20 março 2013

Opinião: The Perks of being a Wallflower (Stephen Chbosky)

Editora: Pocket Books (2009)
Formato: Capa Mole | 231 páginas
Géneros: Literatura juvenil
Descrição (GR): "Charlie is a freshman. And while he's not the biggest geek in the school, he is by no means popular. Shy, introspective, intelligent beyond his years yet socially awkward, he is a wallflower, caught between trying to live his life and trying to run from it. Charlie is attempting to navigate his way through uncharted territory: the world of first dates and mixed tapes, family dramas and new friends; the world of sex, drugs, and The Rocky Horror Picture Show, when all one requires is that perfect song on that perfect drive to feel infinite. But Charlie can't stay on the sideline forever. Standing on the fringes of life offers a unique perspective. But there comes a time to see what it looks like from the dance floor.
The Perks of Being a Wallflower is a deeply affecting coming-of-age story that will spirit you back to those wild and poignant roller-coaster days known as growing up."
"The Perks of being a Wallflower" (e aqui refiro a tradução brasileira do título, que acho excelente - "As vantagens de ser invisível") é um mais um livro sobre a vida adolescente, o que se costuma chamar uma "coming of age story". Nunca tinha ouvido falar no livro até ter visto as notícias sobre o filme, que conta com a presença de Emma Watson. Curiosa, decidi ir espreitar a página do Goodreads... e qual não foi o meu espanto quando constatei que o livro era até bastante popular!

Isto surpreendeu-me, porque pela premissa, parece-me uma história bastante vulgar, das que existem aos montes no mercado YA hoje em dia. Mas uma vez que o autor escreveu o livro para aí em 1999, talvez não fosse um género tão desenvolvido nessa altura... enfim.

Charlie é um jovem acanhado e estranho. A complexidade da sua mente e dos seus pensamentos é apenas suplantada pelo seu comportamento taciturno e simplista. Não é um rapaz popular e não entende realmente o que é ser adolescente... até que conhece Patrick e Sam.

E como disse, "The Perks of being a Wallflower" é sobretudo uma história de desenvolvimento, do desabrochar da mente e da sociabilidade. O Charlie vai-se tornando mais sociável e mais interessado no mundo que o rodeia à medida que convive com os seus amigos. Comete erros, torna-se confidente de alguns dos membros do seu grupo e basicamente vai transformar-se de observador em participante.

Gostei da prosa do autor. É simples, clara e sem floreados. Adapta-se bem a Charlie, uma personagem analítica e muito inteligente, mas algo anti-social  As subtis mudanças na própria escrita (o livro está escrito de forma epistolar)  demonstram as mudanças no próprio personagem. E claro, sendo uma adolescente dos anos 90 (ligeiramente mais nova do que o Charlie, que tem 15 anos em 1991) adorei as referências a esta década. Gostei também do facto de este livro mostrar a realidade da adolescência de forma crua e realista.

Por outro lado... talvez a realidade destes adolescentes seja demasiado crua. Tudo parece acontecer a estes adolescentes, passam por todos os traumas, por todas as tragédias que um ser humano (adolescente ou adulto) pode passar. É demasiado trauma enfiado num só livro. Por estranho que possa parecer, o livro é demasiado intenso. Lida com demasiados temas problemáticos. É... demasiado. Se é que faz sentido.

No geral, um livro definitivamente diferente. É cru, faz pensar e não poupa os leitores às realidades mais desagradáveis da vida. Mas creio que o autor fez passar o seu limitado "cast" de personagens por demasiados problemas. No fundo isso fez-me alguma impressão. Alguns dos temas deixaram-me incomodada (o que suponho, era o objetivo e que isso significa que o autor o atingiu), o que fez com que não soubesse muito bem se gostei muito ou só mais ou menos do livro. É por isso que não ofereço classificação para este.

2 comentários :

Diana Marques disse...

Tenho cá esse livro, em ebook, e com a tua opinião, fiquei ainda com mais vontade de o ler, porque eu gosto desses livros intensos.
Fiquei mesmo curiosa, agora :)

slayra disse...

É um livro que me deixou confusa. Não sabia bem o que sentir quando acabei de o ler, mas penso que é demasiado dramático. Tudo acontece aqueles miúdos, irra! O.o