25 março 2014

Opinião: A Corte dos Traidores (Robin Hobb)

A Corte dos Traidores by Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência (2009)
Formato: Capa mole | 348 páginas
Géneros: Fantasia
Descrição (GR): "Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.
Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte.
Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável."
Neste terceiro volume de A Saga do Assassino, Fitz e o rei expectante Veracidade têm de lutar não apenas contra os misteriosos Navios Vermelhos mas contra as intrigas de Majestoso que de uma forma nada subtil vai tentando aproximar-se cada vez mais do trono.

A segunda metade do segundo volume de The Farsee Trilogy traz-nos de volta a Torre do Cervo. Fitz está agora completamente enredado nas intrigas da corte, que incluem as maquinações de Majestoso. Gostei ainda mais (se possível) deste volume, que se centrou nas já referidas intrigas. Apesar das mesmas serem algo óbvias e de quase todos aqueles que eu esperava se terem revelado "vilões", gostei de ler sobre o jogo de danças e contradanças entre os partidários de Veracidade e de Sagaz e os de Majestoso.

Fitz ganha lentamente protagonismo na sua própria série, afirmando cada vez mais a sua personalidade e lealdade a certos conceitos que lhe foram incutidos por Castro em livros anteriores. Como a narrativa é na primeira pessoa conseguimos ver todos os passos da evolução de Fitz, os seus pensamentos, os seus medos e as suas esperanças.

É também neste terceiro volume que a magia de Fitz (a Manha) se vai desenvolver mais e que ele dá mais alguns passos relativamente ao Talento. Devo dizer que gostei bastante de obter mais informações sobre estes tipos de magia.

Tal como desejava no volume anterior, Kettricken teve um papel mais ativo na narrativa, o que foi bastante bom, uma vez que ela continua a ser uma personagem muito interessante. Quanto ao Bobo, teve um papel mais secundário neste livro e devo dizer que pensei que foi um bocado irritante apesar de continuar com curiosidade acerca das suas capacidades.

O final foi... previsível nalguns aspetos, imprevisível noutros.

No geral, uma obra de leitura compulsiva que apresenta um soberbo desenvolvimento das personagens e um enredo mais intrincado e interessante do que os livros anteriores. Estou com bastante curiosidade relativamente aos Antigos e aos Navios Vermelhos, que ainda não foram explorados pela autora. Fantasia no seu melhor.

Nota sobre a tradução: Devo dizer que as traduções destes livros me agradaram em geral. Por vezes dou com termos completamente estranhos nas traduções, mas estas fluem bastante bem, o que é uma agradável surpresa.

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