01 junho 2014

Opinião: Quando éramos mentirosos (E. Lockhart)

Quando éramos mentirosos by E. Lockhart
Editora: ASA (2014)
Formato: Capa mole | 312 páginas
Géneros: Mistério/Thriller, Romance contemporâneo, Lit. Juvenil/YA
Descrição: "E se alguém lhe perguntar como acabar este livro… MINTA.
A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem exceção.
É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da fortuna familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadence é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso simplesmente não pode acontecer.
Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto. Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si."
Tenho um "histórico" pobre com romances contemporâneos "young adult" (bem... romances contemporâneos em geral, na verdade), mas os livros desta autora estão sempre tão bem classificados, que, juntamente com o facto de este livro ser um "lançamento mundial", decidi que talvez fosse um livro que valesse a pena ler.

E, felizmente, desta vez até foi. Mais ou menos. Ou, pelo menos não me apeteceu atirar o livro à parede porque estava frustrada por ter gasto dinheiro nele. De facto, li-o num dia e, não sei se foi porque estou com PMS ou porque o livro é genuinamente comovente (desconfio que seja a primeira hipótese), até fiquei com uma lágrima ao canto do olho no final. Para que conste isso é extremamente raro.

Enfim. Então sobre o que é este livro? Bem, este livro é sobre uma rapariga chamada Cadence que vem de uma família super rica e que tem possivelmente tudo o que podia querer, embora obviamente seja extremamente infeliz. A família dela tem uma ilha privativa (sim, leram bem) e ela vai aí passar todos os Verões com os primos. Ela e os primos formam um grupo chamado "Mentirosos". E... acontecem coisas. Simplesmente não posso dizer mais senão é spoiler. Mas é trágico e é intenso e woe!

Este livro não escapa a ser, no geral, um enorme cliché sobre a adolescência, misturado com uma tragédia semigótica, com uma pitada de "Lost" para dar sabor. Mas é uma leitura viciante. Mesmo viciante, das que nem damos pelo tempo (e páginas) passar, ainda agora começámos e bam, já estamos na página 100, como é que isso aconteceu? É possivelmente uma mistura de capítulos super curtos, escrita fluída e do rol de personagens embrenhadas nos seus dramas familiares.

Personagens, história e desenvolvimento de ambas são um estereótipo gritante para este estilo de livro, mas a escrita da autora tem algo que nos prende, que nos faz identificar com as personagens e embrenhar-nos na história. Certamente que este livro não nos apresenta grandes revelações de vida, mas puxa-nos pela alma, ou pelo menos pelos canais lacrimais. Apesar de, estranhamente, o enredo ser algo rebuscado.

No geral, gostei. Só gostaria que a escrita tivesse sido um pouquinho menos pretenciosa, por vezes. Mas foi uma ótima leitura. Recomendado para os fãs de John Green... penso eu.

1 comentário :

Rosana Maia disse...

Olá :)

Ainda não conhecia este autor nem este livro. No entanto, fiquei curiosa com a tua opinião :)
Boas viagens

Rosana
http://bloguinhasparadise.blogspot.pt/