14 janeiro 2013

Opinião: Where Demons Dare (Kim Harrison)

Where Demons Dare by Kim Harrison
Editora: Harper Voyager (2008)
Formato: Capa mole | 501 páginas
Géneros: Fantasia Urbana
Descrição (GR): "To save the lives of her friends, Rachel did the unthinkable: she willingly trafficked in forbidden demon magic. And now her sins are coming home to haunt her. As Rachel searches for the truth behind a terrifying murder, an even greater menace threatens, for the demon Algaliarept will stop at nothing to claim her, and the discovery of a shocking family secret throws Rachel's entire life into question. If she is ever to live free, Rachel must first walk willingly into the demonic ever-after in search of long-lost ancient knowledge. But when you dance with demons, you lay your soul on the line . . . and there are some lines that should never be crossed."
Where Demons Dare (cujo título alternativo é "The Outlaw Demon Wails") é o sexto livro da série "The Hollows", que está atualmente a ser publicada pela Saída de Emergência. Esta sexta oferenda ainda não foi traduzida para português.

Neste livro, temos mais uma história recheada de drama. Esta série é o equivalente de uma novela da TVI (um bocado de exagero, mas pronto): tal como numa novela, o drama entre as personagens é proeminente e tal como numa novela, a ação arrasta-se.

Neste livro muito pouco acontece (tal como nos outros). Oh, abre com uma cena de ação intensa, com a Rachel e a mãe a fugirem do demónio Algaliarept, que está supostamente preso na dimensão dos demónios mas que conseguiu soltar-se misteriosamente.  Rachel, Ivy e Jenks têm de viver com o facto de que podem ser atacados a toda a hora, o que os deixa... angustiados.

Esta premissa poderia ter dado origem a um livro cheio de ação e mistério, mas como sempre, o mistério e a ação são deixados para segundo plano e muito do livro é passado em reflexões cheias de angústia por parte das personagens. Após o ataque surpresa do início, muito pouco se passa, pois a Rachel já sabe mais ou menos o que anda a acontecer.

Outra coisa que me começa a irritar: a Rachel é poderosa mas nunca faz nada. Nunca utiliza magia complexa (só invoca círculos de proteção e pouco mais) e quando precisa de magia ou de planos vira-se para as outras personagens, nomeadamente a Ivy (com quem tem uma relação tortuosa), o Jenks e a Ceri.

O drama interior (e exterior) das personagens é ao mesmo tempo um factor de irritação constante, por se prolongar tanto no tempo e por ser um tema demasiado central e algo que dá complexidade às personagens porque, no fundo, elas são bastante carismáticas e humanas.

No geral: continuo a não perceber muito bem porque gosto tanto desta série, mas acho-a interessante. Se gostam de fantasia urbana com ação non-stop e muitos elementos paranormais, esta série não vos irá agradar assim muito, penso eu. Mas se não se importam com um enredo mais simplista, um mundo que evolui muito lentamente e uma história que é conduzida mais pelas personagens do que por qualquer outro elemento, penso que esta é uma série de que vão gostar.

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