08 janeiro 2010

A Estirpe (A Estirpe, livro 1)

Título Original: "The Strain"
Autor: Guillermo Del Toro, Chuck Hogan
Editora: Editora Objectiva - 2009
Nº de Páginas: 550
Idioma: Português
Géneros: Mistério/ Thriller, Terror, Ficção Científica

Sinopse: Tudo começa com a chegada de um Boeing 777, vindo da Alemanha, ao Aeroporto JFK em Nova Iorque. Depois da aterragem, a Torre de Controlo é incapaz de contactar o avião. Cedo descobrem que parece ter ocorrido uma avaria total; as luzes, os motores e mesmo o oxigénio, tudo está desligado. O segundo passo é, claro, resgatar passageiros e tripulação; mas os oficiais do aeroporto rapidamente percebem que está em causa mais do que uma simples avaria quando todos os ocupantes do Boeing são encontrados mortos.

A suspeita de pandemia insinua-se, levando os responsáveis a chamar o CCD (Centro de Controlo de Doenças) e o seu génio/ especialista Ephraim Goodweather. Goodweather vai descobrindo provas sinistras acerca desta nova doença, mas tudo foge do seu controlo quando os passageiros começam a desaparecer das morgues para onde foram transportados.

A minha segunda leitura de 2010 foi... completamente arrepiante.

Uma vez que sou uma leitora assídua de livros de Fantasia Urbana, os vampiros não são novidade para mim. Já li sobre vampiros sexy, perigosos, torturados e incompreendidos. A perspectiva dos autores Guillermo Del Toro e Chuck Hogan embora não seja 100% original (o vampirismo como doença foi explorado por Richard Matheson em "Eu sou a Lenda") é rara o suficiente para tornar a leitura de "A Estirpe" adictiva... e algo aterrorizante.

"A Estirpe" é uma obra "Pós-Apocalíptica" que tem muitas parecenças com os filmes de zombies clássicos (ou não fosse Del Toro, primariamente, realizador de cinema). Senão vejamos: um estranho vírus propaga-se pela cidade de Nova Iorque a um ritmo alucinante, transformando as pessoas em animais sedentos de sangue. Um grupo selecto de herois (incluindo Goodweather) tenta descobrir a origem desta pandemia enquanto matam vampiros a torto e a direito.

Cenas algo sangrentas em que pessoas ao acaso são violentamente atacadas por vampiros esfomeados repetem-se, na minha opinião, com algum exagero (lá está... o exagero reservado aos filmes de terror e/ou de zombies). Isto podia mesmo ser transformado num filme.
O enredo em si é algo cliché (vampiro chega, vampiro começa a transformar pessoas indescriminadamente), parecendo ser pouco mais do que uma "desculpa" para o gore.

Apesar disto, "A Estirpe" é uma leitura viciante, com muitas cenas de acção e algum mistério (apesar de ser um mistério... incipiente e muito básico). Recomendado para quem quer descontrair com um livro de terror que dá mesmo arrepios. Ah, não recomendado a Hipocondríacos.

1 comentário:

Tinkerbell disse...

tenho grandes expectativas p/ este livro espero vir a gostar quando o ler

bjs**