07 dezembro 2011

Opinião: Desaparecidos (Michael Grant)

Desaparecidos de Michael Grant
Editora: Planeta (2010)
Formato: Capa Mole | 456 páginas
Géneros: Horror, Mistério, Ficção Científica, Lit. Juvenil
Descrição (GR): "E, se de repente, os telemóveis deixassem de funcionar, assim como os computadores e todos os outros aparelhos eléctricos e electrónicos. Sem pufs, flashes, luzes ou explosões. Nada. Mas há mais: não há nenhum adulto no perturbador universo de Desaparecidos.

Vem aí um novo livro capaz de tirar-vos o sono, provocar suores inesperados e fazer desaparecer o mundo exterior. Desaparecidos, de Michael Grant, pode não ser uma história de vampiros, mas vai vampirizar toda a vossa atenção. Leiam a sinopse, vejam o trailer, e digam-nos se não vos despertou o mesmo interesse.
"
Este livro foi surpreendentemente bom. Devido à premissa um pouco mirabolante e depois da crítica da Jen, que me deixou um pouco de pé atrás por causa da violência (que temi que pudesse ser gratuita) tinha expectativas baixas. Mas Michael Grant conseguiu cativar-me!

Um dia todos os adultos em Perdido Beach, EUA, desaparecem. Num momento estão lá e no outro... puff. Todos mesmo. Todos com mais de 14 anos. E só ficam as crianças.

Sam Temple, 14 anos, surfista, está na aula quando se dá o fenómeno. Ao princípio pensa que se trata de uma brincadeira... mas depois percebe que o mesmo aconteceu por toda a escola, por toda a cidade.

Agora Perdido Beach e arredores é habitada apenas por miúdos, que imediatamente esquecem as responsabilidades; a vida é bela: sem escola e sem adultos é só jogar, ver televisão e comer doces. Mas Sam e os amigos Quinn, Astrid e Emilio andam à procura do pequeno irmão de Astrid, que é autista e sabem que nem tudo está bem... porque há uma parede intransponível que rodeia a cidade; e porque de repente há cobras com asas e coiotes falantes. E, claro, há também os poderes...

"Desaparecidos" é parte thriller e parte ficção científica e parece ser uma mistura bem conseguida de "O Senhor das Moscas", "X-Men" e "Perdidos". A premissa tinha o potencial para se tornar uma desgraça irrealista, mas o autor conseguiu dar à história uma magnífica verosimilhança.

As personagens são igualmente realísticas e comportam-se na generalidade das situações, como as jovens crianças do século XXI que são. Certas cenas de violência e bullying extremo são chocantes, certamente, mas penso que não fogem muito à realidade do que seria o comportamento de um bando de crianças e pré-adolescentes numa situação extrema.

Cheio de acção, suspense e algumas cenas chocantes, "Desaparecidos" é um thriller de ficção científica que deixará os leitores em pulgas para saber o que vem a seguir. Há tantos mistérios meio absurdos a ser desvendados que certamente os leitores se sentirão compelidos a ler o próximo volume "Fome". Recomendado aos amantes de ficção científica e da série "Perdidos" (comparação que me deixa um bocado receosa, uma vez que não gosto assim muito desta série mas pronto); mas atenção, algumas partes do livro são um pouco desagradáveis.

1 comentário:

Laura disse...

Não estava nada à espera que este livro pudesse ser bom, mas, pelos vistos, enganei-me.
A violência não é, então, assim tão gratuita?