04 agosto 2014

Opinião: Cobiça (J.R. Ward)

Cobiça de J.R. Ward
Editora: Quinta Essência/Leya (2011)
Formato: Capa mole | 536 páginas
Géneros: Romance paranormal, Fantasia urbana
Sinopse.

Por vezes as expectativas também nos podem surpreender pela positiva, especialmente se tivermos expectativas baixas ou se o livro for ainda melhor do que esperávamos. No caso deste livro tratou-se de primeira hipótese: tinha baixas expectativas. Uma amiga tinha lido um dos livros desta autora e não tinha conseguido terminá-lo e pelas descrições calculei que este livro se parecesse bastante em estrutura e tom com os da Sherrilyn Kenyon; dos quais até gosto, de vez em quando, apesar de ter de admitir que são por vezes demasiado lamechas e tem cenas muito foleiras.

E realmente a estrutura e bastante parecida; felizmente as cenas são bem menos foleiras.

Jim Heron vive mais ou menos tranquilamente em Caldwell, perto de Nova Iorque. Um acidente estranho leva-o aos portões de S. Pedro, mas Jim não pode entrar: tem como missão salvar sete almas que se encontram a beira do abismo (pun intended) para poder acabar com a luta entre o Bem e o Mal de uma vez por todas. É o que lhe dizem os anjos que estão a beber chá num relvado junto às portas que dão para o céu, pelo menos (yep, esta é uma das cenas mais foleiras de todo o livro...).
Enquanto lia tentei não pensar em quão improvável esta premissa é tendo em conta o mythos em que se baseia e voilá! A leitura correu muito melhor.

Ou seja gostei de ler este livro. A premissa é bastante irrealista tendo em conta a sua base judaico-cristã mas, ei, é um livro de fantasia!! Tudo vale, suponho. As personagens são interessantes qb, se bem que me parece que vou estar mais interessada em Jim do que nas almas perdidas que ele tenta ajudar.

A autora escreve bem e mantém um bom equilíbrio entre a construção do mundo (dá-nos o suficiente para um primeiro livro e ficamos com perguntas e com a promessa de as ver respondidas nos livros seguintes), e o enredo do livro em específico. Enfim, uma boa leitura, que devorei a uma boa velocidade (teria sido mais depressa se não se tivessem metido os compromissos sociais pelo meio, eh eh).

No geral, uma boa leitura dentro do romance paranormal, apesar do insta-love. Estranhamente fiquei com vontade de ler mais, apesar da "silliness" do primeiro livro. Acho que adquiri um guilty pleasure.

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