosse uma leitura quase compulsiva.

Não me vou alongar: no geral, este livro é uma boa leitura e o seu ponto forte são as personagens carismáticas. O mundo é o de uma fantasia urbana vulgar e o mistério não é propriamente difícil. Um ótimo livro para quem gosta de fantasia urbana mas não está à espera de um mundo particularmente intrincado (como sempre, não há muita mitologia ou correspondências com os mitos e histórias do folclore mundial) ou de um enredo que fuja muito ao que é normal neste tipo de livros.
Outras opiniões sobre a série:

12 junho 2014

Opinião: Cruz de Ossos (Patricia Briggs)

Cruz de Ossos by Patricia Briggs
Editora: Saída de Emergência (2011)
Formato: Capa mole | 288 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Descrição (GR): "Bem-vindo ao mundo de Patricia Briggs, um lugar onde bruxas, vampiros, lobisomens e seres feéricos vivem lado a lado com os humanos. Só uma mulher invulgar como Mercy Thompson poderia sentir-se em casa num lugar assim.
Ainda a curar-se, tanto no espírito como no corpo, dos brutais acontecimentos ocorridos recentemente na sua vida, Mercy Thompson está longe de poder baixar a guarda. Agora é a rainha dos vampiros, a temível Marsilia, que está furiosa por descobrir que Mercy não só matou um vampiro como também oculta uma identidade secreta ameaçadora para os da sua espécie… Mercy tem a proteção do bando local de lobisomens, e o seu interesse romântico pelo Alfa torna a ligação ainda mais intensa, mas é bom que a coiote em si esteja alerta, pois a rainha Marsilia não perdoa e irá atrás de Mercy de uma forma ou de outra…"
(A versão lida estava em inglês mas apresentam-se os dados da portuguesa)

Já se passou algum tempo desde que li o terceiro livro da série, "Beijo do Ferro". Esta é uma série que me desperta sentimentos contraditórios: se gostei dos primeiros dois livros, o terceiro deixou-me um bocado reticente em continuar. Provavelmente, devido aos temas expostos.

Enfim... foi essa a razão do "hiato". E é por isso, que sinceramente não me lembro assim muito bem dos livros anteriores; esta série é bastante interessante mas não é propriamente memorável. Mas creio que "Cruz de Ossos" retoma a ação do livro anterior. Mercy passou por momentos difíceis em "Beijo do Ferro" e o pior é que parece que nem tudo acabou; a rainha dos vampiros soube da sua transgressão e procura vingança, tal como demonstra a cruz de ossos pintada na porta do estabelecimento de Mercy. Ao mesmo tempo, a nossa heroína tem de aprender a viver com o que passou e com o facto de Adam, o seu vizinho lobisomem, querer que ela seja algo mais do que apenas uma amiga.

Este livro pareceu-me mais um livro de transição do que outra coisa. Depois dos acontecimentos do livro anterior terem deixado muitas pontas soltas, "Cruz de Ossos" foi a maneira da autora atar essas pontas. O "mistério" não é assim muito elaborado, aliás, achei que a introdução de uma nova personagem, do nada, foi um bocado estranho e resultou um bocado mal.

Mercy toma algumas decisões importantes neste livro, especialmente no que toca à sua relação com Adam e tenta também lidar com o que lhe aconteceu. O resto da história, que foi atirada um bocado ao acaso para o meio do livro, serviu para ficarmos a saber mais sobre as habilidades da Mercy, mas como já disse, soube a pouco e foi bastante inverosímil.

No geral, uma adição com pouco brilho a esta série de Mercy Thompson. É um livro com uma escrita fluída e fácil de ler, mas não traz muito de novo e pareceu-me que foi escrito de uma forma um bocado aleatória, não chegando, como consequência, a desenvolver realmente qualquer dos aspetos que apresenta (a recuperação de Mercy, a sua relação com Adam, as suas capacidades como metamorfa). Os fãs da série lerão certamente este "Cruz de Ossos" com gosto, mas achei que as obras anteriores foram melhores e mais interessantes.
View all my reviews

Outras opiniões sobre a série:

27 maio 2014

Curtas: A Murder of Crows e Chimes at Midnight

Volto com mais uma edição das "Curtas", para falar de mais dois livros de fantasia urbana que li este mês. Fazem ambos parte de uma série e foram ambos leituras agradáveis, que me "salvaram" numa altura em que a maioria dos livros em que peguei ficaram por ler.

Murder of Crows by Anne Bishop
Editora: Roc (2014)
Formato: e-book | 369 páginas
Géneros: Fantasia, fantasia urbana

Opinião: Voltamos ao mundo de Thaisia neste segundo volume de "The Others". Meg Corbyn, a cassandra sangue que conhecemos no volume anterior está a viver com os Outros no seu enclave fechado em Lakeside. Com as suas profecias, Meg ajuda os Outros a defenderem-se contra a revolta crescente dos humanos.

Gostei bastante desta leitura que retoma, em parte, a história que já vinha do livro anterior. Meg, a nossa protagonista, uma vidente que vê o futuro de cada vez que corta a pele, vai ajudar os Outros (seres sobrenaturais) a resolverem um mistério sobre duas drogas que andam a fazer com que humanos e outros se descontrolem e lutem. A escalada no nível de violência pode acabar em guerra.

Com uma escrita fluída, "A Murder of Crows" presenteia-nos com uma ação constante e um desenvolvimento regular do mundo e das personagens. Esta combinação faz com que o livro seja de leitura compulsiva, com um imaginário fascinante e um enredo que nos prende. Recomendado.


Editora: Daw (2013)
Formato: Capa mole/bolso | 346 páginas
Géneros: Fantasia urbana

Opinião: Este sétimo volume da série October Daye mergulha novamente nas aventuras de uma meia-fada que tem poderes estranhos mesmo entre os da sua espécie. Desta vez, Toby e o seu "bando" vão ter de destronar a falsa Rainha das Brumas.

Foi mais uma leitura agradável que me permitiu revisitar um mundo do qual gosto muito. No entanto, o enredo deste volume, embora nos forneça mais pistas relativamente aos progenitores da Toby, pareceu-me um pouco aleatório e soube a pouco. Recomendado para os fãs do género e da série, mas o sétimo livro deixou definitivamente, algo a desejar.

20 abril 2014

Opinião: Written in Red (Anne Bishop)

Written in Red by Anne Bishop
Editora: NAL Hardcover (2013)
Formato: Capa dura | 433 páginas
Géneros: Fantasia, Fantasia urbana
Descrição: "As a cassandra sangue, or blood prophet, Meg Corbyn can see the future when her skin is cut—a gift that feels more like a curse. Meg’s Controller keeps her enslaved so he can have full access to her visions. But when she escapes, the only safe place Meg can hide is at the Lakeside Courtyard—a business district operated by the Others.
Shape-shifter Simon Wolfgard is reluctant to hire the stranger who inquires about the Human Liaison job. First, he senses she’s keeping a secret, and second, she doesn’t smell like human prey. Yet a stronger instinct propels him to give Meg the job. And when he learns the truth about Meg and that she’s wanted by the government, he’ll have to decide if she’s worth the fight between humans and the Others that will surely follow."
Anne Bishop, a famosa autora da trilogia das Joias Negras, estreia-se na fantasia urbana com esta série intitulada "The Others" (Os Outros).

Meg Corbyn é uma cassandra sangue, ou "profeta de sangue". Viveu toda a sua vida presa num estabelecimento fechado onde ela e outras raparigas como ela são mantidas num ambiente estéril longe de tudo e de todos, apenas usadas pela sua capacidade de fazer profecias quando cortam a sua pele. Mas Meg quer ser mais do que uma ferramenta, uma comodidade por que os ricos pagam para terem acesso a um breve olhar do futuro. Por isso ela foge e refugia-se no único lugar onde estará a salvo dos seus carcereiros: a parte da cidade onde vivem os "Outros", onde a lei humana não se aplica. Mas viver entre os outros não é propriamente conducente a uma vida longa e saudável, pois estes habitantes sobrenaturais desprezam os humanos abertamente.

Sendo uma leitora assídua de fantasia urbana, estava com bastante curiosidade sobre este primeiro livro de Anne Bishop dentro do género. Afinal, gostei imenso da trilogia das Joias Negras e de todo o imaginário criado por Bishop para essa série. Queria saber como lidava a autora com fantasia urbana. E esta aventura não me desiludiu. Passa-se num mundo diferente, certamente (possivelmente para que a autora pudesse explicar com mais facilidade a sua mitologia relativamente aos Outros e aos deuses que compõem o panteão) mas é semelhante em tudo à sociedade que temos hoje em dia em termos políticos, sociais e tecnológicos. A única coisa que difere é que a história deste mundo foi pautada por diversos conflitos entre humanos e os Outros (vampiros, lobisomens, etc.) em que os Outros mostraram repetidamente a sua ferocidade e poder. Por isso, apesar de todas as suas inovações tecnológicas, os humanos vivem com receio destas criaturas sobrenaturais que controlam muitas das forças naturais do planeta. Por sua vez, os Outros, apesar de verem os humanos como 'carne', toleram-nos porque gostam das suas inovações tecnológicas. Assim, estas duas raças vivem uma coexistência tensa.

O mundo não é assim muito original, portanto, mas as personagens compensaram. Os Outros são realmente diferentes, não têm quaisquer escrúpulos em comer ou matar humanos... Ou seja têm uma aura inumana, diferente, não são heróis românticos e torturados mas no fundo humanos e bons. A Meg é um bocado uma Mary Sue ou seja, consegue conquistar todos os Outros com quem se encontra, mas é tão carismática enquanto personagem que isso mal tem importância. Gostei de todas as personagens, Meg, Simon, Vlad, Henry e a Tess (qual será o mistério por detrás desta personagem?) a narrativa é envolvente e mantém o leitor interessado e envolvido emocionalmente.

O enredo foi claramente introdutório, o objetivo era apresentar o mundo e as personagens principais mas a autora prepara o palco para outra história que nos permitirá ir mais fundo neste mundo e saber mais sobre as habilidades de Meg.

No geral, um primeiro livro muito interessante com um mundo que, apesar de semelhante ao nosso, parece ter personagens bem ricas. Irei certamente ler o volume seguinte. Recomendado para fãs da autora e para quem gosta de fantasia urbana.

19 fevereiro 2014

Opinião: Vínculo de Sangue (Patricia Briggs)

Vínculo de Sangue de Patricia Briggs
Editora: Saída de Emergência (2011)
Formato: Capa mole | 284 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Descrição (GR/SdE): "Mercy tem amigos em lugares estranhos e sombrios. E agora deve um favor a um desses amigos: o vampiro Stefan precisa das capacidades de metamorfose de Mercy para entregar uma mensagem a um vampiro recém-chegado à cidade. O que Mercy não sabe é que este novo vampiro tem um segredo: na verdade é um feiticeiro possuído por um demónio prestes a lançar o caos na cidade. Depois de várias tentativas da comunidade paranormal para destruir a criatura, Mercy vê-se envolvida na refrega: embora os seus amigos vampiros e lobisomens sejam mais fortes do que ela, são as suas habilidades especiais que poderão salvar a todos. E quando descobre a verdade sobre essas habilidades, Mercy vai aprender muito sobre o seu passado e os lobisomens que a criaram..."
(A edição lida está no inglês original, mas os dados bibliográficos apresentados são da versão portuguesa para tornar mais fácil a identificação da obra)

Vínculo de Sangue, o segundo livro da série "Mercy Thompson" é outro daqueles livros que li já há bastante tempo, ainda antes de ter saído por terras lusas, pela mão da Saída de Emergência. Assim, tenho de confessar que não me lembro de muitos pormenores sobre este livro, exceto que gostei dele, no geral. A minha crítica é basicamente uma tradução da opinião que deixei no Goodreads e na Amazon depois de ter lido o livro em... para aí 2008.

Mercedes Thompson, uma mecânica que vive na zona de Washington e uma metamorfa é acordada de madrugada por uma chamada telefónica; Stefan, o seu amigo vampiro necessita de um favor. Uma vez que Mercy está em dívida para com ele, não tem escolha senão aceitar envolver-se com este grupo de criaturas sobrenaturais. Stefan precisa que Mercy o ajude enquanto ele resolve alguns problemas vampíricos. Parece simples, certo? Errado. Aparentemente há um vampiro desconhecido à solta na região... um que tem um poder aterrador e que gosta de deixar corpos no seu caminho. Apesar de tanto os vampiros como os lobisomens estarem a tentar resolver o problema, Mercy percebe desde cedo que é ela a pessoa mais indicada para lidar com a ameaça.

A sequela de "O Apelo da Lua" foca-se noutro grupo de seres sobrenaturais, os vampiros. Tal como aconteceu no livro anterior, não achei que a autora tenha trazido algo verdadeiramente original no que aos vampiros diz respeito (são bastante genéricos), mas o segundo livro pareceu-me mais bem desenvolvido em termos de enredo e de personagens.

A Mercy, particularmente, cresce bastante neste livro e descobre algumas novas capacidades relacionadas com os seus poderes ao mesmo tempo que o leitor, o que nos permite 'viver' de certo modo, as suas emoções e reações. 

A história é interessante e o mistério é mais complexo do que o do primeiro livro. 

No geral, é uma leitura interessante e podemos ver que Mercy está a entrar numa fase nova e intrigante da sua vida, uma vez que aparentemente ela é mais do que aparentava ser (apenas uma metamorfa) em termos paranormais. Uma série a seguir para os amantes de fantasia urbana.

English Review.
Outras opiniões da série: O Apelo da Lua

04 fevereiro 2014

Curtas: Libriomancer e Deadly Descendant

A fantasia urbana é um dos meus géneros favoritos mas também é um género em franca expansão (lá fora), do qual saem centenas de livros todos os anos.

Talvez seja por ler tantos livros do género que não tenho assim muito para dizer sobre estes dois livros de fantasia urbana, que têm ambos bons conceitos mas que não são assim nada de especial no que diz respeito à execução.

Editora: Del Rey (2013)
Formato: Capa Mole | 320 páginas
Género: Fantasia urbana
Libriomancer tem um conceito bastante interessante: Gutenberg, um mago pouco poderoso, desenvolve juntamente com a prensa um novo tipo de magia, que consiste em retirar objetos de livros. Ora isto nos dias de hoje, com tantos livros de fantasia e ficção científica é algo perigoso; devido à imaginação de autores e dos seus leitores, surgiram objetos mágicos perigosos que podem alterar o equilíbrio mágico do mundo (como o anel de Sauron do Senhor dos Anéis) e surgiram também muitas espécies novas de seres sobrenaturais (como os vampiros Meyerii, que surgiram com os livros de Stephenie Meyer... e sim, eles brilham). Isaac Vainio, o nosso protagonista é um "Libriomancer", um feiticeiro treinado para utilizar este poder (com algum cuidado... alguns livros estão "trancados" e não é possível aceder aos seus objetos... O Senhor dos Anéis é um deles).

Gostei muito de ler sobre as coisas que o Isaac retira dos livros. Gostei do facto da magia ter consequências. Gostei do tratamento da personagem Lena, uma ninfa que veio de um livro onde a sua espécie servia apenas para realizar todos os desejos dos seus amantes (há uma luta constante da parte de Lena e dos outros personagens, para tentarem separar aquilo que ela é, enquanto personagem de um livro sexista daquilo que ela é, enquanto pessoa). No entanto a escrita não me impressionou por aí além e o mistério e a personagem principal (o Isaac) pareceram-me bastante genéricos.

No geral, uma leitura agradável, mas nada de especial.


Editora: Pocket (2012)
Formato: Capa Mole | 355 páginas
Género: Fantasia urbana
Deadly Descendant é o segundo livro da série "Nicki Glass", sobre uma jovem que descobre que é descendente da deusa grega Artemisa. Sendo Artemisa uma deusa da caça, Nicki depressa descobre que tem poderes invulgares que lhe permitem seguir rastos e caçar com uma habilidade sobrenatural e disparar de forma certeira todo o tipo de armas. Nicki trava conhecimento com outros "Liberi" (descendentes de deuses) que estão em luta com os "Olympians", os vilões da série. Os "Olympians" (descendentes de deuses gregos) acham que são superiores não apenas aos humanos mas também aos descendentes de deuses de outros panteões.

Neste segundo livro, um descendente de Anúbis anda a matar pessoas inocentes com uma matilha de chacais.

Se Libriomancer é um livro bastante típico de fantasia urbana, apesar da sua premissa e conceito interessantes, Deadly Descendant é um verdadeiro estereotipo. E um daqueles livros que se lê bem, com personagens de que gostamos relativamente, mas que nunca adoramos ou com os quais nunca chegamos a sentir grande ligação.

Fantasia urbana genérica para quem gosta de enredos que metem mitologias antigas como a Grega ou a Egípcia.

31 janeiro 2014

Review: Blood Cross (Faith Hunter)

Blood Cross by Faith Hunter
Publisher: Roc (2010)
Format: Mass Market Paperback | 321 pages
Genre(s): Urban Fantasy
Description (GR): "Jane Yellowrock is back on the prowl against the children of the night... 
The vampire council has hired skinwalker Jane Yellowrock to hunt and kill one of their own who has broken sacred ancient rules — but Jane quickly realizes that in a community that is thousands of years old, loyalties run deep...
With the help of her witch best friend and local vigilantes, Jane finds herself caught between bitter rivalries — and closer than ever to the secret origin of the entire vampire race. But in a city of old grudges and dark magic, Jane will have to fight to protect both sides, even if no one will protect her."
I just can't seem to warm up to Faith Hunter's writing style. I keep coming back to her books because they are great, concept-wise, but a good concept does not a good book make.

I had a bit of trouble following the story of this second installment in the Jane Yellowrock series because I read the first book a few years ago and although I remember strongly that I didn't like it very much, the story is all but forgotten. Still, after a few pages, I was pulled into Jane's world and the characters. I noted a marked improvement in Jane, she seemed less disdainful of females in general and less convinced she was super duper cool and good. I was also pleasantly surprised because, although there was description and the prose itself was still mostly too descriptive for my taste, it wasn't as bad as the first book (that I remember).

However, it didn't take long for me to realize that this book, like the first, lacked focus (narrative-wise). Jane runs around a lot, makes a lot of research but it's like the bits and pieces she uncovers make no sense whatsoever to the case she is investigating. It all seems so... random. Her investigative decisions make no sense. If she's investigating a rogue vampire, it does make sense to investigate crime scenes... but it doesn't make a lot of sense to delve into cold case files that seem to have nothing to do with the case at hand or going to vampire parties. 

All of the things Jane discovered seemed like pieces of different puzzles that really didn't fit together very well in the end (because some of the information was superfluous). She loses too much time on other things, unrelated things. 

It seemed to me the mystery was a bit too simplistic. When Jane uncovered a piece of it, it was quite easy for me, the reader, to understand what was happening... not Jane though; she may be "though as nails" but the sharpest tool in the shed she is not. This was... frustrating. Basically this mystery was not complex enough for a full length novel, in my opinion, and that is why Jane was so slow on the uptake and why she ends up doing so many unrelated things that add little to... anything, either character development or plot.

Overall, I still like the concept. The story telling? Not so much.

Other reviews in this series: Skinwalker (Jane Yellowrock, #1)
Other works by this authorBloodring

28 janeiro 2014

Opinião: Three Parts Dead (Max Gladstone)

Editora: Tor Books (2012)
Formato: e-book | 336 páginas
Géneros: Fantasia Urbana, Ficção Científica, Steampunk, Fantasia
Descrição (GR): "A god has died, and it’s up to Tara, first-year associate in the international necromantic firm of Kelethres, Albrecht, and Ao, to bring Him back to life before His city falls apart.
Her client is Kos, recently deceased fire god of the city of Alt Coulumb. Without Him, the metropolis’s steam generators will shut down, its trains will cease running, and its four million citizens will riot.
Tara’s job: resurrect Kos before chaos sets in. Her only help: Abelard, a chain-smoking priest of the dead god, who’s having an understandable crisis of faith.
When Tara and Abelard discover that Kos was murdered, they have to make a case in Alt Coulumb’s courts—and their quest for the truth endangers their partnership, their lives, and Alt Coulumb’s slim hope of survival.
Set in a phenomenally built world in which justice is a collective force bestowed on a few, craftsmen fly on lightning bolts, and gargoyles can rule cities, Three Parts Dead introduces readers to an ethical landscape in which the line between right and wrong blurs."
Three Parts Dead parece, à primeira vista, um livro de fantasia urbana. A capa e a sinopse parecem apontar para mais uma aventura de mais uma heroína que mete seres sobrenaturais. Mas quando o leitor inicia a leitura, desengana-se rapidamente: este é um livro de fantasia, passado num mundo diferente e com um sistema de magia francamente interessante.

A história passa-se na cidade de Alt Coulumb, onde o deus Kos, a Chama Eterna reina sobre fornalhas e geradores movidos a vapor. A função dos seus sacerdotes não é apenas rezar ao seu deus mas também manter estes aparelhos, que por sua vez mantêm a cidade, em boas condições. Quando o Kos morre, a "Artesã" Tara acompanha a sua chefe à cidade para o ressuscitar.

Achei o sistema de magia deste livro fenomenal e imaginativo. Os deuses são entidades que nascem da fé dos crentes e que trocam a sua magia e proteção sob a forma de contratos. Quanto mais seguidores o deus tiver, mais poder tem. Se o deus fizer contratos que se estendem para além dos limites dos seus poderes, morre.

Os humanos, por sua vez, têm acesso à magia através da "troca" ou utilização da sua "soulstuff" (literalmente "substância da alma") e complementam este poder com o poder que lhes é dado pelos elementos. Tara e a sua chefe, a firma Kelethres, Albrecht, and Ao são contratados pelo Templo de Kos para ressuscitar o deus. Infelizmente, para isso têm  de analisar os contratos feitos pelo mesmo pois o nível de autonomia e poder futuros de Kos dependem da sua "culpa" na sua própria morte (se passou dos seus limites).

O autor dá-nos também alguma história sobre os estudos dos humanos sobre a magia (Craft) e como estes descobriram que tinham acesso ao mesmo tipo de poder dos deuses. Fala-nos dos Reis Imortais, que vivem graças à sua magia, transformando-se em esqueletos com o passar do tempo. Fala-nos também numa guerra entre deuses e mortais por esse mesmo poder e devido a uma tentativa dos humanos de suplantarem os deuses.

Como disse, um sistema de magia notável e muito interessante. O enredo em si é engraçado, com a narrativa dividida entre diversas personagens (mas de uma forma que não se torna irritante ou a narrativa fragmentada). Estas narrativas vão dando pistas ao leitor sobre o que se passou realmente com Kos embora algumas das revelações finais tenham sido uma surpresa porque me parece que o autor não incluiu qualquer indícios sobre o que se ia passar.

O resto da construção do mundo é que deixa um pouco a desejar. Parece que o autor gastou todas as suas ideias na elaboração do seu sistema de magia, porque o mundo é muito... planeta Terra no século XXI mas estranhamente com navios com velas. Temos arranha-céus, clubes noturnos e discotecas, saltos altos, uma figura da Justiça bastante reminiscente da nossa e mesmo vampiros!. Ou seja, o resto do mundo peca pela falta de originalidade.

Ainda assim, Three Parts Dead foi uma leitura interessante. Tem personagens carismáticas, jogos de astúcia entre o vilão e os heróis e um sistema de magia francamente interessante. Recomendado para os amantes de fantasia [urbana].

27 novembro 2013

Opinião: Cursed (S.J. Harper)

Cursed by S.J. Harper
Editora: Roc (2013)
Formato: e-book | 304 páginas
Género: Fantasia urbana
Descrição (GR): "Meet FBI Agents Emma Monroe and Zack Armstrong.
She's cursed. He's damned. Together, they make one hell of a team.
Emma Monroe is a Siren, cursed by the gods and bound to earth to atone for an ancient failure. She’s had many names and many lives, but only one mission: redemption. Now that she works missing persons cases for the FBI, it could be just a rescue away. Unless her new partner leads her astray.
Special Agent Zack Armstrong just transferred into the San Diego Field Office. He’s a werewolf, doing his best to beat back the demons from his dark and dangerous past. As a former Black Ops sniper, he’s taken enough lives. Now he’s doing penance by saving them. 
Emma and Zack’s very first case draws them deep into the realm of the paranormal, and forces them to use their own supernatural abilities. But that leaves each of them vulnerable, and there are lines partners should not cross. As secrets are revealed and more women go missing, one thing becomes clear: as they race to save the victims, Emma and Zack risk losing themselves."
"Cursed" é o primeiro livro de uma nova série de fantasia urbana que se centra na personagem de Emma Monroe, uma "siren". Emma é na verdade uma ninfa grega (Ligea), uma das acompanhantes da deusa Perséfone, que foi expulsa do Olimpo quando a deusa foi raptada por Hades. Por isso, para além de ser imortal, Emma tem alguns poderes de persuasão e consegue fazer com que os afectados pelo seu poder lhe digam a verdade.

Amaldiçoada por Deméter, a mãe de Perséfone a caminhar pela Terra a salvar mulheres em perigo para se redimir do facto de não ter conseguido salvar a Perséfone, Emma vive uma vida solitária, uma vez que Deméter lhe proibiu o amor.

A história começa quando Emma reencontra Zack, um lobisomem com quem teve um caso amoroso. Emma descobre que ele vai ser o seu novo parceiro no FBI. Enquanto Emma e Zack trabalham juntos num caso de pessoas desaparecidas, ela tem de tentar travar as suas emoções porque sempre que se apaixona... as coisas correm mal.

Pela descrição que fiz acima (e pela ideia que tinha antes de ler o livro, admito), este livro parece mais romance paranormal do que fantasia urbana. No entanto, como uma das minhas criaturas míticas favoritas são as sereias, decidi arriscar. E, felizmente, estava enganada relativamente à parte do "romance paranormal". Quero dizer, há certamente romance neste livro, mas não tem um destaque tal que obscurece tudo o resto.

Gostei deste livro. É um bom começo para uma série de fantasia urbana, é efectivamente fantasia urbana e não romance paranormal.

A narrativa tem um bom ritmo, o enredo é cativante, as personagens são interessantes e carismáticas, e a escrita é apelativa.

A autora (ou autoras, uma vez que se trata de uma dupla) conseguiu equilibrar de forma bastante competente o romance e o resto da história. Deste modo, o enredo secundário romântico não tomou conta de todo o livro, impedindo o desenvolvimento da história principal, que se prende com a investigação de um caso de pessoas desaparecidas.

No geral, uma leitura agradável, que nunca se tornou aborrecida. As personagens não são meros clichés, a história foi interessante e o romance não foi exagerado ou dramático. Recomendado para quem gosta deste tipo de livros.

01 outubro 2013

Opinião: O Evangelho de Sangue (James Rollins)

O Evangelho de Sangue by James Rollins
Editora: Bertrand Editores (2013)
Formato: Capa mole | 496 páginas
Género: Mistério/Thriller, Fantasia Urbana
Descrição: "Um terramoto em Massada, Israel, mata centenas de pessoas e põe a descoberto um túmulo aculto no coração da montanha. Um trio de investigadores - o sargento Jordan Stone, especialista em medicina forense, o padre Rhun Korza, sacerdote do Vaticano e a Dra. Erin Granger, uma arqueóloga brilhante mas desencantada - é enviado para explorar aquela descoberta macabra, um templo subterrâneo que encerra o cadáver crucificado de uma rapariga mumificada. 
Mas um violento ataque ao local põe os três em fuga, lançando-os numa corrida para recuperarem aquilo que outrora foi preservado no sarcófago do túmulo: um livro que se diz ter sido escrito pelo próprio Jesus Cristo e que se crê conter os segredos da Sua divindade. O inimigo que os persegue é ímpar, uma força do mal muito antiga controlada por um líder de ambições e astúcia incalculáveis. 
Entre sepulturas delapidadas e igrejas magníficas, Erin e os dois companheiros terão de enfrentar um passado que remonta a milhares de anos, a um tempo em que criaturas demoníacas percorriam os cantos mais negros do mundo, ao momento em que Jesus fez uma oferta milagrosa, um pacto de salvação com aqueles que estavam condenados à eternidade. 
Porque usam os padres católicos cruzes ao peito? Porque fazem voto de celibato? Porque escondem os monges o rosto com capuzes? E porque insiste o catolicismo que durante a missa o vinho se transforma no sangue de Cristo? As respostas encontram-se todas numa seita secreta do Vaticano, cuja existência é apenas segredada, mas que Rembrandt pintou e deu a conhecer ao mundo, uma ordem obscura conhecida como os Sanguinistas."
Aviso: Alguns SPOILERS (mas nada de especial)

"O Evangelho de Sangue" é o primeiro livro de uma série intitulada The Order of the Sanguines. Quando me deparei com este livro na Fnac, senti-me bastante curiosa com a premissa, uma vez que metia arqueólogos, aventuras e um enredo que me fez lembrar um livro que li há muito tempo atrás e do qual gostei: "O Corpo" de Richard Ben Sapir.

Assim, apesar dos Thrillers não serem, definitivamente, a minha praia (ou onda), decidi experimentar ler esta obra de um autor consagrado dentro do género.

Bem, não foi tão mau como podia ter sido (read: Angelologia), mas também não vai entrar para o meu top de leituras de 2013. Foi uma leitura... mediana?

A Dra. Erin Granger está numa escavação em Israel, quando é quase literalmente raptada por militares. Estes levam-na para Massada, onde um terramoto causou dezenas de vítimas e pôs a descoberto uma cripta antiga. Também no local estão o sargento americano Jordan Stone e um padre enviado pelo Vaticano. Os três descem ao túmulo para investigar, mas antes de poderem concluir a investigação são atacados por pessoas estranhas (e não autorizadas a estar no local, claro). E assim começa a jornada deste trio (sim, há uma espécie de triângulo amoroso) para encontrar o elusivo Evangelho de Sangue, que se diz ter sido escrito pelo próprio Jesus Cristo.

Forçados a investigar em conjunto devido a uma profecia, os nossos três heróis viajam por toda a Europa, encontrando uma ou outra figura histórica pelo caminho e inimigos bastante cliché.

Como referi acima, esta leitura foi... mediana. O enredo não se distingue propriamente pela sua originalidade, sendo este "Evangelho de Sangue", uma obra estruturada de forma bastante usual para este tipo de livros: temos os heróis, temos a demanda (com um prémio muito valioso e que poderá mudar a história da Humanidade) e temos os vilões. Há lutas, há investigação e algum "info-dump" sobre a história da Antiguidade e algumas figuras históricas. Não existem grandes surpresas e a história culmina com uma "grande batalha" entre os heróis e os vilões, com o já esperado "cliffhanger" que ligará este livro ao segundo da série (devo dizer que o cliffhanger me pareceu um bocado despropositado e não muito lógico, mas pronto).

As personagens são também bastante típicas deste género de livros; a Erin é o cérebro e os dois homens são o músculo. Nenhuma das personagens sofre grande desenvolvimento, apesar de os autores nos contarem um pouco sobre o passado de cada um.

No geral, uma leitura... mediana. Não foi propriamente doloroso de se ler, mas não é assim muito original ou envolvente. O ritmo é regular, o que faz com que o leitor não se sinta aborrecido, mas sinceramente não há nada neste livro que o torne verdadeiramente especial. Recomendado para fãs de Thrillers com uma pitada de sobrenatural.
View all my reviews

11 agosto 2013

Review: Wrong Ways Down (Stacia Kane)

Wrong Ways Down by Stacia Kane
Publisher: ? (2013)
Format: e-book | 142 pages
Genre(s): Urban Fantasy, Dystopia
Description (GR): "It’s a thin line between right and wrong. It’s an even thinner one between wrong and dead…
Terrible has always been on the wrong side of the law, living up to the only name anyone ever gave him. As the chief enforcer for Downside’s most powerful criminal, it’s his job to collect debts and protection money by any means necessary. And he’s very good at his job.
But part of that job is also to keep Bump’s various employees safe. So when a street dealer is found dead and a prostitute is brutally attacked, Terrible immediately starts using his fists to hunt down the ones responsible.
He’s determined to find and destroy them. They’re determined to use his desire for the woman he secretly loves to break him."
WARNING: some (minor) spoilers for the Downside Ghosts series.

Terrible: giving depth to thugs everywhere. You'll never look at Thug A from Action Movie 12495 the same way again! And that's a damn feat in my book.

Stacia Kane's characters are so human I actually want to meet them. They are so appealing I actually want to forgive Terrible for his crimes. Damn.

Wrong Ways Down is a novella from Terrible's (the unlikely male protagonist/hero of the Downside Ghosts series) point of view. Terrible is the "chief enforcer" for Bump, one of Downside's drug dealers. As such, he is expected to make sure all of Bump's operations run smoothly. However, when one of Bump's dealers is murdered and Bump's prostitutes are brutally attacked, it is up to Terrible to investigate. So he does it the way he knows best... with his fists.

This story takes place between books 1 and 2 of the series, so, as many readers have already remarked upon, there aren't many "aww moments" between Chess and Terrible. This isn't really about our drug addict of a heroine (erm... no pun intended or whatever); it's about Terrible. And that's fine.

I loved this story because I got to know more about Terrible. Not just how much he cares for Chess (although I must admit that part was too cute for words) but also what makes him tick, how he feels about what he does (and his feelings aren't pretty sometimes) and how he sees himself (as a dumb, ugly goon). We also get to see a bit of how Chess sees him and how that changes him. This interaction helps explain their mutual attraction.

As for the plot itself, it was pretty run of the mill. It served mostly to make the characters interact, which is a constant in Kane's books. Although she has constructed a pretty believable and interesting dystopian world, with solid supernatural elements, it isn't actually the world or even the stories/mysteries that make the series shine, in my humble opinion; it is the characters, that are so excellently written and developed that make me come back to these books again and again. I think did mention in my last review(s) that I was a bit frustrated with the lack of world development; Kane's world remains static (we still don't know much about Haunted Week, there are no factions that we know of, that question the Church's version of events, there are no alternate explanations, etc) and the characters are too absorbed by their little worlds to think about the bigger picture.

But that is a rant for another review. Suffice to say we got little to no world building/development in this short story, but we do find out more about Terrible, which was great to me.

In general, a great read. As compulsive and compelling as always!
View all my reviews

20 julho 2013

Review: Storm Born (Richelle Mead)

Publisher: Zebra (2008)
Format: Mass Market Paperback | 361 pages
Genre(s): Urban Fantasy, Paranormal Romance
Description (Goodreads): "Just typical. No love life to speak of for months, then all at once, every horny creature in the Otherworld wants to get in your pants. . .
Eugenie Markham is a powerful shaman who does a brisk trade banishing spirits and fey who cross into the mortal world. Mercenary, yes, but a girl's got to eat. Her most recent case, however, is enough to ruin her appetite. Hired to find a teenager who has been taken to the Otherworld, Eugenie comes face to face with a startling prophecy—one that uncovers dark secrets about her past and claims that Eugenie's first-born will threaten the future of the world as she knows it.
Now Eugenie is a hot target for every ambitious demon and Otherworldy ne'er-do-well, and the ones who don't want to knock her up want her dead. Eugenie handles a Glock as smoothly as she wields a wand, but she needs some formidable allies for a job like this. She finds them in Dorian, a seductive fairy king with a taste for bondage, and Kiyo, a gorgeous shape-shifter who redefines animal attraction. But with enemies growing bolder and time running out, Eugenie realizes that the greatest danger is yet to come, and it lies in the dark powers that are stirring to life within her..."
I know I marked this book as "unfinished" and I had every intention of shelving it without reading the rest, but well... I never did like to leave books unfinished and I had two hours of free time because of my trip home, so...

It didn't get any better. Maybe I am just tired of Richelle Mead right now (I've just read the 6 Georgina Kincaid books all at once), but I couldn't seem to focus on this book. It gets the half star for the somewhat original world building, but the characters were flat and the plot... oh dear, the plot. It was contrived. Like many of Mead's characters, Eugenie the protagonist, was a Mary Sue kind of character. Unlike Georgina and even the Vampire Academy characters, however, she wasn't likable in the least. I felt like Mead took one of her characters (who are supposed to exhale charisma) and tried to add to much of Anita Blake's arrogance and pretend thoughness to her (note to author: if you want a strong female character, following in Laurell K. Hamilton's footsteps is NOT a good thing). Eugenie was whiny, mouthy but didn't seem to have enough brains to get herself out of the situations.

The story gave me the creeps, actually. Again, it just sounds too much like the plot of the Meredith Gentry series by Laurell K. Hamilton (which was ridiculous and so is this one) and, I mean, the plot being "lots-of-males-want-to-rape-the-heroine-and-somehow-there-is-a-reason" (I mean, WHAT???) is just not my thing. Ugh.

The other characters lacked development perhaps because they were only there to provide information and hot sex to Eugenie. There was Kiyo, the kitsune (sounds a lot more interesting than it is), the recipient of Eugenie's insta-love. However, the "chemistry" she is supposed to have with him? I just didn't see it. The romance felt so flat, Kiyo's character was equally flat (can we say walking stereotype here?). Dorian might just get interesting in later books (yes, I did buy books 2 and 3... *cries*).

The world building was almost nonexistent, as it is usual with Mead's books. She provides general information but she focus on the characters, in spite of her rather interesting world building ideas. I must confess I didn't actually mind the lack of world builing in the Georgina Kincaid series, because reading those was like watching a soap opera: the characters were endearing and charismatic and you wanted to know more. But in the Dark Swan series? Not so much. I disliked the characters so much that the fact that it had so little world building made the reading painful.

Overall, not a good book. The writing is decent and compelling and the world is interesting enough but the story is idiotic and the characters unlikable. Not recommended.

05 julho 2013

Opinião: Bloodshot (Cherie Priest)

Bloodshot by Cherie Priest
Editora: Spectra (2011)
Formato: Capa mole | 359 páginas
Género: Fantasia Urbana
Descrição (GR): "Raylene Pendle (AKA Cheshire Red), a vampire and world-renowned thief, doesn’t usually hang with her own kind. She’s too busy stealing priceless art and rare jewels. But when the infuriatingly charming Ian Stott asks for help, Raylene finds him impossible to resist—even though Ian doesn’t want precious artifacts. He wants her to retrieve missing government files—documents that deal with the secret biological experiments that left Ian blind. What Raylene doesn’t bargain for is a case that takes her from the wilds of Minneapolis to the mean streets of Atlanta. And with a psychotic, power-hungry scientist on her trail, a kick-ass drag queen on her side, and Men in Black popping up at the most inconvenient moments, the case proves to be one hell of a ride."
Cherie Priest é conhecida pela sua série de Steampunk, "The Clockwork Century". No entanto, apesar de ter também um dos livros desta série, a Fantasia Urbana é mais a minha onda... por isso tinha de experimentar os Cheshire Red Reports; afinal diz-se muito bem desta escritora e, bem é fantasia urbana, after all.

Apesar de não ter grandes expectativas (a não ser vagas, devido a todos os elogios), devo dizer que me senti desiludida. O principal problema deste livro, para mim, é que não invoca qualquer emoção no leitor. Ou pelo menos esse foi o caso comigo. As personagens e o enredo não me despertaram interesse, de tal modo que até pensei (seriamente) em desistir do livro. Mas como já tenho o número 2, decidi ler até ao fim. Mas foi com alguma dificuldade, confesso.

As personagens não são memoráveis. De todo. O seu desenvolvimento é incipiente e nenhuma delas é particularmente carismática. A protagonista, a Raylene, é bastante irritante com as suas neuroses e manias (poderia ter sido uma personagem interessante mas o facto de estas características não terem qualquer razão de ser... ou de a mesma não nos ser explicada, tornou esta faceta da personagem bastante desagradável). Os protagonistas masculinos são do mais aborrecido que se possa imaginar apesar de serem (I kid you not) um drag-queen e um vampiro cego.

Quanto ao enredo, tenho de confessar que tinha potencial apesar de ser também um bocado cliché. O Governo tinha um projecto onde fazia experiências em seres sobrenaturais. Mas o ritmo da narrativa (que se arrasta) e o pouco que se passa efectivamente em todo o livro fizeram com que não conseguisse sentir o mínimo interesse pela história. O livro pareceu-me uma longa conversa entre diversas personagens (os momentos de "info-dump") com partes em que as personagens esperam por algo e fazem coisas mundanas como beber chá ou ver televisão. Estas são as partes melhor descritas; as cenas de acção não mereceram tanta atenção.

Outro aspecto irritante: o facto de isto ser, supostamente, "fantasia urbana", mas de fantasia urbana ter muito, mas muito pouco. A Raylene é um vampiro, mas para além de nos estar sempre a lembrar deste facto não acontece assim muito de sobrenatural. É como se o facto de a heroína ser um vampiro fosse só uma curiosidade. É certo que se serve das suas "vantagens" vampíricas de vez em quando mas fora isso, pouco sabemos em relação ao seu mundo e proveniência. Como ladra também não me pareceu especialmente competente, apesar de nos estar sempre a dizer o quão boa é.

No geral, um livro que tive bastante dificuldade em ler. A escrita é competente mas o desenvolvimento da história e das personagens e o ritmo lento e aborrecido da narrativa fizeram com que fosse quase uma tarefa terminar "Bloodshot".

21 junho 2013

Curtas: Fantasia épica e urbana

Ora cá temos mais uma edição das "Curtas". Li estes dois livros recentemente e, como sempre, não tenho muito a dizer sobre eles. Ou melhor, sobre os "Broken Kingdoms" até tenho, mas é basicamente o que disse sobre o primeiro livro e não vale a pena estar a repetir-me.

Editora: Orbit (2010)
Formato: Capa mole | 384 páginas
Género: Fantasia
Mini-review: Esta sequela do livro The Hundred Thousand Kingdoms, passa-se cerca de 10 anos depois do primeiro livro.
Após os acontecimentos no final da obra anterior, o mundo dos humanos mudou. Sky, a cidade dos Arameri é agora denominada "Shadow" devido ao facto de se encontrar por debaixo da Árvore do Mundo, uma árvore gigantesca que cresceu na cidade há 10 anos. Os descendentes dos deuses descem ao mundo dos mortais e misturam-se com eles. É neste mundo que vive Oree, uma artista cega cujo amante é o deus Madding.
Gostei deste livro. Foi uma leitura compulsiva porque a autora sabe bem como prender a atenção do leitor. Mas os problemas que tive com o primeiro livro (falta de desenvolvimento do mundo e das personagens) repetem-se em The Broken Kingdoms. Além disso, fiquei desapontada com o facto de, depois de se ter dado um acontecimento tão importante e que mudou potencialmente o mundo inteiro, a autora tenha escolhido dar-nos tão pouca informação acerca destas mudanças.
No geral, uma boa leitura, mas ainda não é desta que lhe dou 5 estrelas... apesar de ter gostado bastante do livro.


Editora: Zebra (2010)
Formato: Capa mole | 337 páginas
Género: Fantasia urbana
Mini-review: Mais um livro de fantasia urbana que tinha lá para casa e que decidi ler por... razões. Uma boa palavra para descrever este livro é: genérico. Outra seria: confuso.
Genérico porque o mundo é isso mesmo: um mundo genérico de fantasia urbana. Com vampiros sedutores e lobisomens sexy. A descrição destas criaturas sobrenaturais é... genérica. A nossa heroína é... genérica (uma humana normal que consegue ter uma data de criaturas paranormais atrás dela e a seduzi-la).
Confuso porque alguns dos acontecimentos no livro não fazem sentido. Pareceu-me quase que faltavam partes lá pelo meio. As acções das personagens deixaram-me muitas vezes especada a olhar para o livro. E já agora, não gostei particularmente de nenhuma delas. O romance (se é que se pode chamar romance) não teve qualquer magia ou química.
No geral uma obra bastante... genérica dentro do género. O único ponto positivo foi a escrita, que até se lia bem. E pronto, o cinto falante (yep, leram bem).