16 janeiro 2015

Opinião: Rivers of London (Ben Aaronovitch)

Editora: Orion Publishing Group (2011)
Formato: e-book | 391 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Eis um livro que parece ser bastante popular e sobre o qual tinha curiosidade. Mas, apesar da escrita competente e do enredo não achei este “Rivers of London” nada de especial e pouco tempo depois, já muitos dos pormenores se eclipsaram da minha mente.

Peter Grant está quase no final do seu treino de polícia. Um dia, quando ele e a sua companheira e amiga Lesley estão de guarda ao local de um crime bizarro, Peter vê um fantasma… e de uma maneira estranha e natural não só fala com ele e obtém informações sobre o crime, como tenta fazer passar essas informações dentro da polícia.

É assim que chama a atenção de Nightingale, um inspetor e único membro de uma unidade especial que, suponho (porque nunca nos é bem explicado) tem como objetivo controlar os habitantes sobrenaturais de Londres.

É que parece que Londres tem um problema com um espírito maligno que causa o caos e a violência e Peter, como o membro mais jovem da brigada chefiada por Nightingale e um aprendiz de feiticeiro terá de investigar, com alguma ajuda de Lesley e de Beverley, uma ninfa do rio e a filha mais nova da Mamã Tamisa.

Esta história tinha tudo para resultar, mas o livro tem falta de foco. As cenas sucedem-se, muitas vezes desconectadas, tudo parece aleatório e um pouco ao acaso. Nunca consegui ligar-me a nenhuma das personagens e o mundo está apenas esboçado; nunca nos é dito claramente como funciona e, se não sou grande fã de descrições exageradas e sem objetivo, a falta de informação também irrita.

O livro pareceu-me um pouco “nonsense”, do género de… Dr. Who. Peter, a personagem principal deixa-se levar e nunca parece horrorizado ou admirado pelas coisas estranhas que vê. O problema é que o que resulta em Dr. Who, possivelmente devido à personalidade e carisma das personagens, não resulta, de todo, em “Rivers of London”. As personagens do livro não têm o carisma que lhes permite fazer com que o livro seja interessante, apesar da sua substância confusa e pouco definida.

No geral, nada de especial. Não gostei particularmente nem da história, nem do mundo, nem das personagens e o típico humor britânico também não pareceu resultar bem neste caso. Pelo menos para mim.

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