28 setembro 2012

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vol. 3 (Naoko Takeuchi)

Pretty Guardian Sailor Moon, Vol. 3 by Naoko Takeuchi
Editora: Kodansha Comics (2012)
Formato: Capa mole | 248 páginas
Géneros: Fantasia, Romance, Manga
Descrição (GR): "Tuxedo Mask gone bad?! As more of her closest allies fall under the power of the evil Queen Beryl, Usagi comes closer to discovering the truth behind her past. The stage is set for an all-out battle for the fate of Earth between the Sailor Guardians and the forces of evil. But when the dust settles, a little girl calling herself “Usagi” falls from the sky and right into the arms of Mamoru. What is her connection to Sailor Moon and why does she want the Legendary Silver Crystal?"
Quem cresceu na década de 90 (ou mesmo mais tarde, com as repetições dos desenhos animados no canal Panda) não terá, certamente, deixado de ouvir falar das Navegantes da Lua. Esta série de 200 episódios conta a história de cinco guerreiras mágicas que protegem a Terra de ameaças exteriores, nomeadamente extraterrestres malignos que querem conquistar o planeta (e são certamente a inspiração de séries como as Winx e outras que tais).
Navegantes da Lua (fonte: The Oracle)

Estas guerreiras são originárias da Lua, onde há muito tempo atrás (relativamente aos anos 90 do século XX) existiu um reino chamado Milénio Prateado. Este reino era governado por uma rainha, a Rainha Serenidade, que tinha uma filha, a Princesa Serenidade. Os habitantes da Lua eram quase imortais e possuíam grandes poderes (a Rainha Serenidade foi provavelmente venerada na Terra como a deusa da lua, Selena), mas o seu Reino foi destruído por forças obscuras. A princesa Serenidade e as suas companheiras renasceram como raparigas humanas na Terra.

Esta é a história base de uma das séries animadas mais populares entre as crianças na década de 90. Quem não conhecia as navegantes da lua, o Luna, a Artemisa e o Mascarado?

Rainha Beryl (fonte: The Oracle)
O que muita gente provavelmente desconhece é que esta série é de origem japonesa (anime) e é baseada numa banda desenhada (manga) com o mesmo título, da autoria de Naoko Takeuchi.

Uma vez que As Navegantes da Lua eram um dos meus desenhos animados favoritos quando era mais nova, fiquei muito interessada quando soube que o manga ia ser re-editado nos EUA, com uma nova tradução e um novo visual. Tenho vindo a coleccionar estas novas versões e li recentemente o terceiro volume.

É delicioso ver as diferenças entre o anime e o manga. No manga as coisas acontecem mais depressa e não se arrastam como acontece com o anime. As Navegantes têm diversas armas ao seu dispor, que incluem mais do que apenas os seus poderes místicos. Neste volume a Navegante de Vénus utiliza uma espada sagrada para derrotar a Rainha Beryl, coisa que não acontece no anime. O Mascarado, pelo contrário, tem poderes místicos para complementar as suas armas (o que, novamente, não acontece no anime).
A espada da Navegante de Vénus

Foi um volume bastante interessante; é neste livro que se dá o clímax da primeira série ou história e as Navegantes derrotam finalmente a Rainha Beryl e o terrível monstro Metalia.

A segunda parte do volume contém os primeiros capítulos de uma nova história que os fans do anime não deixarão de reconhecer: aparece a misteriosa Chibi-usa e os poderosos habitantes da Lua Negra.

Achei que as vinhetas pareciam um bocado confusas e com demasiada informação nesta segunda metade do livro, mas de resto gostei. A história é interessante (embora não seja exactamente uma surpresa), as personagens são cativantes e fortes (bons modelos femininos) e a arte é bastante boa para um título shoujo.

Resumindo, uma boa adição à série. Agora é só ler o resto e esperar pelo remake do anime, previsto para 2013.

3 comentários :

Dark Tales disse...

Por acaso também tenho interesse nesta manga, aconselhas???

slayra disse...

Se gostas das Navegantes da Lua, ou simplesmente do género "magical shoujo" (raparigas mágicas, etc) aconselho sim. :) Mas eu sou suspeita, eheh.

Dark Tales disse...

Vou ver se arranjo o primeiro volume para ver o que acho