28 outubro 2014

Opinião: Partials (Dan Wells)

Partials de Dan Wells
Editora: HarperCollins (2012)
Formato: Capa mole | 470 páginas
Géneros: Ficção científica, Lit. Juv./YA
Sinopse: "The only hope for humanity isn’t human.
In a world where people have been all but wiped out by a virus created by part-human cyborgs called ‘Partials’, and where no baby survives longer than three days, a teenage girl makes it her mission to find a cure, and save her best friend’s unborn child.
But finding a cure means capturing a Partial…"
Partials é mais um livro pós-apocalíptico, com uma heroína quase perfeita, um romance que é quase um triângulo amoroso e um enredo onde Nada É O Que Parece.

A Humanidade está nas últimas. Há onze anos, uma raça de super guerreiros criados geneticamente denominada “Partials” (Parciais), libertou um vírus mortal (o RM) que decimou uma grande percentagem da população humana. Os sobreviventes americanos (presumo) reuniram-se em Long Island, perto de Nova Iorque e iniciaram a difícil tarefa de sobreviver num mundo quase completamente destruído. Neste novo mundo, não há eletricidade, divertimentos e a tecnologia destina-se apenas aos serviços mais importantes (como o hospital).

Os sobreviventes são imunes ao vírus RM. Têm-no na corrente sanguínea mas não têm sintomas. Contudo, todas as crianças que nascem contraem o vírus e morrem ao fim de três dias. A raça humana não tem um nascimento há 11 longos anos e procura desesperadamente uma cura, ao mesmo tempo que impõe medidas de reforço à natalidade (como obrigar as mulheres a engravidarem o mais possível e cada vez mais novas), de forma a verem se nascem bebés imunes.

A nossa heroína, Kira, tem 15 anos e está a “estagiar” na maternidade. Farta de ver bebés morrer e ao saber que uma amiga de infância está grávida, decide que a única hipótese de conseguir uma cura é capturar… um Partial (aka guerreiro com mais força, rapidez, reflexos e sentidos mais apurados do que o ser humano normal).

Toda esta história nos é contada por fases e com um grau de pormenor que, sinceramente, achei desnecessário. Há uma primeira parte em que se fala imenso na Kira, na cidade dela, nos amigos, na política, etc. Ok, é bom que se estabeleça o mundo, mas foi “estabelecimento” a mais.

Depois, a captura e estudo do Partial. Foi interessante mas um pouco sensaborona. 

Por fim, a parte em que Kira descobre que é a mais especial de todas. Revirei imenso os olhos nessa parte. Mesmo antes da Grande Revelação ela já era quase uma geneticista e virologista melhor do que muitos profissionais com anos de experiência. Era preciso acrescentar mais?

No geral, uma leitura satisfatória. Gostei, mas não adorei. Acho que a ideia do autor é boa, mas que podia ter sido explorada de outra forma, com mais ação e não se arrastando tanto nalgumas partes. Estou curiosa acerca de algumas partes do livro (a empresa de genética ParaGen e os seus objetivos), mas não tenho pressa em ler mais.

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