22 dezembro 2014

Opinião: My Soul to Save (Rachel Vincent)

Editora: Harlequin Teen (2009)
Formato: Capa mole | 279 páginas
Géneros: Fantasia Urbana, Lit. Juvenil/YA

Aviso: alguns spoilers (poucos)
“My Soul to Save”, o segundo livro da série “Soul Screamers” é, claramente, um livro de transição e de desenvolvimento do mundo apresentado no primeiro livro.

A vida de Kaylee Cavanaugh sofreu uma reviravolta quando descobriu que é uma bean sidhe ou banshee e que tem o poder de saber quando alguém vai morrer. Descobriu também que o seu “grito” é na verdade uma canção pela alma da pessoa que morre e que, com esse grito, pode suspender essa alma e com a ajuda de um bean sidhe macho, voltar a colocá-la no corpo da pessoa.

Para além de ter descoberto as suas capacidades, Kaylee descobre também Nash, o bean sidhe macho que a ajudou a descobrir a sua verdadeira identidade. E está também disposta a descobrir o amor… mas a vida de Kaylee nunca é calma e quando uma jovem cantora morre em palco e Kaylee não grita, ela sabe que algo está errado… ela não pode cantar por alguém que não tem alma.

Neste segundo livro, Kaylee, Nash, Emma e Tod o grim reaper (e também, estranhamente, o irmão de Nash) que trabalha no hospital da cidade, ceifando as almas cujo tempo terminou têm de tentar descobrir como é que adolescentes andam a vendar a alma aos habitantes do Netherworld (a dimensão paralela onde tudo o que é monstro vive) em troca de fama e dinheiro. Tudo se torna pessoal quando uma das pessoas que vende a alma é Addy, uma antiga namorada de Tod.

O mistério é bastante simples e o livro em si não é muito grande, mas como já mencionei acima este livro serve, maioritariamente, para desenvolver o mundo e as personagens. A autora dá-nos mais informações sobre o Netherworld e sobre os seus mais temíveis habitantes, os hellions, sobre as habilidades de Kaylee e de Nash e claro, sobre o mundo dos grim reapers.

Também vemos algum desenvolvimento na relação entre Kaylee e Nash e algum desenvolvimento das outras personagens como Tod e Emma.

No geral, mais uma leitura agradável mas, sinceramente, até agora foi o livro de que menos gostei, de toda a série. É um livro de transição, com muito pouca progressão ao nível da história “maior” que percorre todos os livros.


Outros livros da série:
  1. My Soul to Take

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