06 novembro 2014

Opinião: O Primeiro Marido (Laura Dave)

Editora: Topseller (2014)
Formato: Capa mole | 255 páginas
Géneros: Romance
Sinopse: "Annie Adams está a alguns dias de celebrar o seu 32.º aniversário e pensa que encontrou, finalmente, a felicidade.
Jornalista, escreve uma coluna semanal sobre viagens e passa a vida a explorar os lugares mais exóticos e interessantes do mundo. Vive em Los Angeles com Nick, o namorado com quem já pensa casar, numa relação aparentemente feliz que já conta com cinco anos. Quando Nick chega a casa e a informa de que, «segundo a terapeuta», talvez precisem de «um tempo», Annie fica destroçada.
Perdida num turbilhão de sentimentos, Annie acaba por conhecer Griffin, um charmoso chef, que de imediato a conquista. E em apenas três meses, Annie dá por si casada, a reconstruir a sua vida numa zona rural do Massachusetts.
Mas quando Nick lhe pede uma segunda oportunidade, Annie fica dividida entre o seu marido e o homem com quem ela sente que deveria ter casado."
Ora bem, vamos lá então tecer uma opinião ao livro “O Primeiro Marido”. Que também pode ser intitulada “Como a Patrícia é enganada, vez após vez, pelas sinopses e capas dos livros e mesmo assim não aprende a lição”.

“O Primeiro Marido” conta a história de uma mulher (não me lembro do nome dela, I kid you not, mas isso agora não interessa nada) que tinha uma relação com um homem que, de repente decidiu que queria “dar um tempo”. E a mulher, com o coração partido, vai a um bar, embebeda-se, conhece um homem giro e, três meses mais tarde está casada (não, não estou a gozar).

E o resto do livro é uma espécie de “overload” de prosa horrorosa, pseudo poética que pretende dizer muito e vir mesmo, mesmo, do coração, mas não diz nada e quase não passa de um conjunto de frases aleatórias.

E o que se aprende com esta treta deste livro é que a protagonista tinha uma vida em que se sentia confortável (lembrem-se quem não gostava era o namorado) e que chega um homem qualquer todo bom e ela casa-se, e de alguma forma ele convence-a de que ela não sabe bem o que quer (ela escrevia sobre viagens, viajava e sentia-se bem com a sua vida), mas ele sabe e é ir viver para a aldeia onde ele nasceu (população 300) e tentar arranjar lá emprego enquanto ele abre o restaurante dos seus sonhos. E sinceramente, este livro é uma treta tão grande que já me saía incredulidade pelos olhos.

Assim, com uma prosa pretensiosa e horrível e uma história que pretende mostrar como uma mulher “se encontrou a si própria” (vivendo intensamente os sonhos do seu homem), esta é uma das piores leituras deste ano. Bestseller do New York Times ou não. 

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