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09 março 2015

Opinião: The Serpent Prince (Elizabeth Hoyt)

Editora: Grand Central Publishing (2012)
Formato: Capa mole/bolso | 362 páginas
Género: Romance histórico

"The Serpent Prince" conclui a trilogia "Princes" de Elizabeth Hoyt, cujo primeiro livro, O Príncipe Corvo, foi publicado em Portugal pela Livros da Seda.

A série foi "descontinuada", pelo que se ficou pelo primeiro volume.

Lucy Craddock-Hayes, filha de um capitão naval reformado, vive uma vida calma no campo. Mas tudo muda quando encontra um homem nu e meio morto numa vala. Enquanto Lucy trata do desconhecido, que depois descobre ser o Visconde Iddlesleigh, o mesmo guarda cuidadosamente os seus segredos.

Simon Iddesleigh é um homem consumido pela vingança; o seu irmão mais velho foi morto devido a uma conspiração levada a cabo por quatro conjurados e Simon não descansará até ter morto, em duelo, todos os que tiveram um papel na morte de Ethan.

É essa vingança que faz com que seja atacado e deixado para morrer numa vala.

Mas quando os segredos de Simon ameaçam Lucy, que tanto o ajudou e por quem se está a apaixonar, ele sabe que tem de voltar para Londres e terminar o que começou.

Devo dizer que me senti bastante desapontada com este romance de Elizabeth Hoyt, que escreveu alguns dos romances históricos que mais gostei de ler dentro do género.

Este livro pareceu-me uma sucessão interminável de clichés, desde o herói desmesuradamente torturado à heroína pãozinho-sem-sal e super boazinha, sem um defeito que seja. Estas personagens estereotipadas não me fizeram investir no livro como deveria ter investido. 

O romance também não foi particularmente verosímil.

No geral, um livro pouco interessante. A escrita de Hoyt é boa, como sempre, mas faltou a "The Serpent Prince" paixão, tanto da sensual como por trás das motivações e das personalidades das personagens. Fraquinho, mas uma leitura rápida. Os livros da série publicada em Portugal (A Lenda dos Quatro Soldados) são mais interessantes.


Outras obras da autora no blogue:

30 setembro 2012

Curtas: O romance está no ar!

Ora bem, aqui vão mais algumas mini-opiniões. Muitos blogues (o Este meu Cantinho, o Bookeater/Booklover e o Cuidado com o Dálmata) chamam a este formato "Curtas" em vez de "mini-reviews" e depois de alguma consideração decidi adoptar também esta designação, que me parece mais adequada e chamativa. Espero que as donas destes blogues não se importem! :)

Esta edição das "Curtas" foca-se em alguns romances históricos que li mas sobre os quais não tenho muito a dizer.

What I did for a Duke
Autor: Julie Anne Long
Série: Pennyroyal Green, #5
Editor: Avon - 2011
Páginas: 371
Mini-Review: Um romance histórico passado no período da Regência Inglesa (1811-1820). Foi uma leitura rápida e envolvente, que não me surpreendeu minimamente pois tem todos os ingredientes típicos deste tipo de livros: uma heroína, um herói e um romance. O desenvolvimento das personagens é incipiente e o desenvolvimento do romance é previsível, mas achei que os protagonistas tinham química, o que para mim, é fundamental neste tipo de livro.
Uma boa leitura para relaxar, para quem gosta do género.


Wicked Intentions
Autor: Elizabeth Hoyt
Série: Maiden Lane, #1
Editor: Grand Central Publishing - 2010
Páginas: 382
Mini-Review: A maioria dos romances históricos passam-se durante a Regência ou durante a época Victoriana (1837-1901). Esta autora vai mais longe e situa os seus romances no século XVIII. Isto pode não parecer significativo, mas na verdade requer muito mais pesquisa, uma vez que a época Georgina é mais rica em termos de mudanças sociais. Neste livro Hoyt explora diversos temas desde a doutrina Puritana até às instituições de caridade da época, passando pelas condições de vida das classes mais baixas (algo que raramente se vê neste género de obras, que se focam na aristocracia inglesa).
Achei que a autora tentou desenvolver demasiadas linhas de acção (o enredo romântico, o passado dos protagonistas, os problemas da irmã da heroína e assassinatos misteriosos) o que fez com que, por vezes, o foco do livro se tornasse pouco claro. 
Ainda assim, foi uma leitura intrigante pelas descrições da época e pelos temas abordados, apesar de o romance me ter parecido um pouco brando e irrealista. O facto da autora ter investido noutras linhas de acção, enriqueceu o livro. Interessante.


Peripécias do Coração
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons, #2
Editor: Asa - 2012
Páginas: 384
Mini-Review: Julia Quinn foi uma das primeiras autoras que li dentro deste género e terá sempre um lugar especial nas minhas estantes. Apesar de ter encontrado autoras de que gosto bastante, Quinn é... Quinn.
Este é o segundo livro da série Bridgerton e foi publicado recentemente em Portugal (de notar que li a versão inglesa).
Como sempre, gostei. Quinn tem um humor espectacular e as lutas e debates acesos das personagens principais são sempre um prazer de ler. 
Em Peripécias do Coração temos um visconde decidido a não casar por amor e uma jovem cheia de génio. Quando os dois colidem, saltam faíscas e não é só de atracção.
Em suma, não posso deixar de recomendar estes livros a quem gosta de romance histórico. Quinn é realmente uma espécie de Jane Austen moderna!

21 novembro 2011

Review: To Seduce A Sinner (Elizabeth Hoyt)

To Seduce A Sinner by Elizabeth Hoyt
Publisher:  Forever (2008)
Format: Mass Market Paperback | 359 pages
Genre(s): Historical Romance
Description (GR): "THE ONE THING HE CANNOT REVEAL ... For years, Melisande Fleming has loved Lord Vale from afar ... watching him seduce a succession of lovers, and once catching a glimpse of heartbreaking depths beneath his roguish veneer. When he's jilted on his wedding day, she boldly offers to be his.

TO THE ONE WOMAN HE MOST DESIRES ... Vale gladly weds Melisande, if only to produce an heir. But he's pleasantly surprised: A shy and proper Lady by day, she's a wanton at night, giving him her body --- though not her heart.

IS HIS DEEPEST NEED ... Determined to learn her secrets, this sinner starts to woo his seductive new wife --- while hiding the nightmares from his soldiering days in the Colonies that still haunt him. Yet when a deadly betrayal from the past threatens to tear them apart, Lord Vale must bare his soul to the woman he married ... or risk losing her forever.
"
After reading "The Agency" by Y.S. Lee, I felt like reading something historical... and romantic. So I picked up "To Seduce a Sinner" by Elizabeth Hoyt, one of my favorite authors within the genre.

And as always, Hoyt didn't disappoint.

Jasper Renshaw, Viscount Vale is left at the altar by his fianceé, Miss Templeton. As he sits pondering on how he had managed to alienate her, a woman enters the room. She is Melisande Fleming a shy, plain girl who is often overlooked by men. Melisande offers her hand in marriage and Jasper thinks, why not? He has to marry after all. It is only after the wedding that he begins to see that his wife is much more than she first appeared

Melisande has been in love with Lord Vale for years. A secret, silent love for he doesn't notice her. So when the chance to marry him comes she doesn't hesitate. Now she finds herself married to the man of her dreams... and discovering he is different from what she first thought.

I really like the arranged marriage theme in historical romance so this book was right up my alley. Melisande and Vale were both very charismatic and interesting, with their suitably tortured pasts. The pace was great, they got to know each other in a somewhat realistic manner and I really liked how the author explored the problem of PTSD which, of course, was not something that was recognized in those times.

Of course the book was incredibly formulaic, but it was still an engrossing read.

Overall, an entertaining historical romance. Well written, interesting and with captivating characters, it will appeal to fans of the genre.

13 setembro 2010

Opinião: O Príncipe Corvo

O Príncipe Corvo de Elizabeth Hoyt
Editora: Livros de Seda (2009)
Formato: Capa Mole | 326 páginas
Géneros: Romance Histórico
Sinopse (Livros da Seda): Little Battleford, Inglaterra rural, segunda metade do século XVIII. Assistindo à constante debilidade das finanças familiares, Anna Wren, recentemente enviuvada, vê-se na necessidade de encontrar emprego. Culta e letrada, torna-se secretária de Edward de Raaf, conde de Swartingham.

Homem de um carácter que a vida tornou mordaz e inflexível, de rosto e corpo marcado por cicatrizes de infância, tudo parece indicar que Anna Wren será uma secretária a prazo.

Numa improvável partida do destino, ambos despertam o lado mais secreto do outro, rapidamente desenvolvendo um desejo mútuo e de forte carga erótica, inicialmente não assumido.

Na Inglaterra do Império e das conquistas ultramarinas, nas vésperas da Revolução Industrial, conseguirá o preconceito e o conservadorismo separar duas almas talhadas para se unirem?
(A edição lida está no inglês original, mas os dados bibliográficos apresentados são da versão portuguesa para tornar mais fácil a identificação da obra)

O Príncipe Corvo é o primeiro livro de uma trilogia da autoria de Elizabeth Hoyt. É um romance histórico muito ao estilo dos de Emma Wildes e Madeline Hunter, focando-se nos dilemas amorosos de duas personagens e tendo como fundo a Inglaterra de outros tempos.

Passa-se, pois, em meados do século XVIII e relata a história de amor entre um Conde e uma viúva de origens modestas. Devido a dificuldades financeiras, a viúva, Anna Wren é forçada a fazer aquilo que é quase impensável nesta altura, para uma senhora respeitável: trabalhar.

Anna consegue um posto como secretária do Conde de Swartingham, um homem com um lendário mau génio que já havia conseguido afugentar vários outros candidatos.

O que distingue, quanto a mim, O Príncipe Corvo de outras obras do género (nomeadamente das publicadas em Portugal) é o desenvolvimento cuidado e principalmente gradual da relação entre os protagonistas. Achei que a transição de meros conhecidos para amantes se fez de forma mais ou menos realista (tão realista como pode ser num livro deste tipo) e não apressadamente como em muitos outros romances históricos. Quero com isto dizer, que o herói e a heroina não caíram nos braços um do outro ao fim de dez páginas, o que é de louvar.

De louvar também é a caracterização minuciosa (pelo menos assim me pareceu) da sociedade inglesa do século XVIII. As personagens estão bem incorporadas no seu meio social e assistimos a diversas situações que nos mostram como se deviam comportar tantos os homens como as mulheres. O facto de Anna Wren ter procurado uma posição é algo que é criticado e comentado pela populaça pois mesmo sendo de origem modesta, Anna não faz parte da classe trabalhadora.

Não posso também deixar de mencionar uma linha de acção secundária que a autora apresenta e que tem como protagonistas duas irmãs que, para se sustentarem tiveram de se tornar "mulheres de má vida". A interacção da protagonista com estas mulheres traz alguma originalidade à história e mostra-nos, mais uma vez, as convenções sociais da época que não permitiam qualquer tipo de auxílio a estas mulheres.

No geral, achei "O Príncipe Corvo" uma leitura bastante agradável. O enredo é apelativo, os acontecimentos desenrolam-se a bom ritmo, as personagens são carismáticas e a escrita é fluída e interessante. Claro que não escapa aos habituais clichés do romance histórico, mas parece-me que tem algo mais. Devo também referir que algumas das cenas românticas deste livro são bastante gráficas, mais parece-me do que noutros livros da mesma categoria.

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