Mostrar mensagens com a etiqueta Naoko Takeuchi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Naoko Takeuchi. Mostrar todas as mensagens

03 janeiro 2014

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vols. 8-12 (Naoko Takeuchi)

Editora: Kodansha Comics (2012 e 2013)
Formato: Capa mole
Género: Fantasia, Romance,  Ficção Científica, Lit. Juvenil/YA

Aviso: SPOILERS!!
E acabou. Acabei o manga das Navegantes da Lua e deixem-me dizer-vos... que viagem! O manga tem muito mais desenvolvimento emocional do que o anime, é mais focado nos sentimentos de cada personagem e cada uma delas passa por muito para crescer.

No volume 8 assistimos ao final do "arc" dos Death Busters (Infinity no manga). A Hotaru é agora a Mistress 9, um inimigo. A navegante da Lua decide combater o Pharaoh 90 sozinha porque tudo parece perdido e as Navegantes não podem fazer nada. Depois aparece a navegante de Saturno que para salvar o mundo tem de o destruir. 
Este volume é especialmente emocional porque acontecem tantas, tantas coisas às navegantes e ao mascarado, especialmente no final quando se sentem impotentes perante a eminente destruição do mundo. Vemos o afeto do Mamoru pela Usagi bastante bem.

Felizmente o poder inesgotável do Cristal Prateado (e é importante notar que a autora frisa que este cristal é especial e que não se deve tudo à super-especialidade maravilhosa da Usagi) salva o dia e tudo volta ao normal. O último capítulo inicia o "arc" seguinte, o do Death Moon Circus (Dream no manga), que sinceramente, sempre foi o que gostei menos. No anime sempre me pareceu que esta temporada era muito confusa e depois da excelente Sailor Moon S, uma desilusão.

Mas os volumes 8, 9 e 10 fazem um ótimo trabalho a unir as pontas do que, no anime, é um enredo fragmentado. As motivações do inimigo e as suas origens são explicadas de forma coerente e interessante e ficamos a perceber quem é realmente a Nehelenia (basicamente o oposto dos habitantes do Milénio Prateado). Também aparecem personagens que terão mais tarde um papel importante (falo do Quarteto das Amazonas) e que no anime são muito secundárias. 

Basicamente, gostei do facto de este "arc" no manga estar intrinsecamente ligado às personagens principais, ao reino da lua e a navegantes do passado e do futuro. Tem algumas semelhanças com o "arc" original, mas é interessante e fornece "backstory" para o único planeta que parece não ter poderes significativos: a Terra. Para falar verdade penso que este "arc" complementa o primeiro, o do Dark Kingdom (a rainha Beryl), pois ficamos a saber mais sobre os vários poderes que atuam no Sistema Solar. As navegantes têm, como sempre, conflitos emocionais com que lidar e ganham novos poderes.

O último "arc" é o das Stars. Neste "arc" a ameaça da Shadow Galaxia apodera-se da Via Láctea e as navegantes descobrem que não estão sozinhas: cada planeta tem um guardião (navegante) e todas as formas de vida têm "Sementes de estrela". As navegantes terão de lutar para preservar o Caldeirão primordial que é a origem de toda a vida na galáxia.

Fiquei um bocado de pé atrás com este "arc" porque apesar da autora nos explicar muito sobre as navegantes planetárias, nunca sabemos muito sobre a inimiga principal, a Galaxia. A sua história é contada de forma resumida, mas parece-me que haveria muito mais a dizer. Da mesma forma, o Caos tem um papel demasiado pequeno e a maioria das navegantes vai "desaparecendo" ao longo dos últimos volumes pelo que não há muito sobre elas.

A navegante da lua é a personagem que redime um pouco este "arc"... não a sua persona do presente, que tem a atitude correta que lhe conhecemos mas a sua incarnação do futuro distante, porque admite fraqueza, imperfeição e mesmo... cobardia. Também gostei do papel mais ativo da princesa Kaguya e dos guardiões das navegantes (Luna, Artemis, Diana, os corvos da navegante de Marte, etc).

No geral, adorei. Tenho sempre medo de ler os livros depois de ver os filmes, mas neste caso não faz mal porque o anime e o manga são tão diferentes um do outro. No manga tudo se passa mais rápido, sim, mas a história está mais bem encadeada e as personagens crescem muito mais, para além de serem mais humanas e interessantes. Além de que não há aquela separação entre as navegantes principais e a Neptuno, Urano, Plutão e Saturno; é notório que gostam umas das outras e são amigas. E não posso deixar de referir as magníficas ilustrações a cores e a qualidade da arte na maioria dos volumes. Recomendado!

Outras opiniões sobre a série:

15 dezembro 2013

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vols. 4-7 (Naoko Takeuchi)

Editora: Kodansha Comics (2012)
Formato: Capa mole | ? páginas
Género: Fantasia, Romance,  Lit. Juvenil/YA
Descrição (vol. 4): "A new group calling themselves Black Moon is after Usagi and the rest of the Sailor Guardians, wielding a new power known only as the Malefic Black Crystal. Chibi-Usa may be the key to it all, but to find the answers and rescue her kidnapped friends, Usagi will have to journey through time to the 30th century and discover what fate has in store. 
This new edition of Sailor Moon features: 
- An entirely new, incredibly accurate translation 
- Japanese-style, right-to-left reading 
- New cover art never before seen in the U.S. 
- The original Japanese character names 
- Detailed translation notes"
AVISO: SPOILERS para o anime e manga (pequenos)

No 4º volume de Pretty Guardian Sailor Moon continuamos a seguir a luta das Navegantes contra os misteriosos inimigos da Lua Negra. 

Tal como no anime, as Navegantes têm de enfrentar as quatro irmãs "da Caça" e o Ruby. Têm de proteger a Chibi-Usa do inimigo e tentar perceber qual o objetivo do mesmo.

Devo dizer que não gostei tanto do 4º volume como dos anteriores. Apesar de a história avançar consideravelmente (tudo se passa muito mais depressa do que no anime), penso que a falta de quase todas as Navegantes durante a maior parte do livro fez com que o apreciasse menos. A Usagi (Bunny) é um pouco irritante neste volume também. 

No 5º volume, as Navegantes (ou melhor, a Navegante da Lua) derrotam finalmente a Lua Negra e o seu vilão-mor, o Wiseman. O que achei interessante nesta história, foi a sensação de ter conseguido pormenores novos sobre a história. O porquê da Lua Negra (ou Nemesis) atacar o Cristal Tóquio é bastante mais lógico no manga; mais bem explicado. As origens do poder da Lua Negra são também mais evidentes. Gostei sobretudo de como as personagens (boas) não são completamente, 100% boazinhas... a Usagi tem ciúmes parvos e a Chibi-usa sente-se posta de parte e inútil e é por isso que se torna a Black Lady. No entanto, acho que a autora explorou a vertente emocional do enredo apenas de forma muito superficial; talvez seja porque acontece tudo "à velocidade da luz", mas teria gostado de saber mais sobre as motivações das personagens. Enfim. 

Outro aspecto de que gostei foi a "continuidade", relativamente à história anterior. As histórias no manga não são "estanques", as Navegantes recebem poderes e vão crescendo com o acumular de experiências. E claro, adorei o papel da Navegante de Plutão.

Os volumes 6 e 7, detalham a história da minha temporada favorita da Sailor Moon (no anime)... a temporada dos Death Busters. Mais uma vez, achei que os painéis estavam muito cheios e algo confusos, como se a autora tivesse espaço limitado para contar a história (e se calhar é verdade).

As Navegantes derrotaram a Lua Negra, mas um novo perigo aproxima-se. Luna e Artemis descobrem uma estranha fonte de energia em Tóquio, concentrada na Academia Mugen e estranhos monstros atacam os cidadãos da cidade. Ao mesmo tempo, novas guardiãs aparecem, mas estas misteriosas guerreiras não parecem querer nada com as Navegantes.

Apesar da temporada dos Death Busters ser muito diferente no anime e no manga, gosto igualmente das duas. O anime dura mais, claro, mas mesmo assim tive a sensação de que apreendi nuances da história, do "background" que não estão explicadas no anime. Por exemplo, no anime os Death Busters são apenas uns vilões que querem dominar a Terra e são cientistas. No manga, é-nos explicado porque é que eles querem dominar a Terra (para além do facto de serem maus e vilões e tudo o mais) e porque é que são cientistas (qual é o objetivo das experiências).

Também nesta temporada entramos na mente das personagens principais. As Navegantes sentem-se ameaçadas e fazem algumas coisas pouco recomendadas, as Navegantes da parte "Exterior" do sistema solar mostram como se sentiam com a sua missão (e aqui mostram alguma irritação com o seu papel e a sua missão; não são 100% dóceis e devotadas) antes de "renascerem" como humanas. E confesso que foi giro ver o Mascarado com ciúmes...

A temporada ou "arc" dos Death Busters só acaba no próximo volume, mas creio que tem tudo para se tornar, novamente, na minha favorita.

No geral, creio que o anime e o manga se complementam. O anime dá-nos ação e o manga dá-nos uma visão das lutas interiores das personagens e algumas informações que estão em falta no anime (como as motivações dos vilões). Recomendado para quem gosta de shojo e a não perder para fãs das Navegantes da Lua.

Outras opiniões: Pretty Guardian Sailor Moon, vol. 3
Fonte das imagens: The Oracle

28 setembro 2012

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vol. 3 (Naoko Takeuchi)

Pretty Guardian Sailor Moon, Vol. 3 by Naoko Takeuchi
Editora: Kodansha Comics (2012)
Formato: Capa mole | 248 páginas
Géneros: Fantasia, Romance, Manga
Descrição (GR): "Tuxedo Mask gone bad?! As more of her closest allies fall under the power of the evil Queen Beryl, Usagi comes closer to discovering the truth behind her past. The stage is set for an all-out battle for the fate of Earth between the Sailor Guardians and the forces of evil. But when the dust settles, a little girl calling herself “Usagi” falls from the sky and right into the arms of Mamoru. What is her connection to Sailor Moon and why does she want the Legendary Silver Crystal?"
Quem cresceu na década de 90 (ou mesmo mais tarde, com as repetições dos desenhos animados no canal Panda) não terá, certamente, deixado de ouvir falar das Navegantes da Lua. Esta série de 200 episódios conta a história de cinco guerreiras mágicas que protegem a Terra de ameaças exteriores, nomeadamente extraterrestres malignos que querem conquistar o planeta (e são certamente a inspiração de séries como as Winx e outras que tais).
Navegantes da Lua (fonte: The Oracle)

Estas guerreiras são originárias da Lua, onde há muito tempo atrás (relativamente aos anos 90 do século XX) existiu um reino chamado Milénio Prateado. Este reino era governado por uma rainha, a Rainha Serenidade, que tinha uma filha, a Princesa Serenidade. Os habitantes da Lua eram quase imortais e possuíam grandes poderes (a Rainha Serenidade foi provavelmente venerada na Terra como a deusa da lua, Selena), mas o seu Reino foi destruído por forças obscuras. A princesa Serenidade e as suas companheiras renasceram como raparigas humanas na Terra.

Esta é a história base de uma das séries animadas mais populares entre as crianças na década de 90. Quem não conhecia as navegantes da lua, o Luna, a Artemisa e o Mascarado?

Rainha Beryl (fonte: The Oracle)
O que muita gente provavelmente desconhece é que esta série é de origem japonesa (anime) e é baseada numa banda desenhada (manga) com o mesmo título, da autoria de Naoko Takeuchi.

Uma vez que As Navegantes da Lua eram um dos meus desenhos animados favoritos quando era mais nova, fiquei muito interessada quando soube que o manga ia ser re-editado nos EUA, com uma nova tradução e um novo visual. Tenho vindo a coleccionar estas novas versões e li recentemente o terceiro volume.

É delicioso ver as diferenças entre o anime e o manga. No manga as coisas acontecem mais depressa e não se arrastam como acontece com o anime. As Navegantes têm diversas armas ao seu dispor, que incluem mais do que apenas os seus poderes místicos. Neste volume a Navegante de Vénus utiliza uma espada sagrada para derrotar a Rainha Beryl, coisa que não acontece no anime. O Mascarado, pelo contrário, tem poderes místicos para complementar as suas armas (o que, novamente, não acontece no anime).
A espada da Navegante de Vénus

Foi um volume bastante interessante; é neste livro que se dá o clímax da primeira série ou história e as Navegantes derrotam finalmente a Rainha Beryl e o terrível monstro Metalia.

A segunda parte do volume contém os primeiros capítulos de uma nova história que os fans do anime não deixarão de reconhecer: aparece a misteriosa Chibi-usa e os poderosos habitantes da Lua Negra.

Achei que as vinhetas pareciam um bocado confusas e com demasiada informação nesta segunda metade do livro, mas de resto gostei. A história é interessante (embora não seja exactamente uma surpresa), as personagens são cativantes e fortes (bons modelos femininos) e a arte é bastante boa para um título shoujo.

Resumindo, uma boa adição à série. Agora é só ler o resto e esperar pelo remake do anime, previsto para 2013.

Publicação em destaque

Opinião: Sistemas em Estado Crítico (Martha Wells)

Sistemas em Estado Crítico de Martha Wells Editora : Relógio de Água (2024)   Formato : Capa mole | 120 páginas   Géneros : Fição científic...