25 August 2014

Opinião: Furies of Calderon

Furies of Calderon de Jim Butcher
Editora: Ace (2005)
Formato: Capa mole/bolso | 504 páginas
Géneros: Fantasia
Descrição: "In the realm of Alera, where people bond with the furies-elementals of earth, air, fire, water and metal, fifteen-year-old Tavi struggles with his lack of furycrafting. But when his homeland erupts in chaos-when rebels war with loyalists and furies clash with furies-Tavi's simple courage will turn the tides of war."
Sou uma grande fã dos The Dresden Files de Jim Butcher, uma série de fantasia urbana sobre um feiticeiro chamado Harry Dresden que se mete nas maiores complicações possíveis. A série já vai em 15 livros e continua forte, algo que é bastante raro, na minha humilde opinião.

Por isso, porque não experimentar a série de fantasia épica deste autor? E ainda bem que experimentei! Jim Butcher não me desiludiu! Não leio muita fantasia épica, mas desde a trilogia Mistborn que não gostava tanto de um livro do género!

Alera é uma terra fantástica onde os habitantes se unem às fúrias, criaturas elementais que controlam a água, o fogo, o ar, a terra, a madeira e o metal. Qualquer pessoa pode unir-se a uma fúria, mas nem todos treinam para serem Cavaleiros e servirem no exército do First Lord (o imperador de Alera) ou dos High Lords (efetivamente, a nobreza).

Tavi, um jovem de 15 anos, parece ser a única pessoa no mundo sem talento para se unir a uma fúria e controlar um dos elementos. Quando os selvagens chamados Marat, que comem humanos e se unem a totens (animais) para ganharem força invadem o Vale de Calderon, onde as fúrias mais fortes e destruidoras de Alera residem e onde as pessoas têm as vidas mais duras, Tavi terá de se fazer valer da sua inteligência para tentar defender a sua casa e mesmo, possivelmente, o reino.

Ao mesmo tempo Amara, uma jovem Cursor unida a uma fúria do ar, tem de tentar deslindar uma possível conspiração contra o First Lord em que o seu mentor está envolvido.

Existem várias coisas (interligadas) a acontecer em Furies of Calderon. Temos uma conspiração para destronar o First Lord, uma invasão eminente (e secreta) dos Marat às terras de Alera e ainda as tensões cada vez mais altas entre os fazendeiros do Vale de Calderon.

No entanto, Jim Butcher consegue tecer uma história envolvente e coerente com estes "materiais" e dá-nos ainda uma visão geral do mundo de Alera e do seu sistema político, que tem algumas (escassas) parecenças com a antiga Roma imperial (nem que seja só nos nomes e nalguns títulos). Tudo isto sem criar confusão, sem ter tempos mortos e sem abrandar o ritmo.

Furies of Calderon foi uma leitura compulsiva. O mundo criado pelo autor intrigou-me, especialmente as fúrias e todas as outras raças (entre elas os Marat) que existem para além dos humanos. Os protagonistas Tavi, Amara, Bernard e Kitai são interessantes e diversificados.

No geral, uma leitura interessante. Seguirei esta série com gosto.

It's Monday! What are you reading?

Eis mais um It's Monday! What are you reading? Comecei a ler mais um livro da J.D. Robb, mas ainda não sei se vou ou não continuar. Isto passa-se no Natal e eu não gosto assim muito do Natal. Além disso, pelo começo parece-me que é coisa para ser muito parecida com os outros livros (sempre a mesma fórmula) e por mais que goste já começa a fartar... há demasiados assassinos em série nesta... série. :P

Holiday in Death - J.D. Robb

Quanto a posts:
Rubrica da autoria de The Book Journey.

24 August 2014

Opinião: Earth Girl

Earth Girl de Janet Edwards
Editora: Harper Voyager (2012)
Formato: Capa mole | 358 páginas
Géneros: Ficção científica, Lit Juv./YA
Descrição: "2788. Only the handicapped live on Earth. While everyone else portals between worlds, 18-year-old Jarra is among the one in a thousand people born with an immune system that cannot survive on other planets. Sent to Earth at birth to save her life, she has been abandoned by her parents. She can’t travel to other worlds, but she can watch their vids, and she knows all the jokes they make. She’s an ‘ape’, a ‘throwback’, but this is one ape girl who won’t give in."
"Earth Girl" é o primeiro livro de uma trilogia juvenil passada num futuro distante e foi um daqueles livros em que as primeiras páginas me fizeram pensar que talvez fosse pouco mais do que mais uma "pseudo" ficção científica que é na realidade um romance juvenil condenado e woe. Felizmente enganei-me profundamente.

Este livro chamou-me primeiro a atenção quando o blogue Book Smugglers escreveu uma opinião quase totalmente positiva acerca do livro. Quando tive oportunidade, comprei-o e decidi-me finalmente a lê-lo.

"Earth Girl" é um livro com diversas camadas, o que é provavelmente apropriado uma vez que um dos temas sobre o qual versa é exatamente a arqueologia.

Século XXVIII. A Humanidade espalhou-se por múltiplos setores do espaço graças à invenção de portais que podem levar as pessoas a qualquer lado (pensem em... Stargate). Ou melhor, quase todas as pessoas. Uma pequena percentagem da população (cerca de 0,01%) é geneticamente incapaz de sobreviver noutros planetas e é "recambiada" para a Terra onde terá de passar o resto dos seus dias.

Jarra, a nossa protagonista, é uma dessas pessoas. Abandonada pelos pais à nascença, vive na Terra há 18 anos com outros jovens com o mesmo problema.

A Terra não é, claro, o local mais glamoroso para viver. É considerado um local antigo e perigoso (tem grandes alterações de clima, animais perigosos e tempestades solares frequentes!) por quem vive em planetas cuidadosamente escolhidos para serem perfeitos para o desenvolvimento de sociedades humanas. Por isso, grande parte do planeta foi abandonado e reclamado pela natureza. Apenas os que são incapazes de viver noutro lado lá vivem.

Quando li a sinopse deste livro, pensei sinceramente que Jarra, a protagonista, iria descobrir poderes mirabolantes e iria mostrar a todos os outros humanos que era espetacular. E sim, ela fê-lo, mas não com poderes mágicos...

Bem, com isto tudo, o que quero dizer é que a sinopse não me preparou de todo para o livro. Na verdade este não começa muito bem: Jarra, que é alvo de discriminação pelo facto de não conseguir sair da Terra (não direta, claro, mas os "macacos" como são chamados os 0,01% são gozados na comunicação social e geralmente desprezados) decide "vingar-se" inscrevendo-se num curso de "pré-história" (tudo o que vem antes da invenção dos portais) numa universidade fora da Terra (algo que nunca ninguém fez antes) para poder mostrar aos seus futuros colegas (todos pessoas "normais", como ela lhes chama) que é tão boa como eles. Para isso ela cria uma história fictícia sobre como é filha de militares e tudo o mais e lá vai ela para a universidade.

Foi este início que me deixou nervosa e um bocado aborrecida. Pensei que ela se iria apaixonar por um colega e que ia haver muita angústia juvenil. Mas não. 

Na verdade este livro é fascinante porque a autora desenvolve realisticamente o seu mundo através da especialização do curso de Jarra. Ficamos a saber que a após a invenção dos portais, houve um êxodo para outros planetas e que muita da informação e saber se perdeu; e que é por isso que a escavação de cidades na Terra é tão importante. Na verdade muito do livro debruça-se sobre isso, sendo mais um livro de aventuras do que outra coisa. Ficamos também a saber mais sobre como os diferentes setores habitados evoluíram com valores morais e culturais diferentes, que por vezes chocam.

Para além das fascinantes descrições do processo de escavações arqueológicas no século XXVIII (que são bastante perigosas, e geram muita da ação do livro), a autora conseguiu também misturar com mestria um romance subtil (que não tem um protagonismo desmesurado) e o crescimento dos protagonistas, especialmente no que diz respeito à questão da discriminação que é aqui tratada com tacto mas que poderia ter sido um bocado mais desenvolvida. 

Também achei que Jarra era demasiado perfeita, mas de resto gostei bastante da leitura.

Com ação, escavações arqueológicas no seio de Nova Iorque, cheias de perigo, algum romance e ficção científica light, Janet Edwards consegue apresentar-nos uma história envolvente que toca também nalguns assuntos mais sérios como a discriminação, os preconceitos, a perda e as diferenças culturais. Gostaria que a autora se tivesse focado um pouco mais nestes aspetos, mas mesmo assim, "Earth Girl" foi, no geral, uma leitura bastante satisfatória, que foge a muitos clichés da literatura juvenil.    

20 August 2014

Opinião: Vingança Mortal

Vingança Mortal de J.D. Robb
Editora: Chá das Cinco/SdE (2010)
Formato: Capa mole | 301 páginas
Géneros: Mistério, Romance contemporâneo, Ficção científica
Descrição: "Nora Roberts, sob o pseudónimo J. D. Robb, está de volta aos policiais românticos com Vingança Mortal. Todo o seu talento para criar personagens apaixonantes, enredos tortuosos e experiências de leitura inesquecíveis, estão patentes neste fabuloso romance onde Eve Dallas se depara com o mais perigoso assassino da sua carreira. 
Ele é um especialista nas últimas tecnologias. Um louco com a mente de um génio. Um assassino sem coração que persegue silenciosamente as suas presas. Antes de cada homicídio, assombra a tenente Eve Dallas com adivinhas sobre os crimes que está prestes a cometer - mas Eve não consegue resolvê-las a tempo de salvar nenhuma das vítimas. Vítimas essas que, aparentemente, só têm em comum uma coisa: a forma atroz como são torturadas antes de morrerem. Mas é então que Eve descobre algo assustador: as vítimas estão ligadas a um antigo mistério sobre o passado de Roarke, o seu marido. Estará Eve preparada para o que vai descobrir?"
(A edição lida está em inglês, mas apresentam-se os dados da portuguesa)

E cheguei já ao sexto livro da série "Mortal". Esta série é bastante viciante e o leitor (neste caso, eu) quer sempre saber mais sobre as interessantes personagens que povoam o mundo, pelo que continuamos a ler. Os mistérios e o intrigante mundo futurista são ótimos bónus!

Em Vingança Mortal, Eve terá de jogar um perigoso jogo com um psicopata cujo objetivo é vingança... vingança contra Roarke e todos os que o ajudaram no passado, aquele passado sombrio, na Irlanda do qual sabemos tão pouco.

Numa corrida contra o tempo, Eve tem de tentar resolver as adivinhas que lhe são transmitidas pelo assassino para conseguir chegar a tempo ao local onde as vítimas sofrem mortes horrorosas.

Temos também um elemento religioso nestes crimes, que a meu ver não foi suficientemente bem explorado, mas pronto.

Neste sexto livro ficamos então a saber mais sobre Roarke, sobre o seu passado e sobre as tais ações objecionáveis de que já se vem falando desde livros anteriores. É um forte teste ao carisma da personagem, uma vez que finalmente temos uma visão bem mais clara do que Roarke fez e de quem ele é realmente. Já não é apenas uma personagem misteriosa e um pouco "dark".

Gostei do facto deste livro ter tido um pouco mais de ação do que os anteriores (sem exageros e sem comprometer o enredo), com uma perseguição a alta velocidade e tudo. 

Vemos também as primeiras "sementes de discórdia" entre o casal de protagonistas, o que me pareceu bastante realista tendo em conta a natureza das infrações de Roarke.

Vemos também que Eve, longe de ser perfeita, não se abstém de utilizar métodos menos "legais" para apanhar os criminosos.

No geral, mais uma boa leitura. Acho que a autora apanhou novamente o ritmo que tinha falhado um pouco no livro anterior e que as personagens sofreram um desenvolvimento marcado neste livro.

Outros livros da série:
  1. Nudez Mortal
  2. Glória Mortal
  3. Fama Mortal
  4. Êxtase Mortal
  5. Cerimónia Mortal

18 August 2014

Opinião: Envolvidos

Envolvidos de Emma Chase
Editora: Topseller (2014)
Formato: Capa mole | 256 páginas
Géneros: Romance contemporâneo
Descrição: "Ele é rico, incrivelmente atraente e arrogante. Ela é fantástica, lindíssima e ambiciosa. Irão chocar um com o outro ou acabar envolvidos? Drew Evans trabalha diariamente em negócios de milhões e seduz todas as mulheres de Nova Iorque com um único sorriso. Se a vida lhe corre tão bem, então porque é que está fechado em casa há sete dias, a sentir-se miserável e deprimido? Ele vai dizer a toda a gente que está com gripe, mas a verdade não é bem essa. Quando Katherine Brooks é contratada para trabalhar com Drew no banco de investimento do pai, a sua vida de playboy, habituado a ter tudo o que quer, dá uma volta de 180º. A competição profissional a que ela o sujeita irrita-o, a atração que sente por ela é perturbadora e a sua aparente inabilidade para conquistá-la é exasperante. Seja como for, Drew tem uma única regra inquebrável na sua vida: não se envolver com colegas de trabalho. Mas será que Drew vai ser capaz de resistir a Kate? E como é que uma única mulher pode transformar o mais sedutor e bem-sucedido dos Don Juans num pobre homem desesperado?"
Para mim é um bocado difícil escrever uma opinião acerca deste livro, primeiro porque não tenho grandes termos de comparação (não leio assim muito romance contemporâneo, se bem que isso parece estar a mudar este ano) e segundo porque apesar de ter gostado do livro em geral, a personalidade do protagonista masculino precisava de ser completamente reciclada porque é um machista idiota na maioria das vezes.

"Envolvidos" conta-nos a história de Drew e Kate, dois jovens ambiciosos que se conhecem quando Kate é contratada para trabalhar na empresa de Drew. 

Drew é o típico mulherengo que tem uma mulher diferente todas as semanas, que não se quer comprometer e que se acha muita bom. É também o narrador da história e manda com cada bitaite mais parvo, que sinceramente não sei se ele teria conseguido ter uma relação, mesmo que quisesse uma.

Kate é uma rapariga ambiciosa, moderna e que se sabe defender e redimiu, na maioria das vezes, o livro. 

Quando estas duas personagens se conhecem até se dão bem, mas depois começam a competir por um cliente e é essa parte do livro que é realmente divertida, com a sua relação cheia de tensão e as partidas que pregam para "sabotarem" o trabalho um do outro.

Claro que entre as discussões vai existir bastante tensão sexual e tudo o mais. E Drew irá certamente aprender um pouco mais sobre o amor (afinal isto é um romance).

É como digo: no geral, não desgostei do livro. Calculo que o objetivo da narrativa era ser hilariante, mas sinceramente não achei grande piada à maioria das saídas de Drew. Achei mesmo que algumas delas eram sexistas e que a personagem (nem consigo pensar nele como pessoa porque era demasiado estereotipado: um estereotipo do que uma mulher - a autora - pensa que um homem pensa) era demasiado convencida para que se gostasse dela. E sinceramente, qual é a pessoa inteligente que acha que um homem está sempre a pensar em sexo? Ainda estaríamos na Idade da pedra, se assim fosse. :P

No geral, uma leitura leve, rápida e agradável q.b. Não é nenhuma obra-prima; as personagens são tudo menos desenvolvidas e são bastante estereotipadas, o enredo é fraquito e sinceramente o sexismo (ah e tal, aquelas mulheres com quem eu durmo são umas fáceis/galdérias - como se ele não fosse?) chateou-me um pouco (mas só um pouco), mas não foi mau. Uma boa leitura de praia, desde que não se espere muito.

It's Monday! What are you reading?

Pois é, pois é. Esta rubrica, tal como eu, esteve de férias. É praticamente impossível editar um post no iPad pelo que desisti completamente de o fazer e poucas vezes tive acesso a um computador. Enfim. Como resultado, vou pôr as publicações destas duas semanas neste post.

Estou a ler, previsivelmente:

Vengeance in Death - J.D. Robb

Quanto a publicações, temos imensas opiniões porque me fartei de ler durante as férias (uma constipação de verão não ajudou nada):
Rubrica da autoria de The Book Journey.