29 agosto 2014

Opinião: Oferenda Mortal (J.D. Robb)

Oferenda Mortal de J.D. Robb
Editora: Chá das Cinco/SdE (2010)
Formato: Capa mole | 284 páginas
Géneros: Mistério, Romance contemporâneo, Ficção científica
Sinopse.

Aviso: contém pequenos SPOILERS para o livro anterior.
(A edição lida está em inglês, mas apresentam-se os dados da portuguesa).

Este sétimo livro da série "Mortal" abre de forma semelhante a todos os outros e tem uma estrutura semelhante a todos os outros: crimes em série, o Roarke a mudar os seus horários para cuidar da Eve e para se intrometer na investigação criminal, conferências de imprensa e muito sexo entre o casal principal.

Assim, foi com alguma apreensão que iniciei a leitura. Afinal, tenho gostado bastante da série, mas mesmo assim não posso deixar de admitir que a fórmula em todos os livros é idêntica, ainda mais nestes últimos em que Eve já confrontou parcialmente os "demónios do passado" e está a construir uma rotina. Rotina essa que nos é apresentada no livro.

E, durante grande parte do livro, esta semelhança com livros anteriores fez com que a leitura andasse mais devagar do que gostaria.

Em Oferenda Mortal, estamos na época natalícia, uma época bastante stressante para a maioria das pessoas e ainda mais para Eve, que nunca teve de se preocupar em arranjar presentes para ninguém e agora tem uma data de amigos e mesmo uma família.

No entanto, parece que há outras pessoas que também têm memórias traumáticas deste período e quando um assassino em série vestido de Pai Natal, começa a atacar, Eve terá de despender esforços (que lhe podem custar mais do que o normal, pois ainda tem sequelas de ter sido atingida por uma arma no livro anterior) para impedir que mais pessoas morram.

O que me irrita um bocado nestas investigações é que a Eve nunca chega lá sozinha. Há sempre um elemento de sorte, ou tem uma testemunha ou o assassino comete um erro. Apesar de investigar que se farta, a Eve nunca chega à conclusão correta e diz: "É este o criminoso. Vamos prendê-lo". E isso não ajuda a que o leitor a veja como muito boa naquilo que faz, como todas as personagens insistem que ela é.

Mas voltando a este livro em específico, este estava a ser uma leitura bastante típica para esta série. O que salvou realmente o livro foi Peabody, que finalmente mostrou alguma emoção para além de uma admiração desmesurada por Eve (que às vezes consegue ser bastante mal criada para a sua ajudante), McNab o detetive informático e Charles, o prostituto com quem a Peabody sai algumas vezes. Roarke e Eve limitam-se a repetir tudo o que fazem noutros livros.

No geral, uma leitura que me custou por causa da sua semelhança com outros livros da série. Como é que os leitores ainda não se fartaram ao fim de 40 livros não sei. Vou ler os próximos, mas se a fórmula para os mistérios continuar a mesma e se não houver mais desenvolvimento de Eve e Roarke (por amor da Santa, zanguem-se ou algo do género!), por mais que goste da série, acho que não vale a pena continuar e ler 532 vezes o mesmo livro. 

Da mesma série:
  1. Nudez Mortal
  2. Glória Mortal
  3. Fama Mortal
  4. Êxtase Mortal
  5. Cerimónia Mortal
  6. Vingança Mortal

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