20 junho 2014

Opinião: Nunca me Encontrarão (Robert Wilson)

Nunca me Encontrarão by Robert Wilson
Editora: Dom Quixote (2014)
Formato: Capa mole | 428 páginas
Géneros: Mistério/thriller
Descrição: "Charles Boxer arruinou a sua vida familiar. Primeiro o exército, depois a polícia, seguindo-se missões de alto risco de resgate de vítimas de rapto. A ex-mulher e a filha aprenderam a viver sem ele à medida que o seu trabalho o foi levando a lugares de onde nenhum homem regressa ileso.
A tentativa de reconstruir um relacionamento com Amy, a sua filha adolescente, não tem sido fácil. Mas Boxer só percebe a que ponto as coisas chegaram quando Amy desaparece, provocando os pais com as últimas palavras do seu bilhete: «NUNCA ME ENCONTRARÃO.» 
Porque não querem receber as notícias que todos os pais temem, Charles Boxer e Mercy Danquah aceitam o desafio. No entanto, depois de ter passado anos a localizar vítimas de rapto, Boxer sabe que, às vezes, o desaparecido não quer ser encontrado. E conhece o inferno que isto traz para as famílias – não está vivo nem morto, simplesmente desapareceu. Agora que o perigo lhe bateu à porta tem que desvendar o caso mais difícil em que alguma vez trabalhou."
Ultimamente até tenho tido alguma sorte com livros de mistério/thriller. Tenho lido alguns que nem são maus de todo, mas infelizmente calha-me um ou outro que me faz perder a confiança no género (como estou sempre a dizer, nunca foi um género que me atraísse particularmente).

Este livro é um desses. Pura e simplesmente não me consegui ligar a nenhuma das personagens e a premissa fez-me querer bater na Amy, a filha do casal protagonista, por ser tão parva. "Oh, vou fugir de casa porque, tipo, a minha mãe é rígida". Please... grow up.

A história é então a seguinte: Charlie (que parece que já foi protagonista num outro livro) e Mercy estão divorciados e têm uma filha, uma pirralha egoísta que se sente "sufocada" porque não gosta da escola e tipo, a mãe é máááá! Really? Blergh. Por isso a Amy (a miúda) foge de casa e, sendo filha de um especialista independente em raptos (Charlie) e de uma inspetora da unidade especial de raptos na Inglaterra (Mercy) pretende que os pais entrem numa caça aos gambozinos a tentar encontrá-la. Pelo caminho põe toda a gente em perigo.

E depois há um enredo secundário em que Mercy tem de resolver o rapto de um rapaz de 10 anos que pode estar ligado a espiões russos ou algo assim (o rapto, não o rapaz). Este enredo secundário pareceu-me completamente desnecessário uma vez que não tem relação nenhuma com o principal (a não ser o facto de estar a ser investigado por Mercy) e desvia a atenção do leitor da ação relativa à Amy.

Para além de não me ter conseguido ligar às personagens e de achar que a introdução de uma linha de ação secundária foi prejudicial ao desenvolvimento do enredo "principal", pois tiveram ambos quase o mesmo tempo de antena, achei que o mistério foi bastante simplista (não houve grande investigação, foi mais o Charlie a dar porrada a pessoas) e pouco interessante. O desenvolvimento da ação foi irregular.

No geral, um livro pouco interessante para mim, pelo menos. Precisava de mais desenvolvimento das personagens, do enredo do mistério... de tudo. Custou-me um pouco a avançar na leitura em algumas partes porque pura e simplesmente não queria saber o que acontecia. Para além disso algumas das cenas pareceram-me, um pouco, violência gratuita. Talvez tenha começado pelo livro errado de Robert Wilson, mas fiquei com pouca vontade de ler mais. Não houve crescendo de tensão e a ação foi fraquita.

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