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16 abril 2015

Opinião: Firelight (Kristen Callihan)

Editora: Forever (2012)
Formato: Capa mole/bolso | 372 páginas
Géneros: Romance histórico, romance paranormal

Continuando na senda dos romances históricos, mas desta vez com um toque de paranormal, decidi ler mais um livro que cá tenho por casa, intitulado "Firelight".

Miranda Ellis é a filha mais nova de um comerciante (penso eu... talvez ele seja apenas proprietário de um navio de mercadorias, não sei bem) que passa por tempos difíceis, principalmente porque também gostava de roubar os seus clientes. Assim, devido a uma perda de fortuna ele e Miranda vivem muito mal e ela tem de roubar para poderem comer. E embora Miranda não goste de o fazer, ela sente-se responsável pela situação porque foi por sua culpa que o pai perdeu parte da fortuna (mas não toda, entenda-se - o resto foi mesmo culpa do pai).

Benjamin Archer, é um conde (de qualquer coisa, já me esqueci do quê) e é muito rico. Quando salva uma jovem de 19 anos na escuridão de um beco, decide que a quer e fica ainda mais interessado quando descobre que ela é filha de Ellis, o homem que fez com que perdesse uma mercadoria importante. Por isso, Archer decide poupar a vida de Ellis e perdoar-lhe as dívidas em troca da mão da filha.

Três anos depois do acordo, Miranda torna-se a mulher de um homem que não conhece de lado nenhum e que ainda por cima usa sempre uma máscara. Mas a própria Miranda tem um segredo: poderes sobre o fogo.

E é isto. Estava com curiosidade acerca da forma como a autora trataria um conceito tão complexo como desenvolver uma relação entre pessoas que não se conhecem e que, ainda por cima, têm ambos segredos que envolvem o sobrenatural. A resposta: a autora não se saiu nada bem.

Primeiro, falta desenvolvimento ao mundo. A história passa-se na época vitoriana, mas não se tem bem a noção de tal coisa porque os personagens parece que vivem isolados do mundo e da época; não há grande descrição sobre a sociedade, normas, vestuário, política, e todos os aspetos que caracterizam um período com regras tão rígidas e enraizadas. Oh, eles vão a um baile e ele é um lorde, mas não me parece que a autora tenha sido bem sucedida na tentativa de associar a sua história ao período. A atmosfera não é a correta, pareceu-me que a história poderia ter ocorrido em qualquer período, o que, suponho, não era o que a autora pretendia.

Segundo, o romance soou a (ou leu como) falso. A Miranda casa-se com um homem que não conhece e ele casa-se com uma mulher que havia encontrado uma vez durante alguns minutos (e esses minutos foram tudo o que precisou para saber que a queria). Houve ali uma atração instantânea que, sinceramente, não é do que mais gosto de ler em romances históricos (ou qualquer outro tipo de romance, para dizer a verdade).

Tudo bem, não digo que seja preciso retratar uma relação 100% genuína e real (não é para isso que se leem estes livros, penso eu), mas ao menos que seja uma coisa mais ou menos gradual. O tom inflamado e super dramático da narrativa quando se focava no romance também não me agradou, uma vez que personagens com pensamentos ultra torturados do género "oh woe, não posso tocar na minha amada, mas como a quero, pobre de mim" não são algo que adore (por estranho que pareça há muito romance histórico por aí que não se serve deste tipo de linguagem, felizmente). E de repente... bam, eles amavam-se ferozmente, mas woe, tantos obstáculos, tantos! E, não, não falo da máscara.

Terceiro, o elemento paranormal. Os poderes de Miranda nunca nos são explicados. Como é que ela ganhou aqueles poderes (nasceu com eles ou ganhou-os) e quais são as suas limitações? Qual é a origem dos mesmos? Não sabemos.
O problema de Archer, pelo contrário é explicado ao pormenor por meio de "info-dumps" algo chatos, que criam uma história tão ridícula que vai muito para além do que tenho capacidade para acreditar... mesmo dentro do fantástico. Talvez tenha sido porque as explicações eram confusas e tinham a ver com uma mitologia egípcia completamente mal percebida, misturada com anjos, druídas e coisas assim estranhas. Para já não falar do facto do Archer utilizar não uma mas duas máscaras para esconder a cara. A Miranda achava que era porque ele era desfigurado (e eu também), mas afinal era uma maldição (que não desfigura em nada o herói) e woe, a nossa vida é uma tragédia. E o final? Fiquei de boca aberta com o facto de não fazer sentido nenhum e do vilão ser uma autêntica caricatura.

No geral, uma desilusão. O mundo está mal desenvolvido, as personagens são irritantes e demasiado dramáticas, os elementos sobrenaturais são ridículos e tudo é tão exacerbado que fiquei a pensar se isto não seria uma paródia. Por isso, a tentativa da autora de criar um mistério gótico com romance à mistura? Falhou redondamente.

06 janeiro 2015

Opinião: Fireborn (Keri Arthur)

Editora: Penguin Group - USA (2014)
Formato: e-book | 400 páginas
Géneros: Romance paranormal

“Fireborn” é mais uma nova série dentro do género da fantasia urbana/romance paranormal. De facto, é mais romance paranormal do que fantasia urbana, mas pela sinopse, não parecia. E, como muitos leitores do blogue já sabem (talvez), não vou muito à bola com romance paranormal.

Li este livro principalmente porque a heroína é uma fénix e estava bastante curiosa relativamente à forma como a autora iria explorar mais esta criatura mágica. Posso dizer que gostei, no geral, da forma como Emberly (a nossa fénix) e os seus poderes foram desenvolvidos. Emberly, enquanto fénix, vive eternamente através de diversas vidas (cada uma com exatamente 100 anos, a não ser que não morra de morte natural). Quando o ciclo de vida acaba, Emberly tem de se deixar consumir pelas chamas que tem dentro de si, mas o processo de renascimento é mais complexo do que o de outras fénixes: em vez de renascer das cinzas, é necessário que um macho da espécie (que tem também de ser a “alma gémea”) execute um ritual.

Em “Fireborn”, Emberly começa logo por se encontrar com um antigo namorado, Sam, no processo de o salvar da morte (porque a nossa heroína, para além de ser um espírito do fogo, tem sonhos proféticos). É a partir daí que Emberly se vê envolvida com uma agência que mantém na ordem os seres paranormais (e da qual Sam faz parte); esta agência está a investigar e a tentar conter um vírus concebido com ADN de vampiros, que transforma os infetados em criaturas ainda piores e, para além disso, loucas.

Sinceramente, este livro foi… mediano. Teve mais elementos de romance paranormal do que outra coisa, uma vez que a autora se focou nas desventuras amorosas de Emberly com (neste livro), três homens diferentes: Rory, a fénix macho que é a sua alma gémea, mas que devido a uma maldição mal explicada que recai sobre as fénixes, Emberly nunca poderá amar (e vice-versa), pelo que ambos têm apenas “sexo em fogo” (literalmente, transformam-se em chamas e unem-se) para ganharem energia; Sam, o ex-namorado de quem Emberly ainda gosta, woe; e um terceiro, do qual nem me lembro do nome, que é uma “fada do fogo” e que se torna o “fuck-buddy” da Emberly neste livro (e parece que nos próximos).

Este foco desmesurado no drama que é ter três homens e uma mulher envolvidos numa trama amorosa (e o Sam foi um idiota tão grande e nojento durante grande parte do livro, o que ainda tornou tudo pior) fez com que o mistério fosse deixado para segundo plano… não só é bastante simplista, como não há qualquer resolução do mesmo neste livro (sim, vai passar para o segundo livro, yay! Not). As personagens são bastantes estereotipadas e, como já disse, o Sam é um idiota demasiado grande para que gostasse dele.

O mundo é também bastante genérico e algo aborrecido.

No geral, uma leitura sem sal. Não foi horrorosa, mas o livro não se destaca e creio que ficarei por aqui com esta série, até porque prefiro fantasia urbana com um mundo interessante, do que romance em que as personagens por acaso têm algumas capacidades especiais, mas que mal nos são explicadas porque o importante é o drama amoroso.

23 setembro 2014

Opinião: Na Sombra da Noite (J.R. Ward)

Na Sombra da Noite de J.R. Ward
Editora: Casa das Letras (2009)
Formato: Capa mole | 428 páginas
Géneros: Romance paranormal
Sinopse.

(Livro lido em inglês, mas apresentam-se os dados da edição portuguesa)
Bem. Nem sei bem o que dizer. Este livro e o outro livro (O Beijo da Meia-Noite de Lara Adrian), são tão parecidos que opinar sobre um é opinar sobre outro. 

Neste primeiro livro da Irmandade da Adaga Negra conhecemos Beth, uma jornalista para um jornal de segunda que um dia vai a sair do trabalho e é vítima de assédio sexual (o que serve para, suponho, todos os gajos apaixonados pela Beth darem numa de machos).

Mas Beth não é uma pessoal qualquer. Ela é meia-vampira e o seu pai, Darius, pediu ao chefe dos guerreiros da Irmandade da Adaga Negra, o gigante Wrath, que acompanhasse Beth na sua transição para vampira. 

Wrath é então um vampiro pertencente à Irmandade da Adaga Negra, uma elite que luta contra os "lesser" uma sociedade que quer acabar com os vampiros e dominar o mundo. Como Darius morreu, Wrath sente-se compelido a ajudar Beth. Mas Wrath, que só pensa no dever, não quer ter nada a ver com Beth...

Viram o que eu fiz? Peguei na minha outra sinopse, colei aqui, fiz algumas alterações e voilá! E vou continuar! Ora vejam:

Na Sombra da Noite foi, sem dúvida, uma leitura compulsiva. A escrita da autora lê-se muito bem. A história é um bocado descabida, o mundo criado perde muita da sua magia quando nos apercebemos que os vampiros mais não são do que pessoas normais que vivem muito tempo e sugam sangue. Além disso, os dois protagonistas caem na cama demasiado depressa tendo em conta que Wrath entra à balda na casa de Beth e BAM... sexo com eles. *rolls eyes*

O mundo parece ter algum lugar para desenvolvimento (a autora até tem um glossário no início), mas neste livro não entramos assim muito nele e nos mistérios da Irmandade. 

No geral, uma ótima leitura para passar o tempo, mas nada de especial... a exploração do mundo pela autora é incipiente e o livro, apesar de grande, foca-se no "romance" (entre aspas porque são só cenas tórridas e luxúria na maior parte do livro), o que para mim foi uma pena. Mais interessante do que o seu "gémeo" (O Beijo da Meia-Noite), mas pouco mais. No entanto, fiquei com alguma curiosidade relativamente a esta série, que me parece poder ser mais do que apenas vampiros e mulheres a formarem casais.


Outras obras da autora:

21 setembro 2014

Opinião: O Beijo da Meia-Noite (Lara Adrian)

O Beijo da Meia-Noite de Lara Adrian
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 372 páginas
Géneros: Romance Paranormal
Sinopse.

Durante muito tempo resisti à maioria das séries de romance paranormal porque a minha preferência vai mais para a fantasia urbana, centrada na ação e não no romance.

Mas com a diversificação das leituras que tenho conseguido (mais ou menos) este ano e com a grande surpresa (positiva) que foi a série "Anjos Caídos" de J.R. Ward, decidi experimentar mais livros do género e esta série de Lara Adrian vem recomendada por amigos que já leram e pelas altas classificações no GoodReads.

Neste primeiro livro da Raça da Noite conhecemos Gabrielle, uma fotógrafa artista que um dia vai a sair de um bar e se depara com uma cena horripilante: um bando que parece estar a canibalizar um rapaz.

Mas ninguém acredita nela, pois não há provas de que o crime tenha acontecido.

Mas o crime aconteceu; foram na verdade vampiros renegados (viciados em sangue, tanto que não se conseguem controlar) que mataram o rapaz. E Lucan, um vampiro pertencente à Raça, uma elite que caça os que se renderam ao vício do sangue, decide ver o que Gabrielle sabe; e descobre que ela é uma "Companheira da Raça", uma mulher rara com os genes certos para poder "acasalar" com vampiros e dar à luz uma nova geração. Mas Lucan, que só pensa no dever, não quer ter nada a ver com Gabrielle...

O Beijo da Meia-Noite foi, sem dúvida, uma leitura compulsiva. A escrita da autora lê-se muito bem, mesmo em português. A história é particularmente descabida, o mundo criado faz pouco sentido e os dois protagonistas caem na cama demasiado depressa mas... dentro do género, e tendo em conta a sinopse, obtive do livro aquilo que estava à espera: uma leitura rápida, com cenas sensuais e uma história focada num romance instantâneo e com pouca profundidade. 

No geral, uma ótima leitura para passar o tempo, mas nada de especial... o mundo não convida o leitor a querer explorar particularmente os seus meandros e faz, pelo contrário, com que nos foquemos na história "romântica" (entre aspas porque são só cenas tórridas e luxúria na maior parte do livro).

06 agosto 2014

Opinião: Desejo (J.R. Ward)

Desejo de J.R. Ward
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 488 páginas
Géneros: Romance paranormal, Fantasia urbana
Sinopse.

Tal como o primeiro livro, este segundo volume da série Anjos Caídos foi uma leitura leve e compulsiva.

Neste livro, Jim Heron, o relutante peão que irá decidir o destino da batalha entre o Bem e o Mal tem mais uma alma para salvar. É Isaac Rothe, um antigo colega das Forças Especiais que, como ele fugiu da sua vida de sombras e assassinatos. Infelizmente o chefe de ambos, Matthias descobriu o paradeiro de Rothe e tudo fará para o eliminar. E Devina, a rival sádica de Jim tudo fará para que ele falhe.

Depois dos acontecimentos do livro anterior, Jim ganhou novas habilidades e um par de asas que irão ajudá-lo a deslocar-se durante as suas buscas. E desta vez, Jim não poderá contar com a ajuda dos arcanjos que o recrutaram.

Como já mencionei acima, Desejo foi uma leitura rápida e envolvente. Algumas partes deixaram-me, admitidamente desconfortável, mas isso só prova que a autora teve sucesso em criar cenários realistas e perturbadores.

A fórmula é bastante semelhante à do primeiro livro: temos a alma a salvar (um homem torturado e alfa) e uma mulher, muita atração e Jim Heron e companhia lá pelo meio a tentarem fazer de tudo para que o bem saia vencedor.

Jim é uma personagem bastante secundária neste livro, estando quase sempre nos bastidores. A autora dá-nos mais alguma informação sobre a sua "mitologia base" dos anjos caídos, do céu e do inferno, e parece estar a criar um mundo muito próprio tendo como base o Cristianismo. Mas este livro não avança muito a história geral (a grande batalha, por assim dizer) e foca-se mais na relação entre os protagonistas da obra (Isaac e Grier) pelo que parece mais romance contemporâneo do que outra coisa.

No geral, uma boa leitura, que me manteve agarrada ao longo das suas muitas páginas. Não avançou grandemente a história geral exceto no aspeto em que mais uma alma foi "alvo" de Jim e dos seus adversários, mas fez-me querer continuar a ler para saber o que se irá passar. A adição de Sissy também me deixou com bastante curiosidade. Para mim, uma série a acompanhar e um guilty pleasure.

04 agosto 2014

Opinião: Cobiça (J.R. Ward)

Cobiça de J.R. Ward
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 536 páginas
Géneros: Romance paranormal, Fantasia urbana
Sinopse.

Por vezes as expectativas também nos podem surpreender pela positiva, especialmente se tivermos expectativas baixas ou se o livro for ainda melhor do que esperávamos. No caso deste livro tratou-se de primeira hipótese: tinha baixas expectativas. Uma amiga tinha lido um dos livros desta autora e não tinha conseguido terminá-lo e pelas descrições calculei que este livro se parecesse bastante em estrutura e tom com os da Sherrilyn Kenyon; dos quais até gosto, de vez em quando, apesar de ter de admitir que são por vezes demasiado lamechas e tem cenas muito foleiras.

E realmente a estrutura e bastante parecida; felizmente as cenas são bem menos foleiras.

Jim Heron vive mais ou menos tranquilamente em Caldwell, perto de Nova Iorque. Um acidente estranho leva-o aos portões de S. Pedro, mas Jim não pode entrar: tem como missão salvar sete almas que se encontram a beira do abismo (pun intended) para poder acabar com a luta entre o Bem e o Mal de uma vez por todas. É o que lhe dizem os anjos que estão a beber chá num relvado junto às portas que dão para o céu, pelo menos (yep, esta é uma das cenas mais foleiras de todo o livro...).
Enquanto lia tentei não pensar em quão improvável esta premissa é tendo em conta o mythos em que se baseia e voilá! A leitura correu muito melhor.

Ou seja gostei de ler este livro. A premissa é bastante irrealista tendo em conta a sua base judaico-cristã mas, ei, é um livro de fantasia!! Tudo vale, suponho. As personagens são interessantes qb, se bem que me parece que vou estar mais interessada em Jim do que nas almas perdidas que ele tenta ajudar.

A autora escreve bem e mantém um bom equilíbrio entre a construção do mundo (dá-nos o suficiente para um primeiro livro e ficamos com perguntas e com a promessa de as ver respondidas nos livros seguintes), e o enredo do livro em específico. Enfim, uma boa leitura, que devorei a uma boa velocidade (teria sido mais depressa se não se tivessem metido os compromissos sociais pelo meio, eh eh).

No geral, uma boa leitura dentro do romance paranormal, apesar do insta-love. Estranhamente fiquei com vontade de ler mais, apesar da "silliness" do primeiro livro. Acho que adquiri um guilty pleasure.

02 dezembro 2013

Review: Midnight Secretary, Vol. 1 (Tomu Ohmi)

Midnight Secretary, Vol. 1 by Tomu Ohmi
Publisher: VIZ Media (2013)
Format: Paperback | 192 pages
Genre(s): Romance, Josei, Manga
Description: "Mad Men meets Vampire Diaries. Kaya Satozuka prides herself on being an excellent secretary and a consummate professional, so she doesn’t even bat an eye when she’s reassigned to the office of her company’s difficult director, Kyohei Touma. He’s as prickly—and hot—as rumors paint him, but Kaya is unfazed…until she discovers that he’s a vampire!!
Kaya quickly accustoms herself to scheduling his “dinner dates” and working odd hours, but can she handle it when Kyohei’s smoldering gaze starts turning her way?!
Reads R to L (Japanese Style) for mature audiences."
First impressions: I actually liked this one better this time around. Ok, so the story is pretty typical, but Kaya is cute and she isn't a wimp either. And this Manga is sexy.

Kaya Satozuka is the perfect secretary, right down to her appearance. She works at a major Japanese corporation.

One day she is promoted to executive secretary of the playboy of Touma Corp, director Kyohei Touma! He's handsome, he's cool and he's got a string of girlfriends! But what Kaya discovers about her new boss is even more surprising... he is a vampire! Kaya will have to prove herself a great secretary if she wants to keep her position... even if it means scheduling her boss's meals.

"Midnight Secretary" is a piece of fluffy Josei that you just know how it's going to end as soon as you open volume 1. Kaya is a plain-ish woman who prides herself on being professional... so professional she tries to do her best even after discovering her boss is a vampire.

Kyohei is your typical handsome playboy, who has as many assignations scheduled as other executives have meetings. Of course, as Kaya soon discovers, many of these "dates" are actually feedings.

It's pretty predictable really. There's nothing special about the story and the characters don't evolve (at least in volume 1) to more than mere clichés. I did like the fact that Kaya stands up for herself a bit, but otherwise, everything was pretty predictable.

Still, I enjoyed it anyway. I'm not any kind of specialist on artwork, but it seemed clean enough. I guess it's a good read if you're not expecting much. It's fluffy, romantic (sort of, since the hero is kind of - predictably - childish) and even cute.

14 junho 2013

Opinião: Sangue de Anjo (Nalini Singh)

Editora: Casa das Letras (2011)
Formato: Capa mole | 356 páginas
Géneros: Romance paranormal
Descrição (GR): "Elena Deveraux é uma caçadora de vampiros. Sabe que é a melhor - mas não sabe se será suficientemente boa para a tarefa que tem que cumprir. É contratada pelo perigosamente belo arcanjo Raphael, um ser de tal modo letal que nenhum mortal deseja merecer a sua atenção. Elena sabe que não pode falhar - embora se trate de uma missão impossível. Porque desta vez não é um vampiro voluntarioso que tem de localizar. É um arcanjo que degenerou. 
A missão irá colocar Elena no meio de um turbilhão de mortes inimaginável - e levá-la para o fio da navalha da paixão. Mesmo que a caçada não a destrua, sucumbir ao encanto de Raphael pode fazê-lo. Pois quando os arcanjos brincam, os mortais sofrem… 
Nalini Singh continua a encantar e a cativar novos leitores com os seus romances de anjos e vampiros. Sangue de Anjo é uma leitura empolgante com personagens maravilhosamente bem desenvolvidos e a criatividade que fez de Singh uma estrela. Com uma mistura inspirada de paixão e perigo, esta história vai manter-vos em suspense. E conquistará decerto um lugar na vossa lista de favoritos."
AVISO: alguns SPOILERS (muito poucos)

(A edição lida foi a original, mas apresentam-se os dados da portuguesa.)

Eu e o Romance paranormal temos uma relação tempestuosa, que tanto pode ser de amor como de ódio. Depende da minha disposição. Por vezes, tenho paciência para ler sobre heróis (seres sobrenaturais) torturados, possessivos mas muito sexy. Outras... não. Penso que foi um bocado este o problema que tive com Sangue de Anjo, o primeiro livro que leio da autora Nalini Singh. Já sabia que isto era romance paranormal e não fantasia urbana, mas o conceito (os anjos vivem entre os mortais e são os criadores dos vampiros) pareceu-me bastante interessante. E já tinha o livro nas estantes há algum tempo por isso... porque não?

Porque não estava com a mínima paciência para o Raphael, é por isso. O nosso herói, o famoso arcanjo Raphael é um estereotipo andante para este tipo de livros, certamente, mas nesta altura, não me caiu nada bem ler sobre este personagem que é demasiado possessivo e que vê a nossa heroína como um brinquedo, com o qual vai brincar e no final... destruir. Quer tratá-la como uma escrava sexual e ela, a idiota, está mais que disposta a deixar. Mas já lá vamos.

Elena Deveraux é uma caçadora de vampiros. Ela caça vampiros que fogem dos seus contratos de servidão com os seus mestres, os anjos. Geralmente leva-os de volta para acabarem de cumprir os seus deveres. Um dia, é contratada por Raphael, o arcanjo que 'governa' grande parte dos Estados Unidos. Mas a missão que Raphael lhe dá não é caçar um vampiro comum, mas sim um arcanjo que enlouqueceu e anda por aí a matar pessoas. Elena sabe que é improvável que saia viva desta missão, uma vez que nenhum mortal pode sonhar sequer tentar destruir um arcanjo.

Primeira coisa que me irritou neste livro: o enredo é descartado ao fim de algumas páginas. A Elena conhece o Raphael, sentem-se atraídos, o Raphael diz que quer ir para a cama com ela e que ela vai ser sua, sem dúvida, ela responde mas por dentro sente-se atraída porque oh, ele é tão forte e sexy e é mais forte do que eu, pode-me partir a espinha e pode controlar-me com a sua magia (ou lá o que é). Sinto-me tão feminina, pela primeira vez! E depois, as 100 páginas seguintes (não estou a gozar) é mais disto. Ela vai vê-lo para lhe pedir informações, ele acena indulgentemente com a mão e diz-lhe que ela não tem de saber mais nada, blah blah, ela zanga-se, vai para casa, ele tenta seduzi-la e/ou controlá-la com os seus poderes, volta o disco e toca o mesmo. 

E eu a pensar "então e o arcanjo doido?" mas aparentemente o arcanjo doido decidiu esperar alguns dias para que os protagonistas se conhecessem antes de começar a atacar.

Depois começa a "investigação", que é basicamente o Raphael a carregar a Elena para todo o lado enquanto voa. Entretanto, lá vão para a cama, e BAM ela já está semi-apaixonada. Mas será pedir muito, um romance com história? Aparentemente, sim.

Ou seja, sinceramente? Este livro tem muito pouco que o recomende. A história nunca passa de mal desenvolvida e foi concebida, muito obviamente, para que as personagens se conhecessem. O que até nem estaria mal, sendo este o tipo de livro que é (romance, logo espera-se que se foque no romance); mas a verdade é que as personagens são tão irritantes, o romance é tão morno e previsível e falta tanta química entre os personagens que a falta de um enredo coerente... é quase como faltar uma das quatro paredes numa casa. 

No geral, nada de especial. O conceito é muito interessante mesmo, mas o mundo está muito pouco desenvolvido (nem isso a autora se deu ao trabalho de fazer) e até alguns dos conceitos apresentados neste livro ficaram por explicar (o que significa uma pessoa ter nascido caçadora, por exemplo?). As personagens são estereótipos levados aos respectivos extremos (ele um macho alfa sem qualidades redentoras, ela uma "mulher forte" que "descobre" que afinal bom, bom é ser controlada por um homem, porque oh my ele é tão masculino e sexy e mais forte do que ela!). E durante quase todo o livro, as personagens sentem-se atraídas fisicamente mas no final, o Raphael tem um momento de claridade e percebe que aha, se calhar é amor isto. E não há qualquer explicação para estas duas pessoas gostarem uma da outra. Por isso, o romance? Mal explorado e mal desenvolvido. E isso é grave, porque este livro se apoia fortemente na sua componente romântica. 

16 agosto 2012

Review: Much Ado About Magic (Shanna Swendson)

Much Ado About Magic by Shanna Swendson
Publisher: NLA Digital Liaison Platform (2012)
Format: e-book | 235 pages
Genre(s): Paranormal Romance, Chick Lit
Description (GR): "Katie Chandler is back in New York and at Magic, Spells, and Illusions, Inc. – and just in time. The city’s in the grip of a magical crime wave from spells that wizarding whiz Owen Palmer thinks look awfully familiar, and the rogue firm Spellworks is raising its profile in the magical world by selling protective amulets. It’s Katie’s job as the new director of marketing for MSI to fight this battle of public perception while Owen and the other wizards try to uncover what’s really going on.
What Katie doesn’t realize is that her idea to stage a showcase for MSI’s magical achievements is playing right into a devious plot more than three decades in the making. Now Katie has to do damage control that has nothing to do with marketing. To save the magical world, she’ll have to prove who the real enemy is, and doing that will require digging deeper into Owen’s mysterious past than he wants anyone to go. If she fails, she not only stands to lose a magical war, but she could also lose the man she loves."
Much Ado about Magic is the much anticipated (at least by me, because I really like these books; they're just too sweet and cute) fifth book in the Enchanted, Inc series.

Katie Chandler returns to New York to ask for her old job back, at Magic, Spells and Illusions (MSI). She is has a rare immunity to magic that is very valuable to magical folk since she can spot hidden clauses in contracts and see through glamours. Her former boss, Merlin (yes, THE Merlin) accepts her back promptly because the situation with their rival (and evil) company Spellworks is not over; they might have captured a minion but the real mastermind remains at large and is still creating havoc.

With magically fueled maladies and robberies spreading through New York, the magical community is scared; and it seems like they will put their faith with Spellworks. How will Merlin and his company solve this problem?

This book was, like the previous four, a quick and cute read. Swendson knows how to captivate her readers with her light writing style.

At the same time this book was a little darker. We finally get a glimpse of the bigger plan behind Spellworks, the company that has been the bane of our heroes since book one. We also get a lot of information about Owen and his past.

I'll admit some parts of the book seemed forced (as in, the events came out of nowhere and seemed a bit implausible), but I still liked this read.

Katie and Owen start having fights and I think there was more emotional turmoil in this book, more tension and consequently more character development.

The twist at the end was pretty unexpected.

Overall, a nice, cute read that will definitely appeal to fans of chick lit who also like a bit of paranormal action. The world building is not the most original and the plot devices were a little predictable but the author makes it works and manages to combine all the elements to form an interesting story.

I received a digital copy of Much Ado about Magic from NLA Digital Liaison Platform LLC through Netgalley. Thank you.

19 junho 2012

Review: First Grave on the Right (Darynda Jones)

First Grave on the Right by Darynda Jones
Publisher: St. Martin's Press (2011)
Format: Paperback | 310 pages
Genre(s): Paranormal Romance
Description (GR): "Charley sees dead people. That’s right, she sees dead people. And it’s her job to convince them to “go into the light.” But when these very dead people have died under less than ideal circumstances (i.e. murder), sometimes they want Charley to bring the bad guys to justice. Complicating matters are the intensely hot dreams she’s been having about an Entity who has been following her all her life...and it turns out he might not be dead after all. In fact, he might be something else entirely. This is a thrilling debut novel from an exciting newcomer to the world of paranormal romantic suspense."
WARNING: Contains SPOILERS!
I'm not exactly sure what to say about this book. I liked reading it, but I didn't think it was... great. I feel like I won't remember much about it in a few weeks and I don't feel like ordering the rest of the series.

As far as paranormal romance goes, it was okay. It wasn't remarkable; it wasn't awful either. It was only mildly annoying, at times.

So what did I like about it? Charley (Charlotte) Davidson. She was sassy and smart-mouthed but she was also pretty feminine and a true 21st century woman. She wasn't a badass, though-chick who doesn't need no man to complete her and despises all that is womanly and feminine. Nop. She likes dressing up, she is not adept at fighting and she is always checking out men's asses. And men are always checking her out. I loved Charley. She was realistic. Loved her sense of humor to bits too.

So Charley was the plus of the pluses of this book. I liked the overall supernatural elements and mythology: the grim reaper story and powers (the all languages thing was pretty interesting), and the "Big Bad" (until I learned of his identity).

What I didn't like so much was the fact that the book seemed to start right in the middle of something. It's like you're thrown into the action and then, when there is time, the heroine reminisces and you get a few info dump-ey paragraphs about her past and how she discovered who she was, blah, blah. That's the preferred mode of transmitting information in this book. We learn about the grim reaper thing, about "Big Bad" and about Reyes through flashbacks. At the same time, in the present, Charley has to solve a case (since she is a PI). It gets a bit confusing and it breaks the flow of the narrative.

I also thought Uncle Bob got away with too much interfering in police business and having Charley hang with the police. It just doesn't compute.

Another aspect I disliked: Reyes. Totally unnecessary. Or at least the relation (not relationship, just how he relates to her) with Charlie was unnecessary. There were a lot of stuff left unexplained when it came to Reyes and Charlie and their relation(ship). I get it, one needs a sexy stranger in a paranormal romance, but I just didn't get the whole "he-appears-in-my-dreams-and-we-have-hot-sex-but-I'm-not-sure-why" BUT "I-think-I-lurve-him". It was damn confusing and quite unrealistic. So the romance part was actually what I thought could be cut from the book.


Overall: I liked "First Grave on the Right". It was a light, fun read and Charlie's inner ramblings made me laugh out loud sometimes. The author has a great sense of humor. Still, there was nothing distinctive or special in terms of story or characters (besides Charley they were all pretty standard) and I disliked all the flashbacks/infodump. There was just too much going on for it to work efectively.

07 junho 2012

Curtas: Neil Gaiman, fantasmas e lobisomens

Mais uns livritos lidos, sobre os quais pouco tenho a dizer.

The Thing about Cassandra (da Antologia Songs of Love and Death)
Autor: Neil Gaiman
Série: N/A
Editor: Edição Kindle - 2010 
Páginas: N/A
Mini-Review: Ora bem. Não me façam mal, mas na verdade nunca tinha lido nada de Neil Gaiman. É daqueles autores de quem toda a gente fala tão bem e que são favoritos de tanta gente e ainda por cima têm páginas no Twitter tão engraçadas. Com isto tudo uma pessoa até tem medo de ir pegar nos livros e lê-los. Ainda fica desapontada. 
Short-stories (contos) também não são bem a minha onda... gosto das minhas histórias bem desenvolvidas e exploradas e parece-me que não se pode fazer isso com muita eficácia num conto. Neste caso, aconteceu isso.  Senti que o autor poderia ter explorado mil e uma possibilidades diferentes mas no fim ficaram por explorar. Alas, é a natureza dos contos.
Foi preciso um trabalho para a disciplina de Tradução Literária para ler alguma coisa do Gaiman! E li! Li! E gostei. Ok, não é brilhante, mas é 'atmosférico' o suficiente para ser assustador de uma maneira vaga. Não é um terror 'in your face' é mais uma ideia que se vai insinuando na nossa mente e acaba por nos fazer sentir arrepios. Lembra-me um pouco a série de TV Twilight Zone, na verdade.
A história não é nada por aí além, aliás a maioria do conto é corriqueiro, quase não há toques de que algo sobrenatural se passa mas o desfecho foi engraçado. Lá está, à Twilight Zone.  
Nada mau.

Deception
Autor: Lee Nichols
Série: Haunting Emma, #1
Editor: Bloomsbury - 2010
Páginas: 310
Mini-Review: Mais um livro de fantasia urbana juvenil que sinceramente não me apelou muito. Não sei se sou eu que não estou para leituras, mas o livro pareceu-me mais uma colecção de clichés, desde a rapariga super especial (e poderosa), aos amigos populares que ela arranja, passando pelo rapaz mais velho, alto, bonito e misterioso por quem ela se apaixona.
O início do livro foi um bocado confuso e o que estava a acontecer não parecia fazer muito sentido. As atitudes das personagens, idem.
No geral, mais uma série que não vou seguir.


Sisters Red
Autor: Jackson Pearce
Série: Fairytale Retellings, #1
Editor: Little, Brown - 2011
Páginas: 352
Mini-Review: Primeiro que tudo, olhem-me só para esta capa! Com uma capa destas obviamente que tinha de comprar este livro! Bem, também tinha ouvido bem, mas pronto.
Infelizmente não é tão bom como o pintam. Parecia genial, com duas raparigas vestidas com capuzes vermelhos a caçar lobisomens (ou Fenris, como são aqui chamados). Mas no fim, não há assim muita magia de 'fairytales' neste livro. É mais um livro YA com um romance (quasi triângulo amoroso), drama e umas criaturas maldosas e uni dimensionais. O que são os Fenris? Porque existem? Porque é que comem pessoas? Nada disto nos é explicado. Temos capítulos alternando o ponto de vista entre as duas irmãs a Scarlett (que foi horrivelmente mutilada pelos Fenris em criança) que só fala em caçar lobisomens e a Rosie que só fala do Silas, o rapaz que é amigo de infância das duas e por quem ela se apaixonou de repente. 
Sim, percebo, a autora tenta mostrar o que um ataque brutal pode fazer a uma família, à auto-confiança das personagens, mas fá-lo de maneira errada a meu ver.
Demasiado estereotipado e com muito pouco de verdadeiramente original.

13 abril 2012

Opinião: A Iniciação (Jennifer Armintrout)

Editora: Gailivro / 1001 Mundos (2010)
Formato: Capa Mole | 336 páginas
Géneros: Romance Paranormal
Descrição (GR): "Eu não sou cobarde. Quero deixar isso bem claro. Mas, depois de a minha vida se trans­formar num filme de terror, passei a levar o medo muito mais a sério. Tinha-​me tor­nado na Dra. Carrie Ames apenas há oito meses, quando fui atacada na morgue do hospital por um vampiro. Haja sorte. Por isso agora sou uma vampira e descobri que tenho um laço de sangue com o monstro que me criou. Este funciona como uma trela invisível, pelo que estou ligada a ele, inde­pendentemente daquilo que faça. E, claro, ele tinha de ser um dos vampiros mais malévolos à face da Terra. Com o meu Amo decidido a transformar-​me numa assassina sem escrúpulos e o seu maior inimigo empenhado em exterminar-​me, as coisas não podiam ser piores – só que me sinto atraída pelos dois. Beber sangue, viver como um demónio imor­tal e ser um peão entre duas facções de vampiros não é exactamente o que tinha imaginado para o meu futuro. Mas, como o meu pai costu­mava dizer, a única forma de ven cer o medo é enfrentá-​lo. E é isso que irei fazer. Com as garras de fora.
Contém SPOILERS!
Diz-se que o tempo apaga muitas coisas e no caso deste livro tenho de concordar. Li "A Iniciação" pela primeira vez em inglês, ainda antes de ter saído em Portugal e na altura escrevi apenas a minha impressão geral do livro: que tinha sido interessante mas nada de especial.
Vários anos passados, senti curiosidade acerca da série não só pelas críticas favoráveis de outros leitores portugueses mas também pelo facto de ter sido publicado no nosso país. Quando entrei na leitura tinha apenas uma memória muito vaga do que acontecia. Sabia que a protagonista era transformada em vampiro e que havia um triângulo amoroso mas pouco mais. A minha curiosidade levou-me até a duvidar da classificação que lhe havia dado aquando da primeira leitura (duas estrelas).

Devia ter tido mais confiança na minha própria opinião, suponho. "A Iniciação" é de facto tão corriqueiro como me lembro e agora que já li muitos outros livros de fantasia urbana posso dizer que não tem nem uma história nem personagens particularmente interessantes.

A nossa heroína, Carrie Ames é uma médica recém-graduada que é atacada uma noite e passa por um processo de transformação gradual que a torna num vampiro. O seu atacante é Cyrus o típico vilão sobrenatural, um vampiro que se acha superior aos humanos. Claro que para o 'cast' estar completo é necessária uma terceira personagem, masculina, para formar 0 'triângulo amoroso'. Essa personagem é Nathan, um vampiro torturado parte de um movimento que visa exterminar todos os vampiros.

Este foi o primeiro aspecto que me fez ficar de pé atrás. Aparentemente os vampiros na sua maioria não têm instinto de auto-preservação e criaram um 'movimento voluntário para a extinção dos vampiros' ou seja a sua missão é matar todo e qualquer vampiro que não se queira juntar ao movimento. Para não estar com muitos rodeios esta premissa pareceu-me simplesmente ridícula.

Ora bem, Nathan aparece e tal e faz um ultimatum a Carrie (que, lembrem-se, ainda mal se habituou à sua nova condição): junta-te ao movimento ou morre.

O resto da história prende-se com a indecisão de Carrie que não quer morrer, claro, mas também não quer ser forçada a juntar-se ao movimento. Pelo meio temos um período dedicado a Cyrus, o 'progenitor' de Carrie com quem esta tem uma ligação forte, o "laço de sangue". Esta parte deu-me, para não estar com rodeios, algum nojo. Porque Carrie professa alto e bom som ser 'feminista' e independente mas cortesia do tal laço de sangue deixa-se ser abusada e humilhada pelo tal Cyrus para além de lhe 'desculpar' atitudes altamente questionáveis. Basicamente a autora falhou completamente ao tentar criar uma heroína forte; Carrie, por "amor" tudo desculpa.

Para além do falhanço que é Carrie, as outras personagens têm pouca substância. Não estão muito bem desenvolvidas, são bastante estereotipadas e as suas interacções não me convenceram minimamente.

No geral, "A Iniciação" é um livro bastante fraco em termos de história e personagens. Tem raros momentos de originalidade, mas a maior parte do livro é cliché e as personagens são irritantes e muito pouco carismáticas. Continuarei a seguir as aventuras de Carrie porque já tenhos os livros 2 e 3, mas não é uma série que recomende.

22 janeiro 2012

Review: Blood Rights (Kristen Painter)

Blood Rights by Kristen Painter
Publisher: Orbit (2011)
Format: Mass Market Paperback | 392 pages
Genre(s): Urban Fantasy, Paranormal Romance
Description (GR): "The lacy gold mapped her entire body. A finely-wrought filigree of stars, vines, flowers, butterflies, ancient symbols and words ran from her feet, up her legs, over her narrow waist, spanned her chest and finished down her arms to the tips of her fingers.

Born into a life of secrets and service, Chrysabelle’s body bears the telltale marks of a comarré—a special race of humans bred to feed vampire nobility. When her patron is murdered, she becomes the prime suspect, which sends her running into the mortal world…and into the arms of Malkolm, an outcast vampire cursed to kill every being from whom he drinks.

Now Chrysabelle and Malkolm must work together to stop a plot to merge the mortal and supernatural worlds. If they fail, a chaos unlike anything anyone has ever seen will threaten to reign.
"
This one was another impulse buy of sorts. Vampires in a fantasy (not urban) setting intrigued me enough to want to read this.
I think I kind of misunderstood, because this is not classic fantasy; it's urban fantasy. In a way it's not even urban fantasy; it's paranormal romance.

Near future. There is a world hidden from humans by several covenants made hundreds of years ago by powerful forces. These magical contracts protects humans and 'othernaturals' alike making sure vampires, shape shifters and fae remain hidden from the general population. Vampires live in hidden cities and feed on willing humans and comarré - a race specifically bred to provide vampires with pure, powerful blood.

Chrysabelle is a comarré, one of the most expensive of her kind. When her vampire patron is killed she is forced to flee the hidden city and hide in Paradise City (USA, New Florida) because everyone thinks her guilty of murder. Plus she seems to have acquired a vampire relic (ring) by pure mistake. So she has to run and predictably ends up with a cursed vampire, a ghost that is not really a ghost and yet another cursed shape shifter.

Blood Rights' strong point is the world building. Even if it's not fantasy after all, I liked the idea of comarré, the origins of the othernaturals and the covenants. On the other hand, I didn't like the characters or the story that much.

The story because it was simplistic. The author uses very common plot devices like the kidnapping of a loved one and the reckless rescue. She did take the time to develop other storylines that will probably be important latter, but the main story of this book... was not very interesting. Painter was more interested in describing all the attraction between the two main characters.

Now, for the characters. They weren't horrible, they were just... not interesting (again). Mal was suitably tortured and Chrysabelle was suitably defiant; and most of the time they only thought of how attracted they were to each other. These two protagonists were wrong for this story somehow... they are definitely paranormal romance characters and it felt weird to have them in a book that is not so much character as plot driven (or it should have been, if the world building is any indication). Also, I didn't really connect to them, didn't care much for any of the characters since they were so stereotypical and sometimes even a bit annoying. Fi and Doc, the sidekicks are barely worth mentioning because they were very one-dimensional.

So, overall, Blood Rights has great world-building and a good enough concept but the story and the characters were so average they kind of ruined the book. I find that I'm not very interested in the rest of the story since I couldn't really connect with the characters. A standard urban fantasy book, nothing special.

05 outubro 2011

Review: Graveminder (Melissa Marr)

Graveminder by Melissa Marr
Publisher: HarperCollins (2011)
Format: Paperback | 324 pages
Genre(s): Urban Fantasy, Paranormal Romance
Description (GR): "The New York Times bestselling author of the Wicked Lovely series delivers her first novel for adults, a story about the living, the dead, and a curse that binds them.

Rebekkah Barrow never forgot the tender attention her grandmother, Maylene, bestowed upon the dead of Claysville, the town where Bek spent her adolescence. There wasn’t a funeral that Maylene didn’t attend, and at each Rebekkah watched as Maylene performed the same unusual ritual: three sips from a small silver flask followed by the words “Sleep well, and stay where I put you.”

Now Maylene is dead and Bek must go back to the place—and the man—she left a decade ago. But what she soon discovers is that Maylene was murdered and that there was good reason for her odd traditions. It turns out that in placid Claysville, the worlds of the living and the dead are dangerously connected. Beneath the town lies a shadowy, lawless land ruled by the enigmatic Charles, aka Mr. D—a place from which the dead will return if their graves are not properly minded. Only the Graveminder, a Barrow woman, and the current Undertaker, Byron, can set things to right once the dead begin to walk.
"
WARNING: Contains SPOILERS!
I'm not sure if I'm just not in the mood to write reviews or whether there is something about this book that makes it difficult to write about it. A bit of both, maybe. The bottom line is that I can't seem to put my thoughts in order and write something about this book.

I liked it well enough, I suppose. It was an easy enough read; Melissa Marr can definitely entice a reader through her writing, yes and also with her ideas and concepts. Because I simply loved the concept of this book. It's not that it's completely original - actually I was reminded of Anna Dressed in Blood as I read this - but the entire setting is intriguing. That is what made me buy this book in the first place.

But... I didn't like how Marr explored her idea. I thought she just wanted to put too much into the book: troubled pasts, mysterious rites, failed loves, tragic happenings, a murder/ mystery plot and a great secret; not to mention several characters that required a lot of development (such as Charles). The overall concept required a lot of layering and world-building and I don't feel like the author achieved this. I thought the world-building was shallow (in part because of the fact that so much was crammed into the book) and the story was way too character-driven, when it shouldn't be.

So I finished the book and felt... unsatisfied. There was so much I was looking forward to know that was never answered.
The mystery was not very well explored and the romantic subplot took way too much spotlight when there were so many other interesting things happening. The fact that the male protagonist lacked character and the female heroine was annoying most of the time only made it worse: not even the romance was interesting because I didn't particularly like the characters and because I wanted to read about the other stuff like the Graveminders' powers and why were all the ghosts under the city (much like in Ghost Whisperer, actually); who was Charles really and what was the 'Underworld' presented in the book. Why could Abigail do what she did? These were the things that really interested me... not Rebekkah and her romantic woes.

Overall: Yet again, we have one of those "great concept but poor execution" kind of books (I should probably create a shelf for those, they are 'piling up', so to speak). It read like the author's YA books, the only difference being that it had a little more nudity. But like hers (and most) YA series it focuses on the romance rather than the supernatural plot, which wasn't especially thrilling for me because she didn't even do it right... Rebekkah and Byron spent most of the book whining about how they loved each other but couldn't be together. Very dramatic and... well, annoying.

If you liked Melissa Marr's "Wicked Lovely" series, you'll like this. However, if you read the synopsis and thought the idea interesting I would thread carefully; this is more paranormal romance than urban fantasy. A somewhat disappointing read.

08 abril 2011

Review: Mermaid: A Twist on the Classic Tale (Carolyn Turgeon)

Publisher: Crown Publishing (2011)
Format:  Paperback | 240 pages
Genre(s): Fantasy, Romance
Description: "The story of two very different women, one mortal, one mermaid, and the clash between worlds best kept apart... It is a cold day at the end of the world when a young woman, a princess in hiding, looks out across a Northern sea and sees something she could not have seen. It looks...it can't be. It looks like a mermaid's tail. And, as she looks more closely, she sees that the mermaid is dragging a drowning sailor in her arms. Because, only hours before, another princess, the daughter of the sea queen, has decided to risk everything and take a look at the world above the sea: the world of mortals. And there she finds a storm, a shipwreck, a sailor, and sets in train events which will change both women's worlds forever."
Warning: Contains SPOILERS!
I LOVE Disney's "The Little Mermaid". It is my favourite movie ever. I still watch it today. Oh I know Grimm's original fairy tale is nothing like the movie. It's not upbeat and it doesn't have a happy ending. Still, I believe Disney's movie to be a good "retelling" of the fairy tale. "Mermaid" by Carolyn Turgeon had potential... but I think the author failed in living up to it and making this "modern retelling" really shine. I will say this in favour of the book, though: the writing was captivating enough to make me read until the end, even if the characters made me feel frustrated and annoyed.

The main problem with this book is the story: it's not properly developed. Every character in this book is shallow in terms of feelings and personality. The world-building is weak (even the mermaid world is only 'sketched' instead of vividly described). Basically this book has about 200 less pages than it needed to have.

In the beginning of the book it seemed to me that mermaids were different from humans. They don't seem to feel like humans or understand them very well; that is why they are forbidden to go to their world.
I thought it interesting that mermaids were so different; I even liked that Lenia, the mermaid protagonist felt unsatisfied with the situation of division between humans and merpeople.

But then, ten pages later she went and randomly fell in love with some human she'd never met before and never spoke to before either. She saved him and bam... she was in love. That would be unbelievable between humans! It felt really... fake, I guess. And then she sacrificed everything for that love.

Well, it might work for Grimm's fairy tale but it doesn't work for a full novel. It's just not convincing. When you read a story in 'novel format' you expect things to happen... more progressively.

And the princess? Well, she was one confused woman. Even though I thought she was better fleshed-out than the rest of the characters and that she was the only one who actually sacrificed anything for love (and not on a whim, like the mermaid does), she also falls for the Prince at first sight? What, is he that good-looking? Come on, instantaneous romance in an adult novel? I'd have liked it so much more if the author had taken the time to actually write about the characters and develop them properly. So what if it deviated even further from the source material? It's a rewriting is it not? Look at Disney's "The Little Mermaid"; that is what I call a "retelling" of a fairy tale.

As for the prince... the prince was an utter idiot. If a woman ever fell for his looks I'm sure his complete lack of personality and raging machismo would be a huge turn-off. And to think that a proud, powerful mermaid that apparently was free enough to choose her mate in the waters, would sink as low as to become his plaything... because that is exactly what happens. Again, it is irrelevant if the same happens in Grimm's story or not because as I said before, it's a retelling; the source material will be there, but it can be changed. Even if the author wanted to follow the original that is not an excuse for the appalling lack of character development.

The end was so... lame. It was unrealistic, if you think how much the mermaid loved the prince.

So, this giant rant to say that the book lacks proper character and story development. It's not as much a "retelling" in the true sense of the word (again, I mention the Disney movie) but I suspect little more than a "retelling" of the fairy tale in the author's words. Why go to the trouble of writing a book then? I don't know, but I was really disappointed with this. Shallow characters, plot full of holes. A mess. Stick to the original or just watch "The Little Mermaid" by Disney if you want a retelling with a "twist".

24 março 2011

Opinião: Angelologia (Danielle Trussoni)

Angelologia de Danielle Trussoni
Editora: Editorial Presença (2010)
Formato: Capa Mole | 588 páginas
Géneros: Fantasia Urbana, Mistério/ Thriller
Sinopse (Goodreads): "Desde o início dos tempos que os nefilins, a raça que descende de anjos e humanos, procura dominar a humanidade semeando o medo, provocando guerras e infiltrando-se nas mais poderosas e influentes famílias da história. Apenas a sociedade secreta de angelologistas, com os seus conhecimentos ancestrais, tem conseguido detê-los. Agora, a Irmã Evangeline do Convento de Santa Rosa, no estado de Nova Iorque, está prestes a juntar-se a eles. Mas conseguirá ela resistir ao imenso poder dos nefilins e evitar o apocalipse? Uma narrativa vigorosa, complexa e inteligente que funde elementos bíblicos, míticos e históricos e envolve o leitor da primeira à última página."
Aviso: Contém SPOILERS!
Não sei se sou eu que preciso de fazer uma pausa nas leituras ou se este livro foi pura e simplesmente tão mau como me pareceu. Seja qual for a razão, "Angelologia" foi mais uma leitura penosa, com uma história muitas vezes confusa e uma narrativa desconjuntada, para já não falar de personagens pouco desenvolvidas e pelas quais não senti qualquer empatia. Oh, o tema tem potencial... mas sinceramente, os aspectos que a autora escolheu para constituir a história são provavelmente os mais aborrecidos dentro da temática.

Para fazer uma análise do que "correu mal", terei de me debruçar sobre a história, pelo que esta opinião vai conter bastantes SPOILERS. Se ainda não leram o livro e querem lê-lo, fiquem por aqui. :D

O começo do livro é bastante emocionante; é um prólogo perfeito que não só introduz o teor da história como leva o leitor a questionar-se sobre o que irá acontecer. No início é-nos relatada uma expedição efectuada por um grupo de investigadores (Angelologistas) a umas montanhas na Europa em 1943. Aí, eles fazem uma descoberta incrível que poderá mudar o modo como as pessoas vêem a religião. Isto porque o que eles encontram na caverna é o corpo de uma criatura que parece ser um anjo.

Como disse, um começo auspicioso. Comecei logo a pensar em sociedades secretas e em pesquisas igualmente secretas sobre as origens do anjo, a sua estrutura e como seria necessário manter o segredo, etc. Coisas do género. Mas o livro não é acerca de nada disto... ou quase nada.

E a primeira parte não desfez totalmente a minha esperança. Esta abre em 1999, num convento em Nova Iorque, onde uma jovem freira, Evangeline, recebe uma pedido para aceder aos arquivos do convento. Ela ia negar o pedido, mas este desperta-lhe a curiosidade e assim vai ela investigar o assunto.
Nesta primeira parte são-nos apresentados os intervenientes: Evangeline, o autor da missiva que é o jovem Verlaine, algumas das freiras que parecem ter alguns segredos e os vilões... que neste livro são os Nefilins.

Já nesta primeira parte achava que a acção progredia de forma muito lenta e que a autora se perdia em descrições exageradas de pormenores que pouco interessavam. A primeira parte termina com uma velha freira a adormecer e a sonhar com o passado. Imaginem o meu espanto quando passo para a segunda parte (o tal sonho da freira) que deve ter bem mais de 100 páginas e que é, no fundo, uma versão muito mais pormenorizada do prólogo. Alguma da informação contida nesta segunda parte é essencial para a progressão do enredo de 1999, sim, mas muita dela foi também supérflua e sinceramente, aborrecida. As partes necessárias podiam ter sido incluídas de forma mais fluída na narrativa presente e deveriam ter ocupado muito menos páginas.

Chegamos à terceira parte. Sabemos agora o objectivo tanto dos vilões como dos heróis. É altura do mistério "à la Dan Brown". Infelizmente, como a segunda parte é tão grande (e a primeira parte introdutória também se alarga consideravelmente), esta parte da história é contada de forma apressada e desinteressante.
 

De facto, este livro tem muito pouca acção em geral. A premissa é pouco interessante e está bastante mal explorada. As interacções entre as personagens são muitas vezes irrealistas; aquelas encontram-se bastante mal desenvolvidas com excepção, talvez, de Gabriella. Achei que os "Angelologistas" eram cientistas muito pobres que não se interrogavam sobre o que viam, não sentiam curiosidade. Os Nefilins não tinham grandes traços distintivos tanto em termos de personalidade como físicos. A autora dá a entender que nem todos são iguais, mas as suas explicações vagas pouco ou nada ajudam à compreensão do leitor sobre essas diferenças.
Toda a história me pareceu aborrecida e irreal, para já não dizer previsível (foi  facílimo adivinhar a verdadeira "identidade" da Evangeline). O final foi pobrezito e bastante anticlimático.


No geral, foi uma obra descritiva ao ponto de ser aborrecida com um enredo e umas personagens poucos interessantes.

15 março 2011

Opinião: Insaciável (Meg Cabot)

Insaciável de Meg Cabot
Editora: Bertrand Editores (2010)
Formato: Capa Mole | 510 páginas
Géneros: Romance Paranormal
Sinopse (Goodreads): "Está farto de ouvir falar em vampiros? Meena Harper também.
Mas os seus patrões obrigam-na a escrever sobre eles na mesma, apesar de Meena não acreditar na sua existência. Não é que Meena seja alheia ao sobrenatural. O que se passa é que ela sabe como vamos morrer. (Claro que não acreditamos nela. Nunca ninguém acredita.) Nem o dom da premonição de Meena pode contudo prepará-la para o que sucede quando ela conhece Lucien Antonescu (e depois comete o erro de se apaixonar por ele), um príncipe dos dias de hoje com um lado negro. Trata-se de um lado negro pelo qual muitas pessoas, como por exemplo uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiam vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez seja por isso que é o primeiro tipo que Meena conhece com quem se imagina a ter um futuro. É que, apesar de Meena ser capaz de ver o futuro das outras pessoas, nunca conseguiu ver o próprio. E apesar de Lucien parecer ser tudo o que Meena sonhou encontrar num namorado, poderá acabar por ser um pesadelo. Esta poderá ser uma boa altura para Meena começar a prever o seu próprio futuro... Se é que o tem.
"
Meg Cabot é uma autora que geralmente aprecio; ou melhor, para ser mais específica gosto dos seus livros dedicados à fantasia paranormal (a série juvenil Mediator), porque os dedicados aos mais novos - Diários da Princesa e afins - não apelam muito, talvez porque já não tenho 14 anos. Ahem, mas adiante... eu gostei bastante da maioria dos livros de Meg Cabot especialmente por serem fáceis de ler e terem histórias interessantes. Assim, fiquei entusiasmada quando vi "Insaciável" nas lojas; finalmente, Meg Cabot estreia-se no mundo dos vampiros! Claro que tinha de ler o livro... tinha gostado tanto da série dela com fantasmas!

Cem páginas mais tarde, estava a praguejar mentalmente porque o livro tinha 510. Esta foi uma das piores leituras deste ano, sem contar com o pavoroso Anjo Caído. O livro chegou a dar-me sono! Sono! Isso é quase impossível para mim.

Depois de terminada a leitura (embora me tenha questionado várias vezes durante), tentei perceber o porquê desta leitura me ter custado tanto e o porquê de ser invariavelmente... bem, má.

Considerando o enredo e personagens, é muito claro que este livro pretende ser uma paródia a um género saturado, onde já se utilizaram centenas de vezes os estereótipos do vampiro sexy torturado e da heroína "especial" (uma clara "patada" a livros como "Crepúsculo" e "Eternidade"), entre outros. Estes estereótipos estão presentes neste livro em toda a sua glória, juntamente com a paixão avassaladora entre os protagonistas (recorde mundial - apaixonam-se num dia; ou espera... não é não, isto está sempre a acontecer neste tipo de livros) e o inevitável triângulo amoroso.

Senão vejam: Meena Harper (é mesmo o nome dela, a sério) é guionista de uma telenovela chamada "Insaciável" e tem um segredo... consegue saber como as pessoas vão morrer. Uma noite, é atacada por morcegos e salva pelo príncipe romeno Lucien Antonescu (yep, é mesmo a nacionalidade e nome do protagonista) que acaba por ser um vampiro e que está a ser perseguido pelo Vaticano. Apaixonam-se loucamente, mas depois Meena é avisada da sua identidade por Alaric, um caçador de vampiros (do Vaticano).

Pois. Clichés que nunca mais acabam.

O que faltou neste livro foi o humor inerente a uma paródia. A autora não  parece ter tido a destreza necessária para balançar todos os clichés e o humor subtil e irónico (e mesmo por vezes daquele que faz rir bem alto) que deve, penso eu, existir numa paródia. Sem ele, tudo o que ficou foi... bem, um péssimo romance paranormal. Isto porque era suposto ser um livro a gozar, tudo era exagerado e como faltou humor a narrativa pareceu-me... oca.

Não havia química nenhuma entre as personagens; os seus diálogos exageradamente melodramáticos foram apenas ridículos, não engraçados e não, certamente, românticos (mas penso que isto também se deveu à tradução - em português ainda mais dramático ficou). Algumas personagens secundárias como o irmão de Meena - que se chama, claro, Jon Harper - e a vizinha daquela, Mary Lou tiveram "momentos", mas no geral... faltava qualquer coisa. No fim, a autora não conseguiu atingir convenientemente  o objectivo a que se propunha.

No geral, este foi um livro bastante penoso de ler, quer pelas personagens e as suas atitudes ridículas (novamente, sem humor) quer pela história sem magia romântica e acção interessante. Não recomendo este livro, nem aos amantes do Romance Paranormal; no entanto se querem uma boa série juvenil sobre uma rapariga que vê fantasmas (como a Melinda em "Entre Vidas"), recomendo a série Mediator (em português "A Mediadora") da autora. Este livro em particular, não é muito bom, mas Cabot tem outros que são bastante melhores.

08 fevereiro 2011

Review: A Brush of Darkness (Allison Pang)

Publisher: Pocket (2011)
Format: Mass Market Paperback | 384 pages
Genre(s): Paranormal Romance
Description: "The man of her dreams might be the cause of her nightmares.
Six months ago, Abby Sinclair was struggling to pick up the pieces of her shattered life. Now, she has an enchanted iPod, a miniature unicorn living in her underwear drawer, and a magical marketplace to manage. But despite her growing knowledge of the OtherWorld, Abby isn’t at all prepared for Brystion, the dark, mysterious, and sexy-as- sin incubus searching for his sister, convinced Abby has the key to the succubus’s whereabouts. Abby has enough problems without having this seductive shape-shifter literally invade her dreams to get information. But when her Faery boss and some of her friends vanish, as well, Abby and Brystion must form an uneasy alliance. As she is sucked deeper and deeper into this perilous world of faeries, angels, and daemons, Abby realizes her life is in as much danger as her heart—and there’s no one she can trust to save her."
To me, Allison Pang's debut was just "okay" (2 stars worth), but since I really liked Phineas the unicorn and the concept of the paintings (saying more would be spoiler-ish), I threw in an extra star (LOLz).

It's not that this book was an horrible read. It wasn't. Plotwise, it was even interesting. But the execution could have been better, in my humble opinion.

First, I thought the author chose a really bad point in which to start the action/ story. At the beginning of the book, Abby, our heroine, has been a "Touchstone" to a faery for six months; and she has been a "Touchstone" because of some bad things that happened to her in the recent past. But we don't really know what those were and it is never fully explained in the book; I mean, yeah we learn the story about Jett the vampire (somewhat) but not how Abby herself stumbled into the supernatural world. That would be important, since, well, she is the main character.

Also, we're almost literally plunged into Abby's world... she tells us she's a Touchstone and the reader is like "great, what is that anyways?". For the first few chapters there are too many new concepts being thrown around and not enough explanations about what is what. For some things we do get some information, for others just a few hints and the rest are not explained at all. Like, the whole hierarchy of the OtherFolk... why are Faeries the strongest, the most feared? It didn't make sense to me, but I'm sure the author has some kind of idea since it's her world... she just didn't share it with the readers. So as far as world-building goes? Not that good. Still I did like the Crossroads and different beings only managing to walk them at certain times of the day.

Character-wise, things weren't much better. Abby was the typical UF/ PR heroine and although the author mocks the "tall, dark and brooding" type of hero right at the beginning of the book, I think she missed the fact that her male character is exactly that. Or maybe that's what she wanted in the end. I don't know. On a positive note, I loved the unicorn! Hahah, one of the best characters ever, although once he started talking he was much less interesting. :p

The pacing was off for the entire book. The characters were supposed to be investigating a supernatural mystery, but Pang also wanted to incorporate heated romance into the mix and she wasn't able to time it right. It ended up being a paranormal romance (with more angst than I really wanted to read about, but oh well) instead of urban fantasy, and I was sorry for that since the plot was really interesting but underdeveloped to give way to all the hot, sexy scenes between main characters.

Overall, "A Brush of Darkness is a nice first effort. I am not a professional writer or anything, but I'm a semi-professional UF reader (LOL), so I couldn't help noticing all this in the book. Still, I liked it well enough so I might give number two a try.

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