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17 fevereiro 2012

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya (2010)

Título: Suzumiya Haruhi no Shoushitsu ( 涼宮ハルヒの消失 )
Ano: 2010
Nº de Episódios: 1 (filme)
Género(s): Comédia, Drama, Sobrenatural

Este filme de 2010 é a mais recente oferenda dentro do franchising "Haruhi Suzumiya". O anime que estreou em 2006 foi um sucesso e o fenómeno 'Haruhism' (ser fan de tudo o que tem a ver com Haruhi Suzumiya) é bem conhecido e documentado entre os amantes de animação japonesa. O anime e o manga que são ambos parte da série 'Haruhi Suzumiya' baseiam-se nos livros (light novels) da autoria de Nagaru Tanigawa e ilustrados por Noizi Ito. Seguem a vida de uma adolescente Haruhi Suzumiya, que decide formar um clube na escola chamado "Brigada SOS" (SOS Brigade) cujo objetivo é procurar provas do sobrenatural e de extraterrestres uma vez que quer uma vida mais excitante. Quase que à força Haruhi arrasta consigo o seu colega Kyon. Cedo outras personagens se juntam ao clube de Haruhi, mas o que ela não sabe (e Kyon, também não) é que todos os membros têm como missão observá-la e mantê-la debaixo de olho! Porque Haruhi, embora não esteja ciente deste facto, é capaz de alterar a própria realidade com um simples desejo o que pode ser fatal para o Universo. Os membros da Brigada SOS (exceto o pobre Kyon) são mais do que aparentam.  

N'O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya, tanto a Brigada SOS como as diferentes relações entre as personagens se encontram já estabelecidas (os acontecimentos dão-se depois da primeira temporada do anime - pelo menos), pelo que não é definitivamente, o sítio para começar se se quer entrar no mundo. Neste filme, narrado como o anime por Kyon, os membros do clube preparam-se para o Natal. Haruhi, com a sua personalidade exuberante e mandona, decreta que a Brigada SOS vai passar a véspera de Natal na escola numa festa. Kyon resigna-se ao facto de ir desperdiçar um dia de férias, mas... no dia seguinte Haruhi desaparece? E ninguém se lembra dela?

Kyon navega um novo mundo, onde Haruhi e a Brigada SOS não existem e os antigos membros não o reconhecem. Será que Kyon terá finalmente um ano normal sem distorções no espaço-tempo, anomalias e extraterrestres? E será que é mesmo isso que ele quer?

O filme é bastante longo mas no fundo pouco mais é do que um episódio mais bem desenvolvido. Há um notório desenvolvimento de algumas das personagens, especialmente Kyon (que sempre se sentiu levado pelo furação Haruhi sem ter voto na matéria) e a Yuki Nagato que cresce imenso. Haruhi só entra em metade do filme (ela desaparece, afinal) mas mesmo ela mostra algum desenvolvimento (mas pouco... isto é para durar). Foi bastante interessante de ver e gostei tanto do filme como da primeira série do anime (a segunda já não foi tão boa). Só me pareceu pouco realista a atitude de Kyon; talvez seja porque convive diariamente com uma entidade poderosa e com pessoas com poderes sobrenaturais, mas achei que estava demasiado relaxado na altura em que escolheu restaurar a antiga 'realidade'. Quer dizer, com esta ação pôs em perigo o Universo...

Não sou especialista em animação, mas achei que neste filme era fluída e agradável e especialmente não muito brilhante (é algo que me irrita nalgumas séries, as cores brilhantes). O design das personagens não é completamente do meu agrado mas isso é um gosto pessoal (prefiro animação com personagens mais maduras em termos de desenho). 

De resto foi um filme bastante bom. A premissa geral garante que assim o seja, uma vez que gira em volta de uma divindade (se lhe quisermos chamar assim...) que não está consciente do seu poder e das pessoas que, para segurança do Universo velam para que ela não descubra a verdade. O conceito é original  e extremamente interessante e se não fosse explorado primariamente de forma humorística  daria 'pano para mangas'. Aconselho o anime e o filme a todos os que queiram passar um bom bocado com uma história engraçada e leve com alguns elementos sobrenaturais.  

02 fevereiro 2012

Bakuman (2010)

Título: Bakuman (バクマン。)
Ano: 2010-2011
Nº de Episódios: 25
Género(s): Shonen, Comédia, Drama

Apesar de geralmente preferir as minhas histórias com uma boa dose de fantasia e magia, decidi ver este anime japonês, Bakuman, que é mais um 'drama adolescente da vida real' do que outra coisa.

Baseado no manga com o mesmo nome, Bakuman conta a história de dois jovens de 14 anos, Moritaka Mashiro e Akito Takagi que decidem juntar-se para criar um manga (yep é uma história sobre mangakas) e acompanha estes dois personagens à medida que eles avançam no caminho para o seu sonho. Desde o primeiro esboço e das primeiras submissões para revistas da especialidade até aos 'one-shots' publicados, sofremos com Mashiro e Takagi enquanto eles se esforçam para aperfeiçoar o seu trabalho e conciliar o seu sonho com as aulas, pais relutantes e primeiros amores.

Esta primeira temporada foca-se nos primeiros dois anos de carreira desta dupla de autores.

Devo dizer que, a principio, pensei desistir da série. O começo é bastante lento e são precisos cinco episódios para estabelecer a relação entre o Mashiro e o Takagi. A partir daí o enredo 'descola' por assim dizer e somos atirados para o mundo dos escritores de manga profissional. Pondo de parte o facto dos protagonistas terem 14 anos (porque afinal isto é shonen e o alvo da série são rapazes desta idade), gostei bastante da história e do seu foco no mundo do manga, das editoras no Japão e nas técnicas utilizadas para desenhar (que são bastante artesanais, estranhamente). Aprendi imenso sobre o processo de selecção das séries para revistas de grande monta como a Shonen Jump, mas penso que a série falhou ao não focar a importância do mercado internacional (nomeadamente dos Estados Unidos), uma vez que a manga é o 'produto símbolo' do Japão. Mas, como já disse, esta é uma série para adolescentes e adolescentes japoneses, que provavelmente sonham todos ser mangakas, mas não querem saber do mercado internacional para nada. 

No geral esta série está muito bem conseguida, desde a animação, cujo estilo de design das personagens me pareceu querer imitar ligeiramente o utilizado nos anos 70 ou 80, até à história que se desenvolveu a bom ritmo (depois do começo lento) e tem de tudo um pouco: drama, comédia, romance, uma rapariga peituda (que é o símbolo da manga shonen), personagens algo estranhas e cenas de acção (sim, leram bem, através dos mangas desenhados temos a sorte de ter acção e magia no enredo). Em suma Bakuman é multifacetado e certamente irá agradar à maioria dos fans de animação japonesa. É claro que seria de esperar que sim, uma vez que os autores do manga são já conhecidos nestas andanças... são os criadores do famoso manga (e depois anime) Death Note

Recomendado para os amantes de tudo o que é japonês. Afinal é um anime sobre manga; que mais se pode querer?

30 dezembro 2010

Lost Girl (2010)

Título: Lost Girl
Com: Anna Silk, Kris Holden-Ried, Ksenia Solo
Ano: 2010
Nº de Episódios: 13
Género(s): Fantasia Urbana

Com o recente sucesso da fantasia contemporânea e/ou urbana nos Estados Unidos, que se estendeu posteriormente ao resto do mundo, tendo recentemente chegado a Portugal (com a publicação de inúmeras obras como Crepúsculo ou Marcada) não é de admirar que Lost Girl, a mais recente série de TV do género tenha adquirido inúmeros fans desde a sua estreia em Setembro deste ano.

A série segue Bo, uma jovem no mínimo invulgar que necessita de sugar energia de outros humanos para sobreviver. Bo não gosta particularmente de o fazer, uma vez que a experiência é sempre fatal para o humano de quem se alimenta, mas não tem escolha pois não pode mesmo passar sem essa energia. Sozinha, sem saber o que é, Bo torna-se essencialmente uma nómada, nunca morando muito tempo na mesma cidade para não despertar suspeitas. 

É quando decide salvar uma jovem de ser agredida (sugando a energia do agressor) que a vida de Bo muda para sempre. A jovem, Kenzi, segue-a para todo o lado e dois polícias que investigam a morte do agressor, encontram-lhes o rasto. Depressa Bo se vê emaranhada num mundo secreto - o dos Fae (ou fadas) - e descobre que é na realidade uma Succubus, e parte desse submundo. Aqueles pressionam-na para escolher alianças; Bo, como membro da raça Fae deve aliar-se com a Luz ou com as Trevas. Mas Bo não deseja trocar a sua liberdade por obediência e rejeita as alianças, tornando-se neutral. Muitos fae e humanos vêm ter com ela para pedir ajuda para resolver casos estranhos uma vez que ela pode movimentar-se em ambas as cortes. Bo e Kenzi resolvem diversos casos e ao mesmo tempo tentam descobrir mais sobre as origens de Bo enquanto navegam o perigoso mundo da política Fae.

Lost Girl é uma série bastante interessante. A história é típica no mundo da fantasia urbana: uma mulher com poderes especiais oferece os seus serviços como investigadora para mortais com problemas estranhos (que geralmente involvem as fadas) e fadas com conflitos. Este enredo poderia ter saído de cerca de 70% dos livros de fantasia urbana que já li, se não mais. O que me fez gostar tanto desta série é exactamente o facto de não se basear num livro (como "Sangue Fresco" e "Vampire Diaries" entre outras) o que faz com que o argumentista não esteja preso à obra original, tendo por isso liberdade para seguir a direcção que melhor lhe parecer.

Gostei imenso da história e das personagens (porque como já disse foi mais ou menos como "ver" um livro de fantasia urbana) e de todo o imaginário das fadas que me pareceu extremamente bem pesquisado. Achei um pouco estranho que as Fúrias, vampiros e succubus fossem considerados membros dos Fae, mas suponho que foi apenas licença criativa.

Uma série recomendada para os amantes de fantasia urbana.

26 setembro 2010

O Espelho Quebrado (2010)

Título Original: The Mirror Crack'd from Side to Side
Ano: 2010
Duração: 79 minutos
Com: Julia McKenzie, Lindsay Duncan, Joanna Lumley, Nigel Harman

Depois de ler o livro, decidi ver a adaptação de "O Espelho Quebrado" que saiu em Agosto deste ano.

No geral, é uma adaptação bastante fiel, embora tenham mudado os nomes de algumas personagens (coisa que costumam fazer quando as personagens têm nomes estrangeiros) e mudaram as relações entre alguns dos protagonistas. O que mais me incomodou foi terem eliminado Mr. Babcock da história, uma vez que ele é a personagem que, no livro, faz com que Miss Marple descubra finalmente a solução do problema.

Devo também confessar que Julia McKenzie, apesar de ser uma excelente actriz, não me convence no papel de Miss Marple. Talvez porque me habituei a ver Geraldine McEwan no papel (e gostei imenso) nas primeiras séries (mais recentes, está claro, não falo das mais antigas). Outro aspecto em que penso que a qualidade da série decaiu foi na "fotografia". As séries anteriores tinham mais cor e um uso mais artistico desta... por exemplo adorei "O Enigma das Cartas Anónimas" exactamente porque o editor de imagem fez um uso excelente do vermelho e do azul para transmitir emoções e o dramatismo de certas cenas.

No entanto, em termos de adaptação creio que está bem conseguida. Uma série (não apenas este, mas os outros três episódios também) a não perder, se se é fã de Agatha Christie.

31 maio 2010

Claymore (2007)

Título: Claymore (クレイモア)
Ano: 2007
Nº de Episódios: 26
Género(s): Acção, Fantasia

Foi uma conjugação de diversos factores que me levou a ver "Claymore", uma das inúmeras séries de animação produzidas anualmente no Japão.
A primeira (e mais importante) prende-se com o facto de eu ser uma "otaku" (só um pouco, lol) ou seja, uma pessoa que gosta de ler manga (BD japonesa) e ver anime (animação japonesa). A segunda tem a ver com o desafio da Whitelady, que reservou o mês de Maio à leitura de obras de autores japoneses e/ou sobre o Japão. Ela perguntou-me se eu não gostaria de participar, mas eu não fiquei muito convencida de ser capaz de ler livros só sobre o Japão durante um mês. Achei bastante mais fácil ver algumas séries animadas completas; foi assim que realizei a minha parte do desafio. Por fim, escolhi esta série em particular porque estou numa "fase" em que me apetece ler fantasia épica e consequentemente ver séries que se passem em ambientes fantásticos. Por tudo isto, "Claymore" foi a escolha ideal.

Orientada para o público masculino, o enredo de "Claymore" desenrola-se num mundo fantástico e medieval, onde monstros (chamados "Yoma") atacam vilas e cidades de humanos para se alimentarem. Após se alimentarem de um humano, os Yomas passam a assumir a forma da vítima confundindo-se com os outros habitantes e espalhando assim o terror entre aldeões e cidadãos que não sabem qual deles é nas verdade um monstro. Para combater este flagelo, uma misteriosa Organização recolhe mulheres e treina-as como guerreiras; o problema é que por melhor que se seja com uma espada é quase impossível para um humano matar um monstro. É por isso que após anos de treino estas guerreiras acolhem dentro de si, por meio de artes mágicas "a carne e os ossos de um Yoma", o que as torna mais fortes e mais rápidas do que os seres humanos normais.
Temidas tanto pelos Yomas como pelos humanos, estas guerreiras apelidadas de "Claymores" devido às espadas gigantescas que usam para a batalha ou "bruxas de olhos prateados" por causa dos seus olhos pouco usuais, viajam de cidade em cidade matando os monstros que as aterrorizam. A série segue a história de uma Claymore chamada Clare. À medida que a história se vai desenvolvendo, descobrimos o passado de Clare, o porquê das suas escolhas e também a razão porque se tornou uma Claymore.
O anime é baseado na Manga da autoria de Norihiro Yagi com o mesmo nome.

Gostei bastante desta série. Tem muita acção, bastante "gore" e é viciante. O ambiente fantástico é bastante genérico, com vilas medievais, guerreiros com armaduras e espadas. No entanto achei que o facto das mulheres serem as guerreiras mais fortes e serem elas que combatem e têm na verdade o poder para destruir os Yoma torna a história mais original. O enredo estava bem encadeado, com partes iguais (e equilibradas) de cenas de acção e desenvolvimento das personagens
O final foi um bocado abrupto porque, segundo consta, a manga ainda não está completa (pelo que algumas linhas de acção ficam incompletas), mas achei que, no geral, tanto em termos de história como de personagens, "Claymore" é uma anime bastante interessante... para quem gosta deste tipo de coisas. ^_^

08 julho 2009

Lost in Austen (2008)

Ano: 2008
Duração: 4 Episódios (Mini-série)
Com: Jemima Rooper, Elliot Cowan, Christina Cole

Mais uma maravilhosa mini-série de época, baseada (mais ou menos) na famosa obra de Jane Austen, "Orgulho e Preconceito".

Amanda Price, uma jovem (do século XXI, pois claro) bancária residente em Londres gosta de passar os seus serões no mundo ficcional de Austen... a sociedade do século XIX fascina-a; os costumes, a corte entre homens e mulheres, o vestuário e... Mr Darcy, claro. Amanda deseja mesmo um amor como o vivido entre as famosas personagens principais de Orgulho e Preconceito, pelo que a proposta de casamento de Michael, o seu namorado não lhe dá grande satisfação.

No entanto, nem mesmo Amanda estava preparada para ser catapultada para dentro do seu livro preferido... tomando o lugar de Elizabeth Bennet!

E tendo tomado o lugar da personagem principal, o que há-de Amanda fazer? Tentar que tudo aconteça tal e qual como no livro, é claro! O problema é que estas personagens têm personalidades muito próprias...

Lost em Austen é o sonho de todos os fans da autora. Entrar num dos seus livros, viver entre as suas personagens e interagir com elas! Esta é série fez-me rir devido às dificuldades da pobre Amanda ao encontrar-se na Longbourn do século XIX, sem canalização, luz ou mesmo uma escova de dentes! E pior, usando uma camisola, calças de ganga e casaco de cabedal! Hilariante!

Os guionistas fizeram um excelente trabalho, conseguindo manter o espírito da obra, mas criando situações originais que me surpreenderam bastante. Uma mini-série altamente recomendada quer para fans de Austen, quer para os interessados em filmes de época.

18 fevereiro 2009

A Duquesa (2008)

Ano: 2008
Duração: 110 Min.
Com: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Dominic Cooper

Mais um filme de época que está presentemente no cinema.

"A Duquesa" é um retrato da vida de Georgiana Cavendish, Duquesa de Devonshire entre 1774 e 1806. Esta personagem é conhecida pelo seu envolvimento político é pela sua proeminente acção na alta Sociedade inglesa da época (não fosse ela uma Duquesa!) onde era olhada com admiração e como um modelo a seguir em termos de moda (a Duquesa desenhava vestidos que ela própria usava).

Não posso julgar este filme em termos de acuidade histórica, uma vez que o pouco que conheço desta personalidade conheço através de pesquisas no site Wikipedia. Dificilmente poderei fazer um juízo correcto. No entanto, comparando o filme a estas informações superficiais, posso dizer que aquele parece bastante correcto em termos históricos, se bem que as lutas da própria Duquesa pelo privilégio de ser a única mulher na vida do marido me pareceram algo exageradas; mas posso estar enganada; como disse, não sei o suficiente sobre a personagem.

Este filme foi bastante interessante, não só porque fiquei com mais algumas luzes sobre esta importante personalidade do período Georgiano. A Duquesa pareceu-me ao mesmo tempo, uma mulher da sua época mas também uma mulher virada para o futuro. Isto porque se envolveu activamente em política e teve a coragem de anunciar e defender os seus ideais numa altura em que as mulheres tinham quase tão pouca liberdade como um escravo. Pode chocar, mas não anda longe da verdade. Que mulher hoje em dia aceitaria casar-se e tornar-se propriedade do marido? Este podia fazer o que quisesse à mulher! As mulheres não tinham direito de voto e quase não podiam andar sozinhas na rua! Ou seja, eram virtualmente um instrumento para os homens, um método de conseguir "herdeiros".

Outro aspecto de que gostei foi a interpretação de Keira Knightley! Achei que ela esteve muito bem no seu papel.

Recomendo este filme a todas as pessoas que gostem de filmes de época e/ou queiram saber mais sobre o período.

12 fevereiro 2009

Jane Eyre (2006)

Ano: 2006
Duração: 4 Episódios (mini-série)
Com: Ruth Wilson, Toby Stephens, Christina Cole

Esta mini-série de dois episódios é uma adaptação (da BBC) da obra de Charlotte Bronte "Jane Eyre".

Devo dizer que gostei muito desta série. Quando era pequena ofereceram-me uns livros, a colecção "As Histórias que eu mais gosto" que adaptavam certos clássicos da literatura de modo a poderem ser lidos pelos mais novos; Jane Eyre era um deles e apesar de o livro ser pequeno e ter ilustrações sempre achei a história um tanto macabra. Até os desenhos faziam medo!

Mas esta série da BBC fez-me ganhar uma perspectiva diferente e agora estou ansiosa por ler o original. Penso que deve estar bastante fiel ao livro, pelo menos pela versão juvenil que já li. Jane Eyre é uma personagem carismática; assim como a maioria dos residentes de Thornfield.

A parte inicial onde nos é contada a infância de Jane é talvez, um pouco exagerada (à la Oliver Twist), mas talvez também seja assim no livro. Desde as personagens aos locais, do vestuário à fotografia, esta série encanta. Creio mesmo que já passou no canal dois.

Quanto ao vestuário... soberbo (e bastante adequado)! Uma excelente série, perfeita para quem gosta deste género de filmes.

Pride and Prejudice (1940)

Ano: 1940
Com: Greer Garson, Laurence Olivier

Eis a mais antiga versão cinematográfica do clássico "Orgulho e Preconceito".

Este filme (ainda a preto e branco, se bem que ouvi dizer que há uma versão a cores) data de 1940 e conta com Greer Garson no papel de Lizzie Bennet e com Laurence Olivier como Mr. Darcy. Esta versão pode ser descrita como uma "adaptação muito liberal" da obra em que se inspira. Já nem falo do vestuário que é claramente dos inícios do período Victoriano (c. 1830s) ao invés de ser coincidente com o que se usava na época em que se passa o livro (cerca 1800-1805, período Regência).

Chamem-me picuinhas, mas eu cá gosto de ver as pessoas vestidas de acordo com a época... isso para mim também faz parte de um filme deste género, onde se deve prezar, pelo menos um pouco, a veracidade histórica!

Mais impressionantes são, no entanto, as alterações à história original. Cortaram-se cenas e personagens cruciais (onde está a visita de Lizzie a Pemberley? E os Gardiners?) e a Lady Catherine de Bourgh é a favor do casamento de Elizabeth e Darcy, quando no livro é a principal opositora! Para já não falar do facto de Elizabeth Bennet ser uma archeira bastante competente e vencer o Mr Darcy numa partida. Erm.
Tirando isso (coisa pouca), é uma adaptação divertida, com todo o glamour dos filmes antigos e óptimas prestações dos actores principais. Afinal quem pode resistir a Laurence Olivier no papel do arrogante Darcy?


09 fevereiro 2009

Miss Austen Regrets (2008)

Ano: 2008
Duração: 90 Min.
Com: Olivian Williams, Greta Scacchi, Imogen Poots

Miss Austen Regrets é um retrato dos últimos anos da vida da aclamada autora Jane Austen.

Uma confissão... eu adoro filmes de época. Penso que talvez seja um pouco devido ao facto de ser historiadora; embora tenha de confessar que sou parcial à roupa usada (especialmente pelas mulheres) ao longo dos tempos. Noto sempre os detalhes do vestuário. As adaptações dos livros da própria Jane Austen contam-se entre os meus filmes/séries favoritos.

Miss Austen Regrets foca-se nos últimos anos da escritora britânica Jane Austen. Jane Austen era a filha de um vigário inglês que nunca se casou (apesar de ter tido pelo menos uma oferta) e que, contrariando as convenções da época no que diz respeito às mulheres do seu estatuto, escreveu e publicou obras que hoje em dia são um tremendo sucesso.

Apesar de ter alguma invenção pelo meio, este filme, produzido pela BBC, tem como base a correspondência entre Austen e a sua irmã, pelo que as personagens e certos eventos têm historicidade.

A descrição do período está bastante bem feita e a personagem de Jane Austen é genial. Ao vermos como as suas escolhas da juventude afectaram a sua vida compreendemos melhor o teor das suas obras.

Tudo isto para dizer que... adorei. Bem melhor do que o filme de 2007, Becoming Jane, apesar de se focarem em partes diferentes da vida da autora.

26 janeiro 2009

Filmes!

Como ultimamente, a fórmula para escrever críticas literárias me tem escapado, decidi falar aqui, no Livros, livros e mais Livros dos filmes que tenho andado a ver nos últimos tempos (a minha vida não é só ler, lol).

Apesar de não gostar, geralmente, de filmes de guerra, ou sobre guerras, ou sobre operações das "forças especiais", não posso deixar de recomendar O Corpo da Mentira, com Leonardo DiCaprio e Russel Crowe.

Nos últimos anos, para minha grande surpresa, tornei-me uma grande fã do actor Leonardo DiCaprio. Antes, quando ele fazia filmes como A Praia ou o abominável Titanic, não o podia ver nem pintado; mas acho que ele cresceu muito como actor e os seus últimos filmes (Diamante de Sangue e The Departed) são simplesmente fantásticos!

O Corpo da Mentira é mais um daqueles filmes sobre a luta contra o terrorismo. Leonardo DiCaprio faz o papel de um operacional da CIA, Roger Ferris, cujo trabalho é desmantelar células terroristas no Médio Oriente. Quando o seu oficial superior, protagonizado por Russel Crowe, lhe pede para seguir um poderoso e elusivo terrorista, Ferris acaba por conceber um plano que requer a manipulação da vida de um inocente... que acaba por morrer. É a partir daí que Ferris se começa a questionar sobre aquilo que faz e sobre a frieza dos seus próprios colegas de trabalho.

Este fim de semana, assisti finalmente ao "Estranho Caso de Benjamin Button". Este filme superou as minhas expectativas e elas eram altas. A história singular de Benjamin, que nasce com uma deficiência pouco usual que faz com que pareça velho está muito bem contada e apesar de ser um filme grande, nunca é aborrecido. Apesar da sua estranha doença, Benjamin Button consegue viver uma vida cheia com experiências incríveis. É um filme que nos deixa, realmente, a pensar um pouco sobre a nossa mortalidade e como achamos sempre que ser novo é que é bom.

Além disso como se estende desde o início do século XX até aos anos 70/80, podemos ver a evolução do vestuário, algo que para mim é muito bom, uma vez que as formas de vestir através das épocas sempre me fascinaram.

Fiquei ainda com mais curiosidade acerca do livro. :)

Por fim, não resisti a ver o último filme de animação da Disney, Bolt. Que adorei, deixem-me dizer-vos! A animação por computador estava de cortar a respiração! As personagens eram incríveis e... bem, muito fofinhas, especialmente o protagonista "Bolt" e a gatinha "Mittens".

Bolt conta a história de um cão que é a estrela de um programa de televisão, onde desempenha o papel de... um super-cão. O único problema é que Bolt está convencido que é na realidade um super-cão e que a sua jovem dona (Penny) precisa de ser salva constantemente. Isto porque os produtores da série, que querem dar um ar realista à acção fazem tudo para que o cão não descubra que se trata de uma actuação e não de realidade.

Quando Penny é "raptada" pelo vilão durante um episódio, Bolt decide ir salvá-la e acaba acidentalmente em Nova Iorque, no lado oposto do país! Com a ajuda da gata vadia Mittens e do hamster Rhino, Bolt tem de arranjar maneira de voltar para a Califórnia para tentar encontrar a sua dona!

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Opinião: Sistemas em Estado Crítico (Martha Wells)

Sistemas em Estado Crítico de Martha Wells Editora : Relógio de Água (2024)   Formato : Capa mole | 120 páginas   Géneros : Fição científic...