15 abril 2011

Booking through Thursday: Personalidade

Esta semana vem um bocado tarde porque ontem andei a adiar o dia todo e acabei por me esquecer. :)


Até há bem pouco tempo, qualquer pessoa podia examinar as tuas estantes e aprender bastante acerca de ti: quais os teus interesses, que tópicos favoreces, os teus autores preferidos e se lês muito ou pouco (ou pelo menos se compras muitos livros).
No entanto, isto está a mudar cada vez mais. Actualmente as pessoas preferem requisitar livros nas bibliotecas a comprá-los. Ou preferem ler nos seus e-readers e computadores. Não há tantos exemplares físicos nas estantes que indiquem aos teus visitantes quem tu és.
Achas que isto é uma coisa boa ou má?
No meu caso este problema de não ter livros suficientes nas estantes não se põe. Desde que me lembro que compro livros e até gosto de me chamar uma "tradicionalista" em certa medida, porque continuo a preferir ler em papel do que no computador (que não me dá jeito nenhum) e não tenho nenhum e-reader (mesmo que tivesse acho que continuaria a preferir ler livros de papel). Gosto de comprar, gosto de ver as capas e pegar no exemplar numa loja. Isso para mim faz parte da experiência de ler um livro; chamem-me maluca, mas muitas vezes começa na loja quando sou atraída pela capa, pego nele, leio a sinopse e por fim decido trazê-lo para casa e colocá-lo na minha estante. Por isso acho que nunca terei falta de livros nas estantes.

Não creio que por enquanto haja o risco das pessoas ficarem com as estantes vazias pois a maioria ainda opta pelo livro em papel e opta por comprar para ter na estante, especialmente se for um livro de que gostaram bastante.

De um modo mais geral, penso que há vantagens e desvantagens nesta nova realidade, ainda em estado "embrionário" mas que irá certamente ter mais peso num futuro próximo. A vantagem mais flagrante é que os e-books e os e-readers são amigos do ambiente (se bem que também se pode usar papel reciclado nos livros, creio ter ouvido ou lido nalgum lado que fica mais caro) e creio que quando forem suficientemente comuns o preço dos livros cairá um pouco o que pode incentivar à leitura. O mesmo se pode dizer das bibliotecas que também incentivam à leitura proporcionando livros quase de graça.
Por outro lado, creio que é importante para nós, enquanto seres que dependem do tacto, do cheiro e da visão termos um objecto físico na mão, quando se trata de livros. É por isso que se fizeram os e-readers de modo a emular a experiência de ler um "livro a sério"; podem passar-se as páginas, tem as capas a cores e acho que há mesmo um produto para simular o "cheiro a livros".

2 comentários :

Ana C. Nunes disse...

também acho que os verdadeiros 'amantes' de livros, tão cedo não irão trocar os volumes físicos. E grande parte das pessoas que conheço que lêem ebooks, se gostarem realmente do livro depois compram uma cópia física para ter na estante (eu incluída).

P.S.: O perfume a livros, para leitores de ebooks, é das invenções mais estranhas dos últimos tempos. :D

slayra disse...

Eu também faço isso, um exemplo foi a Sherrilyn Kenyon. Li os e-books e comprei os livros.

Lol, realmente como é que eles conseguirão reproduzir o cheiro a livros? O__O