21 setembro 2014

Opinião: O Beijo da Meia-Noite (Lara Adrian)

O Beijo da Meia-Noite de Lara Adrian
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 372 páginas
Géneros: Romance Paranormal
Sinopse.

Durante muito tempo resisti à maioria das séries de romance paranormal porque a minha preferência vai mais para a fantasia urbana, centrada na ação e não no romance.

Mas com a diversificação das leituras que tenho conseguido (mais ou menos) este ano e com a grande surpresa (positiva) que foi a série "Anjos Caídos" de J.R. Ward, decidi experimentar mais livros do género e esta série de Lara Adrian vem recomendada por amigos que já leram e pelas altas classificações no GoodReads.

Neste primeiro livro da Raça da Noite conhecemos Gabrielle, uma fotógrafa artista que um dia vai a sair de um bar e se depara com uma cena horripilante: um bando que parece estar a canibalizar um rapaz.

Mas ninguém acredita nela, pois não há provas de que o crime tenha acontecido.

Mas o crime aconteceu; foram na verdade vampiros renegados (viciados em sangue, tanto que não se conseguem controlar) que mataram o rapaz. E Lucan, um vampiro pertencente à Raça, uma elite que caça os que se renderam ao vício do sangue, decide ver o que Gabrielle sabe; e descobre que ela é uma "Companheira da Raça", uma mulher rara com os genes certos para poder "acasalar" com vampiros e dar à luz uma nova geração. Mas Lucan, que só pensa no dever, não quer ter nada a ver com Gabrielle...

O Beijo da Meia-Noite foi, sem dúvida, uma leitura compulsiva. A escrita da autora lê-se muito bem, mesmo em português. A história é particularmente descabida, o mundo criado faz pouco sentido e os dois protagonistas caem na cama demasiado depressa mas... dentro do género, e tendo em conta a sinopse, obtive do livro aquilo que estava à espera: uma leitura rápida, com cenas sensuais e uma história focada num romance instantâneo e com pouca profundidade. 

No geral, uma ótima leitura para passar o tempo, mas nada de especial... o mundo não convida o leitor a querer explorar particularmente os seus meandros e faz, pelo contrário, com que nos foquemos na história "romântica" (entre aspas porque são só cenas tórridas e luxúria na maior parte do livro).

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