11 maio 2014

Opinião: Stealing Light (Gary Gibson)

Stealing Light by Gary Gibson
Editora: Pan MacMillan (2013)
Formato: Capa mole | 604 páginas
Géneros: Ficção científica
Descrição (GR): "In the 25th century, only the Shoal possess the secret of faster-than-light travel (FTL), giving them absolute control over all trade and exploration throughout the galaxy. Mankind has operated within their influence for two centuries, establishing a dozen human colony worlds scattered along Shoal trade routes. Dakota Merrick, while serving as a military pilot, has witnessed atrocities for which this alien race is responsible. Now piloting a civilian cargo ship, she is currently ferrying an exploration team to a star system containing a derelict starship. From its wreckage, her passengers hope to salvage a functioning FTL drive of mysteriously non-Shoal origin. But the Shoal are not yet ready to relinquish their monopoly over a technology they acquired through ancient genocide."
Uma das minhas decisões para este ano (mais ou menos silenciosas) foi não ler imensos livros seguidos de um só género, para não "enjoar". Por isso, achei que estava na altura de mais uma ficção científica e escolhi o primeiro da "Shoal Sequence" do autor Gary Gibson. Adquiri os dois primeiros volumes há algum tempo, porque a história me pareceu francamente interessante. Felizmente, desta vez, o investimento compensou.

No século XXVI, a Humanidade colonizou apenas um número limitado de planetas na galáxia, devido às rígidas restrições dos Shoal, uma poderosa raça extraterrestre que tem em seu poder uma tecnologia capaz de dominar os restantes povos da Via Láctea: naves que viajam mais rápido do que a luz (FLT - Faster than Light). Os Shoal conseguiram, com as suas naves, fazer contacto com outras espécies e impor a sua vontade a todas elas, pois nenhuma conseguiu ainda criar naves assim tão rápidas, pelo que precisam que os Shoal os transportem.

As colónias humanas são governadas "não-oficialmente" pelo Consórcio, um poderoso grupo político e militar que monitoriza os diversos governos coloniais. Apesar de terem feito muitas (mas cuidadosas) tentativas, os Humanos não conseguiram obter os segredos tecnológicos dos Shoal.

Dakota Merrick, a nossa protagonista, é uma "machine-head", pois tem implantes no cérebro que lhe permitem interagir com computadores. É esta habilidade que leva um Senador de uma colónia distante a contratá-la para o guiar, juntamente com um pequeno contingente, até um sistema deserto e fora das rotas normais onde uma descoberta pode mudar o destino da Humanidade. E da Galáxia (inserir música dramática).

Stealing Light foi uma leitura compulsiva. Já li alguns livros de ficção científica, mas penso que nunca tinha lido uma Space Opera tão... Space Opera. Gary Gibson tem uma escrita fluída e envolvente e consegue manter um equilíbrio perfeito entre ação, explicações científicas (ou seja, não há um info-dump excessivo), mistério e uma galáxia extremamente interessante, povoada por diversas espécies todas restringidas pelos Shoal.

Foi um livro que me manteve sempre interessada, sempre a querer saber mais e que não se tornou demasiado complicado para seguir. Gostei do desenvolvimento do(s) mundo(s), do facto da Galáxia ser controlada economicamente e não pela força.

O único elemento que me desapontou foram as personagens. Não senti grande ligação com nenhuma delas e creio que o desenvolvimento de todas foi bastante incipiente.

No geral, uma ótima obra para quem gosta de ficção científica. Tem ação, mistério, naves espaciais e está bem escrita. Recomendado.

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