01 Setembro 2014

Tentações: Para Sempre (Judith McNaught)

E estreia uma nova rubrica no blogue! O objetivo é quase o mesmo do que o da antiga rubrica "Waiting on Wednesday", mas o "Tentações" não terá um dia da semana definido.

Para que serve? Ora, para mostrar livros que saíram ou que vão sair e sobre os quais estou curiosa. Convém dizer ainda que "roubei" esta rubrica desenvergonhadamente à autora do blogue Girl in Chaise Longue. :)


O livro desta edição é: "Para sempre" de Judith McNaught. Este livro, publicado pela primeira vez em 1984, vai sair este mês pela mão da ASA. Só não sei exatamente quando. Já vi tantas datas para aí espalhadas que nem sei bem qual é a correta. Mas penso que será no dia 9.

A história parece bem interessante.
"Victoria Seaton cruzou um oceano. Para trás, deixou tudo o que amava. A sua cidade, Nova Iorque. Andrew, o homem dos seus sonhos. E a casa onde nasceu, agora tristemente vazia após a morte súbita dos pais.
Desamparada, Victoria não tem outra solução que não rumar ao desconhecido. A Inglaterra, um país que que nunca visitou. Aos aristocráticos Fielding, uma família que nunca viu e à qual pertence apenas no papel. A uma herança que não sabia existir. O seu único conforto é a sua irmã Dorothy, a quem protege fingindo ser a mulher corajosa que, intimamente, teme não ser. A alta sociedade britânica rapidamente a põe à prova com as suas regras rígidas, tão diferentes dos modos calorosos e simples do seu país natal. Igualmente impenetráveis são as reacções da família. Quando conhece a avó – a duquesa de Claremont - Victoria não percebe o porquê do seu olhar venenoso e a sua obstinação em acolher apenas Dorothy. As irmãs acabam por ser separadas e Victoria fica à mercê do jovem lorde Jason Fielding, seu primo afastado. Jason é um homem frio, sensual e implacável. Nos salões da moda, é o alvo de todas as atenções, a chama que atrai homens e mulheres, o “felino selvagem entre gatinhos domésticos”. Ele permanece um mistério aos olhos de Victoria, que recusa submeter-se às suas ordens ríspidas. Por seu lado, Jason não sabe como reagir ao temperamento explosivo da jovem americana. A relação de ambos é tão excitante quanto impossível. Sobre ela paira - negra e omnipresente - a sombra do passado com os seus mistérios, segredos e crimes... "
Rubrica da autoria de Girl in Chaise Longue.

It's Monday! What are you reading?


É a primeira segunda-feira de setembro e continuo na onda dos romances históricos. Estou a ler "Rosa Selvagem" de Patricia Cabot. 

Rosa Selvagem de Patrícia Cabot

Quanto a publicações, como consegui ler alguma coisa neste fim de semana, tivemos algumas, sim:


Rubrica da autoria de The Book Journey.

31 Agosto 2014

Opinião: Meu Único Amor (Cheryl Holt)

Meu Único Amor de Cheryl Holt
Editora: Quinta Essência/Leya (2014)
Formato: Capa mole | 390 páginas
Géneros: Romance Histórico
Descrição: "A jovem Maggie Brown viajou até uma estância balnear, com a esperança de esquecer a dor causada pela recente morte da mãe. Nunca imaginou que a sua agridoce estada a submetesse ao abraço mágico de um misterioso desconhecido, ou que ele apenas lhe deixasse recordações. Contudo, em seguida, por ironia do destino, reuniu-se ao homem que tanto amava – que lhe tinha dado o coração, mas não o seu nome.
Para escapar a pressões familiares, o marquês de Belmont disfarçou-se de plebeu a fim de passar umas férias à beira-mar – e perdeu o coração para uma mulher com quem nunca poderia casar. No entanto, determinado a que nenhum outro homem a possuísse, arrastou-a para um amor apaixonado que em breve se transformou em mágoa. Agora, embora receie que possa ser demasiado tarde, jura convencer Maggie de que trocará sem hesitar o seu legado por toda a vida nos braços dela."
AVISO: esta opinião é meio "rant"
A minha primeira experiência com Cheryl Holt não correu muito bem. O seu livro "Total Surrender" tornou-se dos poucos que não consegui acabar, devido tanto à história, que para mim era bastante banal e tema de imensos livros (muito melhores) do género, como à escrita que achei sinceramente estranha e demasiado dramática.

O dramatismo excessivo foi também uma das coisas que me desapontou neste livro. Retirou realismo à história e fez com que as personagens parecessem pouco ajuizadas.

A protagonista é Maggie Brown, filha ilegítima de um duque e de uma prostituta de luxo chamada Rose (daquelas que são sustentadas por homens nobres e tudo o mais). Depois da morte da mãe, Maggie e a sua amiga (e igualmente antiga amante de vários homens da alta sociedade) decidem ir passar uns dias à beira-mar, uma vez que sem a proteção do... protetor de Rose, serão expulsas do local onde viveram e ficarão na miséria.

Durante as férias conhecem dois irmãos que parecem (e se apresentam) como sendo de classe média e Maggie apaixona-se imediatamente por um deles, sem suspeitar que é de facto o Marquês de Belmont. 

Quando Maggie volta para Londres, descobre que a única solução é prostituir-se pois não encontra quem lhe dê emprego. E fatidicamente acaba por se tornar amante do marquês.

A partir daí é só drama. Já não chegava o insta-love, o irrealista amor à primeira vista, que sinceramente não me parece assim muito romântico para ninguém, especialmente o público-alvo deste tipo de livros (mulheres adultas), Adam (o marquês) é um idiota horroroso durante quase todo o livro e Maggie demasiado permissiva das suas parvoíces, excetuando uma ou duas ocasiões. A perda da virgindade é um drama, woe, que dor e depois o Adam ainda decide que a culpa é toda da Maggie (não é um doce meninas?); o tornarem-se amantes é um drama, woe, o Adam não se quer tornar no pai que manteve uma amante (coisa normalíssima na época, é de relembrar); e depois, woe, pobre Adam tem de casar com outra pessoa e pronto não pode continuar a ter sexo desenfreado com a Maggie e ainda lhe diz "minha menina se engravidas meto-te na rua, bastardos é que não" (então não tenhas sexo com ela, totó).

Basicamente, o livro todo foi uma pity party constante, geralmente a de Adam que tinha a Maggie mesmo onde queria (como prostituta privada), mas depois culpava-a interiormente por toda a angústia emocional por que estava a passar, porque não se podia casar com ela! E a culpa disso era toda dela, a mazona, porque raio é que não podia ter nascido noutras circunstâncias? Huh? Estava a estragar tudo, buaaaah!

A Maggie também teve os seus momentos, foi ridículo o quanto se humilhou por amor. Só não dou uma classificação mais baixa ao livro porque ela teve os seus momentos, momentos em que decidia que estava era farta e respondia à letra. Pena não serem mais frequentes.

Tudo o que possivelmente se possa imaginar de dramático aconteceu neste livro: discussões, angústia, mortes, separações, desentendimentos, gravidezes, etc e tal.

Compreendo a ideia da autora: queria retratar a posição difícil das mulheres na época e também dos nobres e das suas obrigações pessoais. E queria retratar a luta interior de Adam contra tudo o que lhe fora ensinado. Infelizmente nesta última parte não foi bem sucedida porque o Adam é, supostamente, um homem adulto e se ainda não sabe pensar por si aos 29 anos, nunca aprenderá certamente. Tudo o que a autora conseguiu fazer foi transformar o herói numa criança mimada e birrenta.

No geral, demasiado dramático e não gostei por aí além do herói. A classificação parece destoar porque no fundo estava a gostar do início, achei que ia ser um daqueles livros em que os protagonistas fazem tudo para ficarem juntos e não um livro em que o herói desvirtua e humilha a heroína de todas as formas possíveis e ela deixa, na maioria das vezes. É este "na maioria das vezes" que salva o livro. Isso e a escrita. Felizmente, a tradução salvou-me da escrita demasiado vitoriana da autora que me tinha desagradado no outro livro. Tenho mais livros de Cheryl Holt na prateleira (eu e as minhas compras por impulso), mas não sei se lhes irei pegar tão cedo. 

30 Agosto 2014

Opinião: Se eu Ficar (Gayle Forman)

Se eu Ficar de Gayle Forman
Editora: Editorial Presença (2014)
Formato: Capa mole | 216 páginas
Géneros: Romance, Lit. YA/Juv.
Descrição: "Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas."
AVISO: Alguns SPOILERS (nada de especial)
(A edição lida foi a inglesa, mas apresentam-se os dados da portuguesa)


Se eu ficar de Gayle Forman, é um pequeno livro, que se lê depressa, apesar do seu assunto. A autora consegue que o livro seja de leitura compulsiva, apesar de falar de um trauma complicado e levantar questões bastante reais sobre os sobreviventes de qualquer tipo de tragédia.

Mia é uma jovem de 17 anos, com uma vida normal: tem uma família carinhosa, um namorado que ama e os desafios normais inerentes à sua idade, como se irá para Nova Iorque deixando para trás a sua família e namorado, mas seguindo o seu sonho de se tornar uma artista de sucesso ou se fica.

Depois de um acidente que a deixa em coma, Mia terá de fazer uma escolha bem mais vital: deverá ficar... ou ir?

Todo o livro se centra nesta questão. Mia sofre um acidente de carro logo nas primeiras páginas, mas antes temos um vislumbre da vida que leva, na forma como brinca com o pai, a mãe e o irmãozinho mais novo, Teddy.

Ao longo do livro, Mia vai tendo vislumbres da sua vida sem que isso se torne numa corrida para responder àquela pergunta vital que tem agora pela frente. E se, alguns diriam que Mia parece algo deslocada e pouco emocional, creio que isso só torna a situação mais real, mais pungente, mais... humana. Mia está em choque. Está cansada. Quer que tudo acabe, mas não sente o que deveria sentir (tradicionalmente). Pergunto-me quantas pessoas pensam, perante uma determinada situação se não "deveriam sentir... mais". Mas a forma como Mia lidou com os seus sentimentos, como se estivesse anestesiada, pareceu-me... muito realista. Pelo que gostei de ler a forma como esta personagem foi escrita, muito mais do que se estivesse à beira do desespero.

As personagens que a acompanham nesta viagem também são dignas de nota. A amiga Kim, Adam o namorado, os avós. Forman captou bem as diversas formas como as pessoas lidam com a dor, desde oestoicismo ao histerismo.

Nem me reconheci ao ler este livro. Até chorei. E isso é algo invulgar relativamente a livros. Acho que está bem escrito, sem floreados ou emoções desnecessárias. É simples e cru, como as emoções humanas são na sua forma mais pura, sem as racionalizações que lhes impomos depois.

No geral, uma leitura impressionante. Quando uma pessoa lê muito acaba por ser preciso muito também para que um livro nos toque verdadeiramente. Para mim, o facto de a autora não cair num excesso de dramatismo foi o que me fez realmente sentir ligada a este pequeno livro tão grande.

29 Agosto 2014

Opinião: Oferenda Mortal (J.D. Robb)

Oferenda Mortal de J.D. Robb
Editora: Chá das Cinco/SdE (2010)
Formato: Capa mole | 284 páginas
Géneros: Mistério, Romance contemporâneo, Ficção científica
Descrição: "A tenente Eve Dallas está em perseguição de um assassino em série que aterroriza a cidade de Nova Iorque nas vésperas do Natal. Com o auxílio do seu próprio e intrigante marido, Roarke, Eve desvenda segredos que ligam as vítimas: segredos que envolvem patronos e clientes de uma agência de encontros. O caso começa a afectar Eve pessoalmente e traz-lhe de volta memórias de uma infância de abusos, mas isso só irá reforçar a sua determinação em apanhar o assassino a qualquer custo. Mas será que no Natal, Eve vai receber a pior prenda da sua vida?"
Aviso: contém pequenos SPOILERS para o livro anterior.
(A edição lida está em inglês, mas apresentam-se os dados da portuguesa).

Este sétimo livro da série "Mortal" abre de forma semelhante a todos os outros e tem uma estrutura semelhante a todos os outros: crimes em série, o Roarke a mudar os seus horários para cuidar da Eve e para se intrometer na investigação criminal, conferências de imprensa e muito sexo entre o casal principal.

Assim, foi com alguma apreensão que iniciei a leitura. Afinal, tenho gostado bastante da série, mas mesmo assim não posso deixar de admitir que a fórmula em todos os livros é idêntica, ainda mais nestes últimos em que Eve já confrontou parcialmente os "demónios do passado" e está a construir uma rotina. Rotina essa que nos é apresentada no livro.

E, durante grande parte do livro, esta semelhança com livros anteriores fez com que a leitura andasse mais devagar do que gostaria.

Em Oferenda Mortal, estamos na época natalícia, uma época bastante stressante para a maioria das pessoas e ainda mais para Eve, que nunca teve de se preocupar em arranjar presentes para ninguém e agora tem uma data de amigos e mesmo uma família.

No entanto, parece que há outras pessoas que também têm memórias traumáticas deste período e quando um assassino em série vestido de Pai Natal, começa a atacar, Eve terá de despender esforços (que lhe podem custar mais do que o normal, pois ainda tem sequelas de ter sido atingida por uma arma no livro anterior) para impedir que mais pessoas morram.

O que me irrita um bocado nestas investigações é que a Eve nunca chega lá sozinha. Há sempre um elemento de sorte, ou tem uma testemunha ou o assassino comete um erro. Apesar de investigar que se farta, a Eve nunca chega à conclusão correta e diz: "É este o criminoso. Vamos prendê-lo". E isso não ajuda a que o leitor a veja como muito boa naquilo que faz, como todas as personagens insistem que ela é.

Mas voltando a este livro em específico, este estava a ser uma leitura bastante típica para esta série. O que salvou realmente o livro foi Peabody, que finalmente mostrou alguma emoção para além de uma admiração desmesurada por Eve (que às vezes consegue ser bastante mal criada para a sua ajudante), McNab o detetive informático e Charles, o prostituto com quem a Peabody sai algumas vezes. Roarke e Eve limitam-se a repetir tudo o que fazem noutros livros.

No geral, uma leitura que me custou por causa da sua semelhança com outros livros da série. Como é que os leitores ainda não se fartaram ao fim de 40 livros não sei. Vou ler os próximos, mas se a fórmula para os mistérios continuar a mesma e se não houver mais desenvolvimento de Eve e Roarke (por amor da Santa, zanguem-se ou algo do género!), por mais que goste da série, acho que não vale a pena continuar e ler 532 vezes o mesmo livro. 

Da mesma série:
  1. Nudez Mortal
  2. Glória Mortal
  3. Fama Mortal
  4. Êxtase Mortal
  5. Cerimónia Mortal
  6. Vingança Mortal

28 Agosto 2014

Novidade Topseller: Não Digas Nada


«A poderosa estreia de Mary Kubica encorajará comparações com Em Parte Incerta, de Gillian Flynn.» - Publishers Weekly
«O thriller de estreia de Mary Kubica constrói o suspense de forma consistente e obriga o leitor a tentar adivinhar o final até à última página.» - Booklist

É com satisfação que a Topseller dá a conhecer aos leitores portugueses uma nova autora, Mary Kubica, cuja estreia literária valeu rasgados elogios da crítica estrangeira.
Não Digas Nada (336 pp I 18,99€) é um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, que revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.
«Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.»
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária. Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.
Mary Kubica tem um Bacharelato em História e Literatura Americana pela Universidade de Miami (Ohio). Não Digas Nada é a estreia enérgica e vigorosa desta autora incrivelmente promissora, que a Topseller se orgulha de dar a conhecer aos seus leitores.