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04 março 2024

Review: Is It Wrong to Try to Pick Up Girls in a Dungeon? Vol. 1 (Fujino Omori)

Is It Wrong to Try to Pick Up Girls in a Dungeon? Vol. 1 by Fujino Omori
Publisher: Yen Press (2013)
Format: ebook | 216 pages
Genre(s): Fantasy, Light Novel
Synopsis.

This was just... bad on so many levels.

So. Why did I read this book, when it was objectively bad almost from the get-go.

Well, I've watched the anime (all seasons out) and it keeps getting better, but even the first season, that was focused on the whole pick up girls thing was better than this book.

What was bad:

- The writing: it was like reading the actual script for the anime. There were literally parts where the dialogue went as such: "Gwraaht", "!", "...". I have no idea what any of this means, I guess the first one is monsters growling I suppose

- The fact that Bell, the main character was 14 YEARS OLD and all the women interested in him were adults and/or hundreds of years old goddesses. And they referred to the humans as "children" which made it creepier

- The over sexualization of the women by focusing on physical attributes, like Hestia's "ridiculously big boobs" and her childish face

- It's basically a tween's fantasy, but written for adults and that is seriously creepy.

- The plot was nonsensical and thin.

19 outubro 2014

Opinião: Loveless vols. 1 e 2 (Yun Kouga)

Loveless (vols. 1 e 2) de Yun Kouga
Editora: Viz Media (2012)
Formato: Capa mole | 376 páginas
Géneros: Fantasia, lit, juvenil, manga
Sinopse: "When his beloved older brother is brutally murdered, Ritsuka is heartbroken but determined to search for answers. His only lead is Soubi, a mysterious, handsome college student who offers him an intimate link to his brother’s other life: a dark and vibrant world of spell battles and secret names. Will Ritsuka’s relationship with Soubi ultimately lead to the truth or further down the rabbit hole than he imagined possible?"
"Loveless" é um manga da autoria de Yun Kouga e uma mistura inebriante de vários géneros. Apesar da pouca idade do seu protagonista, aventurar-me-ia a dizer que "Loveless" será apreciado por um público mais velho (a partir dos 15 anos), devido às suas temáticas mais adultas como a dor da perda, a solidão e o abuso.

Ritsuka é um jovem de 12 anos, com um passado trágico. Para além de ter desenvolvido uma persistente amnésia durante os últimos dois anos da sua vida, o seu irmão mais velho, Seimei (com 17 anos), foi recentemente assassinado de forma brutal e a sua família está a desmoronar-se: a mãe está à beira da loucura e exige que "o velho Ritsuka" volte, e o pai prefere sair de casa e refugiar-se no trabalho a ajudar o filho e a protegê-lo dos abusos físicos e psicológicos de uma mãe perturbada.

A história começa quando Ritsuka entra numa nova escola, depois de um incidente na sua escola antiga. Aí vai conhecer uma jovem alegre e determinada, a Yuiko, que insiste em ser sua amiga.

Mas é também aí que conhece Soubi, um estudante universitário que diz ser amigo de Seimei e que professa "amar" Ritsuka.

Esta declaração não é tão alarmante como parece (tendo em conta a disparidade de idades entre Ritsuka e Soubi). Soubi mostra a Ritsuka o mundo oculto em que Seimei se movia. Um mundo em que se travam batalhas ferozes e onde as palavras têm poder. Um mundo onde duplas de guerreiro e sacrifício são um só; e Soubi era o "guerreiro" de Seimei, cujo nome de código era "Beloved" (amado). E as ordens de Seimei foram que, no evento da sua morte, Soubi procurasse Ritsuka e o protegesse (e amasse).

A temática da importância do amor (não apenas romântico, claro) assume um papel fulcral em "Loveless", sendo que os dois irmãos Seimei e Ritsuka, têm denominações opostas. Enquanto Seimei era "Beloved" e a sua relação com Soubi e com todas as outras pessoas pressupunha que era amado, Ritsuka é "Loveless" (sem amor) o que torna a sua relação com Soubi, com a gentil professora da escola e com Yukio estranha e algo novo com que Ritsuka tem dificuldade em lidar. A declaração de Soubi (que tem de "amar", porque é parte do duo "Beloved" e porque Seimei lhe ordenou que amasse Ritsuka), abre novas portas a Ritsuka, que começa a abrir-se para a possibilidade de ser amado e de que as pessoas possam gostar dele.

Ao mesmo tempo, temos elegantes batalhas de palavras que, admito, são bastante menos glamorosas do que magia e efeitos especiais, mas que me agradaram imenso. Neste mundo as palavras magoam. Literalmente.

Nestes dois primeiros volumes, a autora atira-nos um pouco ao acaso para o mundo da "Septimal Moon", uma organização envolta em sombras que parece treinar pessoas para estas batalhas de palavras e magia derivada das mesmas (feitiços). Não nos são dados muitos pormenores e ficamos tão confusos como Ritsuka, que é atirado para o meio das batalhas sem pré-aviso ou explicação. Esta é a parte mais fraca do manga, até agora.

Outra coisa estranha: neste mundo, todas as pessoas nascem com orelhas e caudas, que caem quando se tornam "adultos". Apesar de nunca nos ser dito com exatidão o que significa ser "adulto", é subentendido que isso acontece quando se perde a virgindade. Não consegui, até agora, perceber a relevância desta parte da história, mas provavelmente a autora gosta de desenhar pessoas com orelhas. Eh.

No geral, "Loveless" é um manga complexo e bastante lírico, à sua maneira. Penso que o componente da magia e da fantasia está bem conseguido (se bem que mal explicado) e que se adequa às próprias carências do protagonista, que sofre bastante com as palavras cortantes e cruéis da mãe e com as indiferentes do pai. O tema de "Loveless" é bastante claro: o abuso e o estrago que os seres humanos conseguem trazer uns aos outros com palavras e ações. As personagens representam não só indivíduos como ideias; como o amor, a perda ou a falta de amor. A relação entre os protagonistas é algo estranha, talvez, mas creio não ultrapassar as fronteiras do que é aceitável, em termos culturais (e legais!). Ainda assim diria que este manga não é para todos.

03 janeiro 2014

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vols. 8-12 (Naoko Takeuchi)

Editora: Kodansha Comics (2012 e 2013)
Formato: Capa mole
Género: Fantasia, Romance,  Ficção Científica, Lit. Juvenil/YA

Aviso: SPOILERS!!
E acabou. Acabei o manga das Navegantes da Lua e deixem-me dizer-vos... que viagem! O manga tem muito mais desenvolvimento emocional do que o anime, é mais focado nos sentimentos de cada personagem e cada uma delas passa por muito para crescer.

No volume 8 assistimos ao final do "arc" dos Death Busters (Infinity no manga). A Hotaru é agora a Mistress 9, um inimigo. A navegante da Lua decide combater o Pharaoh 90 sozinha porque tudo parece perdido e as Navegantes não podem fazer nada. Depois aparece a navegante de Saturno que para salvar o mundo tem de o destruir. 
Este volume é especialmente emocional porque acontecem tantas, tantas coisas às navegantes e ao mascarado, especialmente no final quando se sentem impotentes perante a eminente destruição do mundo. Vemos o afeto do Mamoru pela Usagi bastante bem.

Felizmente o poder inesgotável do Cristal Prateado (e é importante notar que a autora frisa que este cristal é especial e que não se deve tudo à super-especialidade maravilhosa da Usagi) salva o dia e tudo volta ao normal. O último capítulo inicia o "arc" seguinte, o do Death Moon Circus (Dream no manga), que sinceramente, sempre foi o que gostei menos. No anime sempre me pareceu que esta temporada era muito confusa e depois da excelente Sailor Moon S, uma desilusão.

Mas os volumes 8, 9 e 10 fazem um ótimo trabalho a unir as pontas do que, no anime, é um enredo fragmentado. As motivações do inimigo e as suas origens são explicadas de forma coerente e interessante e ficamos a perceber quem é realmente a Nehelenia (basicamente o oposto dos habitantes do Milénio Prateado). Também aparecem personagens que terão mais tarde um papel importante (falo do Quarteto das Amazonas) e que no anime são muito secundárias. 

Basicamente, gostei do facto de este "arc" no manga estar intrinsecamente ligado às personagens principais, ao reino da lua e a navegantes do passado e do futuro. Tem algumas semelhanças com o "arc" original, mas é interessante e fornece "backstory" para o único planeta que parece não ter poderes significativos: a Terra. Para falar verdade penso que este "arc" complementa o primeiro, o do Dark Kingdom (a rainha Beryl), pois ficamos a saber mais sobre os vários poderes que atuam no Sistema Solar. As navegantes têm, como sempre, conflitos emocionais com que lidar e ganham novos poderes.

O último "arc" é o das Stars. Neste "arc" a ameaça da Shadow Galaxia apodera-se da Via Láctea e as navegantes descobrem que não estão sozinhas: cada planeta tem um guardião (navegante) e todas as formas de vida têm "Sementes de estrela". As navegantes terão de lutar para preservar o Caldeirão primordial que é a origem de toda a vida na galáxia.

Fiquei um bocado de pé atrás com este "arc" porque apesar da autora nos explicar muito sobre as navegantes planetárias, nunca sabemos muito sobre a inimiga principal, a Galaxia. A sua história é contada de forma resumida, mas parece-me que haveria muito mais a dizer. Da mesma forma, o Caos tem um papel demasiado pequeno e a maioria das navegantes vai "desaparecendo" ao longo dos últimos volumes pelo que não há muito sobre elas.

A navegante da lua é a personagem que redime um pouco este "arc"... não a sua persona do presente, que tem a atitude correta que lhe conhecemos mas a sua incarnação do futuro distante, porque admite fraqueza, imperfeição e mesmo... cobardia. Também gostei do papel mais ativo da princesa Kaguya e dos guardiões das navegantes (Luna, Artemis, Diana, os corvos da navegante de Marte, etc).

No geral, adorei. Tenho sempre medo de ler os livros depois de ver os filmes, mas neste caso não faz mal porque o anime e o manga são tão diferentes um do outro. No manga tudo se passa mais rápido, sim, mas a história está mais bem encadeada e as personagens crescem muito mais, para além de serem mais humanas e interessantes. Além de que não há aquela separação entre as navegantes principais e a Neptuno, Urano, Plutão e Saturno; é notório que gostam umas das outras e são amigas. E não posso deixar de referir as magníficas ilustrações a cores e a qualidade da arte na maioria dos volumes. Recomendado!

Outras opiniões sobre a série:

15 dezembro 2013

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vols. 4-7 (Naoko Takeuchi)

Editora: Kodansha Comics (2012)
Formato: Capa mole | ? páginas
Género: Fantasia, Romance,  Lit. Juvenil/YA
Descrição (vol. 4): "A new group calling themselves Black Moon is after Usagi and the rest of the Sailor Guardians, wielding a new power known only as the Malefic Black Crystal. Chibi-Usa may be the key to it all, but to find the answers and rescue her kidnapped friends, Usagi will have to journey through time to the 30th century and discover what fate has in store. 
This new edition of Sailor Moon features: 
- An entirely new, incredibly accurate translation 
- Japanese-style, right-to-left reading 
- New cover art never before seen in the U.S. 
- The original Japanese character names 
- Detailed translation notes"
AVISO: SPOILERS para o anime e manga (pequenos)

No 4º volume de Pretty Guardian Sailor Moon continuamos a seguir a luta das Navegantes contra os misteriosos inimigos da Lua Negra. 

Tal como no anime, as Navegantes têm de enfrentar as quatro irmãs "da Caça" e o Ruby. Têm de proteger a Chibi-Usa do inimigo e tentar perceber qual o objetivo do mesmo.

Devo dizer que não gostei tanto do 4º volume como dos anteriores. Apesar de a história avançar consideravelmente (tudo se passa muito mais depressa do que no anime), penso que a falta de quase todas as Navegantes durante a maior parte do livro fez com que o apreciasse menos. A Usagi (Bunny) é um pouco irritante neste volume também. 

No 5º volume, as Navegantes (ou melhor, a Navegante da Lua) derrotam finalmente a Lua Negra e o seu vilão-mor, o Wiseman. O que achei interessante nesta história, foi a sensação de ter conseguido pormenores novos sobre a história. O porquê da Lua Negra (ou Nemesis) atacar o Cristal Tóquio é bastante mais lógico no manga; mais bem explicado. As origens do poder da Lua Negra são também mais evidentes. Gostei sobretudo de como as personagens (boas) não são completamente, 100% boazinhas... a Usagi tem ciúmes parvos e a Chibi-usa sente-se posta de parte e inútil e é por isso que se torna a Black Lady. No entanto, acho que a autora explorou a vertente emocional do enredo apenas de forma muito superficial; talvez seja porque acontece tudo "à velocidade da luz", mas teria gostado de saber mais sobre as motivações das personagens. Enfim. 

Outro aspecto de que gostei foi a "continuidade", relativamente à história anterior. As histórias no manga não são "estanques", as Navegantes recebem poderes e vão crescendo com o acumular de experiências. E claro, adorei o papel da Navegante de Plutão.

Os volumes 6 e 7, detalham a história da minha temporada favorita da Sailor Moon (no anime)... a temporada dos Death Busters. Mais uma vez, achei que os painéis estavam muito cheios e algo confusos, como se a autora tivesse espaço limitado para contar a história (e se calhar é verdade).

As Navegantes derrotaram a Lua Negra, mas um novo perigo aproxima-se. Luna e Artemis descobrem uma estranha fonte de energia em Tóquio, concentrada na Academia Mugen e estranhos monstros atacam os cidadãos da cidade. Ao mesmo tempo, novas guardiãs aparecem, mas estas misteriosas guerreiras não parecem querer nada com as Navegantes.

Apesar da temporada dos Death Busters ser muito diferente no anime e no manga, gosto igualmente das duas. O anime dura mais, claro, mas mesmo assim tive a sensação de que apreendi nuances da história, do "background" que não estão explicadas no anime. Por exemplo, no anime os Death Busters são apenas uns vilões que querem dominar a Terra e são cientistas. No manga, é-nos explicado porque é que eles querem dominar a Terra (para além do facto de serem maus e vilões e tudo o mais) e porque é que são cientistas (qual é o objetivo das experiências).

Também nesta temporada entramos na mente das personagens principais. As Navegantes sentem-se ameaçadas e fazem algumas coisas pouco recomendadas, as Navegantes da parte "Exterior" do sistema solar mostram como se sentiam com a sua missão (e aqui mostram alguma irritação com o seu papel e a sua missão; não são 100% dóceis e devotadas) antes de "renascerem" como humanas. E confesso que foi giro ver o Mascarado com ciúmes...

A temporada ou "arc" dos Death Busters só acaba no próximo volume, mas creio que tem tudo para se tornar, novamente, na minha favorita.

No geral, creio que o anime e o manga se complementam. O anime dá-nos ação e o manga dá-nos uma visão das lutas interiores das personagens e algumas informações que estão em falta no anime (como as motivações dos vilões). Recomendado para quem gosta de shojo e a não perder para fãs das Navegantes da Lua.

Outras opiniões: Pretty Guardian Sailor Moon, vol. 3
Fonte das imagens: The Oracle

02 dezembro 2013

Review: Midnight Secretary, Vol. 1 (Tomu Ohmi)

Midnight Secretary, Vol. 1 by Tomu Ohmi
Publisher: VIZ Media (2013)
Format: Paperback | 192 pages
Genre(s): Romance, Josei, Manga
Description: "Mad Men meets Vampire Diaries. Kaya Satozuka prides herself on being an excellent secretary and a consummate professional, so she doesn’t even bat an eye when she’s reassigned to the office of her company’s difficult director, Kyohei Touma. He’s as prickly—and hot—as rumors paint him, but Kaya is unfazed…until she discovers that he’s a vampire!!
Kaya quickly accustoms herself to scheduling his “dinner dates” and working odd hours, but can she handle it when Kyohei’s smoldering gaze starts turning her way?!
Reads R to L (Japanese Style) for mature audiences."
First impressions: I actually liked this one better this time around. Ok, so the story is pretty typical, but Kaya is cute and she isn't a wimp either. And this Manga is sexy.

Kaya Satozuka is the perfect secretary, right down to her appearance. She works at a major Japanese corporation.

One day she is promoted to executive secretary of the playboy of Touma Corp, director Kyohei Touma! He's handsome, he's cool and he's got a string of girlfriends! But what Kaya discovers about her new boss is even more surprising... he is a vampire! Kaya will have to prove herself a great secretary if she wants to keep her position... even if it means scheduling her boss's meals.

"Midnight Secretary" is a piece of fluffy Josei that you just know how it's going to end as soon as you open volume 1. Kaya is a plain-ish woman who prides herself on being professional... so professional she tries to do her best even after discovering her boss is a vampire.

Kyohei is your typical handsome playboy, who has as many assignations scheduled as other executives have meetings. Of course, as Kaya soon discovers, many of these "dates" are actually feedings.

It's pretty predictable really. There's nothing special about the story and the characters don't evolve (at least in volume 1) to more than mere clichés. I did like the fact that Kaya stands up for herself a bit, but otherwise, everything was pretty predictable.

Still, I enjoyed it anyway. I'm not any kind of specialist on artwork, but it seemed clean enough. I guess it's a good read if you're not expecting much. It's fluffy, romantic (sort of, since the hero is kind of - predictably - childish) and even cute.

28 setembro 2012

Opinião: Pretty Guardian Sailor Moon, vol. 3 (Naoko Takeuchi)

Pretty Guardian Sailor Moon, Vol. 3 by Naoko Takeuchi
Editora: Kodansha Comics (2012)
Formato: Capa mole | 248 páginas
Géneros: Fantasia, Romance, Manga
Descrição (GR): "Tuxedo Mask gone bad?! As more of her closest allies fall under the power of the evil Queen Beryl, Usagi comes closer to discovering the truth behind her past. The stage is set for an all-out battle for the fate of Earth between the Sailor Guardians and the forces of evil. But when the dust settles, a little girl calling herself “Usagi” falls from the sky and right into the arms of Mamoru. What is her connection to Sailor Moon and why does she want the Legendary Silver Crystal?"
Quem cresceu na década de 90 (ou mesmo mais tarde, com as repetições dos desenhos animados no canal Panda) não terá, certamente, deixado de ouvir falar das Navegantes da Lua. Esta série de 200 episódios conta a história de cinco guerreiras mágicas que protegem a Terra de ameaças exteriores, nomeadamente extraterrestres malignos que querem conquistar o planeta (e são certamente a inspiração de séries como as Winx e outras que tais).
Navegantes da Lua (fonte: The Oracle)

Estas guerreiras são originárias da Lua, onde há muito tempo atrás (relativamente aos anos 90 do século XX) existiu um reino chamado Milénio Prateado. Este reino era governado por uma rainha, a Rainha Serenidade, que tinha uma filha, a Princesa Serenidade. Os habitantes da Lua eram quase imortais e possuíam grandes poderes (a Rainha Serenidade foi provavelmente venerada na Terra como a deusa da lua, Selena), mas o seu Reino foi destruído por forças obscuras. A princesa Serenidade e as suas companheiras renasceram como raparigas humanas na Terra.

Esta é a história base de uma das séries animadas mais populares entre as crianças na década de 90. Quem não conhecia as navegantes da lua, o Luna, a Artemisa e o Mascarado?

Rainha Beryl (fonte: The Oracle)
O que muita gente provavelmente desconhece é que esta série é de origem japonesa (anime) e é baseada numa banda desenhada (manga) com o mesmo título, da autoria de Naoko Takeuchi.

Uma vez que As Navegantes da Lua eram um dos meus desenhos animados favoritos quando era mais nova, fiquei muito interessada quando soube que o manga ia ser re-editado nos EUA, com uma nova tradução e um novo visual. Tenho vindo a coleccionar estas novas versões e li recentemente o terceiro volume.

É delicioso ver as diferenças entre o anime e o manga. No manga as coisas acontecem mais depressa e não se arrastam como acontece com o anime. As Navegantes têm diversas armas ao seu dispor, que incluem mais do que apenas os seus poderes místicos. Neste volume a Navegante de Vénus utiliza uma espada sagrada para derrotar a Rainha Beryl, coisa que não acontece no anime. O Mascarado, pelo contrário, tem poderes místicos para complementar as suas armas (o que, novamente, não acontece no anime).
A espada da Navegante de Vénus

Foi um volume bastante interessante; é neste livro que se dá o clímax da primeira série ou história e as Navegantes derrotam finalmente a Rainha Beryl e o terrível monstro Metalia.

A segunda parte do volume contém os primeiros capítulos de uma nova história que os fans do anime não deixarão de reconhecer: aparece a misteriosa Chibi-usa e os poderosos habitantes da Lua Negra.

Achei que as vinhetas pareciam um bocado confusas e com demasiada informação nesta segunda metade do livro, mas de resto gostei. A história é interessante (embora não seja exactamente uma surpresa), as personagens são cativantes e fortes (bons modelos femininos) e a arte é bastante boa para um título shoujo.

Resumindo, uma boa adição à série. Agora é só ler o resto e esperar pelo remake do anime, previsto para 2013.

17 fevereiro 2012

O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya (2010)

Título: Suzumiya Haruhi no Shoushitsu ( 涼宮ハルヒの消失 )
Ano: 2010
Nº de Episódios: 1 (filme)
Género(s): Comédia, Drama, Sobrenatural

Este filme de 2010 é a mais recente oferenda dentro do franchising "Haruhi Suzumiya". O anime que estreou em 2006 foi um sucesso e o fenómeno 'Haruhism' (ser fan de tudo o que tem a ver com Haruhi Suzumiya) é bem conhecido e documentado entre os amantes de animação japonesa. O anime e o manga que são ambos parte da série 'Haruhi Suzumiya' baseiam-se nos livros (light novels) da autoria de Nagaru Tanigawa e ilustrados por Noizi Ito. Seguem a vida de uma adolescente Haruhi Suzumiya, que decide formar um clube na escola chamado "Brigada SOS" (SOS Brigade) cujo objetivo é procurar provas do sobrenatural e de extraterrestres uma vez que quer uma vida mais excitante. Quase que à força Haruhi arrasta consigo o seu colega Kyon. Cedo outras personagens se juntam ao clube de Haruhi, mas o que ela não sabe (e Kyon, também não) é que todos os membros têm como missão observá-la e mantê-la debaixo de olho! Porque Haruhi, embora não esteja ciente deste facto, é capaz de alterar a própria realidade com um simples desejo o que pode ser fatal para o Universo. Os membros da Brigada SOS (exceto o pobre Kyon) são mais do que aparentam.  

N'O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya, tanto a Brigada SOS como as diferentes relações entre as personagens se encontram já estabelecidas (os acontecimentos dão-se depois da primeira temporada do anime - pelo menos), pelo que não é definitivamente, o sítio para começar se se quer entrar no mundo. Neste filme, narrado como o anime por Kyon, os membros do clube preparam-se para o Natal. Haruhi, com a sua personalidade exuberante e mandona, decreta que a Brigada SOS vai passar a véspera de Natal na escola numa festa. Kyon resigna-se ao facto de ir desperdiçar um dia de férias, mas... no dia seguinte Haruhi desaparece? E ninguém se lembra dela?

Kyon navega um novo mundo, onde Haruhi e a Brigada SOS não existem e os antigos membros não o reconhecem. Será que Kyon terá finalmente um ano normal sem distorções no espaço-tempo, anomalias e extraterrestres? E será que é mesmo isso que ele quer?

O filme é bastante longo mas no fundo pouco mais é do que um episódio mais bem desenvolvido. Há um notório desenvolvimento de algumas das personagens, especialmente Kyon (que sempre se sentiu levado pelo furação Haruhi sem ter voto na matéria) e a Yuki Nagato que cresce imenso. Haruhi só entra em metade do filme (ela desaparece, afinal) mas mesmo ela mostra algum desenvolvimento (mas pouco... isto é para durar). Foi bastante interessante de ver e gostei tanto do filme como da primeira série do anime (a segunda já não foi tão boa). Só me pareceu pouco realista a atitude de Kyon; talvez seja porque convive diariamente com uma entidade poderosa e com pessoas com poderes sobrenaturais, mas achei que estava demasiado relaxado na altura em que escolheu restaurar a antiga 'realidade'. Quer dizer, com esta ação pôs em perigo o Universo...

Não sou especialista em animação, mas achei que neste filme era fluída e agradável e especialmente não muito brilhante (é algo que me irrita nalgumas séries, as cores brilhantes). O design das personagens não é completamente do meu agrado mas isso é um gosto pessoal (prefiro animação com personagens mais maduras em termos de desenho). 

De resto foi um filme bastante bom. A premissa geral garante que assim o seja, uma vez que gira em volta de uma divindade (se lhe quisermos chamar assim...) que não está consciente do seu poder e das pessoas que, para segurança do Universo velam para que ela não descubra a verdade. O conceito é original  e extremamente interessante e se não fosse explorado primariamente de forma humorística  daria 'pano para mangas'. Aconselho o anime e o filme a todos os que queiram passar um bom bocado com uma história engraçada e leve com alguns elementos sobrenaturais.  

14 fevereiro 2012

Review: Oresama Teacher , vol. 1 (Izumi Tsubaki)

Oresama Teacher , Vol. 1 by Izumi Tsubaki
Publisher: Viz Media (2011)
Format: Paperback | 192 pages
Genre(s): Manga, Shojo, Comedy
Description (GR): "Reads R to L (Japanese Style) T audience.Mafuyu is the ideal yanki chick—no-nonsense, take-charge, and hard-hitting. But when she gets expelled for being a delinquent, her mother, fed up with her daughter’s wayward ways, sends Mafuyu to an isolated school far off in the country.
Mafuyu, determined to make the best of the situation and make her mother proud, decides to turn over a new, feminine, well-behaved leaf. But her yanki soul can’t be kept down, and the night before school starts she finds herself defending some guy who’s getting beaten up. One slip wouldn’t have been a problem, except the guy is…her teacher?! How can Mafuyu learn to be a girly girl if her teacher won’t let her forget her yanki past?"
There is some pretty nonsensical manga out there. One good example is Ouran High School Host Club which starts with a completely unbelievable situation and progresses into full-blown comedy and randomness (I haven't read it all yet, but as far as I did, it was a mix of crazy humor and some romance trying to get airtime). The saving grace of these type of (sort-of) gag shojo mangas is that they are genuinely funny. And there is some (very faint) sense in the story. Oh and the characters are actually likable.

Oresama Teacher is definitely one of this random-nonsense-happening-every-minute kind of manga. Mafuyu Kurosaki is a girl who's been expelled from her high school for fighting and as the story opens she is starting at a new school. She is determined to do well and not fall into old habits... she wants to be girly and fragile and everything she wasn't before, basically. But on the evening before her first day of classes she runs into a fight! She feels compelled to aid the guy being beaten and it turns out he is one of her new teachers. The rest of the volume follows Mayufu as she learns more about her school, makes friends (or so she thinks) with the school bad boy and is 'bullied' (I use quotes because I don't really know what to call this relationship) by aforementioned professor.

So, yeah, basically Oresama Teacher volume 1 is the very definition of randomly humorous. I'm not some big manga expert but I didn't get some of the scenes... some panels were confusing. Also, the story was just a little too random. Sure, it was funny, sometimes, but mostly it was just... random. There wasn't a lot of coherency to the plot and I actually thought the story between Mafuyu and the teacher was just too unbelievable, even for manga!
And I didn't particularly like any of the characters. The teacher was awful, Mayufu was okay but unremarkable and the delinquent guy (I forget his name) was just... forgettable and dumb.

Overall, this manga didn't impress me and I think that if you want a reader to collect who knows how many volumes you really have to make a good impression with the first chapters. I didn't feel like there was a story or something to go from where the first volume ended.

08 fevereiro 2012

Ser Otaku é Difícil: Manga em Portugal

Quem acompanha o blogue regularmente não terá deixado de reparar nos recentes posts sobre manga e anime. A verdade é que sempre gostei muito do Japão e da cultura japonesa; penso que este gosto se deve em parte à leitura do livro Shogun de James Clavell (lido numa idade impressionável, na adolescência) que é, ainda hoje, uma das minhas obras preferidas.

Seja por que motivo for, sou assim como que uma otaku, isto é uma amante de tudo o que é japonês, especialmente os mangas (ou mangás), os animes e mesmo os dramas da TV. Enfim, basicamente, se é "made in Japan" passem para cá que eu provavelmente irei gostar.

Como eu, existem muitas outras pessoas, claro. Os fans de manga (que está mais ou menos para o Japão como o fado está para Portugal) são muitos e de muitas nacionalidades. Na Europa o manga e o anime são bem conhecidos sendo a França um dos países que mais vende este tipo de comics no mundo.

Mas... não vivo em França e não tenho acesso a manga francesa (mesmo que tivesse não sei o suficiente da língua para poder ler os livros). Por isso a questão que se coloca é... será que Portugal acompanha as tendências mundiais neste aspecto e aposta também nestes produtos? E a resposta é... não. Como em quase tudo, Portugal está a anos luz de distância do resto do mundo (até no Brasil se publicam mangas) e os pobres otakus nacionais não têm outro remédio senão esperar e desesperar enquanto o resto do mundo lê manga e vê anime. É certo que o manga não é, de momento um mercado muito rentável; os custos de tradução seriam elevadíssimos uma vez que podemos provavelmente concluir que não existem no país muitos tradutores capazes de compreender e adaptar japonês. E claro, apesar de existirem fans de anime e manga em Portugal eles constituem uma minoria, umas centenas (talvez) de 'excêntricos' que descobriram estas formas de entretenimento por puro acaso, quiçá, nesse grande poço da globalidade que é a Internet. Por outro lado, se não se divulgar o mercado nunca irá crescer...

É por isso que iniciativas como as da Sic e as da editora ASA são louváveis. A Sic tem vindo a transmitir séries de anime desde há alguns anos atrás, primeiro exclusivamente na Sic Radical (onde passaram séries como Escaflowne e Trigun, legendadas em português) e depois também na Sic K, onde passam actualmente as séries Naruto e Bleach (muito populares lá fora), dobradas em português (isto já é menos bom porque as dobragens são de meter medo).

Para o espectador casual há então já alguma oferta. Algumas das séries acima mencionadas estão à venda dobradas ou simplesmente legendadas e uma empresa estrangeira (penso que é espanhola) tem também alguns títulos disponíveis com legendas em português (podem encontrar estes títulos na FNAC, por exemplo).

Mas se se for um verdadeiro fan... é para esquecer. Animes há poucos mas ainda vai havendo porque alguns são americanizados para consumo ocidental (refiro-me a Yu-Gi-Oh e Beyblade) pelo que o perigo de os exibir é pouco. Dos que são exclusivamente japonesas, escolhem-se séries mais infantis (como a Mermaid Melody) ou mais viradas para um público adolescente masculino (como Bleach e Naruto).

Se os animes são escassos os mangas são quase inexistentes. Durante muitos anos o único manga traduzido para português foi Akira de  Katsuhiro Otomo, uma história madura e distópica que se enquadrava bem com os títulos de banda desenhada americanos que se iam publicando por cá. Há uns anos a Devir tentou publicar manga, tendo escolhido a série Dark Angel, talvez um dos trabalhos menos conhecidos de  Kia Asamiya (Martian Successor Nadesico, Silent Mobius), mas não passou do volume 2.

Só em 2009 é que uma editora (a ASA) começou a apostar em manga. Actualmente existem três séries de manga japonesa publicadas em português: Astro Boy (descontinuado), Dragon Ball de Akira Toriyama e Yu-Gi-Oh de Kasuki Takahashi. Temos mais três de manga inglesa (Original English-Language Manga), isto é, banda desenhada de origem americana (ou inglesa) mas inspirada no manga japonês em termos de história e arte. Basicamente, é 'manga mas só mais ou menos'. As três séries de OEL foram também publicadas pela ASA e são: A Princesa Pêssego de Lindsey Cibos e Jared Hodges, World of Warcraft de Kim Jae-Hwan e Richard A. Knak e Dramacon de Svetlana Chmakova. Ah e de referir que cada livrito destes custa quase 10 euros.
Ou seja, manga? O que é isso, manga?

Restam aos otakus portugueses as grandes lojas de livros como a FNAC e as lojas da especialidade. Esta otaku foi fazer uma pesquisa pela cidade de Lisboa (e arrastou a Whitelady atrás) e pela Internet de modo a avaliar os recursos do otaku português (se o tal otaku for daqueles que gosta de coleccionar manga, claro e não se contentar apenas em ler online). 

FNAC (Colombo, Vasco da Gama, Baixa-Chiado)
Se até há pouco tempo a FNAC não era, para mim, um recurso quando se tratava de comprar manga, nos últimos tempos tem-se tornado mais e mais útil. A FNAC sempre teve uma modesta selecção de manga, sim, mas era em francês (o que não é estranho uma vez que a FNAC é deste país, penso eu)! Pelo que não me servia de muito. Mas desde que Naruto e Bleach começaram a aparecer na TV a FNAC começou a ter um stock de títulos em inglês, nomeadamente destas duas séries (que são bastante longas) e da outra série shonen (para rapazes) popular que por aí anda: One Piece. Os preços são razoáveis, se tivermos em conta que as edições inglesas são traduzidas directamente do japonês e são de melhor qualidade do que as portuguesas. Novidades destas três séries custam à volta de 10 euros mas os livros mais antigos chegam a custar 7. Outros títulos que se vêem nas prateleiras da FNAC em inglês: Death Note, Nana (único shojo presente) e volumes vários de séries para rapazes (mais recentemente Bakuman). Ainda tem alguns volumes em francês.

Tema (Colombo)
A loja do Colombo tem uma selecção em inglês limitada mas apelativa que inclui títulos como Bleach, Naruto, Inuyasha, Fairy Tail, Soul Eater entre outros. Os volumes variam entre os 11 e os 13 euros. Bom serviço (basicamente os funcionários sabem do que falam e podem ajudar na altura das escolhas).

Kingpin of Comics (Lisboa, perto do metro da Alameda)
Fora do centro, certamente, mas tem uma boa selecção de títulos em inglês cujo preço varia entre os 9.99 e os 15 euros, dependendo do editor. Tem mangas shojo, o que é bom para eventuais otaku do sexo feminino (que existem... eu sou a prova). :D Tem uma página na Internet.

BD Mania (Baixa-Chiado)
Outra loja da especialidade com uma boa selecção de títulos (como todas as outras mais orientada para o shonen mas também tem títulos shojo). Preços variam mas andam à volta dos 11.50 € por volume. Tem uma página na internet.

Naraneko (Online) - Coimbra
Como a loja da Naraneko fica em Coimbra nunca a visitei mas achei que devia incluir o website numa lista de recursos.

Mundo Fantasma (Porto) - por sugestão da Quigui
Para os residentes do Norte de Portugal, que provavelmente terão tanta facilidade em vir a Lisboa como eu tenho de ir ao Porto (muito pouca), existe a Mundo Fantasma. Fica no Brasília (seja lá onde isso for, penso que o pessoal da zona deve saber). Podem encomendar produtos nesta página.

Book Depository.com
(In)felizmente põe todas estas lojas a um canto tanto na selecção como no preço. Volumes a 5 euros (e muito poucos a 11), com portes grátis. Atenção, para comprar manga é melhor o Bookdepository.com do que o Bookdepository.co.uk, uma vez que o .com é mais orientado para produtos americanos (e as companhias que publicam manga são maioritariamente americanas). 

02 fevereiro 2012

Bakuman (2010)

Título: Bakuman (バクマン。)
Ano: 2010-2011
Nº de Episódios: 25
Género(s): Shonen, Comédia, Drama

Apesar de geralmente preferir as minhas histórias com uma boa dose de fantasia e magia, decidi ver este anime japonês, Bakuman, que é mais um 'drama adolescente da vida real' do que outra coisa.

Baseado no manga com o mesmo nome, Bakuman conta a história de dois jovens de 14 anos, Moritaka Mashiro e Akito Takagi que decidem juntar-se para criar um manga (yep é uma história sobre mangakas) e acompanha estes dois personagens à medida que eles avançam no caminho para o seu sonho. Desde o primeiro esboço e das primeiras submissões para revistas da especialidade até aos 'one-shots' publicados, sofremos com Mashiro e Takagi enquanto eles se esforçam para aperfeiçoar o seu trabalho e conciliar o seu sonho com as aulas, pais relutantes e primeiros amores.

Esta primeira temporada foca-se nos primeiros dois anos de carreira desta dupla de autores.

Devo dizer que, a principio, pensei desistir da série. O começo é bastante lento e são precisos cinco episódios para estabelecer a relação entre o Mashiro e o Takagi. A partir daí o enredo 'descola' por assim dizer e somos atirados para o mundo dos escritores de manga profissional. Pondo de parte o facto dos protagonistas terem 14 anos (porque afinal isto é shonen e o alvo da série são rapazes desta idade), gostei bastante da história e do seu foco no mundo do manga, das editoras no Japão e nas técnicas utilizadas para desenhar (que são bastante artesanais, estranhamente). Aprendi imenso sobre o processo de selecção das séries para revistas de grande monta como a Shonen Jump, mas penso que a série falhou ao não focar a importância do mercado internacional (nomeadamente dos Estados Unidos), uma vez que a manga é o 'produto símbolo' do Japão. Mas, como já disse, esta é uma série para adolescentes e adolescentes japoneses, que provavelmente sonham todos ser mangakas, mas não querem saber do mercado internacional para nada. 

No geral esta série está muito bem conseguida, desde a animação, cujo estilo de design das personagens me pareceu querer imitar ligeiramente o utilizado nos anos 70 ou 80, até à história que se desenvolveu a bom ritmo (depois do começo lento) e tem de tudo um pouco: drama, comédia, romance, uma rapariga peituda (que é o símbolo da manga shonen), personagens algo estranhas e cenas de acção (sim, leram bem, através dos mangas desenhados temos a sorte de ter acção e magia no enredo). Em suma Bakuman é multifacetado e certamente irá agradar à maioria dos fans de animação japonesa. É claro que seria de esperar que sim, uma vez que os autores do manga são já conhecidos nestas andanças... são os criadores do famoso manga (e depois anime) Death Note

Recomendado para os amantes de tudo o que é japonês. Afinal é um anime sobre manga; que mais se pode querer?

31 maio 2010

Claymore (2007)

Título: Claymore (クレイモア)
Ano: 2007
Nº de Episódios: 26
Género(s): Acção, Fantasia

Foi uma conjugação de diversos factores que me levou a ver "Claymore", uma das inúmeras séries de animação produzidas anualmente no Japão.
A primeira (e mais importante) prende-se com o facto de eu ser uma "otaku" (só um pouco, lol) ou seja, uma pessoa que gosta de ler manga (BD japonesa) e ver anime (animação japonesa). A segunda tem a ver com o desafio da Whitelady, que reservou o mês de Maio à leitura de obras de autores japoneses e/ou sobre o Japão. Ela perguntou-me se eu não gostaria de participar, mas eu não fiquei muito convencida de ser capaz de ler livros só sobre o Japão durante um mês. Achei bastante mais fácil ver algumas séries animadas completas; foi assim que realizei a minha parte do desafio. Por fim, escolhi esta série em particular porque estou numa "fase" em que me apetece ler fantasia épica e consequentemente ver séries que se passem em ambientes fantásticos. Por tudo isto, "Claymore" foi a escolha ideal.

Orientada para o público masculino, o enredo de "Claymore" desenrola-se num mundo fantástico e medieval, onde monstros (chamados "Yoma") atacam vilas e cidades de humanos para se alimentarem. Após se alimentarem de um humano, os Yomas passam a assumir a forma da vítima confundindo-se com os outros habitantes e espalhando assim o terror entre aldeões e cidadãos que não sabem qual deles é nas verdade um monstro. Para combater este flagelo, uma misteriosa Organização recolhe mulheres e treina-as como guerreiras; o problema é que por melhor que se seja com uma espada é quase impossível para um humano matar um monstro. É por isso que após anos de treino estas guerreiras acolhem dentro de si, por meio de artes mágicas "a carne e os ossos de um Yoma", o que as torna mais fortes e mais rápidas do que os seres humanos normais.
Temidas tanto pelos Yomas como pelos humanos, estas guerreiras apelidadas de "Claymores" devido às espadas gigantescas que usam para a batalha ou "bruxas de olhos prateados" por causa dos seus olhos pouco usuais, viajam de cidade em cidade matando os monstros que as aterrorizam. A série segue a história de uma Claymore chamada Clare. À medida que a história se vai desenvolvendo, descobrimos o passado de Clare, o porquê das suas escolhas e também a razão porque se tornou uma Claymore.
O anime é baseado na Manga da autoria de Norihiro Yagi com o mesmo nome.

Gostei bastante desta série. Tem muita acção, bastante "gore" e é viciante. O ambiente fantástico é bastante genérico, com vilas medievais, guerreiros com armaduras e espadas. No entanto achei que o facto das mulheres serem as guerreiras mais fortes e serem elas que combatem e têm na verdade o poder para destruir os Yoma torna a história mais original. O enredo estava bem encadeado, com partes iguais (e equilibradas) de cenas de acção e desenvolvimento das personagens
O final foi um bocado abrupto porque, segundo consta, a manga ainda não está completa (pelo que algumas linhas de acção ficam incompletas), mas achei que, no geral, tanto em termos de história como de personagens, "Claymore" é uma anime bastante interessante... para quem gosta deste tipo de coisas. ^_^

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