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04 fevereiro 2015

Curtas: Grave Memory e Nightlife

Editora: Berkley UK (2012)
Formato: Capa mole | 373 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Neste terceiro livro da série “Alex Price”, a nossa heroína tem de investigar uma série de suicídios que parecem estranhos. Como a polícia não considera suicídios como sendo crimes, terá de ser Alex a perceber o que se passa.

Gostei mais deste livro do que dos seus antecessores. O mistério é mais complexo e interessante, e Alex passa mais tempo a investigar o mesmo, se bem que a resolução e os poderes “super-duper” que alteram alguns dos acontecimentos no livro sejam demasiado “deus ex-machina” para o meu gosto.

No geral, o melhorzito da série, até agora, se bem que o triângulo amoroso e os crescentes poderes “raros” de Alex sejam irritantes.


Editora: Roc (2006)
Formato: Capa mole/bolso | 339 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Cal Leandros está em fuga. Desde que a raça do seu pai o raptou, aos 14 anos, que Cal e Niko (o irmão mais velho) fogem do pai de Cal e dos outros Auphe (que são “elfos”, supostamente… mas que no fundo pouco têm a ver com elfos como os imaginamos porque são sedentos de sangue, violência e têm umas unhas assassinas). Nenhum dos irmãos sabe bem porque é que os Auphe perseguem um meio-sangue mas têm uma vida nómada devido a isto.

Esta é, basicamente, a premissa do primeiro livro da série “Cal Leandros”. Gostei da caracterização das raças sobrenaturais, mas a personalidade de Cal não me agradou particularmente… há já muitas personagens como ele.

Também não ajudou que, durante metade do livro, Cal tenha sido possuído por uma banshee macho (don’t ask) e que o próprio plano dos Auphe que envolvia o Cal não tenha sido assim muito bem explicado.

No geral, uma leitura mediana. Fiquei interessada no mundo, mas nas personagens… nem por isso.

01 fevereiro 2015

Opinião: Grave Dance (Kalayna Price)


Editora: Roc (2011)
Formato: Capa mole/bolso | 371 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Já há algum tempo que o blogue não tem uma atualização devido, principalmente, à vida, que se intromete das formas mais terríveis nos nossos hobbies.

Por isso, com os livros lidos e as respetivas opiniões a formarem uma pilha cada vez maior, decidi que era tempo de escrever novamente uma pequena opinião.

A opinião sobre o segundo livro da série “Alex Price”, não será muito pormenorizada porque já li alguns livros depois deste e a história não é propriamente memorável.

Poderão ter (ou não) reparado que ando a ler muita fantasia urbana; isto deve-se principalmente ao facto de ter, em tempos, comprado muitos livros deste género e, como quero começar a ler o que tenho nas estantes, como é natural, este é um género que irei ler muito nos próximos tempos (ou até me fartar).

Mas voltando ao livro… Grave Dance, apesar de ter sido uma leitura rápida e compulsiva, não foi exatamente original e já não me lembro bem do que se passou, exceto que Alex, a nossa heroína, recebeu mais um “power-up” bastante previsível enquanto tenta resolver um mistério relacionado com um assassino que deixa apenas os pés esquerdos das suas vítimas como prova.

O mistério é interessante, mas é bastante óbvio que a sua relevância e desenvolvimento, a sua existência no livro servem o propósito de fazer com que Alex se embrenhe mais no mundo dos fae, raça sobrenatural da qual ela descobriu recentemente que faz parte.

O desenvolvimento dos seus “poderes” (que são raros, mesmo entre os fae, claro) e da sua vida pessoal (a escolha de novas alianças no mundo dos fae, o inevitável triângulo amoroso e mais), ocupam, inevitavelmente, tanto “tempo de antena” no livro como o mistério.

No geral, um livro de fantasia urbana bastante típico com uma heroína que é um bocado “Mary Sue” super especial demais para o meu gosto. No entanto, gosto do mundo criado pela autora e da sua descrição dos fae, do seu mundo e da sua cultura. E, claro, a escrita ajuda: é bastante envolvente.

22 janeiro 2015

Opinião: Grave Witch (Kalayna Price)


Editora: Roc (2010)
Formato: Capa mole/bolso | 325 páginas
Géneros: Fantasia Urbana

Este livro foi mais uma releitura, porque tendo já adquirido os dois seguintes, queria relembrar-me um pouco do que se passava no primeiro.

No mundo de Alex Craft, os fae anunciaram a sua existência ao mundo há 70 anos, porque precisam que os seres humanos acreditem neles para poderem sobreviver. Isto deu origem a uma série de mudanças, não só a nível social como a nível geológico porque alguns “espaços” que haviam estado escondidos (os “folded spaces”), passaram a não estar. Isto fez com que os EUA ganhassem um novo estado, cuja capital é a cidade de Nekros.

É lá que a Alex, uma “grave witch”, vive. As bruxas também anunciaram os seus poderes e algumas das bruxas têm poderes diferentes. É o caso de Alex que consegue ligar-se à “energia” da terra dos mortos (onde vivem fantasmas e criaturas de pesadelo) e “construir” um “shade” de uma pessoa morta. Um “shade” é uma coleção de memórias da pessoa falecida e ajuda a saber como morreu.
Mas o talento de Alex tem consequências: de cada vez que utiliza a sua “grave sight”, os seus olhos sofrem.

Alex sobrevive trabalhando para a polícia ou para clientes que querem questionar os mortos, mas quando um dos seus “shades” a ataca, vê-se envolvida num mistério que pode envolver uma criatura antiga e maléfica de Faerie… um ladrão de corpos.

Neste livro, somos apresentados a Alex e ao seu mundo. Um mundo em que as bruxas e fae são aceites mas onde ainda há bastante preconceito e mesmo uma fação política que quer restringir os direitos desta parte da população. O pai de Alex pertence a esse partido e ela foi forçada a sair de casa e a mudar de nome.

Penso que foi uma boa leitura ao nível da fantasia urbana. Gostei bastante do mundo desenvolvido pela autora, a mitologia pareceu-me sólida e bem explicada. Também gostei das personagens q.b., se bem que o detetive Fallin, com quem Alex está sempre a trocar bitaites, é um bocado parvo às vezes.

O mistério também foi interessante, se bem que podia ter sido melhor explorado.

Poderia ter dado 4 estrelas ao livro, mas o facto de se desenvolver um triângulo amoroso lá pelo meio não me agradou assim muito, até porque gosto de ambas as personagens masculinas. Também me parece que a Alex se está a preparar para ser uma “Mary Sue”, ultra especial e esse tipo de personagens não me agradam particularmente.

No geral, uma boa leitura dentro do género. A autora conseguiu um mundo interessante e não muito cliché, a escrita é competente e o sistema de magia é intrigante. Houve alguns pontos dos quais não gostei muito, mas globalmente, diria que é um começo sólido para uma nova série.