31 janeiro 2014

Review: Blood Cross (Faith Hunter)

Blood Cross by Faith Hunter
Publisher: Roc (2010)
Format: Mass Market Paperback | 321 pages
Genre(s): Urban Fantasy
Description (GR): "Jane Yellowrock is back on the prowl against the children of the night... 
The vampire council has hired skinwalker Jane Yellowrock to hunt and kill one of their own who has broken sacred ancient rules — but Jane quickly realizes that in a community that is thousands of years old, loyalties run deep...
With the help of her witch best friend and local vigilantes, Jane finds herself caught between bitter rivalries — and closer than ever to the secret origin of the entire vampire race. But in a city of old grudges and dark magic, Jane will have to fight to protect both sides, even if no one will protect her."
I just can't seem to warm up to Faith Hunter's writing style. I keep coming back to her books because they are great, concept-wise, but a good concept does not a good book make.

I had a bit of trouble following the story of this second installment in the Jane Yellowrock series because I read the first book a few years ago and although I remember strongly that I didn't like it very much, the story is all but forgotten. Still, after a few pages, I was pulled into Jane's world and the characters. I noted a marked improvement in Jane, she seemed less disdainful of females in general and less convinced she was super duper cool and good. I was also pleasantly surprised because, although there was description and the prose itself was still mostly too descriptive for my taste, it wasn't as bad as the first book (that I remember).

However, it didn't take long for me to realize that this book, like the first, lacked focus (narrative-wise). Jane runs around a lot, makes a lot of research but it's like the bits and pieces she uncovers make no sense whatsoever to the case she is investigating. It all seems so... random. Her investigative decisions make no sense. If she's investigating a rogue vampire, it does make sense to investigate crime scenes... but it doesn't make a lot of sense to delve into cold case files that seem to have nothing to do with the case at hand or going to vampire parties. 

All of the things Jane discovered seemed like pieces of different puzzles that really didn't fit together very well in the end (because some of the information was superfluous). She loses too much time on other things, unrelated things. 

It seemed to me the mystery was a bit too simplistic. When Jane uncovered a piece of it, it was quite easy for me, the reader, to understand what was happening... not Jane though; she may be "though as nails" but the sharpest tool in the shed she is not. This was... frustrating. Basically this mystery was not complex enough for a full length novel, in my opinion, and that is why Jane was so slow on the uptake and why she ends up doing so many unrelated things that add little to... anything, either character development or plot.

Overall, I still like the concept. The story telling? Not so much.

Other reviews in this series: Skinwalker (Jane Yellowrock, #1)
Other works by this authorBloodring

29 janeiro 2014

Temporada Ficção Pós-apocalíptica 2014

Ahem... isto não é propriamente uma "maratona", uma vez que se estende ao longo de dois meses. Chamemos-lhe antes "iniciativa". Esta iniciativa literária, da autoria da Telma do blogue Ler e Reflectir já foi realizada anteriormente, em 2012, entre os blogues Ler e Reflectir, Papéis e Letras e Livros, Livros e mais Livros.

Em 2014, combinámos nova temporada. Esta decorrerá entre 6 de fevereiro e 6 de abril e como na ocasião anterior, iremos ler livros que se insiram no tema "Ficção pós-apocalíptica". Isto pode ser qualquer tipo de ficção (especulativa) em que tenha ocorrido um cataclismo que tenha alterado a sociedade humana de forma significativa. Pode ou não ser uma distopia.

Eu sei que ainda faltam alguns dias para dia 6 de fevereiro, mas decidi ir adiantando o post e publicando a minha lista de livros para esta temporada:
São estes, por enquanto... posso acabar por ler mais, se entretanto os encontrar. 


28 janeiro 2014

Opinião: Three Parts Dead (Max Gladstone)

Editora: Tor Books (2012)
Formato: e-book | 336 páginas
Géneros: Fantasia Urbana, Ficção Científica, Steampunk, Fantasia
Descrição (GR): "A god has died, and it’s up to Tara, first-year associate in the international necromantic firm of Kelethres, Albrecht, and Ao, to bring Him back to life before His city falls apart.
Her client is Kos, recently deceased fire god of the city of Alt Coulumb. Without Him, the metropolis’s steam generators will shut down, its trains will cease running, and its four million citizens will riot.
Tara’s job: resurrect Kos before chaos sets in. Her only help: Abelard, a chain-smoking priest of the dead god, who’s having an understandable crisis of faith.
When Tara and Abelard discover that Kos was murdered, they have to make a case in Alt Coulumb’s courts—and their quest for the truth endangers their partnership, their lives, and Alt Coulumb’s slim hope of survival.
Set in a phenomenally built world in which justice is a collective force bestowed on a few, craftsmen fly on lightning bolts, and gargoyles can rule cities, Three Parts Dead introduces readers to an ethical landscape in which the line between right and wrong blurs."
Three Parts Dead parece, à primeira vista, um livro de fantasia urbana. A capa e a sinopse parecem apontar para mais uma aventura de mais uma heroína que mete seres sobrenaturais. Mas quando o leitor inicia a leitura, desengana-se rapidamente: este é um livro de fantasia, passado num mundo diferente e com um sistema de magia francamente interessante.

A história passa-se na cidade de Alt Coulumb, onde o deus Kos, a Chama Eterna reina sobre fornalhas e geradores movidos a vapor. A função dos seus sacerdotes não é apenas rezar ao seu deus mas também manter estes aparelhos, que por sua vez mantêm a cidade, em boas condições. Quando o Kos morre, a "Artesã" Tara acompanha a sua chefe à cidade para o ressuscitar.

Achei o sistema de magia deste livro fenomenal e imaginativo. Os deuses são entidades que nascem da fé dos crentes e que trocam a sua magia e proteção sob a forma de contratos. Quanto mais seguidores o deus tiver, mais poder tem. Se o deus fizer contratos que se estendem para além dos limites dos seus poderes, morre.

Os humanos, por sua vez, têm acesso à magia através da "troca" ou utilização da sua "soulstuff" (literalmente "substância da alma") e complementam este poder com o poder que lhes é dado pelos elementos. Tara e a sua chefe, a firma Kelethres, Albrecht, and Ao são contratados pelo Templo de Kos para ressuscitar o deus. Infelizmente, para isso têm  de analisar os contratos feitos pelo mesmo pois o nível de autonomia e poder futuros de Kos dependem da sua "culpa" na sua própria morte (se passou dos seus limites).

O autor dá-nos também alguma história sobre os estudos dos humanos sobre a magia (Craft) e como estes descobriram que tinham acesso ao mesmo tipo de poder dos deuses. Fala-nos dos Reis Imortais, que vivem graças à sua magia, transformando-se em esqueletos com o passar do tempo. Fala-nos também numa guerra entre deuses e mortais por esse mesmo poder e devido a uma tentativa dos humanos de suplantarem os deuses.

Como disse, um sistema de magia notável e muito interessante. O enredo em si é engraçado, com a narrativa dividida entre diversas personagens (mas de uma forma que não se torna irritante ou a narrativa fragmentada). Estas narrativas vão dando pistas ao leitor sobre o que se passou realmente com Kos embora algumas das revelações finais tenham sido uma surpresa porque me parece que o autor não incluiu qualquer indícios sobre o que se ia passar.

O resto da construção do mundo é que deixa um pouco a desejar. Parece que o autor gastou todas as suas ideias na elaboração do seu sistema de magia, porque o mundo é muito... planeta Terra no século XXI mas estranhamente com navios com velas. Temos arranha-céus, clubes noturnos e discotecas, saltos altos, uma figura da Justiça bastante reminiscente da nossa e mesmo vampiros!. Ou seja, o resto do mundo peca pela falta de originalidade.

Ainda assim, Three Parts Dead foi uma leitura interessante. Tem personagens carismáticas, jogos de astúcia entre o vilão e os heróis e um sistema de magia francamente interessante. Recomendado para os amantes de fantasia [urbana].

27 janeiro 2014

It's Monday! What are you reading?

Esta semana decidi ser masoquista e ler o segundo livro de uma série cuja primeira obra não me agradou por aí além. Infelizmente, eu tenho a horrível tendência de comprar os livros em "bulk" e neste caso específico comprei logo os três primeiros da série... por isso. :P Vamos ver se o conceito original (que já elogiei na minha opinião do primeiro livro), compensa a infeliz propensão da autora para a descrição exagerada.


No que diz respeito a opiniões e outros posts... o blogue esteve pouco ativo. Só uma opinião e nem sequer vou incluir as Aquisições da Semana que estão com a data de ontem só para não serem dois posts hoje.
Rubrica da autoria de Book Journey.

26 janeiro 2014

Aquisições da Semana (42)

Eis mais um Aquisições da Semana. Rendi-me finalmente ao 1984 do George Orwell que andava a "namorar" na Fnac, apesar de ser um bocado caro para livro de bolso... mas enfim. E para a minha irmã, que gosta desta série (e bem, para mim também, eheh), o livro mais recente da série Casa da Noite.

Nineteen Eighty-Four - George Orwell
Revealed - P.C. e Kristin Cast

Baseado na rubrica In my Mailbox.

22 janeiro 2014

Opinião: Ultraviolet (R.J. Anderson)

Ultraviolet de R.J. Anderson
Editora: Orchard (2011)
Formato: Capa Mole | 416 páginas
Géneros: Fantasia Urbana, Ficção Científica, Lit. YA/Juvenil
Sinopse.

AVISO: SPOILERS (muito pequenos).
Ultraviolet é um livro um bocado estranho, porque aparenta não saber bem o que "quer ser": se fantasia urbana, se ficção científica.

Depois de ler inúmeras críticas positivas a este livro, comprei-o (as críticas são a origem de muitas compras por impulso) e mais recentemente decidi-me finalmente a lê-lo, talvez porque achasse que necessitava de algo diferente e a protagonista deste livro, a Alison vive de uma forma realista o seu "poder" sobrenatural.

O livro abre com Alison a ser internada numa instituição psiquiátrica, depois de uma estadia num hospital onde esteve por ter tido um esgotamento nervoso, causado por ter morto uma colega de escola.

Alison sempre se considerou algo estranha porque as suas perceções sensoriais são diferentes das das outras pessoas: Alison vê sons e sentimentos, associa cores e personalidades a letras e com cheiros. Os seus sentidos formam associações diferentes e muitas vezes mais completas do que as das outras pessoas. É por isso que, quando Alison suspeita que causou a morte de Tori, a sua colega e rival, começa a pensar que realmente é louca e que deve estar internada... devido aos seus "poderes".

Apesar do início algo lento, Ultraviolet é uma leitura envolvente. Nunca tinha ouvido falar na Sinestesia antes e foi fascinante não só aprender sobre a mesma enquanto forma de linguagem e de expressão (utilizada principalmente na literatura), mas também ler sobre como a autora, R.J. Anderson, reformulou o conceito de forma a fazer com que a Sinestesia se tratasse, neste caso, de uma "condição" que faz com que as perceções sensoriais das pessoas que dela sofrem sejam diferentes.

O livro não tem propriamente a ação formulaica da maioria dos livros de fantasia urbana (seres sobrenaturais aparecem, heroína descobre que tem poderes, romance, etc, vira o disco e toca o mesmo); a maioria do enredo tem lugar em Pine Hills, uma instituição psiquiátrica para onde Alison é mandada para ser avaliada psicologicamente. Muitas páginas (a maioria, mesmo), são gastas a descrever os sentidos de Alison, as suas tentativas de racionalização relativamente ao que aconteceu com Tori, as suas lutas interiores e sua raiva contra a família, que a abandonou numa instituição.

Muitas páginas são gastas também na descrição da Sinestesia de Alison e à medida que esta compreende melhor a sua "condição", também o leitor sente o seu entendimento da mesma aumentar. 

Gostei bastante desta leitura. O mistério da morte de Tori, que segundo Alison, "se desintegrou" é um chamariz obviamente, mas não se torna o ponto fulcral do livro, o que para mim não foi mau de todo, pois estava a gostar bastante de saber mais sobre como a Alison vê e sente o mundo.

No entanto, a três quartos do livro, a história sofre uma reviravolta à qual não posso dar outro nome se não... mirabolante. Imprevisível, mas não no bom sentido de "nunca teria adivinhado mas faz sentido"; antes no sentido de "de onde é que a autora tirou isto?". Porque até três quartos do livro temos uma história de ritmo moderado, uma espécie de thriller psicológico com laivos subtis de elementos sobrenaturais... e de repente temos extraterrestres, portais galáticos à la Stargate e chips e experiências. 

Sem o leitor perceber bem como, quase no final do livro, a autora muda completamente a direção da história. E foi disto que não gostei, porque não há nenhum prelúdio, nenhum "foreshadowing" que dê sentido ao "twist" que vira este livro para a ficção científica. Num momento temos a Alison a explorar a forma como vê o mundo; e noutro ela vai atrás do seu psiquiatra misterioso (sim, temos um herói misterioso, mas isso ainda é o menos) e acaba por descobrir que existe um outro mundo, noutra ponta do Universo, onde seres que provavelmente têm antepassados em comum com os humanos estão a fazer experiências numa rutura no espaço-tempo que liga o planeta deles à Terra. A única ligação a esta surpreendente descoberta é a "morte" por desintegração da Tori, que, lembrem-se, esteve em segundo plano até ao momento.

Uma vez que esta reviravolta ocorre tão tarde no livro, a conclusão é apressada e pouco satisfatória. O ritmo torna-se frenético, a ação intensifica-se e a magia anterior da narrativa desfaz-se. 

Foi isto que me fez classificar o livro com três estrelas.

No geral, uma boa leitura, mas infelizmente não gostei muito da direção escolhida pela autora. A história transformou-se de forma abrupta e pouco realista. No entanto devo dizer que o livro é bastante interessante e merece uma leitura.

20 janeiro 2014

It's Monday! What are you reading?

Já é segunda-feira outra vez, por isso está na altura de mais um It's Monday! What are you reading? Esta semana, depois de mais alguns livros iniciados e postos de lado (ai ai, reading slump, tu não me reapareças!), comecei a ler o Three Parts Dead do Max Gladstone, que sinceramente pensei que fosse fantasia urbana, mas que é mais fantasia épica... mais ou menos. É um livro um bocado estranho, mas ainda assim interessante.

Three Parts Dead - Max Gladstone

Quanto a opiniões e outros posts, isto esteve fraco. Apenas uma edição das Curtas:



Rubrica da autoria de Book Journey.

Publicação em destaque

Opinião: Sistemas em Estado Crítico (Martha Wells)

Sistemas em Estado Crítico de Martha Wells Editora : Relógio de Água (2024)   Formato : Capa mole | 120 páginas   Géneros : Fição científic...