02 março 2015

O mês em leituras (fevereiro): experiências com banda desenhada e ficção científica

Muitos blogues (o Estante de Livros, por exemplo) fazem uma espécie de apanhado mensal das leituras. Nunca o fiz, quer por preguiça, quer porque... bem, suponho que tenha sido apenas por preguiça. Mas como esta mesma preguiça me levou a pura e simplesmente não escrever opiniões da maioria dos livros que li, achei que esta era uma boa forma de não os deixar passar em branco (e, talvez, de diversificar um pouco o blogue, se bem que... nem por isso?).

Este mês foi marcado pela leitura conjunta (ainda a decorrer, ahah) com a Whitelady, do livro "O Primeiro Homem de Roma" de Colleen McCullough. Foi uma obra que me impressionou pela positiva, se bem que não é uma leitura propriamente "leve" (pun intended). Por isso fui intercalando a mesmo com a leitura de algumas bandas desenhadas da Marvel, nomeadamente os X-Men, que sempre quis começar a ler, mas nunca tive coragem, porque não é fácil começar uma série com 50 anos de edições, finais e recomeços. Mas, como sempre, a Internet veio em meu auxílio e encontrei um artigo intitulado "10 Easy Entry Points into the Continuity Quagmire that is 'X-Men' Comics" e lá me decidi a começar pela série "All New X-Men".

Não publiquei opiniões porque não tenho muito a dizer sobre uma série ainda incompleta, mas estou a gostar da experiência.

Fevereiro foi um mês estranhamente diverso em leituras. Li um pequeno conto clássico, Carmilla, do qual gostei bastante. Li manga e banda desenhada "ocidental" (os tais X-Men, em várias incarnações - também molhei o pé na edição dos Ultimate X-Men que tenho cá em casa). Li as minhas habituais fantasias urbanas (das quais não gostei por aí além).  

E li alguns livros de ficção científica que me marcaram de formas diferentes (e aos quais dou o destaque para este mês):

Rendez-vous com Rama de Arthur C. Clarke foi uma agradável surpresa. Passo a explicar: a minha experiência com a prosa de "1984" de George Orwell, que li no final do ano passado foi... terrível. Por isso fiquei com bastante receio de ler autores clássicos de ficção científica (para além disso, sempre tive medo que estes livros me soassem "datados", com tecnologias que ou já tivéssemos atualmente ou que simplesmente me parecessem ridículas tendo em conta as descobertas atuais). Felizmente, este livro de Arthur C. Clarke foi uma leitura incrível e bastante atual (exceto a poligamia, não percebi bem essa, mas enfim). O final do livro deixou-me bastante interessada e devo dizer que concordo totalmente com ele e com a visão do autor. Esperem mais leituras de livros de Clarke no futuro.

O outro livro de FC que li é bastante mais recente (de 2006). Trata-se de Blindsight de Peter Watts. Este livro deu cabo da minha cabeça porque é mesmo a definição de "hard sci-fi" e não consegui seguir todas as explicações a 100%, confesso. Digamos que não é  muito "user friendly". Além disso, o rumo escolhido pelo autor deu-me a volta à mioleira e, enquanto estudante de ciências sociais com alguma afinidade pela filosofia, achei o seu conceito ao mesmo tempo revoltante, impossível (ou pelo menos assim o gostaria de acreditar) e muito, muito apelativo (e horrivelmente possível, pelo menos da forma como o autor o descreve. Hei, é uma possibilidade! Que medo.). Recomendo este livro a todos os amantes do género, muito mais do que alguma vez poderia recomendar outros livros recentes como Robopocalipse, por exemplo.


Rubrica da autoria de vários sites. Título (c) Bookeater/Booklover

1 comentário :

randomutopias disse...

Fiquei surpreendida que não tenhas ficado impressionada por 1984! É um dos meus livros favoritos, sem qualquer dúvida. Mas vou ler a crítica que realizaste e comentar lá.

Também tenho tido interesse em debruçar-me sobre ficção científica, moderna e antiga, mas infelizmente não tenho tido muito tempo para ler ou possibilidade de comprar livros novos - e com a falta de tempo nem sempre é boa ideia investir em livros de biblioteca... depois fico de castigo haha