17 março 2014

Opinião: Unequal Affections (Lara S. Ormiston)

Unequal Affections by Lara S. Ormiston
Editora: Skyhorse Publishing (2014)
Formato: Capa dura | 352 páginas
Géneros: Romance histórico
Descrição: "When Elizabeth Bennet first knew Mr. Darcy, she despised him and was sure he felt the same. Angered by his pride and reserve, influenced by the lies of the charming Mr. Wickham, she never troubled herself to believe he was anything other than the worst of men--until, one day, he unexpectedly proposed.Mr. Darcy's passionate avowal of love causes Elizabeth to reevaluate everything she thought she knew about him. What she knows is that he is rich, handsome, clever, and very much in love with her. She, on the other hand, is poor, and can expect a future of increasing poverty if she does not marry. The incentives for her to accept him are strong, but she is honest enough to tell him that she does not return his affections. He says he can accept that--but will either of them ever be truly happy in a relationship of unequal affection?
Diverging from Jane Austen's classic novel Pride and Prejudice at the proposal in the Hunsford parsonage, this story explores the kind of man Darcy is, even before his "proper humbling," and how such a man, so full of pride, so much in love, might have behaved had Elizabeth chosen to accept his original proposal."
Primeiras impressões: Esta senhora tem uma cara muita creepy. Mas pronto.

Sendo eu uma grande fã do clássico Orgulho e Preconceito, foi com altas expetativas que abri este livro, intitulado Unequal Affections: A Pride and Prejudice Retelling. Tal como o nome indica, este livro explora uma vertente diferente da obra mais famosa de Jane Austen, pegando num acontecimento e mudando os subsequentes de forma a responder a um dos muitos "E ses" que cada leitor formula depois de terminar uma obra.

Neste caso, Lara S. Ormiston, pega na primeira proposta de Mr. Darcy, em Hunsford e imagina o que teria acontecido se Elizabeth Bennet a tivesse aceitado em vez de a recusar. Embora a premissa me tenha parecido um pouco contra a personalidade da personagem (pois Elizabeth criticou a sua amiga Charlotte por se ter casado por "razões mercenárias"), resolvi abstrair-me deste facto e ver o que a autora faria com esta premissa. Afinal, avizinhava-se um casamento arranjado e o meu casal fictício favorito estava envolvido... o que mais podia querer?

Devo dizer que gostei bastante desta leitura. Ormiston explora em profundidade os temperamentos de Mr. Darcy e de Elizabeth Bennet sem que eles tenham sofrido a reviravolta que Austen lhes dá, após Hunsford, no livro original. Elizabeth aceita a proposta de Darcy e ambos terão de conviver durante o período de noivado.

Isto significa que o orgulho e intransigência de Darcy, sem o inflamado discurso que Elizabeth profere no livro original, continuam intocados e é através de conversas e convívios que Elizabeth e Darcy se começam realmente a conhecer enquanto pessoas. É fascinante ver como Mr. Darcy é um homem bem intencionado mas orgulhoso e que a sua maneira de ser acaba por ofender a Elizabeth. É também bastante interessante ver como Elizabeth ajuda Darcy a conhecer-se a si próprio e a tornar-se menos inflexível. Por outro lado, Elizabeth aprende que Darcy não é tão horrível como ela pensava, sendo até um bom homem. E sente-se culpada por ter aceite a proposta e por o estar a magoar, e por ter traído os seus princípios.

Não vou dizer que gostei mais deste livro do que de Orgulho e Preconceito, até porque são obras diferentes. Mas tenho de admitir que o facto de Mr. Darcy não ter mudado da noite para o dia e de o casal ter tido de se conhecer muito melhor antes de Elizabeth se apaixonar foi refrescante.

No geral, uma reformulação da obra original de que gostei bastante e que recomendo a qualquer fã da obra.

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