26 março 2015

Opinião: How to Tame your Duke (Juliana Gray)

Editora: Headline Eternal (2013)
Formato: Capa mole | 320 páginas
Géneros: Romance histórico

Mais uma autora que nunca tinha lido, mas cujo livro estava nas minhas prateleiras há já algum tempo (menos do que o normal, no entanto).

Esta série (A Princess in Hiding) faz uso de outra das minhas temáticas favoritas neste género de livros: a rapariga mascarada de rapaz (eu sei, eu sei que é bastante irrealista, mas é divertido).

Emilie, Stephanie e Luisa são três princesas de um pequeno principado alemão. Após o assassínio do seu pai e do marido de Luisa (a irmã mais velha), presumivelmente por um grupo de anarquistas, as três princesas fogem para Inglaterra, de onde era originária a sua mãe. 

O tio delas, o Duque de Olympia, engendra um plano para as esconder de potenciais assassinos ou raptores enquanto ele investiga o caso. O plano consiste em mascarar as três raparigas de rapazes e mandá-las para locais diferentes em Inglaterra.

Este livro foca-se em Emilie, a irmã do meio, que é mandada para a propriedade rural do Duque de Ashland, para ser tutor(a) do filho deste, Freddie, de 15 anos.

O duque sofreu mazelas graves do seu tempo em combate e isola-se devido a isso e ao abandono pela sua mulher, mas Emilie sente-se atraída por ele. Quando surge uma oportunidade de se tornar sua amante, Emilie não resiste. Mas o duque não sabe que a sua amante e Mr. Grimbsy, o tutor de Freddie são a mesma pessoa.

Este livro foi... absurdo. A premissa não encaixa e não é minimamente realista, mesmo tendo em conta o facto de que é muito difícil fazer uma mulher passar por homem (especialmente na Inglaterra vitoriana). Ok, logo aí temos um problema, mas estranhamente há autores que conseguem. Mais ou menos. Neste livro, não é realista porque o duque passa imenso tempo com Emilie na qualidade de amante e nunca suspeita sequer que Mr. Grimbsy é a mesma pessoa. O quê?

Este é um daqueles romances históricos que vive do romance e da sensualidade da situação (ao invés da investigação cuidada da época e do desenvolvimento profundo das personagens), o que não me incomoda de sobremaneira (gosto de ler ambos os "subtipos"), exceto pelo facto de este livro não mostrar um romance especialmente convincente. O duque apaixona-se à primeira vista por uma mulher que mal conhece (ou seja, queria era ir para a cama com ela), parece adorá-la exageradamente mas, novamente, não se apercebe que a Emilie e o Grimbsy são a mesma pessoa.

A parte com mais ação lá mais para o fim também me pareceu um pouco forçada.

O que salva este livro (para além do facto de ser uma leitura rápida e com uma escrita competente) é o filho do duque, Freddie, que é um personagem bastante engraçado.

No geral, uma leitura mediana. Gostei, mas não acho que o livro tenha algo de distintivo dentro do género e tendo em conta que já vou em 180 romances deste género, lidos, penso que começo a procurar algo que não seja tão... cliché, escrito até à exaustão. Mas, para quem está a começar dentro do romance histórico, poderá ser uma leitura engraçada.

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