02 julho 2014

Opinião: A Amante (James Patterson)

A Amante de James Patterson
Editora: Topseller (2014)
Formato: Capa mole | 348 páginas
Géneros: Mistério/thriller
Descrição: "O jornalista Ben Casper é paranoico e obsessivo. E a maior e mais compulsiva das suas fixações é Diana, a bela mas inacessível mulher dos seus sonhos. 
Quando ela é encontrada morta, após uma queda da varanda do seu apartamento, as autoridades não hesitam em considerar que é um suicídio. Mas Ben conhecia bem Diana e sabe que ela nunca se mataria. Convence-se de que a amiga foi assassinada e embarca numa aventura arriscada para conseguir prová-lo. 
O jornalista descobre, porém, que ela levava uma vida dupla, e à medida que outras pessoas envolvidas na vida de Diana morrem em circunstâncias questionáveis, torna-se evidente que alguém não quer que a verdade venha ao de cima. E, a menos que Ben desista da sua investigação, ele pode ser o próximo a «sair de cena»"
Mais um dia, mais uma opinião.

A Amante foi a minha estreia com o mundialmente aclamado autor de thrillers James Patterson e deixem-me dizer-vos: que desilusão. Não consegui encontrar assim muitos pontos positivos neste livro exceto, talvez a escrita fluída.

De resto... pareceu-me que estava a "ler" um filme de ação, algo que me irrita solenemente quando estou a ler livros deste género; se eu quiser ver um filme de ação, vejo. Quando estou a ler um livro de mistério/thriller, não preciso de tiroteios a todas as horas, prefiro uma exploração cuidada do enredo e das personagens.

Algo que, obviamente, não aconteceu aqui.

A Amante segue a história de um homem com alguns problemas psicológicos que são o resultado de uma infância traumática. Ben Casper, jornalista, rico e obcecado com uma mulher chamada Diana, vê-se numa embrulhada quando Diana cai da varanda do seu próprio apartamento. De repente toda a gente quer matar o Ben, por alguma razão estranha.

Enfim, o enredo é o a verdadeira definição de "mal acabado", "irrealista" e "confuso". Uma mulher é assassinada e pessoas começam a tentar matar o protagonista sem qualquer razão. Por sua vez, o protagonista não tenta investigar como deve de ser, limita-se a fazer ameaças vazias e a perguntar a opinião de um outro personagem que, convenientemente, sabe tudo o que se passa.

O livro é basicamente uma coleção de cenas de ação com pessoas da CIA a fazerem escolhas questionáveis e os países do costume como antagonistas e adversários dos velhos EU of A. No meio disto tudo, Ben anda a correr de um lado para o outro como uma barata tonta, a fazer imensas referências e divagações acerca de montes de filmes, atores e atrizes e basicamente esperando que as respostas venham até ele.

No final, o cerne da conspiração faz-nos a nós, os leitores, ficar de boca aberta, de tão parvinho que é. 

Não me consegui ligar com Ben. Gostei, a princípio, do facto de ele ter alguns problemas psicológicos mas no fim é apenas um Sam americano qualquer, um herói mal acabado com valores morais perfeitos e tudo o mais. É um estereótipo sem qualquer interesse.

O resto das personagens? Bocejo.

O enredo? Bocejo (já o vi em 300 mil filmes para a TV).

No geral, uma leitura muito pouco interessante. Está escrito de forma a cativar o leitor pois tem um ritmo que exige sempre atenção mas nas outras categorias (enredo, personagens, construção do mundo), deixa muito a desejar.

Sem comentários: