08 janeiro 2015

Opinião: Generation V (M.L. Brennan)

Editora: Roc (2013)
Formato: e-book | 320 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

“Generation V” já me havia chamado a atenção há algum tempo, especialmente por ser uma fantasia urbana com um protagonista masculino. No final do ano passado, decidi finalmente ler o primeiro da série e fiquei imediatamente viciada!

Fortitude Scott, mais conhecido por Fort, tem uma vida bastante normal… para um vampiro. Depois de uma licenciatura virada para as Artes Cinematográficas, Fort vê-se obrigado a, não só trabalhar num café, bem longe da sua área preferida, como a partilhar o apartamento com um estudante de doutoramento que não lhe paga a renda há quatro meses e ainda por cima lhe anda a dormir com a namorada.

Mas o maior problema de Fort é a sua família. Madeline Scott, com mais de 600 anos é a governante incontestada de um vasto território, povoado de criaturas sobrenaturais e tanto ela como os seus filhos mais velhos e irmãos de Fort, a Prudence e o Chivalry, acham que ele é estranho por ter reações tão humanas… mas claro que Fort ainda não é bem um vampiro.

Quando os Scott oferecem hospitalidade a um vampiro vindo de Itália, Fort tem oportunidade para conhecer outro vampiro que não a sua família. Será que todos os vampiros são tão frios e distantes da humanidade como os Scott? Ou existirão vampiros que tenham algo em comum com Fort.

Aquilo de que mais gostei neste livro, sem sobra de dúvida, foi a mitologia. Brennan concebe os seus vampiros como seres completamente biológicos (e vivos) e explica de forma bastante pormenorizada e original a sua conceção. Nestes livros, os vampiros nascem de hospedeiros humanos após estes serem “modificados” através da substituição do seu sangue pelo sangue do vampiro que deseja “conceber”.

Os vampiros não vivem para sempre; vivem muito tempo e à medida que o tempo passa, vão ganhando cada vez mais as características que conhecemos: a aversão à luz do sol, a necessidade de se alimentarem de sangue humano e muito mais.

Fortitude foi uma personagem interessante, um rapaz algo perdido, dividido entre a sua família e aquilo que é, e entre o lado humano que teme poder perder quando a sua transição para vampiro estiver completa. Suzume, a kitsune que ajuda Fort neste livro foi também uma personagem super engraçada e energética.

Quanto ao enredo, foi… intrigante e arrepiante. Uma espécie de cruzamento entre “Mentes Criminosas” e um filme qualquer sobre um vigilante. Algumas das cenas fizeram-me alguma impressão, mas achei a história bem conseguida e que havia um bom equilíbrio entre o enredo e a vida pessoal e interior de Fort.

No geral, um ótimo primeiro livro de fantasia urbana. Com ação, criaturas sobrenaturais, uma escrita cativante e uma mitologia bastante original, como poderia ter resistido a saltar logo para o segundo?

Sem comentários: