28 dezembro 2009

Opinião: A Guerra é para os Velhos

A Guerra é para os Velhos de John Scalzi
Editora: Gailivro/1001 mundos (2009)
Formato: Capa mole | 328 páginas
Géneros: Ficção Científica
Sinopse (Gailivro): John Perry fez duas coisas no dia do seu septuagésimo quinto aniversário, primeiro visitou a campa da mulher e a seguir alistou-se no exército. A boa notícia é que a humanidade finalmente é capaz de viagens interestrelares. A má noticia é que planetas capazes de sustentarem vida são escassos e que raças alienígenas, dispostas a Lutarem para ficar com os planetas, são comuns. Sendo assim, nós lutamos para defender a terra e para manter o direito aos planetas que descobrimos. Longe da terra, a guerra dura há décadas. É brutal, sangrenta e não dá tréguas. A terra é um planeta atrasado em termos de desenvolvimento. O grosso da tecnologia e do desenvolvimento da humanidade está nas mãos das forças de defesa coloniais. O que todos sabem é que, quando se atinge a idade da reforma, pode-se juntar às FDC. Não querem gente jovem, mas quem tem os conhecimentos e a experiência de décadas de vida. O candidato será levado da terra, onde nunca mais lhe é permitido voltar. Irá servir dois anos na frente de batalha. e, se sobreviver, receberá um pedaço de terra numa das, arduamente conquistadas, colónias novas. John perry resolveu aceitar a proposta. Ele tem uma vaga ideia do que o espera. Porque a verdadeira luta, a anos-luz de casa, é muito mais dura que tudo aquilo que ele pode imaginar.
"A Guerra é para os Velhos" foi, talvez, o segundo livro de ficção científica que li este ano, mas sem dúvida aquele de que gostei mais. Apesar da descrição da Terra futurista nesta obra não ser tão captivante ou pormenorizada como a de "Carbono Alterado", por exemplo, gostei mais deste livro.

A história é bastante apelativa e interessante. O enredo é simples (por vezes demasiado simplista, mesmo) mas puxa-nos e a escrita é envolvente. John Perry tem a oportunidade de começar uma nova vida ao alistar-se nas Forças Coloniais, uma espécie de exército intergaláctico que tem como missão proteger as colónias terrestres de invasões alienígenas. O único problema é que tanto John como os outros recrutas (todos idosos) não sabem bem ao que vão, aquilo para que se alistaram. Achei a leitura muito envolvente porque vamos descobrindo ao mesmo tempo do que a personagem principal aquilo que o espera.

O mundo em que as personagens se movem é, como já referi, bastante simples; temos alienígenas insectóides, naves espaciais e muitos outros clichés a que a FC já nos habituou. No entanto, isso não diminui significativamente o prazer da leitura desta obra.

Já as personagens não me captivaram tanto, apesar de na generalidade terem personalidades realistas (ou seja, serem mais humanas do que em muitos dos livros de Ficção Científica que já li). Apesar de algumas sofrerem um destino trágico, não consegui ligar-me a elas o suficiente para o lamentar. Mesmo John Perry não me puxou muito.

No geral, uma leitura agradável, com uma história original, mas pouco pormenorizada e pretenciosa.

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