26 abril 2014

Opinião: O Regresso do Assassino (Robin Hobb)

O Regresso do Assassino by Robin Hobb
Editora: Saída de Emergência (2011)
Formato: Capa mole | 565 páginas
Géneros: Fantasia
Descrição: "Ele é um bastardo com sangue real.
Ele é um assassino com poderes malditos.
Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça.
Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de "genial". Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou "único". O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário... bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!"
Foi com alguma trepidação que iniciei a leitura desta continuação da Saga do Assassino. A primeira trilogia (divida em 5 volumes em Portugal) foi tão... épica, deixou-me com tanta sede de saber mais sobre o mundo que temi ficar desapontada com esta nova oferenda sobre Fitz. E fiquei, de certo modo... porque mesmo após mais de 500 páginas, continuo com imensas perguntas. E com uma vontade igualmente feroz de saber mais.

FitzCavalaria, o bastardo Manhoso vive em relativa paz há 15 anos. Adotou um jovem órfão chamado (A)Zar e ambos vivem da caça e do pouco que a terra lhes pode oferecer. Fitz usa agora o nome Tomé Texugo e é, para todos os efeitos um cidadão comum dos Seis Ducados. No entanto, sendo Fitz quem é, atrai novos pedidos de ajuda de Breu e do Bobo. Os Visionário, a linhagem reinante dos Seis Ducados, está ameaçada por forças externas, por uma mulher que se considera a verdadeira Profeta Branca. Por isso Fitz vai ver-se de novo envolvido nas intrigas da corte, com o seu amigo Bobo e com Olhos-de-Noite.

Esta leitura foi... intensa. Ao início custou-me a entrar na mesma porque as primeiras 120 páginas foram algo lentas e melancólicas à medida que Fitz revive os últimos 15 anos e tudo o que se passou. Mas, assim que Fitz abandona a sua cabana com o seu fiel lobo e submerge novamente na corte de Torre de Cervo, o livro torna-se de leitura tão compulsiva que tive de me forçar a parar, por vezes. A narrativa em primeira pessoa reforça ainda mais nesta nova trilogia, a ligação do leitor com Fitz.

Neste volume, a magia da Manha é uma parte central do enredo e a ameaça que cai sobre os Seis Ducados. É ao mesmo tempo o problema e a solução e por isso este livro está cheio da magia do Sangue Antigo e da sua beleza selvagem, dos costumes dos que a possuem e das possíveis formas de a perverter. Como tal, temos mais informações sobre os Sangue Antigo e a sua magia, o que me agradou porque era um dos aspetos acerca dos quais tinha alguma curiosidade. E a narrativa sugere que há mais por detrás do que se está a passar, algo que pode ajudar a esclarecer algumas das pontas soltas da última trilogia.

Foi também interessante ler sobre as mudanças em Torre de Cervo e operadas nas personagens que conhecemos em livros anteriores.

No geral, um ótimo começo para uma nova trilogia passada nos Seis Ducados e imprescindível para os fãs da série.

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