24 Abril 2012

Opinião: Graceling - O Dom de Katsa (Kristin Cashore)

Editora: Alfaguara (2008)
Encadernação: Capa Mole | 435 páginas
Géneros: Fantasia, Lit. Juvenil
Descrição: "No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos. Temida pela corte e rejeitada pelos jovens da sua idade, Katsa sente que o seu dom obscuro lhe ensombra a vida. Quando o pai do rei de Lienídia é raptado, Katsa não resiste a investigar o mistério de quem quereria matar o velho homem."
AVISO: contém SPOILERS
Eis outro livro para o qual tinha altas expectativas que foram ligeiramente defraudadas. Tenho ouvido muitas coisas boas sobre "Graceling - O Dom de Katsa" e esperava uma história excepcional; no entanto, apesar de ser um livro bem escrito e interessante houve alguns aspectos que me causaram uma certa confusão e que achei que foram explorados um bocado "do pé para a mão".

A premissa é relativamente simples: numa terra fantástica existem sete reinos, cinco dos quais se encontram em constante conflito devido à ambição dos seus Reis. Apenas os reinos de Lienídia e Monsea escapam a este ciclo e os seus Reis são considerados justos e bondosos.

Katsa, a nossa heroína é sobrinha do rei de Middluns e tem um dom estranho que faz com que toda a gente tenha medo dela: o de matar. Os seus golpes são sempre certeiros e mortíferos e o seu tio usa-a como assassina e intimidadora.

A história gira à volta de Katsa que em segredo constitui um conselho que se dedica a missões clandestinas de salvamento para tentar mitigar o sofrimento dos povos deixados à mercê destes Reis tirânicos. Durante uma das missões para o conselho Katsa investiga o desaparecimento do pai do Rei de Lienídia. O mistério prova ser mais complexo do que aparentava e Katsa vai ter de usar todos os seus recursos e o seu dom para chegar à elusiva resposta.

O mundo imaginado pela autora é interessante; apesar do setting medieval, não temos elfos ou anões, apenas humanos. E também não me parece que tenhamos magia (pelo menos até agora, não). Tudo o que temos são "seres humanos especiais" com dons (basicamente talentos ao quadrado) que podem ir desde ler mentes a saber dançar com mestria. Os "Gracelings", como são chamados os portadores destes dons, podem distinguir-se do resto da população pelos seus olhos: geralmente têm um olho de cada cor. A protagonista, Katsa, possui um dom muito raro e temido: consegue matar com simplicidade. Por isso inspira medo e inimizade.

Outro dos aspectos que gostei no livro foi o crescimento de Katsa e a viagem de auto-descoberta por que passou. No início era impaciente e resmungona e confesso não ter gostado muito dela mas cresceu e modificou-se bastante ao longo da história.

Como pontos fracos aponto algumas personagens que ficaram por desenvolver (o vilão, por exemplo); senti que existiam motivações que deviam ter sido explicadas e não foram.

No geral, uma boa leitura de fantasia, com um mundo apelativo e uma heroína forte mas feminina. Recomendado para amantes do género e fans de literatura YA que queiram um livro bem desenvolvido e sem insta-romance.



2 comentários :

WhiteLady3 disse...

YAY para livro sem insta-romance! Agora é ver se pego nele, o poder da moça até me parece interessante. :D

slayra disse...

Ela é muéda kick-ass. xD